<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372</id><updated>2012-02-03T00:18:20.866-02:00</updated><category term='7- Para assegurar o fornecimento de fibras'/><category term='carvoaria'/><category term='adote pelo menos um alimento integral – pão ou arroz.'/><category term='Usina de Belo Monte - Em defesa dos rios da Amazonia'/><category term='Mata atlantica'/><category term='destruição'/><category term='destrição meio ambiente'/><category term='ecologia'/><category term='crime ecológico'/><title type='text'>(EA) - Nosso Futuro Comum - César Torres</title><subtitle type='html'>Devemos considerar que a Educação Ambiental para uma sustentabilidade efetiva, necessita de um processo contínuo de aprendizagem, baseado no respeito de todas as formas de vida, afirmando valores e muitas ações que contribuam para a formação social do homem e a preservação do meio ambiente.
Cat</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>985</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-8115016764214388351</id><published>2012-02-01T17:20:00.000-02:00</published><updated>2012-02-01T17:20:40.290-02:00</updated><title type='text'>Sustentando a Insustentabilidade - Rio+20</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OA3juVrCqeA/TymQeHMomfI/AAAAAAAADiM/bCyHbYm6n_4/s1600/imagesCAVKPTX6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-OA3juVrCqeA/TymQeHMomfI/AAAAAAAADiM/bCyHbYm6n_4/s1600/imagesCAVKPTX6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Comentários à Minuta Zero do documento base de negociação da Rio+20. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Carlos Walter Porto-Gonçalves2&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Considerações iniciais - Eco Debate&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há de se destacar as enormes dificuldades para se construir um documento capaz de abarcar toda a complexidade que a questão ambiental requer, em parte devidas aos contraditórios interesses nela implicados. Justamente por isso devemos estar atentos criticamente ao senso comum que vem tomando conta desse debate onde a vagueza conceitual e a falta de rigor filosófico e/ou científico impera e, assim, contribui para sua perpetuação. O documento sob análise não foge a essa regra. Nesta contribuição da AGB analisamos os principais fundamentos subjacentes às noções que pretendem dar sustentação à “Minuta Zero do documento base de negociação da Rio+20, enviado pela Coordenação Nacional da Rio+20”. Antes de qualquer outra coisa felicitemos a iniciativa da Coordenação nacional da Rio+20 de tornar público esse documento permitindo sua ampla discussão. Esperamos sejam devidamente consideradas nas etapas posteriores todas as contribuições recolhidas, assim como sua mais ampla divulgação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Introdução: Sobre natureza do documento&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O documento em apreço está dividido em 5 partes através de 128 itens. Uma delas, a primeira, é o Preâmbulo/Definição (Itens 1 a 5), e 3 partes são dedicadas aos diferentes níveis políticos (II- Renovando compromissos políticos (Itens 6 a 24); IV- Quadro Institucional para o Desenvolvimento Sustentável (Itens 44 a 62) e V- Quadro de Ação e Acompanhamento (Itens 63 a 128)) o que é coerente com o caráter político-diplomático do documento. Nesse sentido chama a atenção o fato de uma única parte não ser explicitamente política, a parte III- Economia Verde no contexto do Desenvolvimento Sustentável e erradicação da pobreza (Itens 25 a 43). E mais atenção chama ainda o fato dessa única parte não explicitamente política vir acompanhada de um argumento de caráter moral de “erradicação da pobreza” que vem fazendo parte do novo léxico político e de uma nova governança global, conforme veremos mais adiante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre a economia – O documento está assentado no pressuposto de que a economia é algo auto-evidente e que não comporta múltiplas leituras, o que pode nos conduzir a caminhos muito diferentes dos explicitamente pretendidos. Só para indicar a primazia da dimensão econômica no documento, as referências explícitas a essa dimensão aparecem 55 vezes nas 19 páginas, contra apenas 7 referências ao ambiental e seus derivados e somente em 3 vezes aparece a explicitação da dimensão cultural, sendo que essas são exclusivas ao item 16, ou seja, em somente um item entre os 128 itens que compõem o documento aparece a referência à cultura. É, com certeza, uma desproporção inaceitável para um documento que trata da questão ambiental se não por outras razões, pelo fato da diversidade de paisagens, da diversidade biológica, da diversidade de conhecimentos forjados por múltiplos povos, etnias e nações com relação próxima à natureza ser um componente essencial do debate ambiental. Registre-se que, estranhamente, o documento somente uma vez se refere à natureza, e que esse único registro se dê no mesmo e único item em que há referências explícitas à dimensão cultural (Item 16). Se, de um lado, isso revela um aspecto fundamental de toda cultura, qual seja, a definição própria que cada uma delas faz do que seja natureza, sendo que algumas delas sequer têm uma palavra própria para o que na tradição ocidental seja natureza3, demonstra também o caráter meramente retórico do item 16 no contexto geral do documento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primazia dada à economia não é natural e não tem a universalidade presumida pelo documento. Esse argumento ganha ainda mais consistência quando sabemos que por trás da idéia de economia, inclusive com seu adjetivo verde, está não diversas formas de economia, mas, sobretudo uma delas, a economia mercantil. Aqui onde parece residir a solução pode estar o problema, haja vista que é uma cultura determinada, a que emana do século XVIII na Europa Ocidental, sobretudo com a revolução (nas relações sociais e de poder) industrial em que essa economia mercantil começa a se generalizar enquanto economia capitalista. E essa cultura, enquanto um conjunto de valores e significações que comandam as práticas sociais, forja a economia (mercantil) como dimensão central da vida. Isso implica uma tensão entre a dimensão simbólica e a vida material de enormes conseqüências para a história da humanidade e do planeta. Essa tensão se dá em função da riqueza ser referida à dimensão quantitativa através do símbolo dos símbolos dessa sociedade que é o dinheiro. Somente nesse contexto cultural a idéia de crescimento ganha sentido (e suas noções correlatas como crescimento do PIB, entre outras), o que estabelece tensões com as dinâmicas socioambientais e, até mesmo, ecológicas seja pelos ritmos geobiofísicos diferenciados de reprodução dos ecossistemas que não são uniformes e ilimitados, mas condicionados pelos fluxos de matéria e de energia desigualmente distribuídos na geografia do planeta, e também culturais, haja vista os diferentes sentidos atribuídos à vida pelos diferentes povos, etnias e nações. Não olvidemos que a sociedade que emerge com essa cultura na Europa Ocidental no século XVIII, ao mesmo tempo em que revoluciona as relações sociais e de poder transforma também radicalmente as relações com a natureza haja vista a revolução energética que lhe é co-instituinte com a incorporação dos fósseis (inicialmente o carvão e, depois, o petróleo e o gás). Se energia, como nos ensinam, os físicos é a capacidade de realizar trabalho e trabalho, ainda segundo os físicos, é a capacidade de transformar a matéria, podemos dizer que as sociedades que até então dependiam do sol de cada dia para manejar a produção de fotossíntese e, assim produzir riqueza (alimentos incluídos), passam a utilizar o sol mineralizado há milhões de anos sob a forma de carvão, petróleo e gás e, assim, devolvem à atmosfera os gases que na história natural do planeta dela haviam sido retirados (o que viria contribuir para alterar o efeito estufa). Com a capacidade de manejar a energia concentrada da molécula de carbono e a aplicação do princípio da máquina a vapor aos novos meios de transporte com as ferrovias a navegação marítima fazendo com que os navios se independessem dos ventos, a transformação da matéria pode se fazer em qualquer lugar do mundo e o produto ser transportado a qualquer lugar do mundo, o que ensejou uma nova fase do sistema mundo que desde o século XVI está estruturado com base na colonialidade. Ou seja, embora tenhamos tido pouco a pouco o fim do colonialismo não tivemos o fim da colonialidade (Aníbal Quijano), haja vista uma nova fase do sistema mundo moderno-colonial ter se iniciado com a ampliação da exploração mineral e ampliação das áreas agrícolas destinadas ao comércio global, sobretudo nas áreas periféricas da América Latina, da África e da Ásia. Estabelece-se, desde então, uma nova geografia desigual dos proveitos e dos rejeitos, haja vista essas regiões passarem a destinar os melhores solos e as melhores minas não para satisfazer a necessidade de seus povos, mas para exportar para os países desenvolvidos. Enfim, uma cultura que dá primazia à economia e, sobretudo à economia mercantil, que expressa a riqueza em termos simbólicos quantitativos (dinheiro) passa a não ver limites aos seus objetivos quando consegue dominar uma forma de energia que parecia não ter limites e oferecer as condições materiais para a dominação da natureza. Não sem sentido, nesse “magma de significações imaginário” (Cornelius Castoriadis), a idéia de progresso e, mais tarde, a de desenvolvimento, se confundem com a idéia de “dominação da natureza”. Saltar da natureza para a cultura passava a ser sinônimo de desenvolvido e de progresso, sempre no interior desse magma de significações imaginário, e daí a primazia do urbano em relação ao rural, ou seja, a valorização de um ambiente fruto do talante humano, ao contrário do mundo rural onde a natureza ainda imporia suas condições às práticas culturais, sociais e econômicas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com isso o antropocentrismo se afirma haja vista a idéia de dominação da natureza só ter sentido se pensamos a espécie humana fora dela. Afinal, se o homem enquanto espécie é parte da natureza quem vai dominar o dominador? Com isso se consagra a separação homem e natureza que vai ser institucionalizada nas universidades de todo o mundo enquanto ciências humanas separadas das ciências naturais, como se fora natural. A dominação da natureza é parte desse projeto civilizatório que se funda numa pretensa universalidade da primazia do econômico sobre o social, sobre o cultural. E como tudo que é dominado, seja um povo, uma etnia, um grupo ou classe social e a própria natureza, conceitualmente significa que são negados nas suas virtualidades e potencialidades, haja vista só importar aquilo que é determinado pelo dominador. Não olvidemos que essa idéia de dominação da natureza é transportada para o plano das relações sociais e de poder, como pode ser visto no fato de se chamar de selvagem (da selva, portanto da natureza) aquele povo que deve ser civilizado; as justificativas racistas como se fora natural a superioridade de uma sobre a outra; as justificativas machistas que se pretendiam naturais diante do que chamou de “sexo frágil” locus da emoção e do instinto que, por isso, deveria estar sob o domínio da razão falocrática. Enfim, a separação de homem e natureza, base de todo o constructo epistêmico da ciência ocidental, é parte necessária do debate ambiental contemporâneo. A ciência e a técnica ocidentais que se querem universais são, na verdade, uma contribuição, sem dúvida relevante, do mundo ocidental ao conhecimento da humanidade, mas não pode se pretender a única forma de conhecimento válida, até porque ela está implicada nos problemas ambientais contemporâneos, como no caso do efeito estufa (revolução energética fossilista) e outros que arrolaremos mais adiante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo isso vem sendo incorporado acriticamente no que podemos chamar de senso comum científico. Quase sempre, esses argumentos e a análise aqui apresentada são desqualificadas como sendo questões de ordem filosófica e metafísica, como se não estivessem subjacentes às práticas científicas e, pela supervalorização dessa forma de conhecimento específico, com enormes implicações políticas na medida em que o “regime de verdade” (Michel Foucault) na segunda moderno-colonialidade4 não se funda mais na religião, como na Idade Média européia, mas na ciência e na tecnologia. Diz-se, até, que a ciência e tecnologia fazem milagres, o que nos dá indícios do lugar religioso que elas passam a ocupar na nova sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda essa argumentação nos conduz a propor a prudência de substituir a presumida e auto-evidente idéia de “economia verde” por “desenvolvimento de práticas sustentáveis”, caso contrário, estaríamos consagrando uma noção cheia de ambigüidades, sem nenhuma consistência científica ou filosófica, que só serviria para legitimar a abertura de mercados que, sob a lógica mercantil e num sistema de valores que se mede em termos quantitativos e, portanto, sem limites, tende a alimentar a tensão com a diversidade ecológica e cultural do planeta e da humanidade. Assim, consagrar esse termo é não só imprudente como um equívoco científico e filosófico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre a erradicação da pobreza. A fome e a pobreza se tornaram temas de um novo léxico político, sobretudo desde a passagem de Robert Mcnamara pelo Banco Mundial5. O que nos chama a atenção nesse documento é a associação entre a erradicação da pobreza e a tal da “economia verde” e o “desenvolvimento sustentável”. Registre-se, aliás, que esse tema, como indicamos, é parte desse novo léxico político e, nesse sentido, não é específico desse documento. Todavia, é de se indagar a ênfase que essa idéia adquire ao que, ainda, se associa uma não devidamente argumentada “ajuda” privilegiada “aos países em desenvolvimento” para que alcancem o “desenvolvimento sustentável”. São 23 referências explícitas à idéia de “ajuda aos países em desenvolvimento” e 13 à idéia de “erradicação da pobreza”. Na medida em que se trata de uma mesma idéia desdobrada chama a atenção o fato de haver 36 referências ao longo das 19 páginas do documento. Com isso, uma idéia a princípio moralmente legítima acaba por deslocar o caráter do debate ambiental ao deixar implícita que são os pobres e os “países em desenvolvimento” os responsáveis pela crise ambiental contemporânea, como se o modelo de desenvolvimento impulsionado pelos países chamados de desenvolvidos não precisassem de ajuda para mudarem suas práticas que são mais impactantes e insustentáveis do que as dos países que aparecem no documento como sendo os únicos que precisam de ajuda. Basta observar a “pegada ecológica” de cada grupo de países e pelo consumo médio de recursos dos seus habitantes respectivos, como assinala o economista Ricardo Abramovay &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“uma vez que o consumo de recursos dos norte-americanos é, em média, de 88 quilos diários por habitante e o dos africanos ao Sul do Sahara de apenas dez quilos diários (Friends of Earth et al, 2009), a generalização dos padrões de consumo que marcam os modos de vida dos mais ricos conduziria certamente a um grau de pressão sobre os ecossistemas incompatível com a manutenção dos serviços básicos que eles prestam à espécie humana”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora possamos admitir o conceito de pobreza absoluta que, na verdade, seria a miséria (do que a fome é sua maior expressão), o conceito de pobreza é mais complexo e só pode ser analisado junto com o de riqueza, seu par necessário. Sendo assim, é não só o caráter simbólico da riqueza reduzido à sua dimensão quantitativa, conforme assinalamos no item anterior, mas também a idéia de realização pelo consumo de bens materiais instigados por um poderoso mecanismo de conformação das subjetividades através do marketing e da publicidade e pelo controle quase absoluto dos meios de comunicação de massa de caráter comercial. Daí resulta que mesmo o extraordinário avanço tecnológico que permite que hoje se produza com cada dólar ou euro com 30% menos de materiais que há 30 anos, nesse mesmo período, verificamos um aumento de 50% na demanda desses materiais. Como conclui Ricardo Abramovay, embora seja “claro que o progresso técnico e o avanço no sentido de produzir com cada vez menos materiais e energia [sejam] decisivos [...] é perigosamente ilusório imaginar que a redução da desigualdade pode ser compatível com a generalização dos padrões de consumo que hoje marca a vida destes 7% da população mundial responsáveis por metade das emissões de gases de efeito estufa” (Abramovay, 2010). Em suma, é o estilo de desenvolvimento que vem sendo estimulado desde os países que se colocam como modelo que carece de ajuda para que se alcance o almejado desenvolvimento sustentável. Ou, pelo menos, não se invoque a necessária política em direção a maior justiça social como condição para esta meta sem que se debata o sentido de riqueza que tem dominado. Assim, mais que erradicar a pobreza é de outro sentido de riqueza e da partilha da riqueza existente que se deve debater. Afinal, o desperdício tem convivido lado a lado com a carência e são dois lados de uma mesma relação. Nesse sentido propomos substituir no documento tudo que diga respeito à “erradicação da pobreza” por partilha da riqueza existente e abrir o debate sobre o sentido do modo de produção de riqueza que caracteriza esse desenvolvimento não sustentável fundado nos princípios acima analisados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre o destaque ao “setor privado” e às grandes empresas &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coerentemente com sua ênfase na economia o documento privilegia e destaca a importância do setor privado. Todavia, alertamos que é preciso ir além de um discurso jornalístico que, por sua própria natureza, tende a ser ligeiro dado ao modo como é produzido (para não nos referirmos aos possíveis interesses que por meio desses veículos se promovem), é preciso destacar também que a empresa privada, embora esteja sujeita às leis maiores dos estados a que está adstrita, tem conseguido manter o princípio do direito do proprietário, como o sigilo comercial, por exemplo, que impede a sociedade de ter acesso a priori às fórmulas químicas de seus produtos. Além disso, o conceito de externalidade deu ensejo a que as empresas destinassem seus dejetos sólidos, líquidos ou gasosos no ambiente externo, como se houvesse um lado externo ao planeta ao que a empresa e seu ambiente estão necessariamente implicados. Além disso, a empresa ainda mantém algo muito próximo de um poder absoluto medieval, como no caso das demissões de trabalhadores que, via de regra, não são consultados quando se decide fazer a reengenharia da empresa, sempre em busca do aumento da produtividade, da competitividade e, sobretudo do lucro, objetivo maior na sociedade fundada na produção mercantil de caráter capitalista. Não é pelo fato de a Guerra Fria ter terminado com o fim da URSS que se deve perder o caráter crítico necessário à busca de uma sociedade mais democrática, mais justa e ecologicamente responsável. A empresa privada, o chamado setor privado, precisa ser objeto de uma avaliação mais criteriosa a fim de abrir suas portas às práticas democráticas, caso contrário a sociedade continuará a debater os efeitos, como o efeito estufa, e não as causas dos dilemas ambientais contemporâneos. Assim, o setor privado não pode ser visto como isento de responsabilidades tanto com relação aos problemas de poluição, de depredação dos recursos naturais, da contaminação de rios, lagos e mares, da poluição das águas, da perda de diversidade biológica, do esgotamento dos recursos não-renováveis, onde além de outras razões cumpre um papel importante o caráter individual e privado da atividade, quase sempre não solidário com a localidade onde está inscrita. Muitas vezes a localidade não passa de um local para uma atividade que está ligada a redes globais de comércio sem que participe do lugar como tal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além disso, o setor privado e sua lógica levada ao setor público tem sido responsável pelo enorme aumento do desemprego, sobretudo dos jovens nos países chamados desenvolvidos, e pela flexibibilização dos direitos sociais e coletivos (seguro desemprego, seguridade social), como destacou o sociólogo italiano Domenico di Masi, quando afirmou que nos últimos 200 anos tivemos a luta dos pobres contra os ricos para garantir os direitos e, nos últimos 20 anos temos a luta dos ricos contra os pobres para acabar com os direitos. Esse fato tem gerado um contraponto auspicioso com uma série de iniciativas de economia solidária que não mereceu no documento nenhuma referência a esse que tem sido uma terreno de elevada criatividade social e ambiental. O apoio a essas formas de economia com valores fundados na solidariedade e na cooperação não lucrativa é um dos terrenos mais promissores de uma racionalidade ambiental onde a justiça social é contemplada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo assim, não tem sentido fazer loas ao setor privado, como o faz o item 19 do documento, sem que tenhamos aberto um sincero debate acerca das práticas que tal como uma caixa preta sob ela se escondem. Mais ainda com relação às grandes empresas, referidas nos itens 24 e 36, que têm conseguido fazer valer uma imagem de sua responsabilidade social e ambiental que, diga-se de passagem, estão quase sempre ligados ao setor de marketing e publicidade das empresas, e menos seu papel político de influência na determinação de políticas (que deveriam ser) públicas pondo em risco a democracia, onde a pessoa jurídica vem tendo um maior protagonismo político que os cidadãos e as comunidades. Nesse sentido, chama a atenção o fato do conceito de comunidade só ter sido invocado uma única vez6 e, assim mesmo, para se referir às comunidades indígenas das montanhas (item 94) não tendo merecido o mesmo destaque que o “setor privado” e as “grandes empresas”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre o jogo das escalas e a questão das territorialidades &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A análise do item anterior nos remete a questões de fundo de interesse do campo ambiental, ou seja, a questão das escalas e das territorialidades. Tornou-se lugar comum falar-se da relação local/global e, até muito recentemente, em menoscabo das escalas intermediárias regional e nacional. Na verdade, chegou-se a falar do fim das regiões e a condenar-se a escala nacional, sobretudo quando inspirava movimentos políticos de caráter nacionalista, sobretudo quando protagonizados desde a América Latina, a Ásia e a África, muito embora esse espírito nacional e mesmo nacionalista seja extremamente forte e alimentado entre os estadunidenses, os franceses e os ingleses para nos restringir a países onde, com freqüência, se fazem as maiores críticas aos nacionalismos quando emanados da periferia do sistema mundo. Enfim, parece que o nacionalismo só é válido quando invocado pelas grandes potências coloniais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Registre-se que o debate no campo ambiental alimentou muito essa crítica à escala nacional assim como contribuiu para esvaziar o profundo sentido político das escalas local e regional, como se pode notar no slogan “agir localmente e pensar globalmente” tão largamente apregoado nessas lides, onde as comunidades eram convidadas a privilegiarem as ações à escala local, enquanto as grandes corporações não só pensavam como agiam em todas as escalas (global, nacional, regional e local) e, assim, contribuindo para a fragilização das comunidades locais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se pode deixar de afirmar que as escalas não são somente cartográficas ou geográficas, embora o sejam. São também dimensões do jogo político onde os grupos sociais (comunidades, classes sociais, etnias, estados, empresas) se afirmam através delas. A ênfase na noção de globalização nas últimas décadas se deu pela afirmação das grandes corporações globais que se afirmavam por meio dessa escala. Não sem sentido, a afirmação desses protagonistas através dessa escala esvaziou a escala de poder nacional, aquela dos estados territoriais, em nome da flexibilização locacional e do privilégio dada à noção de rede por cima da noção de território. Assim, se o estado territorialmente soberano respondia aos cidadãos enquanto guardião de seus direitos, junto com a afirmação da escala global e dos grandes grupos empresariais que assim se afirmavam passamos a assistir ao esvaziamento dos movimentos sociais de caráter nacional que lutavam por direitos universais para os cidadãos como um todo no interior das suas fronteiras nacionais, como os direitos sociais e trabalhistas, sobretudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conceito de cidadania abriga ambigüidades quando visto desde outras perspectivas, como a dos povos indígenas ou de algumas campesinidades com forte caráter comunitário, como as quilombolas, seringueiros, castanheiros, retireiros do Araguaia, dos caiçaras, dos faxinalenses, haja vista reduzir o cidadão ao indivíduo ignorando as individualidades que se conformam em consonância com o sentido de identidade comunitária como o das comunidades citadas, entre outras. Além disso, essas comunidades resignificaram o conceito de território retirando seu caráter exclusivo de base territorial do estado. Não há território sem territorialidades que se afirmam através de relações sociais e de poder através de processos de territorialização. Há, assim, uma tríade território-territorialidades-territorialização e não se pode compreender um sem o outro. Como dissera o geógrafo Milton Santos, o conceito de território tem espessura e não só extensão. É denso e comporta a relação de apropriação que os grupos sociais fazem da natureza através das relações sociais e de poder, sendo assim um conceito que abriga a sociedade através dos grupos sociais que a constituem em relação entre si e com a natureza. Pode ser sintetizado na fórmula território é igual à natureza e cultura através das relações de poder. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os povos indígenas e as comunidades camponesas destacaram, assim, que um mesmo estado nacional abriga dentro de si (de seu território) distintas territorialidades e afirmaram a escalas locais e regional fazendo aparecer a questão colonial no interior dos estados que se consideravam (mono)nacionais ignorando as diversas nacionalidades que estão abrigadas no interior de uma mesma fronteira estatal. Enfim, fizeram aparecer o “colonialismo interno” que desqualifica o diferente como tendo folklore e não cultura ou tendo dialeto e sotaque e não uma língua propriamente dita. Sendo assim, revalorizaram o local e o regional na sua dimensão política densa e, em alguns casos, se apresentaram como protagonistas que também revalorizaram a escala de poder nacional, como os indígenas da Bolívia e do Equador instaurando novos conceitos no léxico político como o de estado plurinacional, inovando nesses mesmos países ao consagrarem a natureza como sujeito de direito e oferecendo, ainda, ao debate teórico-político sobre o devir das sociedades na relação com a natureza o conceito de buen vivir, o suma qamaña dos aymaras e o sumak kausay dos quéchuas, que abrem outras perspectivas ao desenvolvimento econômico e não simplesmente de desenvolvimento econômico, como parecia estar emparedado o debate até muito recentemente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além disso, esses grupos sociais estão em grande parte associados às regiões do planeta onde é grande a diversidade biológica e de água. Assim, mais do que incluídos, como o documento base para a Rio + 20 faz menção nos itens 2, 25, 49, 75, 98 e 107, precisam ser reconhecidos como tais na sua diferença estabelecendo um diálogo de saberes desses povos/comunidades com o conhecimento científico e filosófico convencional. Há que se respeitar e reconhecer, inclusive, o direito ao não-contato dos “povos livres” ou em isolamento voluntário, como vários da Amazônia e dos contrafortes andino-amazônicos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há vários estudos que registram a associação entre o desaparecimento de línguas e a perda da diversidade biológica. Assim, há que se fazer referência explícita no documento aos direitos desses povos e comunidades a seus territórios pela importância de seus conhecimentos sobre a flora, a fauna, as águas, as geleiras, as montanhas, rios e mares patrimônio comum da humanidade e direitos originários desses povos. A diversidade deve ser um princípio a ser seguido rigidamente por suas imbricações ecológicas e culturais. Devemos aqui acompanhar a arguta observação da antropóloga argentino-brasiliana Rita Segato quando nos lembra, com Levi-Strauss que, segundo ela&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“dizia que a razão pela qual devemos ser pluralistas é que quanto mais comunidades existirem no planeta é melhor não somente por uma razão humanitária e de valores, mas porque se observarmos a história natural vamos saber que nunca foi possível dizer que espécie ia vingar no planeta. O darwinismo não falava da espécie mais apta, mas a espécie mais adaptada a questões climáticas e ambientais é que iria sobrevir. Não era a espécie mais capaz. Portanto, sempre foi imprevisível. Então, não sabemos quais das sociedades humanas serão adaptativas ao futuro imediato. Pode ser os Yanomami, pode ser um grupo que tenha poucas pessoas. Desse modo, temos que preservar todas elas porque em algumas delas pode estar o futuro da humanidade”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse sentido, é indispensável que o documento seja capaz de reconhecer, e dar conseqüência política e não somente retórica a esse reconhecimento, a essas significativas contribuições desses grupos sociais, assim como o documento deve deixar de fazer referência a setores, como o “setor privado” e as “grandes empresas”, que estão implicados diretamente na produção dos problemas ambientais, sobretudo as grandes corporações pelo caráter de ameaça permanente à democracia pelos super-poderes que exercem junto às instituições (que deveriam ser) multilaterais e para o que, diga-se de passagem, não receberam nenhuma delegação política. Talvez aqui devêssemos dar conseqüência teórica e conceitual a uma expressão do senso comum – Poder Econômico – que, tudo indica, esteja nos chamando a atenção para uma questão de fundo político, qual seja a de um poder que age apesar de não ter delegação para tal. Afinal, trata-se de um poder que está por todo lado e que, como tal, merece não só um tratamento analítico mais rigoroso como tentamos mais acima, como requer instituições públicas que sejam capazes de limitar sua ação. Consideremos que limitar é da própria essência da política. Polis, originariamente, em grego, significava limite, pois era o nome dado ao muro que separava a cidade do campo. E política é a arte de definir limites: tirania quando Um define os limites; oligarquia quando poucos o fazem e democracia quando o povo o faz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre a gestão racional e o uso racional&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na tradição da segunda moderno-colonialidade, pós-século XVIII, com o iluminismo, passamos a viver sob o risco de uma tirania iluminada que se quer fundada no saber técnico – tecnocracia -, muito forte no campo ambiental, mas não só nele. Somente aqueles que vivem fora do mundo científico acreditam que esse é o mundo das certezas. Ao contrário, todos aqueles que vivemos esse mundo sabemos que não só são vários os embates teóricos, as controvérsias e dilemas, aliás, como toda comunidade humana, como também é um campo que vive de cultivar a dúvida e não as certezas (quem tem certeza não pesquisa). A técnica não pode substituir a política e se a política não está dando conta, como tudo parece indicar7 – o próprio documento zero da Rio + 20 reconhece “as barreiras sistêmicas” em seu item 13 – é necessário que a reinventemos. Sobre isso, o documento pouco avança e, mais grave ainda, reitera a importância de setores que mais têm a ver com o problema do que com a solução. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Expressões como “gestão sustentável” e “uso sustentável” se tornam, no documento, sinônimas de “gestão racional” e “uso racional” ainda que o significado do que seja sustentável, e também do que seja racional, permaneçam vagos, ou melhor, reduzidos a uma dimensão técnica dissociada das relações de poder. A racionalidade permanece prisioneira de uma determinada racionalidade, aquela que se impôs desde a segunda moderno-colonialidade sob hegemonia da Europa norte ocidental. Não se pensa que os diferentes grupos humanos, sejam eles quais forem, são formados por seres capazes de forjar distintas racionalidades e reduzir a razão a uma das razões existentes é colonialismo e desperdício de experiência humana, conforme a feliz expressão do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Afinal, todo ser vivo, por sua própria natureza é incompleto e depende dos seus poros para respirar, ouvir, cheirar, olhar, alimentar, devolver à natureza seus dejetos. Essas aberturas/fechamentos indicam a incompletude do ser vivo e devemos desenvolver instituições capazes de reconhecer não só o outro, que é a natureza, como o outro, o diferente – ente que difere – que sendo da mesma espécie desenvolveu sua própria matriz de racionalidade. Quando se fala de “gestão ou de uso sustentável” e de “gestão ou de uso racional” não se está pensando em apoiar a diversidade de formas de gestão e uso que diferentes povos instituíram ao longo de sua aventura no planeta. Há no documento um olhar imperial que acriticamente se crê superior ao colocar a racionalidade científica sobre outras formas de conhecimento. Isso não seria grave caso considerasse as implicações do poder no saber e do saber no poder (Michel Foucault, Enrique Leff). Não, a ciência e a técnica aparecem no documento como se fossem atemporais e atópicas. A visão que impera do que seja capacitação em vários itens do documento (item 18, 22 e 121 entre outros) mostra que ela vem sempre de fora, mas não um de fora qualquer, mas um de fora que tem data de nascimento, local de residência e origem social: é um de fora que vem da Europa Ocidental, da segunda moderno-colonialidade com a hegemonia gestorial-burguesa fundada na razão técnica que vai capacitar, aqui sem dúvida, sinônimo de colonizar. Todas as vezes que a capacitação foi invocada no documento foi em nome de levar a tecnologia a alguém incapacitado visto dessa perspectiva de origem bem conhecida e, assim, numa perspectiva unidirecional. Não há diálogo de saberes. Assim, só os países “em desenvolvimento”, vão receber capacitação, embora não sejam eles os maiores responsáveis pela crise ambiental contemporânea. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se pode ignorar que depois da Rio 92 tivemos uma profunda transformação nas relações sociais e de poder por meio da tecnologia com a telefonia móvel se generalizando, com a biotecnologia (sementes terminator e zumbi), com a genômica, com a nanotecnologia, com a biologia sintética, com a robótica e já se anuncia a Convergência BANG – Bits, Átomo, Neurônios e Genes. Em 1996 tivemos a doença da vaca louca (Encefalopatía espongiforme bovina – EEB) (Reino Unido); ainda em 1996 o início do cultivo comercial de organismos geneticamente transformados laboratorialmente8; o risco da perda de controle da febre aftosa em 2001 na Europa, em particular no Reino Unido; em 2006, as nanopartículas passaram entrar no noticiário quando &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“um produto de limpeza doméstico, chamado “Magic Nano”, que esteve curto tempo no mercado alemão, foi retirado de imediato quando quase 100 consumidores telefonaram aos centros de controle de envenenamento com suspeita de que o produto havia ocasionado problemas respiratórios e de outro tipo. A indústria insistiu que o produto não incorporava nanotecnologia, aproveitando claramente a ausência de uma definição condensada. Quando retiraram o produto, as empresas de nanotecnologia insistiram que o caso não tinha nada que ver com as nanopartículas. Mais recentemente, sete trabalhadoras na China, que foram expostas a um ingrediente plástico (um polímero) em uma pintura adesiva que continha nanopartículas, contraíram problemas respiratórios; duas delas morreram. Uma equipe de cientistas chineses examinou o tecido pulmonar das sete mulheres, encontrou nanopartículas alojadas nas células e concluiu, cautelosamente, que os sete casos poderiam provar a relação entre a exposição a largo prazo às nanopartículas e o dano grave aos pulmões humanos (Y., Song, X. Li e X. Du, 2009)9.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda em 2007, conforme revelaria um informe especial comissionado pelo Painel de Alto Nível de Experts das Nações Unidas sobre Segurança Alimentaria Mundial, publicado em outubro de 2011, concluiu que a crise mundial dos preços dos alimentos que se fez evidente no final de 2007 foi exacerbada, em grande medida, pelo incremento meteórico na produção dos chamados biocombustíveis (ETC Group, 2011). Registremos, ainda, em 2010 os efeitos da perfuração de petróleo em águas profundas com o grave acidente no Golfo do México, que tende a ser cada vez mais comum diante das novas descobertas como o Pré-Sal na costa brasileira e na Faja del Orinoco, na Venezuela. Em 2011, o acidente em Fukushima, no Japão, expunha, mais uma vez, a falta de regulação independente seja da sociedade civil, seja das instituições (que deveriam ser) públicas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em todos os casos acima indicados o setor privado e as grandes corporações estão implicados. E, como destaca o ETC Group, “um ano depois da Rio 92, a ONU praticamente eliminou seu Centro para a Ciência e para o Desenvolvimento da Tecnologia (UNCSTD), removeu os remanescentes de Nova York para a UNCTAD em Genebra, e simultaneamente, erradicou seu Centro para as Corporações Transnacionais (UNCTC), terminando assim com a mínima capacidade global que em algum momento existiu para monitorar e assessorar sobre novas tecnologias e sobre a transferência de tecnologias desde o setor privado. Em outras palavras, enquanto as TIC – Tecnologías da Informação e o Conhecimento – e a biotecnologia abriram as portas à chamada “economia do conhecimento” a ONU se deu a si mesma uma lobotomia frontal” (ETC Grup, 2011: 01). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Rio + 20 tem a obrigação de chamar à responsabilidade o setor público para que se fortaleça institucionalmente superando definitivamente esse verdadeiro pesadelo que tem sido capturar o público e o comum à lógica do poder econômico e do poder privado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre o caráter das instituições &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desafortunadamente permanece fora do debate, e o documento o expressa de maneira cabal, os fundamentos institucionais que dão suporte às práticas insustentáveis, como os princípios do liberalismo como a propriedade privada, a ênfase no indivíduo, a idéia de acumulação, lucro e crescimento. Na natureza, o crescimento dos seres vivos, por exemplo, não é ilimitado e sequer tem o mesmo ritmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de a expressão sustentável aparecer nas 19 páginas do documento 113 vezes, sendo que em 58 delas acompanhada pela palavra desenvolvimento, para afirmar a noção de “desenvolvimento sustentável”, ela se configura nos termos acima anunciados. Em várias vezes o documento faz referência aos três pilares do desenvolvimento sustentável – o social, o econômico e o ambiental – sendo que este terceiro termo é pleonástico na medida em que um pilar do desenvolvimento sustentável não pode ser o sustentável. Isso revela o quanto a noção de “desenvolvimento sustentável” vem descambando para um campo meramente retórico, o mesmo que se verifica com o epíteto verde. Afinal, já tivemos uma “revolução verde” na agricultura que está longe de qualquer consenso no campo ambiental. O documento, apesar de reconhecer a existência de “barreiras sistêmicas” (item 13), não incorpora a dimensão política como um dos pilares do “desenvolvimento sustentável”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso é grave na medida em que todo o debate ambiental indica, como de diversas maneiras vem se manifestando nos movimentos sociais, a luta da humanidade para dar outros sentidos (sustentáveis) à relação com a natureza. Afinal, como já assinalamos a separação entre a sociedade e a natureza não é só uma questão de paradigma, embora também o seja, mas uma questão implicada no próprio cerne das relações sociais e de poder que se configuraram com a expulsão de homens e mulheres de suas comunidades em relação com a natureza (comunidades camponesas, inclusive da Europa e, sobretudo comunidades originárias da África, da Ásia e da América Latina e Caribe). Há, assim, no campo ambiental uma luta pela reapropriação social da natureza (Leff), haja que sendo a natureza deixada à mercê de uma lógica mercantil, tende para o ilimitado e coloca a humanidade e seu oikos em perigo. Em suma, não podemos deixar de incluir o componente político, como uma dimensão densa de qualquer debate em torno do ambiental. Afinal, o que o movimento ambientalista pôs na agenda política contemporânea é que há limites para a relação das sociedades com a natureza. E limites, já o vimos, é a essência da política. Não há, em todo o documento, nenhuma referência à democratização do acesso à terra e à água, o reconhecimento da importância da diversidade cultural e das múltitplas territorialidades existentes que carecem de reconhecimento formal (reforma agrária ecológica, por exemplo). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estamos, pois, instados a inventarmos uma racionalidade ambiental, como vem propondo o pensador mexicano Enrique Leff, uma racionalidade multidimensional – epistêmica, social, cultural, econômica, técnica e ecológica. Uma racionalidade que não veja a natureza como obstáculo ou inimiga, mas pelo seu potencial positivo como a produtividade biológica primária; que explicite que o social deve ser visto como constituído pela cultura na sua diversidade que, em seu seio traz uma enorme variedade de conhecimentos que constitui patrimônio da humanidade, conhecimentos esses forjados criativamente nas mais diversas circunstâncias eco-geográficas; na dimensão técnica, sabendo que não há sociedade sem técnica, haja vista que a técnica sendo do campo do fazer realiza praticamente os sentidos da sociedade que a institui. Enfim, toda sociedade tem que realizar praticamente seus fins. Afinal, como nos ensinara o geógrafo Milton Santos, o objeto técnico se caracteriza por ser um objeto impregnado de intencionalidade. O debate ambiental é, assim, um debate técnico e político a uma só vez. Dissociar uma dimensão da outra é afirmar uma lógica que acredita numa razão técnica acima do mundo mundano que habitamos, onde uma determinada intenção se sobrepõe às outras (classismo burguês/gestorial e seu etnocentrismo de pretensão universalista). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre “participação pública”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em seu item 17 o documento base da Rio+20 reconhece &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“que um dos pré-requisitos fundamentais para atingir o desenvolvimento sustentável é a ampla participação pública nos processos decisórios. O desenvolvimento sustentável requer que os grupos principais [Major Groups] – mulheres, crianças e jovens, povos indígenas, organizações não governamentais, autoridades locais, trabalhadores e sindicatos, comércio e indústria, comunidade científica e tecnológica, e agricultores – desempenhem papel significativo em todos os níveis. É importante permitir que todos os membros da sociedade civil estejam engajados com o desenvolvimento sustentável, incorporando seu conhecimento específico e prático às políticas locais e nacionais. Nesse sentido, também reconhecemos o papel dos parlamentos nacionais na promoção do desenvolvimento sustentável”, embora, como bem destacou a antropóloga Iara Pietricovsky, do Inesc, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“o setor privado ainda é tratado no mesmo grupo das organizações não-governamentais (ONGs), comunidades indígenas, mulheres etc., nos chamados Major Groups – o que considero um grande equívoco. São organizações de naturezas diferentes, com demandas e poderes diferentes de definir os rumos da história da humanidade, e deveriam ser tratados separadamente. As ONGs do campo da cidadania ativa e movimentos sociais não têm relação com o setor corporativo e empresarial. Não defendemos as mesmas posições. Assim, somos diluídos no conceito abrangente de sociedade civil, o que não é correto. O setor produtivo privado já detém o capital e os mecanismos de influenciar o e mesmo definir a pauta política dos espaços de poder. Ao colocá-los na mesma posição que as ONGs e indígenas em uma disputa de sentidos, a parte fraca e minoritária perde”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apela-se para a noção de parceria, como no item 96 que fala de parceria público-privado. Registre-se que ao longo da década de 1990 todo um ideário político-ideológico se impôs fazendo com que, na verdade, o poder público se fragilizasse deixando de criar mecanismos próprios de controle em nome do interesse público e do bem comum, quando não abolindo os existentes. Não deixemos escapar o contexto ufanista anti-estatal que se seguiu à queda da União Soviética quando termos como interesse público e bem comum ficaram fora do léxico político neoliberal que passou a imperar justamente depois da Rio 92 o que, em parte, é responsável pela diluição dos compromissos ali estabelecidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora, o mais comum no campo ambiental é o conflito de intenções em termos das práticas e dos destinos a serem dados à natureza e é da natureza da política, sobretudo quando pensada em termos democráticos, dar conta dessa tensão criativa. Assim, precisamos construir uma cultura que aceite o dissenso como um valor legítimo. Uma sociedade democrática não é aquela que recusa o conflito, mas, ao contrário, é aquela que o vê como expressando visões distintas a respeito de uma mesma situação, sobretudo dos grupos sociais que não estão encontrando canais para se expressar no escopo de determinadas relações sociais e de poder. A liberdade de opinião só tem sentido se for para a opinião discordante. O direito de greve, por exemplo, foi uma forma democrática de assimilar o conflito, ainda que nos marcos de uma determinada sociedade liberal com seus limites próprios à democracia enquanto “regime do povo, pelo povo e para o povo” (Thomas Jefferson). Isso deveria ser explicitado no documento até porque o campo ambiental proporcionou que grupos sociais que se conformaram através de territorialidades com forte relação com a natureza, como os camponeses e os povos originários acima arrolados, pudessem se expressar politicamente e, quase sempre, se viram obrigados a expressá-los através de conflitos com movimentos sociais que forjaram, inclusive, novos direitos, como as Reservas Extrativistas como unidade territorial de conservação da natureza através da cultura dos povos e/ou grupos sociais (quem não se lembra dos “empates” dos seringueiros contra os empresários que desmatavam a floresta?). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Conferência do Rio de Janeiro, que ora cumpre 20 anos, não pode ignorar o papel que esses grupos sociais jogaram para sua realização. O grande fato político inovador da chamada Rio 92, que inaugurou o ciclo social de conferências da ONU10, foi não só ter colocado o debate além dos gabinetes oficiais da política estatal, como no grande Fórum Paralelo do Aterro do Flamengo que reuniu à época mais de 100 mil pessoas, o que já indicava a crise política das instituições estatais e seus fóruns diplomáticos, mas, sobretudo pelo deslocamento do horizonte de sentido político trazido pelos movimentos camponeses e, sobretudo indígenas. Afinal, se o estado com sua soberania territorial consagrada (Westfallia, 1648) se fez ali presente de maneira plena, com a presença de todos os chefes de estado de todos os países do mundo no Rio de Janeiro, o que por si só mostra o poder de convocação da causa ambiental, o ano de 1992 foi resignificado por esses movimentos que associaram 1992 ao ano de 1492, momento da bifurcação histórica de larga duração que então comemorava, 500 anos. O fato de essa reunião ter se realizado no Brasil se deve, em grande parte, ao significado que particularmente a Amazônia tem para o mundo, como se fora a grande e última reserva de natureza que a humanidade tem e que, com a reconfiguração do significado da natureza após os anos 1960 com o debate ambiental, passa a gozar de um novo significado não somente como reserva ilimitada de recursos, como alguns ainda teimam em ver a região ainda com base em uma racionalidade capitalista/gestorial produtivista. Muito embora, registre-se, a perspectiva ambiental que se desenvolvera desde finais dos anos 1960 visse a região a partir de uma perspectiva eurocêntrica, ou seja, como natureza sem gente, visão essa que estava mais preocupada com o papel da região no equilíbrio climático global e como reserva de diversidade biológica, fundamental para os novos campos da engenharia genética (ou quando a vida passou a ser vista como material genético tratado como engenharia). Todavia, o assassinato de Chico Mendes, em 22 de dezembro de 1988, haveria de mudar definitivamente a visão sobre a região, sobretudo por seu empenho na Aliança dos Povos da Floresta que reunia camponeses e povos indígenas que desde 1492 vivenciaram conflitos intensos. É de Chico Mendes a tese de que “não há defesa da floresta sem os povos da floresta”, introduzindo a cultura e o conhecimento desses povos definitivamente no debate acerca dos destinos a ser dado à natureza. A Amazônia não era mais um “vazio demográfico” idéia que, aliás, revela sua natureza colonial na medida em que despovoa a região e, assim, autoriza a ocupação pelos conquistadores/invasores. “Aqui tem gente”, eis o brado lançado pelos seringueiros quando fizeram sua primeira grande reunião nacional, em 1985 em Brasília, quando fundaram o Conselho Nacional dos Seringueiros, então um forte movimento social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, mesmo depois de 500 anos de um sistema mundo que se instaurara contra os povos originários do continente que seria batizado pelos invasores como América, esses povos se faziam presentes na Rio 92 justamente para debater a crise ambiental contemporânea através de questões como água, vida (plantas e animais), fogo (energia/clima), terra e ar, questões sobre as quais esses povos detêm importante acervo de conhecimento. Não podemos desperdiçar a experiência e o conhecimento desses grupos sociais que, ademais, habitam as regiões do planeta mais ricas em biodiversidade e água.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando estamos diante da avaliação da Rio 92 não podemos deixar de fazer constar a enorme importância desses grupos sociais, e dar conseqüência política a isso. E não podemos deixar de enfatizar que 1492 inaugura um sistema mundo que, desde então até hoje, não se cansou de afirmar o comércio e o dinheiro, enfim, a economia, mundo esse que se acreditou sem limites, impondo sua visão de tempo como se fora natural desprezando outras temporalidades e suas territorialidades através da colonialidade do saber e do poder. Muitos dos governos que surgiram na contramão da política neoliberal, sobretudo na América Latina desde os finais da década de 1990, devem sua existência às condições políticas e morais criadas por esses movimentos. Apropriar-se dessa história para transformá-la numa pauta para afirmar o ambiente como economia é, no mínimo, desrespeito, e fazer tábua rasa dos novos horizontes de sentido que, desde então, emergiram/foram inventados. Afinal, mais do que modelos, que engessam a criatividade, esses movimentos propuseram novos horizontes de sentido para a vida, ou seja, novas possibilidades de horizontes que, sabemos, se afastam conforme caminhamos em sua direção. Abrem, todavia, caminhos. Nesse sentido, a Convenção 169 da OIT, a Conferência dos Direitos dos Povos Indígenas de 2007, assim como todas as deliberações da Rio 92 e das conferências do ciclo social da ONU que apontaram para novos direitos (habitat, mulheres, racismo), o buen vivir (suma qamaña, sumak kausay), o estado plurinacional, a natureza como portadora de direitos merecem ser devidamente valorizadas no documento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Insistir numa economia mercantil, ainda que pintada de verde, numa crença no milagre da tecnologia dissociada dos fins que lhes dão vida, numa visão da política que ignora seu caráter necessariamente contraditório e, portanto, conflitivo, como faz o documento em apreço, não altera as estruturas das relações sociais de poder que dão sustentação ao insustentável mundo que habitamos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1 - Esse documento foi produzido a pedido da Diretoria da Associação dos Geógrafos Brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2 - Professor do programa de Pós-graduação em geografia da UFF e ex-Presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (gestão 1998-2000)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3 - Alguns filósofos, lingüistas e antropólogos se vêm instados a lançar mão do conceito de equivalente homeomórfico (Pannikar, Esterman) para dar conta de um diálogo entre culturas, haja vista a intraduzibilidade de certas idéias fora das culturas que as forjaram. É o caso da idéia de pachamama entre os quéchuas e os aymaras que não é traduzível, como erroneamente se faz, por natureza. O equivalente homeomórfico que tornaria possível dialogar desde a cultura ocidental com essa idéia andina é o de Physis tal e qual entendida pelos gregos, haja vista não haver separação entre natureza e cultura nesse conceito helênico onde, inclusive, os deuses habitavam esse mundo. A ciência moderna ainda guarda marcas dessa tradição grega quando nomeia a erosão do vento como erosão eólica, numa clara alusão a Eolo, deus grego do vento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4 - Essa se inaugura com o iluminismo europeu sob hegemonia inglesa. A primeira moderno-colonialidade se instaurou sob hegemonia ibérica a partir da invasão do continente que viria a ser batizado pelos invasores como América. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5 - É eloqüente a afirmação de Robert McNamara: “Quando os privilegiados são poucos e os desesperadamente pobres são muitos, e quando a brecha entre dois grupos se aprofunda em vez de diminuir, é apenas uma questão de tempo até que seja preciso escolher entre os custos políticos de una reforma e os custos políticos de uma rebelião. Por esse motivo, a aplicação de políticas especificamente encaminhadas a reduzir a miséria dos 40% mais pobres da população dos países em desenvolvimento, é aconselhável não somente como questão de princípio senão também de prudência. A justiça social não é simplesmente um imperativo moral, é também um imperativo político. Mostrar indiferença a esta frustração social equivale a fomentar seu crescimento”. (McNamara (1972) apud Zibechi, 2010)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;6 - A noção de comunidade, na verdade, aparece três vezes no documento, sendo duas vezes enquanto referência à noção difusa de “comunidade internacional”, onde o protagonismo é do estado e das empresas, e uma vez aludindo à comunidade científica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;7 - A recente crise vivida nos países com forte tradição nesses princípios, como os Estados Unidos e vários da Europa Ocidental, é não só uma crise de natureza econômica, mas uma crise de forte componente político em grande parte devido à captura de instituições públicas por uma lógica imposta pelo poder privado, sobretudo as grandes corporações do mundo bancário e suas finanças. O impasse político em torno do déficit público estadunidense expôs toda dissociação das instituições políticas do país dos dilemas mais sentidos na vida cotidiana, sobretudo dos mais pobres. A ênfase na escala global, já o vimos, esvaziou a escala nacional, locus do direito dos cidadãos, e legou uma escala local fragilizada, isolada, fragmentada ao sabor de instrumentalizações mercantis de sua riqueza (turismo rural, turismo ecológico). Aliás, a tragédia do furacão Katrina expôs ao mundo a extrema pobreza no país mais rico do mundo, inclusive o forte componente racial implicado nas relações sociais e de poder que produziram essa pobreza. A extrema dependência do financiamento pelas grandes corporações das campanhas políticas dos dois maiores partidos políticos do país ajuda a explicar o impasse político e a ameaça à democracia quando submetida ao “poder econômico”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;8 - Observemos, em nome do rigor conceitual, que não se trata de organismos geneticamente modificados simplesmente, como se vem dizendo acriticamente, na medida em que a modificação genética é uma característica presente na história milenar da agricultura camponesa e dos povos originários, mas sim de organismos modificados geneticamente em laboratório, novo locus industrial, as novas fábricas. Assim, o que verificamos é um deslocamento do locus de produção do conhecimento dos camponeses e dos povos originários para os grandes laboratórios ligados à grandes corporações e, assim, uma mudança nas relações de poder onde camponeses e povos originários vem sendo deslocados pelas grandes corporações e suas novas fábricas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;9 - Y., Song, X. Li e X. Du, 2009 – “Exposure to nanoparticles is related to pleural effusion, pulmonary fibrosis and granuloma,” European Respiratory Journal, 1 de septiembre de 2009, vol. 34 no. 3, pp. 559-567).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;10 - Ciclo esse que, depois, teria, entre outras, a Conferência de Direitos Humanos de 1993, a Conferência Mundial sobre Mulheres de 1995, a Conferência Internacional sobre o Financiamento ao Desenvolvimento de 2002, a conferência de Durban de 2001 sobre racismo.&amp;nbsp; - EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-8115016764214388351?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/8115016764214388351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/sustentando-insustentabilidade-rio20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8115016764214388351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8115016764214388351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/sustentando-insustentabilidade-rio20.html' title='Sustentando a Insustentabilidade - Rio+20'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OA3juVrCqeA/TymQeHMomfI/AAAAAAAADiM/bCyHbYm6n_4/s72-c/imagesCAVKPTX6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-615729796051422967</id><published>2012-02-01T16:53:00.000-02:00</published><updated>2012-02-01T16:53:31.945-02:00</updated><title type='text'>Rio+20: o papel da política populacional na sustentabilidade ambiental.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xv98KXCX8b4/TymKJVUsy8I/AAAAAAAADiE/bvA-v7l5_I8/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-xv98KXCX8b4/TymKJVUsy8I/AAAAAAAADiE/bvA-v7l5_I8/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A divisão de população da ONU divulgou um paper no final de 2011 resumindo os principais resultados das projeções de população para o mundo no século XXI e mostrando a importânica da dinâmica demográfica para a sustentabilidade ambiental. O estudo também mostra a evolução do conceito de direitos reprodutivos e mostra quais são as principais políticas populacionais acordadas nas diversas Conferências Internacionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estudo pretende também ser uma contribuição para a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio + 20, pois a população é uma variável chave para se chegar ao desenvolvimento de formas de produção e consumo sustentáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estudo começa mostrando que a variação de apenas 0,5 filho (meio filho) acima ou abaixo da taxa média de fecundidade pode significar uma população total de cerca de 6 bilhões de habitantes em 2100 (no caso de uma taxa de fecundidade total – TFT – de 1,5 filho por mulher) ou 16 bilhões de habitantes (no caso de TFT de 2,5 filhos por mulher). Portanto, o mundo pode ter 10 bilhões de habitantes a mais ou a menos, em 2100, dependendo de uma variação entre 1,5 e 2,5 filhos por mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o futuro não está traçado de antemão. Se os países tomarem medidas que viabilizem uma redução do alto nível de fecundidade e se a estabilização da população for atingida em menor tempo isto pode ajudar a resolver ou mitigar parte dos problemas globais, tais como:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fome: os especialistas concordam que mesmo havendo comida suficiente para alimentar os 7 bilhões de habitantes, hoje, importantes mudanças precisam ocorrer para garantir a segurança alimentar para os habitantes adicionais e para o aumento da procura impulsionado pela elevação da renda, em um quadro de adaptação às consequências das alterações climáticas;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pobreza: o rápido incremento populacional torna mais difícil a luta pela redução da pobreza, especialmente entre as famílias com alta razão de dependência demográfica;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Urbanização: o rápido crescimento das cidades pode ser uma oportunidade, mas também pode apenas agravar a situação de moradia, educação, saúde, etc. se não houver investimentos adequados em um quadro de rápido incremento populacional;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Envelhecimento: países que estão em processo de envelhecimento mas não aproveitaram suas janelas de oportunidade demográfica vão ter dificuldades para manter o padrão de vida na velhice;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fecundidade indesejada: alta fecundidade tende a agravar os riscos à saúde e a mortalidade de mulheres e crianças, além de aumentar a competição entre os filhos e reduzir a capacidade das mulheres de se inserirem no mercado de trabalho e terem renda própria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta forma, o relatório argumenta que os governos podem influenciar o crescimento futuro da população através de políticas que aumentam o bem-estar humano, além de garantir que as pessoas possam exercer os seus direitos reprodutivos, ampliando as escolhas individuais. O acesso aos métodos contraceptivos modernos é não somente um direito, mas permite que as pessoas possam decidir livremente quantos filhos ter e quando tê-los. Muitas pessoas estão ainda privadas dos meios de realizar suas escolhas reprodutivas por causa das barreiras que enfrentam na obtenção e uso de métodos modernos de planejamento familiar. Em 2009, um número estimado de 215 milhões de mulheres que eram casadas ou em união, tinham necessidades não atendidas de planejamento familiar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em nível nacional, a queda da fecundidade pode aumentar os investimentos per capita em educação e saúde, melhorando assim o capital humano e possibilitando a criação de um ciclo virtuoso em que países e famílias com menos filhos podem investir mais em cada um e, portanto, construir uma força de trabalho mais qualificada, a qual, por sua vez, será mais produtiva do que a geração anterior e vai querer ter menos filhos, a fim de ser capaz de investir mais em cada um deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mensagem central do paper da ONU é mostrar que a dinâmica demográfica pode ajudar na sustentabilidade ambiental. Neste sentido, as questões demográficas não podem ficar de fora das discussões e resoluções da Rio + 20. Não faz sentido haver uma Conferência de População e Desenvolvimento de uma lado e Desenvolvimento Sustentável de outro. População, desenvolvimento e ambiente devem ser temas tratados em conjunto. Uma política populacional que respeita os direitos humanos é fundamental para se atingir as metas da sustentabilidade ambiental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o Brasil, a Divisão de População da ONU publicou o Expert Paper (Cavenaghi e Alves, 2011/8), que mostra a dinâmica demográfica brasileira e aponta para o fato de o Brasil já estar em regime de fecundidade abaixo do nível de reposição e com uma estrutura rejuvenescida de fecundidade. O estudo foi realizado com base nos dados da PNDS-2006 e o processo de queda da fecundidade foi confirmado pelo censo demográfico 2010 do IBGE que apontou uma TFT de 1,86 filho por mulher. Com esta continuidade da queda da fecundidade, o Brasil deve atingir uma população máxima (algo em torno de 2010 a 2020 milhões de habitantes) na década de 2030 e a partir daí iniciar um decrescimento demográfico, juntamente com uma aceleração do processo de envelhecimento populacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, o Brasil que vai sediar a Rio + 20 também pode ser um bom exemplo a ser seguido por outros países do mundo que ainda estão atrasados no processo de transição demográfica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Referências:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;UNITED NATIONS. Seven billion and growing: the role of population policy in achieving sustainability. Population Division, Technical Paper, No. 2011/3.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disponível em: http://www.un.org/esa/population/unpop.htm&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-615729796051422967?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/615729796051422967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/rio20-o-papel-da-politica-populacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/615729796051422967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/615729796051422967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/rio20-o-papel-da-politica-populacional.html' title='Rio+20: o papel da política populacional na sustentabilidade ambiental.'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xv98KXCX8b4/TymKJVUsy8I/AAAAAAAADiE/bvA-v7l5_I8/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-7926576290146066099</id><published>2012-02-01T16:48:00.000-02:00</published><updated>2012-02-01T16:48:09.679-02:00</updated><title type='text'>Tomates cozidos podem diminuir e até matar células cancerosas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TKegq1871hs/TymI38H-IbI/AAAAAAAADh8/2C-2ub_y3l4/s1600/toms_2124567b-e1328027784107.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-TKegq1871hs/TymI38H-IbI/AAAAAAAADh8/2C-2ub_y3l4/s320/toms_2124567b-e1328027784107.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um estudo novo descobriu um nutriente em tomates cozidos que retarda o crescimento de – e até mesmo mata – células do câncer de próstata.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em laboratório, os pesquisadores testaram o efeito do nutriente licopeno, que dá ao tomate sua cor vermelha. Ele tem a capacidade de interceptar o câncer, na hora que o tumor faz as ligações de que necessita para crescer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, os cientistas querem fazer testes para verificar se a mesma reação ocorre no corpo humano. “A reação química simples que o nutriente faz ocorre em concentrações de licopeno facilmente alcançadas através da ingestão de tomates processados”, disse o pesquisador do estudo Mridula Chopra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O licopeno está presente em todas as frutas e vegetais vermelhos, mas suas concentrações são mais altas no tomate. Ele fica mais facilmente disponível e biologicamente ativo quando se trata de tomate com uma pequena quantidade de óleo de cozinha ou processado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pesquisa foi cofinanciada pelo fabricante Heinz, para acompanhar estudos anteriores dos mesmos pesquisadores que mostraram um aumento significativo nos níveis de licopeno em amostras de sangue e sêmen após os participantes comerem 400 gramas de tomate processado por duas semanas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os cientistas explicam que as células cancerosas podem permanecer dormentes por anos, até que seu crescimento é acionado através da secreção de substâncias químicas que iniciam o processo de vinculação das células cancerosas com células endoteliais que atuam como “portas” que revestem os vasos sanguíneos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso permite que as células cancerosas alcançassem e se aproveitem do suprimento de sangue. Nos experimentos de laboratório, o licopeno interrompeu este processo de vinculação, sem o qual as células cancerosas não podem crescer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pesquisadores explicaram que todas as células cancerosas usam um mecanismo similar (angiogênese) para se alimentarem de sangue. Mas o mecanismo é especialmente importante para o câncer de próstata porque o licopeno tende a se acumular nos tecidos da próstata.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pessoas processam licopeno de forma diferente, bem como a capacidade do nutriente de interceptar o câncer varia entre os produtos de tomate. Também já foi sugerido em pesquisas anteriores que fumantes podem ter que consumir mais tomates que os não fumantes para obter os mesmos benefícios do licopeno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns medicamentos contra o câncer visam a formação de novos vasos sanguíneos, mas são necessárias mais pesquisas para mostrar como isso poderia ser usado para ajudar pacientes com câncer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O novo estudo não diz diretamente se o licopeno tem algum efeito contra o câncer, mas pode ajudar os cientistas a entender mais sobre como a química afeta a formação dos vasos sanguíneos.[Telegraph]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-7926576290146066099?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/7926576290146066099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/tomates-cozidos-podem-diminuir-e-ate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/7926576290146066099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/7926576290146066099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/tomates-cozidos-podem-diminuir-e-ate.html' title='Tomates cozidos podem diminuir e até matar células cancerosas'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TKegq1871hs/TymI38H-IbI/AAAAAAAADh8/2C-2ub_y3l4/s72-c/toms_2124567b-e1328027784107.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-8229202717170018515</id><published>2012-02-01T16:28:00.000-02:00</published><updated>2012-02-01T16:28:42.202-02:00</updated><title type='text'>Foto: a Terra mais detalhada já vista</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9-nhhvnX7PQ/TymEPZ1Cq1I/AAAAAAAADh0/SDKvG3C_4Uo/s1600/bluemarbleearth_npp_980-e1328025851667.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="540px" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-9-nhhvnX7PQ/TymEPZ1Cq1I/AAAAAAAADh0/SDKvG3C_4Uo/s640/bluemarbleearth_npp_980-e1328025851667.jpg" width="640px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Conheça a mais detalhada foto da Terra. A montagem, criada através de fotos de instrumentos do novo satélite Suomi NPP, revela detalhes incríveis do nosso planeta. A composição terminou com dados coletados durante quatro órbitas do satélite robótico. Na versão de alta resolução, muitos pontos da América do Norte e do hemisfério ocidental ficam particularmente visíveis. Mundo bonito o nosso, não? [NASA]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-8229202717170018515?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/8229202717170018515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/foto-terra-mais-detalhada-ja-vista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8229202717170018515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8229202717170018515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/foto-terra-mais-detalhada-ja-vista.html' title='Foto: a Terra mais detalhada já vista'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9-nhhvnX7PQ/TymEPZ1Cq1I/AAAAAAAADh0/SDKvG3C_4Uo/s72-c/bluemarbleearth_npp_980-e1328025851667.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-4602708841393957587</id><published>2012-02-01T16:20:00.000-02:00</published><updated>2012-02-01T16:20:51.930-02:00</updated><title type='text'>Carro dobrável está próximo de se tornar realidade.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carros com uma única porta já são conhecidos, assim como carrinhos de bebê dobráveis. Agora, existe um carro com essas duas características combinadas: o Hiriko, carro elétrico dobrável que foi apresentado ontem em Bruxelas pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-n_p7N2bkH98/TymCeTiE5dI/AAAAAAAADhs/36nOgW1Y7NY/s1600/parked-hiriko-e1328026999851.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240px" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-n_p7N2bkH98/TymCeTiE5dI/AAAAAAAADhs/36nOgW1Y7NY/s320/parked-hiriko-e1328026999851.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pequeno veículo não é apenas um carro inteligente: ele pode ser dobrado para minimizar a quantidade de espaço que ocupa. Dobrados, três desses veículos cabem em uma vaga de estacionamento comum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazer um carro que pode ser dobrado não é tão simples como adicionar algumas dobradiças. O Hiriko tem um único pára-brisa que abre para cima, uma porta, e cada uma das quatro rodas tem um motor de acionamento, direção, freios e suspensão, deixando o interior do carro organizado e livre para ser dobrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As rodas dão ao carro um raio de viragem do ponto zero, podendo girar no lugar em que estão com velocidade suficiente para dirigir com segurança nas ruas da cidade. O preço aproximado do carro dobrável deve ser de cerca de 16.355 dólares (aproximadamente 28.300 reais).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora seja possível que o veículo seja vendido individualmente, é previsto que ele faça parte de projetos de uso compartilhado, como os programas de compartilhamento de bicicletas que são populares em muitas cidades europeias. San Francisco, Berlim, Barcelona, Malmö e Hong Kong já demonstraram interesse no programa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confira a galeria completa de fotos do protótipo Hiriko revelado em Bruxelas. [TheVerge]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-4602708841393957587?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/4602708841393957587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/carro-dobravel-esta-proximo-de-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4602708841393957587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4602708841393957587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/carro-dobravel-esta-proximo-de-se.html' title='Carro dobrável está próximo de se tornar realidade.'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-n_p7N2bkH98/TymCeTiE5dI/AAAAAAAADhs/36nOgW1Y7NY/s72-c/parked-hiriko-e1328026999851.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-4400066771996346483</id><published>2012-02-01T16:08:00.000-02:00</published><updated>2012-02-01T16:08:20.107-02:00</updated><title type='text'>Fórum Social pede: Veta, Dilma</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yByCzEDrXR0/Tyl_i5eUFpI/AAAAAAAADhk/me2h4wVWzYs/s1600/30590_60016.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228px" sda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-yByCzEDrXR0/Tyl_i5eUFpI/AAAAAAAADhk/me2h4wVWzYs/s320/30590_60016.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prevista para ser votada no início de março na Câmara dos Deputados, a polêmica proposta ruralista que derruba o atual Código Florestal foi tema de debate hoje no Fórum Social Mundial 2012. Organizada pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas, a mesa aconteceu esta manhã na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, e contou com a presença de personalidades da área ambiental, que cobraram o veto da presidente Dilma Rousseff.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não estamos contra Dilma, estamos a favor do Brasil”, disse a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Segundo ela, o país vive um momento de grande retrocesso na questão ambiental, com ameaças às Terras Indígenas, às unidades de conservação, ao poder de fiscalização do Ibama, e, definitivamente, com o Código Florestal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marina cobrou uma postura coerente de Dilma e chamou o povo a agir. “A população não quer as mudanças na lei que o congresso aprovou. Os relatórios da Câmara e do Senado foram feitos por políticos que só ouviram e escreveram os interesses ruralistas. Agora, ou a presidente irá se indispor com os seus eleitores ou com o Congresso. Somente a sociedade poderá evitar o retrocesso, precisamos de uma grande mobilização em favor do veto.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nilo D’Ávila, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace, também se posicionou a favor de manifestações populares que cobrem o veto. “Agora é a hora de irmos para as ruas cobrar da presidente suas promessas de campanha de não aceitar anistia ou aumento de desmatamento na alteração do Código Florestal. É a hora de exigir o Veta, Dilma.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) reiterou sua posição durante todo o debate no Congresso. Para ele, o relatório do Aldo Rebelo é o que há de pior para as futuras gerações do país. “A nossa posição é a de que ele não deve ser votado na Câmara. Se for, que seja durante a Rio+20, e que obrigue o governo a assumir perante o mundo o que está propondo. Nossa campanha é diferente, é pelo desmatamento zero”, afirmou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A secretária-geral do WWF Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, lembrou um fator importante, que deve pesar na decisão de Dilma: “A imagem internacional da presidente está diretamente ligada à escolha de veto que deverá ser tomada por ela.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-4400066771996346483?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/4400066771996346483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/forum-social-pede-veta-dilma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4400066771996346483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4400066771996346483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/forum-social-pede-veta-dilma.html' title='Fórum Social pede: Veta, Dilma'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yByCzEDrXR0/Tyl_i5eUFpI/AAAAAAAADhk/me2h4wVWzYs/s72-c/30590_60016.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-6309533002173164020</id><published>2012-02-01T16:05:00.000-02:00</published><updated>2012-02-01T16:05:35.572-02:00</updated><title type='text'>Movimentos sociais cobram ação de Dilma contra novo Código Florestal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--CAzHwxbcXc/Tyl-2LSkc6I/AAAAAAAADhc/CMCB_7qRojs/s1600/Dilma.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="207px" sda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/--CAzHwxbcXc/Tyl-2LSkc6I/AAAAAAAADhc/CMCB_7qRojs/s320/Dilma.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Protesto durante última Conferência do Clima, em Durban (África do Sul) pedia intervenção de Dilma contra o novo Código Florestal (© Shayne Robinson / Greenpeace) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para participar do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff chegou com uma pauta que ia da pobreza à crise financeira. Mas, da manhã ao fim do dia, acabou ouvindo mesmo sobre Código Florestal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia começou com uma mesa redonda sobre o assunto, organizada pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas. E terminou no evento “Diálogos entre sociedade civil e governos”, com a presença de ONGs e movimentos sociais. Seis entre as seis pessoas que pegaram o microfone criticaram a proposta de mudança do Código Florestal. De feministas ao MST (Movimento dos Sem-Terra).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentada ao lado do Ministro da Agricultura, Dilma teve que dar a réplica. Mas não foi objetiva. Quando o líder do MST, João Pedro Stédile, cobrou da presidente o cumprimento de sua promessa de vetar a anistia aos desmatadores e brechas para mais desmatamento, mais uma vez ela preferiu sair pela tangente: disse que o novo texto não será o Código dos ruralistas. “Mas também não vai ser o Código dos sonhos dos ambientalistas”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante toda a tramitação do projeto de lei na Câmara e no Senado, o governo foi omisso.O texto atual não desagrada somente a ambientalistas, mas a ciência, os pequenos produtores, a sociedade civil e os povos da floresta. Com anistia a quem desmatou, enfraquecimento de ferramentas de controle do desmatamento e a redução das áreas protegidas, o projeto atende tão somente aos interesses de um setor que insiste em um modelo de produção antigo e predatório.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Congresso está prestes a voltar ao trabalho e o trator ruralista já está esquentando os tambores. Portanto, é hora mesmo de voltar a colocar o Código Florestal na cabeça de Dilma. Para pedir que ela cumpra suas promessas e vete o projeto de lei que pode derrubar nossa legislação florestal, assine a petição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-6309533002173164020?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/6309533002173164020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/movimentos-sociais-cobram-acao-de-dilma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6309533002173164020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6309533002173164020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/02/movimentos-sociais-cobram-acao-de-dilma.html' title='Movimentos sociais cobram ação de Dilma contra novo Código Florestal'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--CAzHwxbcXc/Tyl-2LSkc6I/AAAAAAAADhc/CMCB_7qRojs/s72-c/Dilma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-3105468662595236543</id><published>2012-01-21T20:02:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T20:02:46.405-02:00</updated><title type='text'>Mudanças Climáticas: ‘Setor de energia é 80% responsável por emissões’, diz secretária da ONU.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6R3IcvvTGgo/Txs19kmzmzI/AAAAAAAADhI/1uiUR8ODWsE/s1600/termocarvao3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="234px" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-6R3IcvvTGgo/Txs19kmzmzI/AAAAAAAADhI/1uiUR8ODWsE/s320/termocarvao3.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Termelétrica à carvão, em foto de arquivo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Christiana Figueres disse que revolução energética tem que ser ‘grande’. Ela discursou em Abu Dhabi, durante evento sobre o futuro da energia. Matéria do Globo Natureza, com agências internacionais*&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A secretária-executiva da Organização das Nações Unidas para o Câmbio Climático (UNFCCC, na sigla em inglês), Christiana Figueres, acusou nesta quinta-feira (19) o setor energético de ser responsável em 80% pela mudança climática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante conferência realizada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, que debate o futuro da energia no mundo, Christiana assegurou que, por este motivo, o setor energético deve deter “a maior parte da solução”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela acrescentou que o mundo necessita de uma “revolução energética muito grande para solucionar o problema”, embora disse que os governos já avançam pelo “bom caminho”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante o discurso, a secretária-executiva para assuntos climáticos afirmou que 180 nações já têm algum tipo de política de contra a mudança climática e que no ano passado foi batido o recorde de instalação de centrais de energia renovável, apesar da crise financeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto indica “uma ambição crescente e universal” para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2), embora, apontou, que para conseguir isto será necessária a colaboração do setor privado. Figueres destacou também os êxitos obtidos na conferência do clima de Durban, realizada na África do Sul, em 2011, onde a maior parte dos países industrializados se comprometeram a reduzir suas emissões de CO2.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;COP 17&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os 200 países signatários da Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), aprovaram em dezembro uma série de medidas com o objetivo de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa e que estabelece metas para países desenvolvidos e em desenvolvimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O feito inédito, considerado o maior avanço na política climática desde a criação do Protocolo de Kyoto, em 1997, acontece após duas semanas de negociações que envolveram diplomatas e ministros do Meio Ambiente na Conferência das Partes (COP 17), realizada em Durban, na África do Sul.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O documento denominado “Plataforma de Durban para Ação Aumentada” aponta uma série de medidas que deverão ser implementadas, mas na prática, não há medidas efetivas urgentes para conter em todo o planeta o aumento dos níveis de poluição nos próximos nove anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Com informações da EFE - EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-3105468662595236543?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/3105468662595236543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/mudancas-climaticas-setor-de-energia-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/3105468662595236543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/3105468662595236543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/mudancas-climaticas-setor-de-energia-e.html' title='Mudanças Climáticas: ‘Setor de energia é 80% responsável por emissões’, diz secretária da ONU.'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6R3IcvvTGgo/Txs19kmzmzI/AAAAAAAADhI/1uiUR8ODWsE/s72-c/termocarvao3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-8820626818361128430</id><published>2012-01-21T19:58:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T19:58:18.318-02:00</updated><title type='text'>Limites do planeta.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bLNtFbGrA4I/Txs07nIPRoI/AAAAAAAADhA/0E0ODRrx6ZE/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-bLNtFbGrA4I/Txs07nIPRoI/AAAAAAAADhA/0E0ODRrx6ZE/s1600/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[O Globo] No dia 10 de janeiro último, foi divulgada pelo Secretariado da Conferência Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 – a primeira versão da proposta da declaração a ser acordada e firmada pelos países em 22 de junho, no Rio. O documento de 19 páginas e 128 parágrafos é até bastante conciso considerando-se que foi elaborado tomando-se em conta quase 700 contribuições, inclusive as posições oficiais de uma centena de países, que totalizaram mais de 6 mil páginas de propostas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em linhas gerais, o documento propõe a reafirmação do compromisso político firmado na Rio 92 e os seus desdobramentos nos últimos 20 anos e alinha um conjunto de propostas para dar um salto qualitativo na implementação destes compromissos onde a referência à economia verde e a um arranjo renovado da governança global para sustentabilidade são parte significativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reafirmação dos compromissos com os princípios fundantes do multilateralismo, os direitos humanos e os compromissos assumidos na Rio 92 é adequada em identificar avanços, mas tangencia a questão central dos limites do planeta. Nos últimos 20 anos, a despeito dos avanços, aumentamos fortemente a nossa pegada ecológica absoluta e estamos ultrapassando os limites de sustentação do planeta. Por exemplo, as emissões globais de gases de efeito estufa que deveriam ter diminuído, aumentaram mais de 40% entre 1990 e 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta falta de enfoque nos limites do planeta reflete na forma como é tratada a erradicação da pobreza. A lógica que transparece é a da pobreza como um obstáculo a ser superado para alcançar sustentabilidade. É importante ir além e reconhecer que a qualidade ambiental e a erradicação da pobreza e promoção do bem-estar são interdependentes. Não se alcançará um sem o outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O documento assume implicitamente que tecnologia e ecoeficiência poderão garantir a todos no mundo um padrão de consumo como o hoje desfrutado pelo topo da pirâmide. Hoje, 10% da população mundial são responsáveis por quase 60% do consumo, portanto, a não ser que haja uma revolução na demanda relativa de recursos naturais, é inegável que mudanças nos padrões de produção e consumo dos mais ricos também serão necessárias. Não se trata de apenas erradicar a pobreza, mas de reconhecer limites planetários e implementar mecanismos de redução das desigualdades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O documento não apresenta propostas de ação que enderecem conjuntamente o desafio de garantir qualidade ambiental e erradicação da pobreza. Entre o conjunto de propostas, vale destacar a proposta de estabelecimento até 2015 de Metas do Desenvolvimento Sustentável, abrangendo, entre outras, as áreas de produção e consumo sustentável, oceanos, segurança alimentar, agricultura sustentável, energias renováveis, acesso a água, trabalho decente, redução de desastres entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A “economia verde” aparece como mecanismo central de implementação e alocação de recursos, traduzidos nas diversas indicações sobre a importância do setor produtivo e dos mercados. O documento traz alertas sobre possíveis distorções da economia verde, mas não aponta como evitá-las, como aumento dos mecanismos de transparência e controle social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outros pontos positivos no campo da economia são o reconhecimento da insuficiência do PIB como métrica para desenvolvimento, a geração de empregos “verdes e decentes” e a eliminação de subsídios nocivos (como os dados ao petróleo e certas formas de pesca e agricultura).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A única passagem do texto que apresenta duas propostas concorrentes para o mesmo tema é no modelo de governança global. Em uma proposta praticamente se mantém o status quo com algumas melhorias e na outra são criadas duas instâncias: (I) o Conselho de Desenvolvimento Sustentável – órgão com poder autorizativo; e (II) a Agência de Meio Ambiente, que seria o órgão implementador das políticas. Não se esclarece como de fato estas propostas contribuirão para melhor avançarmos na agenda da sustentabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em resumo, o documento tem uma série de lacunas, mas felizmente oferece uma boa base para se construir nos próximos meses uma Declaração do Rio que seja de fato um salto qualitativo para a promoção do desenvolvimento sustentável tão necessário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tasso Azevedo é engenheiro florestal e escreveu este artigo com a colaboração de Aron Belink, coordenador de Políticas Internacionais do Instituto Vitae Civilis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Artigo originalmente publicado em O Globo e socializado pelo Jornal da Ciência / SBPC&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-8820626818361128430?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/8820626818361128430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/limites-do-planeta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8820626818361128430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8820626818361128430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/limites-do-planeta.html' title='Limites do planeta.'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bLNtFbGrA4I/Txs07nIPRoI/AAAAAAAADhA/0E0ODRrx6ZE/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-8743492380296427231</id><published>2012-01-21T19:49:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T19:49:53.342-02:00</updated><title type='text'>Revista Veja defende agrotóxicos: venenos fazem bem para a saúde!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sDlZ1jk7g0w/Txsy960J0JI/AAAAAAAADg4/iHKj5m7ivbs/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-sDlZ1jk7g0w/Txsy960J0JI/AAAAAAAADg4/iHKj5m7ivbs/s1600/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Da Campanha Brasil Ecológico, Livre de Transgênicos e Agrotóxicos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revista Veja da última semana publicou uma matéria buscando "esclarecer" os brasileiros sobre os alegados "mitos" que vêm sendo difundidos sobre os agrotóxicos desde a divulgação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no início de dezembro último, dos dados do PARA – Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos referentes ao ano 2010. A revista se propõe a tranquilizar a população, certamente alarmada pelo conhecimento dos níveis de contaminação da comida que põe à mesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os entrevistados são todos conhecidos defensores dos venenos agrícolas, em sua maioria professores universitários, alguns dos quais com atuação direta junto a indústrias do ramo – como é o caso do Prof. José Otávio Menten, da ESALQ/USP, em Piracicaba, que já foi diretor executivo da ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que reúne as empresas fabricantes de veneno (vínculos como esses não são explicitados na matéria). A única exceção entre os entrevistados é Luiz Cláudio Meireles, gerente geral de toxicologia da Anvisa, cuja fala aparece imediatamente contestada por outro especialista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revista começa por afirmar que chamar os venenos da agricultura de "agrotóxicos" seria uma imprecisão ultrapassada e injustamente pejorativa, alertando os leitores que “o certo” seria adotar o termo (supostamente mais técnico) "defensivos agrícolas". Não menciona que a própria legislação sobre a matéria (tanto a lei federal 7.802/89 como todas as leis estaduais) refere-se aos produtos como agrotóxicos mesmo – uma denominação de fato precisa e importante para alertar os manipuladores dessas substâncias dos ricos que apresentam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A matéria passa então para a relativização dos resultados apresentados pelo relatório do PARA, elaborado pela Anvisa, fundamentalmente minimizando a gravidade da presença de resíduos de agrotóxicos acima dos limites permitidos. Para isso, cita especialistas alegando que os limites seriam "altíssimos", e que, portanto, quando "um pouco ultrapassados", não representariam qualquer risco para a saúde dos consumidores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade, lamentamos dizer, é que a ciência que embasa a determinação desses limites é imprecisa e fortemente criticada. Evidência disso é o fato de os limites comumente variarem ao longo do tempo – à medida que novas descobertas sobre riscos relacionados aos produtos são divulgadas, os limites tendem a ser diminuídos. Os limites "aceitáveis" no Brasil são em geral superiores àqueles permitidos na Europa (isso pra não dizer que aqui ainda se usa produtos já proibidos em quase todo o mundo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revista também relativiza os riscos de longo prazo para a saúde dos consumidores, bem como os riscos para os trabalhadores expostos aos agrotóxicos nas lavouras. Segundo a Veja, não haveria comprovações científicas nesse sentido (ora, seria desnecessário dizer que o que não falta são referências científicas relacionando a exposição aos agrotóxicos aos mais variados agravos de saúde).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reportagem termina tentando colocar em cheque as reais vantagens do consumo de alimentos orgânicos. Apresenta afirmações confusas sobre os elementos químicos como o enxofre ou sua formulação na calda bordalesa, ou fertilizantes a base de sulfato de potássio, permitidos na agricultura orgânica, e questiona a eficácia dos sistemas de certificação de produtos orgânicos. Por fim, menciona os "riscos" do consumo de orgânicos, que "podem ser contaminadas por fungos ou por bactérias como a salmonela e a Escherichia coli." Só não esclarece que, ao contrário dos resíduos de agrotóxicos, esses patógenos – que também ocorrem nos alimentos produzidos com agrotóxicos – podem ser eliminados com a velha e boa lavagem ou com o simples cozimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da revista Veja, sabemos, não se poderia esperar nada diferente. Trata-se do principal veículo de comunicação da direita conservadora e dos grandes conglomerados multinacionais no País. Mas podemos destacar que publicação desse suposto "guia de esclarecimento" revela que o alerta sobre os impactos do modelo da agricultura industrial está se alastrando e informações mais independentes estão alcançando cada vez mais setores da população – ao ponto de merecerem tentativa de desmentido pela Veja e pela indústria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudança de normas para esconder contaminação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Ministério da Agricultura vem se movimentando no sentido de reverter ou minimizar o mal estar gerado, ano após ano, com divulgação pela Anvisa dos dados de contaminação dos alimentos por agrotóxicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das irregularidades recorrentemente encontradas é a presença de resíduos de venenos não autorizados para as culturas em questão. Trata-se, na maioria dos casos, de agrotóxicos autorizados para grandes culturas como soja, milho ou algodão, que são utilizadas irregularmente em hortaliças como o pimentão ou o morango – as chamadas minor crops (em inglês, culturas menores).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matéria publicada hoje (13/01) pelo Valor Econômico mostra que o Ministério da Agricultura publicou norma buscando facilitar a extrapolação do registro de agrotóxicos autorizados para as grandes culturas para as culturas menores de mesma família botânica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Luís Eduardo Rangel, coordenador-geral de agrotóxicos do Ministério da Agricultura, afirmou ao Valor que já foram protocoladas cerca de 20 solicitações de extrapolação de registro e citou pedidos de empresas como a Syngenta, a Basf e a FMC. Segundo o coordenador, as primeiras aprovações são esperadas para março ou abril.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A medida lembra um pouco a imagem de empurrar a sujeira para baixo do tapete: em vez de se estimular os agricultores a adotar melhores práticas de manejo, regulariza-se a utilização de produtos químicos perigosos que, na prática, já são aplicados. Mais ou menos o que aconteceu com a soja transgênica no Brasil, que foi autorizada pelo governo porque já era um fato consumado, e não porque estudos científicos tivessem demonstrado sua segurança (estudos esses não realizados até hoje).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como resultado da nova norma das minor crops, na próxima avaliação da Anvisa provavelmente teremos muito menos amostras de alimentos classificadas como insatisfatórias. Infelizmente, não estarão menos contaminadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maiores informações sobre os agrotóxicos e sobre o Programa de Monitoramento da Anvisa podem ser encontradas no livro “Agrotóxicos no Brasil – um guia para ação em defesa da vida”, de Flavia Londres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-8743492380296427231?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/8743492380296427231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/revista-veja-defende-agrotoxicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8743492380296427231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8743492380296427231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/revista-veja-defende-agrotoxicos.html' title='Revista Veja defende agrotóxicos: venenos fazem bem para a saúde!'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sDlZ1jk7g0w/Txsy960J0JI/AAAAAAAADg4/iHKj5m7ivbs/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-8290465645572258112</id><published>2012-01-21T19:44:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T19:44:03.157-02:00</updated><title type='text'>Os benefícios dos agrotóxicos no ‘Mundo de Veja’</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JxBde86Vt2A/Txsxk4R0DsI/AAAAAAAADgw/pJVO5tGps5w/s1600/imagesCAINCFJ6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131px" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-JxBde86Vt2A/Txsxk4R0DsI/AAAAAAAADgw/pJVO5tGps5w/s320/imagesCAINCFJ6.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;“A revista Veja afirma que chamar os venenos da agricultura de “agrotóxicos” seria uma imprecisão ultrapassada.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revista Veja publicou uma matéria buscando “esclarecer” os brasileiros sobre os alegados “mitos” que vêm sendo difundidos sobre os agrotóxicos desde a divulgação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), dos dados Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos referentes ao ano 2010. A revista se propõe a tranquilizar a população, certamente alarmada pelo conhecimento dos níveis de contaminação da comida que põe à mesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os entrevistados na matéria são conhecidos defensores dos venenos agrícolas, alguns dos quais com atuação direta junto a indústrias do ramo – como é o caso do Prof. José Otávio Menten, que já foi diretor executivo da ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que reúne as empresas fabricantes de veneno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revista afirma que chamar os venenos da agricultura de “agrotóxicos” seria uma imprecisão ultrapassada e injustamente pejorativa, alertando os leitores que “o certo” seria adotar o termo “defensivos agrícolas”. Não menciona que a própria legislação sobre a matéria refere-se aos produtos como agrotóxicos mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Veja passa então para a relativização dos resultados apresentados pelo relatório do Programa de Análise, elaborado pela Anvisa, fundamentalmente minimizando a gravidade da presença de resíduos de agrotóxicos acima dos limites permitidos. Para isso, cita especialistas alegando que os limites seriam “altíssimos”, e que, portanto, quando “um pouco ultrapassados”, não representariam qualquer risco para a saúde dos consumidores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que a ciência que embasa a determinação desses limites é imprecisa e fortemente criticada. Evidência disso é o fato de os limites comumente variarem ao longo do tempo – à medida que novas descobertas sobre riscos relacionados aos produtos são divulgadas, os limites tendem a ser diminuídos. Os limites “aceitáveis” no Brasil são em geral superiores àqueles permitidos na Europa – isso pra não dizer que aqui ainda se usa produtos já proibidos em quase todo o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revista também relativiza os riscos de longo prazo para a saúde dos consumidores, bem como os riscos para os trabalhadores expostos aos agrotóxicos nas lavouras. Mesmo diante de tantas provas, a Veja alega que, não haveria comprovações científicas nesse sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reportagem termina tentando colocar em cheque as reais vantagens do consumo de alimentos orgânicos, a eficácia dos sistemas de certificação e mencionando supostos “riscos” do consumo de orgânicos. A revista alega que esses alimentos “podem ser contaminadas por fungos ou por bactérias como a salmonela e a Escherichia coli.” Só não esclarece que, ao contrário dos resíduos de agrotóxicos, esses patógenos – que também ocorrem nos alimentos produzidos com agrotóxicos – podem ser eliminados com a velha e boa lavagem ou com o simples cozimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da revista Veja, sabemos, não se poderia esperar nada diferente. Trata-se do principal veículo de comunicação da direita conservadora e dos grandes conglomerados multinacionais no País. Mas podemos destacar que a publicação desse suposto “guia de esclarecimento” revela que o alerta sobre os impactos do modelo da agricultura industrial está se alastrando e informações mais independentes estão alcançando mais setores da população – ao ponto de merecerem tentativa de desmentido pela Veja e pela indústria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Flavia Londres é engenheira agrônoma e consultora da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Artigo socializado pela Radioagência NP e publicado pelo EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-8290465645572258112?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/8290465645572258112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/os-beneficios-dos-agrotoxicos-no-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8290465645572258112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8290465645572258112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/os-beneficios-dos-agrotoxicos-no-mundo.html' title='Os benefícios dos agrotóxicos no ‘Mundo de Veja’'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JxBde86Vt2A/Txsxk4R0DsI/AAAAAAAADgw/pJVO5tGps5w/s72-c/imagesCAINCFJ6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-4034658227869768904</id><published>2012-01-21T19:33:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T19:33:27.813-02:00</updated><title type='text'>COP17 e as mudanças climáticas: avanços lentos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FrdVXguQRLs/TxsvA0SEgSI/AAAAAAAADgo/50c2eEPjwCY/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-FrdVXguQRLs/TxsvA0SEgSI/AAAAAAAADgo/50c2eEPjwCY/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A COP-17 da Convenção do Clima levantou esperanças e dúvidas. Os compromissos acordados serão efetivamente assumidos pelo Brasil e pelas outras nações? E serão colocados em prática a tempo de garantir a estabilidade climática do planeta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O principal compromisso firmado no evento da África do Sul foi a Plataforma de Durban, um roteiro para um acordo global de redução de gases de efeito estufa, que estabelece um calendário para se criar, até 2015, um instrumento legal vinculante. A grande conquista do novo acordo é que todos os países membros da Convenção do Clima (as chamadas Partes) terão metas obrigatórias a cumprir a partir de 2021 – inclusive o Brasil que, pela primeira vez na história das conferências, aceitou ter metas obrigatórias de redução de suas emissões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para amenizar o déficit entre 2012 – quando se encerra o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto – e 2021, também foi aprovada na COP -17 a renovação de Kyoto por mais cinco anos, até 2017. Essa foi uma solução paliativa, mas não ideal, uma vez que importantes países ficarão de fora dessa ampliação, como Estados Unidos, Rússia, Japão e Canadá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Haverá um período longo para que as Partes comecem a ter metas obrigatórias e significativas de redução das suas emissões. O problema é que com essa espera talvez não haja tempo para evitar que o aumento da temperatura média do planeta não ultrapasse os 2º C.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a elevação acima desse limiar, os impactos das mudanças climáticas tendem a ser críticos: muitas espécies e ecossistemas poderão ser extintos; populações humanas sofrerão ainda mais com secas, enchentes e furacões; e países inteiros podem vir a desaparecer pela elevação do nível dos oceanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, não é mais possível continuar apenas discutindo, como tem sido feito desde a assinatura da Convenção do Clima, no Rio de Janeiro, em 1992. Os países – incluindo aí governos, iniciativa privada e sociedade civil – não podem apenas aguardar as definições do novo acordo. Eles precisam se antecipar e tomar providências ainda nesta década.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que nos traz esperança é que alguns países já estão investindo maciçamente em tecnologia, migrando para uma matriz energética mais limpa e realizando outras iniciativas que os colocarão em vantagem no futuro, quando essas questões de mitigação das mudanças climáticas forem regulamentadas e se tornarem obrigatórias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil também está caminhando para as mudanças, mas ainda de uma forma contraditória. O País estabeleceu, por meio da Política Nacional sobre Mudança do Clima, metas voluntárias de reduzir entre 36,1% e 38,9% de suas emissões projetadas até 2020, com base nos valores de 2005. Esse é um dos maiores programas do mundo de redução voluntária de emissões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, a aprovação do projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional que altera o Código Florestal poderá pôr tudo a perder, pois permitirá novos desmatamentos e anistiará aqueles que desmataram ilegalmente no passado. Além da perda de biodiversidade, isso deverá resultar em um aumento absurdo das emissões brasileiras de gases-estufa e na redução da captação de carbono pelas áreas que deixarão de ser restauradas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para poder assumir uma posição de liderança perante o mundo na questão climática, é fundamental que o País proteja as suas áreas naturais. Em vez de adaptar o Código Florestal a favor de quem não o cumpriu, é preciso favorecer aqueles que preservam e isso pode ser feito por meio de mecanismos de pagamento por serviços ambientais, a exemplo do Projeto Oásis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também é preciso que o país crie e mantenha unidades de conservação. Todas essas áreas naturais protegidas em terras públicas e privadas são estratégicas não só para a manutenção dos estoques de carbono, mas também para a conservação da biodiversidade, o fornecimento de serviços ambientais como produção de água, e a defesa contra os impactos das próprias mudanças climáticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tendência é que conservação das florestas do Brasil e do mundo seja incorporada ao novo acordo da Convenção do Clima, já que o desmate florestal representa cerca de 17% das emissões de gases-estufa, mais do que o volume emitido por todo o transporte no planeta. O que aponta para isso são as negociações em torno dos mecanismos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd), cuja proposta é compensar financeiramente os países em desenvolvimento por reduções voluntárias e comprovadas de suas emissões nacionais por meio da conservação de suas florestas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na COP-17, o Redd avançou pouco em relação ao ano passado, pois não houve definição de fontes de financiamento, mas pelo menos o tema continuou a ser discutido. Foi uma grande conquista o mundo ter acertado na COP-17 as bases para um novo acordo legalmente vinculante com participação dos Estados Unidos e todos os países que participam da Convenção do Clima. Porém, a conferência de Durban pouco adicionou em ações concretas que possam fazer com que o mundo mantenha a meta de não deixar o planeta aquecer em mais de 2º C.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não tomarmos cuidado e esperarmos muito para agir, podemos chegar a níveis de emissões preocupantes nos próximos anos, antes mesmo de o novo acordo entrar em vigor. O Brasil pode e deve se antecipar e fazer sua parte, e uma das principais contribuições que o país pode dar ao mundo é conservar a sua rica biodiversidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Malu Nunes é engenheira florestal, mestre em Conservação da Natureza e diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Artigo em Valor Econômico e socializado pelo Jornal da Ciência / SBPC&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-4034658227869768904?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/4034658227869768904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/cop17-e-as-mudancas-climaticas-avancos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4034658227869768904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4034658227869768904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/cop17-e-as-mudancas-climaticas-avancos.html' title='COP17 e as mudanças climáticas: avanços lentos'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FrdVXguQRLs/TxsvA0SEgSI/AAAAAAAADgo/50c2eEPjwCY/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-4779625517466341829</id><published>2012-01-21T19:27:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T19:27:10.166-02:00</updated><title type='text'>Bacia amazônica está virando emissora de carbono, alerta estudo na revista Nature</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5kJ6EDAsk8w/TxstnyKQLxI/AAAAAAAADgg/vCkFiMaEdTE/s1600/imagesCAWY6EY3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-5kJ6EDAsk8w/TxstnyKQLxI/AAAAAAAADgg/vCkFiMaEdTE/s1600/imagesCAWY6EY3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A bacia amazônica, tradicionalmente considerada uma proteção contra o aquecimento global, pode estar se tornando um contribuinte-chave de emissões de dióxido de carbono (CO2) como resultado do desmatamento, alertaram cientistas em artigo [The Amazon basin in transition] publicado nesta quarta-feira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um resumo divulgado na revista Nature, cientistas chefiados por Eric Davidson, do Centro de Pesquisas Woods Hole (WHRC), em Massachusetts, a Amazônia está “em transição” em consequência das atividades humanas. Matéria da France Presse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo de 50 anos, a população na região aumentou de 6 para 25 milhões de habitantes, levando a uma limpeza maciça de terreno para a exploração de madeira de corte e a agricultura, afirmaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O balanço de carbono da Amazônia – quantidade de dióxido de carbono que é liberada ou retirada da atmosfera – está mudando, embora seja difícil estimar com precisão, acrescentaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O desmatamento alterou o balanço líquido da bacia de um possível sumidouro de carbono, no final do século XX, para uma fonte líquida”, afirmaram os cientistas no artigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Florestas maduras, como a amazônica, são fatores importantes na equação do aquecimento legal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suas árvores sugam CO2 da atmosfera, através da fotossíntese. Mas quando apodrecem ou são queimadas ou a área de florestas é desmatada, o carbono volta para o ar, incrementando o efeito estufa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O artigo calcula que a biomassa da Amazônia contenha colossais 100 bilhões de toneladas de carbono, o equivalente a mais de 10 anos de emissões globais de combustíveis fósseis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desencadeador de mudanças no clima, o aquecimento global pode liberar parte deste estoque, alertaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Grande parte da floresta amazônica é resiliente à seca sazonal e moderada, mas esta resiliência pode ser e foi exacerbada com secas severas experimentais e naturais, indicando um risco de perda de carbono se a seca aumentar com as mudanças no clima”, acrescentaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No artigo, os cientistas também destacaram que tem sido registradas secas extremas e cheias nas bacias do Tocantins e do Araguaia, cujos rios drenam a região do Cerrado, fortemente desmatada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Onde o desmatamento é extenso em escalas local e regional, a duração da estação seca está se alongando e a descarga da estação úmida está se intensificando”, destacou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;The Amazon basin in transition&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nature 481, 321-328 doi:10.1038/nature10717&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matéria da France Presse, no Correio Braziliense.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-4779625517466341829?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/4779625517466341829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/bacia-amazonica-esta-virando-emissora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4779625517466341829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4779625517466341829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/bacia-amazonica-esta-virando-emissora.html' title='Bacia amazônica está virando emissora de carbono, alerta estudo na revista Nature'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5kJ6EDAsk8w/TxstnyKQLxI/AAAAAAAADgg/vCkFiMaEdTE/s72-c/imagesCAWY6EY3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-5597083335080640678</id><published>2012-01-21T19:21:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T19:21:19.494-02:00</updated><title type='text'>Peixes do Madeira desaparecem como os cientistas previram. Depois vem Belo Monte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6naXu1SRVGI/TxssQWFCx8I/AAAAAAAADgY/pzamtfR1mxI/s1600/imagesCAPBL47L.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-6naXu1SRVGI/TxssQWFCx8I/AAAAAAAADgY/pzamtfR1mxI/s1600/imagesCAPBL47L.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os peixes do rio Madeira estão desaparecendo. E as causas desse desaparecimento são sistêmicas, conseqüência de uma grande intervenção humana no ecossistema do rio, que os cientistas haviam previsto que teria impacto dramático sobre a população de peixes do rio. E é isso que está ocorrendo neste momento, como revelou a “Folha de S.Paulo” em sua edição de 8/1: os peixes do rio Madeira já sumiram na região do lago da hidrelétrica de Santo Antônio; outra hidrelétrica está em construção, chamada Jirau, com danos cumulativos previstos há pelo menos seis anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As decisões que levaram ao desaparecimento da população de peixes do rio Madeira foram tema de discussão longa nos anos anteriores, com envolvimento de inúmeros cientistas especializados em clima, em hidrografia e ictiologia (estudo dos peixes) e o que está acontecendo foi previsto naqueles relatórios, mas o presidente da República e a ministra da Casa Civil mandaram atropelar os estudos e tocar as obras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o que acontece agora no Madeira é uma sombra sobre os argumentos do governo em relação à próxima vítima, o rio Xingu e Belo Monte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pense o seguinte: de todos os rios deste planeta, em todos os países de todos os continentes, o rio Madeira é o 17º. maior. E os seus peixes estão desaparecendo como mostrou a “Folha de S.Paulo” no domingo, 8/1. A causa dessa destruição foi a decisão do governo brasileiro de construir duas grandes hidrelétricas naquele rio sem levar em consideração de fato os relatórios ambientais que alertavam para o risco de que a obra poderia dizimar a fauna do rio e por conseqüência toda a economia formada naquela região da Amazônia em torno da pesca artesanal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rio Madeira é um dos afluentes do rio Amazonas, com uma fauna tão peculiar e rica que é dos únicos rios do mundo de que se pode dizer que tinha uma espécie animal rara completamente exclusiva de suas águas: o boto vermelho do rio Madeira. Sobre essa espécie, ameaçada, ainda não há estudos sobre o que aconteceu nos últimos meses. Mas o jornal revelou em sua reportagem do dia 8 que se inviabilizou a pesca dedicada a uns tantos tipos de peixe (chamados genericamente de “bagres”), que gerava 29 mil toneladas/ano de pescados. São estes peixes que “sumiram” segundo o relato dos pescadores ao jornal. Esta atividade econômica acabou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O governo federal dirá que não, que a pesca está reduzida temporariamente em algum trecho do rio, tentará levar o caso com a barriga mais para a frente, afastará os jornalistas com desculpas improvisadas enquanto os pescadores se acostumam com a falta de peixes, aceitam esmolas oficiais e arrumam outra ocupação. Mas o fato é que acabou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A “Folha de S.Paulo” noticiou com destaque médio (manchete de página interna) no dia 8 que os pescadores deslocados pela represa da hidrelétrica de Santo Antônio pedem prorrogação da ajuda que recebem do Estado a guisa de indenização porque os peixes desapareceram e não têm como sobreviver de seu trabalho tradicional, apesar de estar acabando a ajuda de custo prevista no orçamento da obra. Ao lado da reportagem, um texto de uma coluna continha uma declaração de um funcionário da área de sustentabilidade da empresa, chamado Ricardo Márcio Martins Alves, alegando que os pescadores terão que aprender novas técnicas de pesca, pois os peixes que eles pescavam costumavam se concentrar junto a corredeiras do rio e que agora, com a formação do açude para alimentar as turbinas da hidrelétrica, as corredeiras foram cobertas e os peixes se espalharam pelo lago todo. A técnica para achá-los deverá ser outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A informação pode ensejar pelo menos estas hipóteses:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1) A que desconfia da versão dos pescadores: eles preferem seguir sem trabalhar, vivendo às custas do Estado e por isso alegam que os peixes sumiram para conseguir mais dinheiro;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) Uma menos apocalíptica, que desconfia da versão da empresa: os peixes sumiram temporariamente e o orçamento da obra subestimou a necessidade de ajuda de custo a populações da região, agora essa ajuda de custo terá que ser prorrogada por certo período de tempo, o governo terá que providenciar cursos de técnicas alternativas de pesca, aumentando razoavelmente o custo do projeto;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3) Uma hipótese mais apocalíptica, que também desconfia da versão oficial: os peixes foram extintos ou reduzidos radicalmente para sempre, o impacto ambiental da obra foi subestimado pelo governo e agora o orçamento da obra terá que ser substancialmente ampliado para dar conta do custo eterno da extinção da pesca regional e o país terá que se entender com o grande impacto ambiental real causado pela hidrelétrica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recentemente foi inaugurado o lago da primeira hidrelétrica do rio Madeira construída a partir da decisão do então presidente Lula e da então ministra Dilma Rousseff de construir na Amazônia o plano produzido nos anos 1970 pelos governos da Ditadura Militar de 1964-1985. Depois de anos de governo em que pouco havia realizado em produção de energia, com medo de um novo apagão como o que assolou a popularidade de seu antecessor, FHC, o governo Lula resolveu desarquivar o projeto militar de construir um complexo de hidrelétricas na planície Amazônica. A primeira, Santo Antônio, está começando a funcionar no rio Madeira; a segunda, Jirau, logo vai produzir seus efeitos. Em breve, conforme a vontade do governo, começa a construção de Belo Monte. Na semana passada, a presidente autorizou a redução de cinco reservas florestais para seu alagamento alimentar três hidrelétricas. Várias outras hidrelétricas de grande porte estão em projeto ou construção na Amazônia, no Tapajós; outras virão no Xingu após Belo Monte, tudo sendo realizado estritamente conforme o plano produzido pelo regime ditatorial, quando não havia oposição; plano que foi congelado por causa da reação das populações da região a partir da redemocratização e agora descongelado e retomado, em um regime democrático peculiar, sem oposição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É muito difícil saber exatamente o que vai acontecer no Madeira após a inauguração das duas hidrelétricas, mas algumas informações concretas já existem:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1) O funcionário da usina introduziu em toda a discussão uma novidade absoluta: em nenhum estudo de impacto ambiental anterior, do governo ou externo, foi mencionada a necessidade ensino de novas técnicas de pesca por decorrência desse efeito “espalhamento” que ele sugere em sua declaração à Folha. O que sugere a hipótese de que os cientistas todos que se debruçaram sobre o assunto não tenham previsto este aspecto que os fatos concretos revelaram; ou outra, de que o funcionário tenha inventado agora essa versão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) Os relatórios de impacto ambiental anteriores à obra previam danos graves para a população de peixes da região, especialmente para as várias espécies de bagres que sustentavam a riqueza da pesca artesanal do rio Madeira que são bem coerentes com o que está acontecendo, sugerindo a hipótese de que apesar de o presidente Lula, pessoalmente, ter desacreditado os cientistas e mandado o governo atropelar a resistência das áreas ambientais, os relatórios estavam certos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os estudos de impacto ambiental que alertavam para o risco definitivo à população de peixes do rio Madeira, talvez os mais significativos sejam os produzidos pelo cientista Philip Fearnside, cientista do Inpa, americano radicado na Amazônia desde 1978, que participou pessoalmente da revelação (ainda durante a Ditadura) do plano de construção de várias hidrelétricas no Xingu, incluindo a hidrelétrica que agora foi denominada de Belo Monte. Como membro do IPCC (o painel intergovernamental sobre mudanças climáticas da ONU), Fearnside ganhou o prêmio Nobel de 2007. Mas embora seja um cientista trabalhando no Brasil, cujos conhecimentos são produzidos para órgãos brasileiros e revertem para a comunidade científica brasileira, ele não recebeu o reconhecimento ufanista que o Brasil costuma conceder a seus destaques internacionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seus textos (acessíveis no site http://philip.inpa.gov.br/ ) reúnem uma infinidade de dados sobre o meio ambiente e o clima na Amazônia, em estudos seus ou em referências aos estudos de outros cientistas, como é o caso do texto publicado em http://www.mp.ro.gov.br/web/guest/Interesse-Publico/Hidreletrica-Madeira que é um resumo comentado dos estudos feitos, inclusive das ameaças para as espécies pescadas na região. O texto é de 2006. Nada foi feito para evitar os danos. O governo tratou a obra como irreversível e inegociável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em resumo, o que Fearnside diz (nesse estudo e em entrevista a este repórter) é que os bagres pescados no Madeira são peixes de fundo de rio, onde há oxigênio. Com a criação de um grande lago, o fundo desse reservatório não tem oxigênio (devido à profundidade) e não há peixe portanto. Além disso, esses peixes nadam rio acima para pôr ovos e a passagem pela barreira da hidrelétrica se torna muito difícil ou impossível (neste momento, inclusive, está fechada a rampa de transposição criada para dar uma possibilidade de os peixes subirem o rio); e as larvas (os filhotes) dos peixes descem o rio à deriva enquanto crescem para se alimentar no Baixo rio Amazonas. Agora, nessa deriva, as larvas terão que atravessar as turbinas da hidrelétrica, um triturador de grandes proporções. Esses três fatores foram apontados como ameaças possivelmente intransponíveis para as espécies de peixe. O desaparecimento apontado pelos pescadores indica que o cientista americano e todos os outros tinham razão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os peixes se foram e como eles outras formas de vida do rio, já ameaçado pelo esgoto das todas as cidades ribeirinhas. Tudo vai piorar com a hidrelétrica de Jirau. E o mesmo vai acontecer com Belo Monte, no Xingu, pois o governo atropela os alertas ambientais e depois dá desculpas esfarrapadas para enganar jornalistas, como aconteceu com a Folha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matéria do blogue SE O POVO SOUBESSE / Observador Político&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matéria indicada por Telma Monteiro e publicada no EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-5597083335080640678?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/5597083335080640678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/peixes-do-madeira-desaparecem-como-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5597083335080640678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5597083335080640678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/peixes-do-madeira-desaparecem-como-os.html' title='Peixes do Madeira desaparecem como os cientistas previram. Depois vem Belo Monte'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6naXu1SRVGI/TxssQWFCx8I/AAAAAAAADgY/pzamtfR1mxI/s72-c/imagesCAPBL47L.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-9096855018350614036</id><published>2012-01-21T19:10:00.001-02:00</published><updated>2012-01-21T19:11:45.390-02:00</updated><title type='text'>Pensar diferentemente. Por uma ecologia da civilização planetária.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HiMHSGFr65o/Txspwd1C5lI/AAAAAAAADgQ/oFY2yHCBPIQ/s1600/imagesCA81GW61.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-HiMHSGFr65o/Txspwd1C5lI/AAAAAAAADgQ/oFY2yHCBPIQ/s320/imagesCA81GW61.jpg" width="274px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Um certo modelo de sociedade de consumo acabou. Agora, o único caminho para a abundância é a frugalidade, pois permite satisfazer todas as necessidades sem criar pobreza e infelicidade”. É a tese provocadora de Serge Latouche, professor emérito de ciências econônicas da Universidade de Paris-Sud, universalmente conhecido como o profeta do decrescimento feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reportagem é de Marino Niola, publicada no jornal La Repubblica, 14-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O paladino do novo pensamento crítico que não dá descontos nem para a direita nem para a esquerda será o protagonista do congresso internacional Pensar diferentemente. Por uma ecologia da civilização planetária, organizado pelo Polo de Ciências Humanas da Universidade Federico II, a ser realizado de 16 a 20 de janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A turnê italiana do economista herege coincide com o lançamento do seu novo livro Per un’abbondanza frugale. Malintesi e controversie sulla decrescita (Bollati Boringhieri). Uma feroz acusação contra a ilusão do desenvolvimento infinito. Contra a catástrofe produzida pela bulimia consumista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis a entrevista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é a abundância frugal? Dito assim, parece um oxímoro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu falo de “abundância” no sentido atribuído à palavra pelo grande antropólogo norte-americano Marshall Sahlins no seu livro Economia da Idade da Pedra. Sahlins demonstra que a única sociedade da abundância da história humana foi a do paleolítico, porque então os homens tinham poucas necessidades e podiam satisfazer todas elas com apenas duas ou três horas de atividade por dia. O resto do tempo era dedicado ao jogo, à festa, ao estar juntos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer dizer que não é o consumo que faz a abundância?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na realidade, precisamente por ser uma sociedade de consumo, a nossa sociedade não pode ser uma sociedade de abundância. Para consumir, deve-se criar uma insatisfação permanente. E a publicidade serve justamente para nos deixar descontentes com o que temos para nos fazer desejar o que não temos. A sua missão é nos fazer sentir perenemente frustrados. Os grandes publicitários gostam de repetir que uma sociedade feliz não consome. Eu acredito que pode haver modelos diferentes. Por exemplo, eu não defendo a austeridade, mas sim a solidariedade, esse é o meu conceito-chave. Que também prevê o controle dos mercados e o crescimento do bem-estar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que o senhor define Joseph Stiglitz como uma alma bonita?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Stiglitz ficou na concepção keynesiana que funcionava bem nos anos 1930, mas que hoje, também por causa da exploração excessiva dos recursos naturais, me parece impraticável. No pós-guerra o Ocidente passou por um aumento do bem-estar sem precedentes, baseado principalmente no petróleo barato. Mas ainda nos 1970 o crescimento já era fictício. Certamente, o PIB aumentava, mas graças à especulação imobiliária e financeira. Uma idade do ouro que não voltará mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É também o caso da Itália?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente, o boom econômico italiano do pós-guerra se deve principalmente a personagens como Enrico Mattei, que conseguiu dar ao seu país o petróleo que não tinha. Foi um verdadeiro milagre. E os milagres não se repetem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sacrifícios que os governos europeus, incluindo o italiano, estão pedindo aos cidadãos servirão para alguma coisa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, os governos muitas vezes são incapazes de sair do velho software econômico. E então tentam a todo custo prolongar a sua agonia, mas isso – eles o sabem bem – nada mais faz do que criar deflação e recessão, agravando a situação até o momento em que explodirá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O senhor define a sociedade ocidental como a mais heterônoma da história humana. Porém, comumente, pensa-se que ela é aquela que garante o máximo de autonomia democrática. Quem decide por nós?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, estamos todos submetidos à mão invisível do mercado. O exemplo da Grécia é emblemático: o povo não tem o direito de decidir o seu destino, porque é o mercado financeiro que escolhe por ele. Mais do que autônoma, a nossa sociedade é individualista e egoísta, não criando sujeitos livres, mas sim consumidores coagidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual o papel do dom e da convivialidade na sociedade do decrescimento?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A alternativa ao paradigma da sociedade de consumo, baseado no crescimento ilimitado, é uma sociedade convivial, que não seja mais submissa à única lei do mercado. Que destrói na raiz o sentimento do vínculo social que está na base de toda sociedade. Como demonstrou o antropólogo Marcel Mauss, na origem da vida em comum está o espírito do dom, a trilogia inseparável do dar, receber, trocar. Devemos, portanto, recompor os fragmentos pós-modernos de socialidade usando como cola a gratuidade, o antiutilitarismo. Nisso, eu concordo com os expoentes italianos da economia da felicidade, como Luigino Bruni e Stefano Zamagni, que se referem à grande lição da economia civil napolitana do século XVIII de Antonio Genovesi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O capitalismo é o último pugilista que ficou em pé no ringue da história?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se é ele é realmente o último pugilista, porque nunca sabe no que ele é capaz de se transformar. Há cenários ainda piores, como o ecofascismo dos neoconservadores norte-americanos. O que é certo é que estamos em uma reviravolta na história. Se antes se dizia “ou socialismo ou barbárie”, hoje eu diria “ou barbárie ou decrescimento”. É preciso um projeto ecossocialista. É tempo de que os homens de boa vontade se tornem objetores do crescimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Francis Fukuyama reafirmou recentemente que o o modelo liberal-capitalista continua sendo o horizonte único da história. Sem alternativas. O que o senhor pensa a respeito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que ele é um grande cara de pau. Antes, ele havia se equivocado totalmente sobre o fim da história e hoje repropõe a mesma história. A sua profecia foi esvaziada pela tragédia do 11 de setembro, que demonstrou que a história não estava em nada acabada. Fukuyama chama de fim da história aquele que é simplesmente o fim do modelo liberal capitalista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para aqueles que dizem que a abundância frugal é uma utopia, o senhor responde que é uma utopia concreta. Não é uma contradição em termos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, porque, para mim, a utopia concreta não significa algo irrealizável, mas sim o sonho de uma realidade possível. De um novo contrato social. Abundância frugal em uma sociedade solidária. Cabe a nós querê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Ecodebate, publicado pela IHU On-line&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-9096855018350614036?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/9096855018350614036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/boletim-diariocontatoecodebateequipeest.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/9096855018350614036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/9096855018350614036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/boletim-diariocontatoecodebateequipeest.html' title='Pensar diferentemente. Por uma ecologia da civilização planetária.'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HiMHSGFr65o/Txspwd1C5lI/AAAAAAAADgQ/oFY2yHCBPIQ/s72-c/imagesCA81GW61.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-2408483521507268849</id><published>2012-01-21T18:57:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T18:57:50.408-02:00</updated><title type='text'>Suzano e as Águas do Maranhão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-OzOGft12uz8/TxsmwvZHTcI/AAAAAAAADgI/YgA1xFmrOF0/s1600/imagesCA81GW61.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-OzOGft12uz8/TxsmwvZHTcI/AAAAAAAADgI/YgA1xFmrOF0/s1600/imagesCA81GW61.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos sabem que o líquido mais precioso do planeta, que garante a sobrevivência da espécie humana, a água, é também um dos principais “insumos” utilizados em grande maioria dos processos industriais. Não se pensa uma indústria que não utilize água no seu processo produtivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo dos anos as áreas do Maranhão foram invadidas por grandes plantações de eucalipto – tem a fama de grande consumidores desse bem -, que tiverem em nossas terras grande produtividade com redução do tempo de desenvolvimento e elevação na sua massa. Cidades como Urbanos Santos e Cidelândia foram as primeiras a receber o plantio dessa árvore, hoje os municípios que tem plantações ultrapassam mais de 50 com ampla expansão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Imperatriz, graças a acordos para isenção e redução de impostos, será instalada uma unidade fabril da empresa SUZANO PAPEL E CELULOSE que pretende produzir celulose tipo exportação aproveitando as condições de logística (hidrovia, ferrovia e BR-010), ambientais (abundancia de águas: riachos e rio Tocantins, terras férteis) para a instalação de uma fábrica que inicia o processo mais poluente da produção de papel, que é o processamento da madeira para a produção da celulose, comparando-se às guserias para a produção do ferro em nível de poluição de ar e água.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No processo de coleta de dado para elaboração do RIMA foram mapeados os riachos Barra Grande e Cinzeiro como fornecedores das águas que abasteceriam o processo de produção da fábrica. Uma grande falácia montada pelo governo do Estado com sua Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão – SEMA, para garantir a concessão da outorga de uso das lâminas superficiais desses riachos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem conhece a região onde se encontram esses riachos (Barra Grande e Cinzeiro) que fica na zona rural de Imperatriz sabe que ao longo dos anos – coincidentemente próximos as plantações de eucalipto – vem perdendo sua perenicidade e o volume de água e conseqüentemente a diminuição de peixes que eram abundantes, principal fonte de proteína para as comunidades tradicionais da região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que a concessão foi dada para a exploração das águas dos riachos pesquisados e citados no RIMA elaborado pela empresa SUZANO, mas que na prática eles sabiam da incapacidade que os referidos riachos teriam para fornecer a água necessária para a produção da fábrica. O engodo está sendo desvendado, na verdade a outorga pela SEMA era para encobrir a real fonte na qual a empresa tinha interesse de usar, o rio Tocantins, e como a concessão envolvia negociação com um órgão federal – IBAMA – necessitando de um desembolso maior por parte da empresa para conseguir tal aprovação, tentar-se-á mascará com a legalização pelo órgão estadual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos há mais de três meses tentando coletar imagens dos dutos em construção que vão da fábrica ao rio Tocantins, para a captação da água, mais ainda não conseguimos sucesso. Com a aquisição de vastas áreas de terras – tornando-se propriedade da empresa – o acesso é vigiado constantemente por funcionários que impedem o acesso para a comprovação da irregularidade. Coletamos imagens do Google Earth de como a área é hoje, e em breve teremos essa imagem atualizada pela ferramenta, enquanto não conseguimos uma foto aérea.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica a tarefa de fiscalizar esse possível crime cometido pela empresa e pelo governo do Estado do Maranhão que com toda certeza é conivente com esse crime ambiental e falsa informação para a administração publica dessa quadrilha dos Sarneys que comando o maranhão e o Brasil em parceria com seus partidos aliados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* Wilson Leite é trabalhador assalariado e militante politico em Imperatriz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;** Colaboração de Mayron Régis, articulista do EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-2408483521507268849?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/2408483521507268849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/suzano-e-as-aguas-do-maranhao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/2408483521507268849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/2408483521507268849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/suzano-e-as-aguas-do-maranhao.html' title='Suzano e as Águas do Maranhão'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-OzOGft12uz8/TxsmwvZHTcI/AAAAAAAADgI/YgA1xFmrOF0/s72-c/imagesCA81GW61.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-5840845677867922133</id><published>2012-01-21T18:43:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T18:43:09.635-02:00</updated><title type='text'>2011: as melhores fotos de Natureza da National Geographic.</title><content type='html'>Confira as melhores fotografias tiradas no ano de 2011, publicadas pela National Geographic:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Melhor foto geral e de natureza&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yssvfr2YF5k/Txsi_px6iHI/AAAAAAAADgA/NjkEftwEUQU/s1600/13-e1326991655493.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239px" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-yssvfr2YF5k/Txsi_px6iHI/AAAAAAAADgA/NjkEftwEUQU/s320/13-e1326991655493.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fotografia: Shikhei Goh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setas de chuva parecem atacar uma libélula, na foto vencedora “Splashing”, de Shikhei Goh. A tempestade repentina deixou Goh com uma indecisão: molhar a câmera, ou tirar vantagem da iluminação fantástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos ver, ele resolveu ficar na chuva, o que resultou em “uma macro fotografia de muito impacto, que subiu no topo da categoria natureza devido à originalidade, linda iluminação, rara ação e uma imagem próxima a perfeição técnica”, afirmou Tim Laman, um dos três fotógrafos que foram juízes no concurso da revista National Geographic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você quase consegue sentir a experiência da libélula enfrentando o tempo”, comenta o juiz Amy Toensing. A luta do inseto também convenceu o juiz Peter Essick. Para ele, a fotografia dá à libélula “uma caracterização que nós, humanos, conseguímos nos relacionar. É realmente raro ver uma fotografia que consegue causar na pessoa uma sensação de estar ligado ao mundo animal”, afirma Essick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localização da fotografia: Batam, ilhas Riau, Indonésia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Menção honrosa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iA_IJFmirIg/TxsimDf2arI/AAAAAAAADf4/feKdhDA8Q0M/s1600/24.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213px" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-iA_IJFmirIg/TxsimDf2arI/AAAAAAAADf4/feKdhDA8Q0M/s320/24.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fotografia: Kent Shiraishi &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A lagoa azul”. Esse é um local onde muitos turistas se aglomeram na primavera, verão e outono. Entretanto, durante o inverno, com o lago congelado, praticamente ninguém fica por ali. A foto captura o começo da neve no local, quando o lago ainda está azul. Esse azul místico e a neve branca são maravilhosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localização da fotografia: Biei, Hokkaido, Japão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Menção honrosa 2&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FxLWdK3I6vM/TxsiUEyGAlI/AAAAAAAADfw/8D48-ksYGYI/s1600/33-e1326991797734.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213px" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-FxLWdK3I6vM/TxsiUEyGAlI/AAAAAAAADfw/8D48-ksYGYI/s320/33-e1326991797734.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fotografia: Angel Fitor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linda foto de uma água-viva Cotylorhiza tuberculata logo abaixo da superfície, esperando os primeiros raios de luz para ativar sua produção de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localização da fotografia: Mar Menor, Múrcia, Espanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Menção honrosa 3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gr2EHSbu0Ws/Txsh_4XsTpI/AAAAAAAADfo/5cu_beyPLVM/s1600/43-e1326991982703.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212px" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-gr2EHSbu0Ws/Txsh_4XsTpI/AAAAAAAADfo/5cu_beyPLVM/s320/43-e1326991982703.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fotografia: Marius Coetzee &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras do fotógrafo: “Eu estava liderando um safári fotográfico no Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia. Era meio dia e nós passamos por um grupo de zebras que se aproximava de uma poça d’água, para aliviar a sede. De tempos em tempos as zebras entravam na água, espalhando-a para todos os lados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localização da fotografia: Parque Nacional Serengeti, Tanzânia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Menção honrosa 4&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2NBuIUkHrFE/TxshoICALAI/AAAAAAAADfg/4_D5WfsnuYk/s1600/53.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213px" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-2NBuIUkHrFE/TxshoICALAI/AAAAAAAADfg/4_D5WfsnuYk/s320/53.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fotografia: Stefano Pesarelli &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fotógrafo afirma que, além da representação formal da realidade, mediada pelos instrumentos técnicos necessários para capturar uma imagem, a fotografia é feita percepções. Apertar o botão é o último ato e, de certo modo, a parte mais fácil do processo. Mesmo na sua imperfeição, a foto traz uma harmonia cromática no fundo, as informações desnecessárias são eliminadas e ainda temos a sorte de ter o rabo do animal levantado, em simetria com os chifres do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localização da fotografia: Reserva Nacional Masai Mara, Quênia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Melhor foto de natureza escolhida pelos leitores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Ucu5Hp497Ts/TxshNY7SQ8I/AAAAAAAADfY/cBntF55x7P8/s1600/62.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213px" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ucu5Hp497Ts/TxshNY7SQ8I/AAAAAAAADfY/cBntF55x7P8/s320/62.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fotografia: Dafna Ben Nun &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto é de belugas (baleias-brancas) se divertindo no Ártico. Realmente encantadora.&lt;br /&gt;Localização da fotografia: Norte da Rússia [NationalGeographic]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-5840845677867922133?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/5840845677867922133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/2011-as-melhores-fotos-de-natureza-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5840845677867922133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5840845677867922133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/2011-as-melhores-fotos-de-natureza-da.html' title='2011: as melhores fotos de Natureza da National Geographic.'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yssvfr2YF5k/Txsi_px6iHI/AAAAAAAADgA/NjkEftwEUQU/s72-c/13-e1326991655493.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-1504477505819206373</id><published>2012-01-21T18:12:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T18:12:57.656-02:00</updated><title type='text'>Comissão teme que ausência de líderes enfraqueça Rio+20</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rTF58aU4GTA/TxscO_eAyJI/AAAAAAAADfQ/Dg5RZD0qfOk/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-rTF58aU4GTA/TxscO_eAyJI/AAAAAAAADfQ/Dg5RZD0qfOk/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Brasileiro é escolhido para cargo ambiental nas Nações Unidas. Expectativa no governo é atrair grande número de chefes de Estado.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parlamentares de subcomissões do Congresso criadas para acompanhar a organização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, dizem temer o fracasso do encontro devido, segundo eles, à possibilidade de ausência dos principais líderes mundiais. A conferência está prevista para o período entre 20 e 22 de junho, no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para esses senadores e deputados, o foco da agenda internacional estará voltado para a crise econômica e para as eleições em países como Estados Unidos e França, o que dificultaria a presença de líderes mundiais em um evento internacional voltado para o desenvolvimento sustentável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Creio que o encontro caminha para ser um grande fracasso. Não está havendo interesse dos grandes países em enviar os grandes líderes mundiais. Estou em contato com muitas pessoas no exterior e percebo que a reunião não está sendo levada a sério”, disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que preside duas subcomissões no Senado sobre a conferência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o senador, “o governo está trabalhando bem nas instalações [da Rio+20], mas não vejo envolvimento e esforço do governo brasileiro para trazer os líderes estrangeiros - me parece que o governo não se atentou para esta situação”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O deputado Sarney Filho (PV-MA), que preside na Câmara uma subcomissão destinada a acompanhar os trabalhos da Rio+20, disse que “tem procedência essa preocupação” do senador Cristovam Buarque. “Enfraquece muito se os líderes não vierem”, afirmou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o deputado, 2012 é um ano “difícil”, com uma conjuntura internacional complicada por causa da crise europeia e das eleições nos Estados Unidos. Segundo ele, esses fatores podem tirar o foco da Rio+20.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Falta visão do governo brasileiro de mostrar que este é o grande encontro para discutir uma nova forma de desenvolvimento para o mundo”, disse Sarney Filho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para evitar o esvaziamento da conferência, o deputado disse esperar que a presidente Dilma Rousseff faça um “corpo-a-corpo” para trazer os líderes internacionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), relator da Subcomissão Especial Rio+20 na Câmara, “a grande dúvida é se haverá a presença dos grandes líderes mundiais e isso depende de um trabalho pessoal da presidente Dilma”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo ele, “a crise econômica mundial acaba tendo um peso” em relação à presença de líderes internacionais no Brasil durante a conferência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Expectativa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, a preocupação dos parlamentares é prematura. A assessoria afirma que a presidente Dilma tem feito convites a líderes estrangeiros, reiterado a importância do evento durante as viagens ao exterior e que por isso não faz sentido afirmar que o governo não está empenhado em trazer líderes estrangeiros para a cúpula.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com a assessoria, a expectativa do governo brasileiro é alta e espera-se um grande número de chefes de Estado na Rio+20, embora no momento ainda não seja possível determinar esse número. A assessoria afirma que é do maior interesse da presidente que os líderes estrangeiros compareçam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Ministério de Relações Exteriores conta com a presença de 100 a 120 chefes de Estado para a Rio+20.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não sabemos se virão, mas estamos nos preparando para recebê-los”, disse o secretário José Solla, do Itamaraty, que trabalha na logística da reunião sobre desenvolvimento sustentável das Nações Unidas. Ele deu a declaração durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 17), em Durban, na África do Sul, em dezembro de 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comparação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ), que preside a Subcomissão Especial Rio+20, disse que o encontro não terá a mesma relevância da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco 92, também realizada no Rio há 20 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“De fato existe o recall da Eco 92, que foi um evento espetacular. Estiveram presentes o [presidente dos Estados Unidos] George Bush, o Mikhail Gorbatchev, o [então presidente de Cuba] Fidel Castro. Os olhos do mundo estavam voltados para o Rio. Foi um evento global. Hoje, a situação é diferente. É um desafio fazer com que a Rio+20 faça jus ao legado da Eco 92”, afirmou Sirkis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sirkis destacou a provável ausência do presidente dos Estados Unidos na Rio+20. “O Barack Obama não vem. É ano eleitoral nos Estados Unidos e qualquer coisa que ele faça por aqui será utilizada pelos republicanos. E os líderes na Europa estão voltados para a crise”, disse Sirkis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Há a possibilidade de ser um evento significativo, mas vai depender da capacidade do governo”, afirmou. Para Sirkis, os avanços obtidos na conferência devem ser limitados. “Não vai ter nada de muito espetacular, pode ser um sucesso como fator de mobilização”, afirmou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sirkis disse que está em estudo a criação de eventos paralelos à conferência, com a presença de personalidades internacionais para dar uma “turbinada” na Rio+20. Entre as opções, está a proposta de um evento com a presença de Gilberto Gil, Sting e Bono Vox, entre outros artistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Código Florestal&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os parlamentares que acompanham a organização da Rio+20 também consideram a aprovação do Código Florestal um sinal negativo para o mundo meses antes da realização da conferência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O que o Senado aprovou, com pequenas modificações, foi um retrocesso. Se a presidente Dilma não vetar determinados artigos, vai comprometer a posição de liderança do Brasil [na Rio+20]", disse Sarney Filho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A votação do Código Florestal na Câmara está marcada para 6 e 7 de março. O relatório do ex-deputado e atual ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), foi aprovado na Casa e sofreu alterações no Senado. Por isso, a proposta voltará a ser apreciada pelos deputados, que já anunciaram a intenção de fazer “pequenas alterações” no texto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP), relator de uma das subcomissões de acompanhamento da Rio+20, afirmou que a aprovação do Código Florestal compromete a posição brasileira na conferência. “[O Brasil] vai para uma conferência onde os países vão cobrar isso”, disse. “Isso é uma cobrança certa”, completou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em relação ao eventual êxito da conferência, Tripoli disse que o veto da presidente a alguns pontos do Código Florestal “ajudaria bastante” a melhorar a posição brasileira no encontro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Cristovam Buarque, a “aprovação do Código Florestal é um sinal negativo para o mundo. Ficamos muito atrás do que era necessário ao tentar conciliar interesses. O texto é um Frankenstein que buscou atender a todos e não atende a ninguém”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Eduardo Azeredo, o Código Florestal não prejudica a imagem do Brasil. “Não chega a esse ponto. Não é uma polêmica que vai atrapalhar a participação do Brasil”, afirmou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Globo.com/G1&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-1504477505819206373?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/1504477505819206373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/comissao-teme-que-ausencia-de-lideres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1504477505819206373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1504477505819206373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/comissao-teme-que-ausencia-de-lideres.html' title='Comissão teme que ausência de líderes enfraqueça Rio+20'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rTF58aU4GTA/TxscO_eAyJI/AAAAAAAADfQ/Dg5RZD0qfOk/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-3091800344051456320</id><published>2012-01-15T22:59:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T22:59:32.715-02:00</updated><title type='text'>Consórcio Desertec: Usinas solares e eólicas no Saara vão abastecer até 20% da Europa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QTZ98iCHrc8/TxN2WDQF_NI/AAAAAAAADfI/k-ORaDrGSCA/s1600/800px-DESERTEC-Map_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232px" kba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-QTZ98iCHrc8/TxN2WDQF_NI/AAAAAAAADfI/k-ORaDrGSCA/s320/800px-DESERTEC-Map_large.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Linhas de transmissão atravessarão o mar. Mapa: Wikipedia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Europa busca nos desertos um caminho para suprir sua demanda energética. Em 2011, a Espanha começou a usar a todo vapor a maior usina solar no mundo, instalada numa das regiões mais áridas do país. Mas o mais ambicioso projeto europeu está em curso na África, no Deserto do Saara. É lá que o consórcio Desertec http://www.desertec.org/ , formado por 50 empresas alemãs, começa a construir este ano uma usina de energia solar colossal. A ideia é construir usinas solares em várias partes do Saara para atender de 15% a 20% das necessidades europeias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira usina, que ocupará uma área de 12 quilômetros quadrados, fornecerá 500 megawatts de energia para o Velho Continente a partir de 2014. Mas, de acordo com Paul van Son, chefe do projeto, ainda não foi decidido se será usada a tecnologia de solartermia (aquecimento da água para a movimentação de uma turbina a vapor), ou o método fotovoltaico. A geração fotovoltaica tem a vantagem de ser mais barata, produzindo energia pela ação da luz do Sol no silício das células captadoras. Já a geração fotovoltaica, usada na usina egípcia Kuraymot é mais cara, mas tem a vantagem de permitir a produção de energia à noite. A usina egípcia foi construída pela empresa alemã Solar Millenium, que faz parte do consórcio Desertec e também construiu as usinas Andasol 1, 2 e 3 na Andaluzia, Espanha, entre as mais modernas do mundo e um exemplo do que será a usina do Saara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Christine Krebs, porta-voz da Solar Millenium, explica que a configuração das usinas espanholas permite que o calor do dia seja guardado para geração à noite. “O calor é armazenado, o que torna possível a produção de energia também depois do pôr do sol.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com sede na cidade de Erlangen, a Solar Millenium está instalada onde antigamente funcionava também a filial da empresa Siemens Kraftwerkunion (KWU), responsável pela construção das usinas nucleares brasileiras Angra 2 e 3.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de o sistema de geração ainda não ter sido decidido, a primeira usina terá um investimento previsto de 2 bilhões de euros. Ao todo, o projeto, que prevê a construção de mais usinas em Marrocos, Egito, Argélia e outros países, deverá custar 400 bilhões de euros, sendo 50 bilhões só nas linhas de transmissão. Há poucos dias, também foi assinado um acordo com o grupo argelino Sonelgaz para a construção de usinas de energia solar no país africano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os cabos de transmissão já começaram a ser instalados no Mar Mediterrâneo. Para isso, foi fechado um acordo com o grupo francês Medgrid, um consórcio de 20 empresas do país. A DII (Iniciativa Industrial), o grupo que realiza o projeto Desertec, assinou acordos de cooperação também com uma empresa espanhola que já tem uma linha de transmissão de energia entre Espanha e Marrocos com capacidade de 1.400 megawatts.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora o Marrocos tenha Sol em abundância, ele importa energia da Espanha. Com o projeto da Desertec, há produção de energia também para consumo local. Fazem parte do consórcio alemão, criado em 2009, algumas das mais importantes empresas do país nos setores tecnológico (Siemens e ABB); de energia (RWE e E.on); e financeiro (Deutsche Bank e a companhia de resseguros Münchner Rück).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Günther Oettinger, comissário de Energia da União Européia, vê o projeto Desertec como a opção do futuro de uma Europa sem energia atômica. Por enquanto, apenas a Alemanha decidiu por lei abandonar o uso da energia nuclear, mas as alternativas renováveis são vistas como o futuro de todo o continente. Atualmente, 80% da energia da França vêm de centrais atômicas. “Há agora uma perspectiva concreta para a produção de energia solar e eólica para o proveito das populações na Europa, Norte da África e Oriente Médio”, diz Oettinger.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noureddine Bouterc, chefe da Sonelgaz, conta que a meta de seu país é atingir 40% do abastecimento de energia vinda de fontes renováveis até 2030. Ao participar do projeto Desertec, a Argélia planeja exportar 10 gigawatts por ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Paul van Son, a ideia de produzir energia no deserto para o consumo na Europa deixou de ser uma visão para tornar-se uma realidade concreta. Um dos obstáculos, porém, é o ainda alto custo desta energia. Em comparação com as fontes tradicionais, a geração solar é mais cara. Mas os responsáveis pelo projeto contam com subsídios, pelo menos dos governos europeus, e com uma redução dos custos em longo prazo. “A tecnologia é ainda nova, os custos devem baixar”, pondera o chefe do Desertec.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atualmente, os custos da energia solar e eólica – as centrais do deserto do Saara terão também turbinas para produção de energia eólica – são muito mais altos do que nuclear, hidrelétrica ou de usinas de carvão. Christine Krebs calcula que um quilowatt-hora de energia hidrelétrica custa seis centavos de euro. Já a mesma quantidade de energia solar custa 40 centavos de euro. Segundo ela, no começo essa forma de energia renovável vai depender dos subsídios públicos. Mas como a Alemanha decidiu depois da catástrofe de Fukushima, no Japão, desativar as usinas nucleares do país em um prazo de cerca de dez anos, a disposição do governo em dar subsídios para o projeto Desertec é grande, mesmo com a crise do euro. Ainda este ano, o consórcio vai decidir quantas usinas e qual será a área total do deserto a ser ocupada com sua rede de usinas solares e eólicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Artigo originalmente publicado em O Globo e socializado pelo Jornal da Ciência/SBPC, JC e-mail 4415&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-3091800344051456320?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/3091800344051456320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/consorcio-desertec-usinas-solares-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/3091800344051456320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/3091800344051456320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/consorcio-desertec-usinas-solares-e.html' title='Consórcio Desertec: Usinas solares e eólicas no Saara vão abastecer até 20% da Europa'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QTZ98iCHrc8/TxN2WDQF_NI/AAAAAAAADfI/k-ORaDrGSCA/s72-c/800px-DESERTEC-Map_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-4943107819467354413</id><published>2012-01-15T22:53:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T22:53:10.347-02:00</updated><title type='text'>Governança ambiental é divergência na Rio+20</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--gkg7Mzfa28/TxN05HzEbCI/AAAAAAAADfA/rxdXr-dFU5c/s1600/imagesCA7JCCC6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/--gkg7Mzfa28/TxN05HzEbCI/AAAAAAAADfA/rxdXr-dFU5c/s1600/imagesCA7JCCC6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O principal conflito sobre o documento base de negociação da Rio+20, a Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas que irá acontecer em junho, no Rio de Janeiro, mira a governança dos temas ambientais na estrutura da ONU. Se há consenso de que o tema tem que ser prioritário nas Nações Unidas, países ricos e nações em desenvolvimento divergem no formato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reportagem é de Daniela Chiaretti e publicada pelo jornal Valor, 12-01-2012.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das propostas, defendida pelos europeus, é tornar o Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês), uma agência nos moldes da Organização Mundial do Comércio, por exemplo. O Pnuma tem sede em Nairóbi, no Quênia, foi criado em 1972 e é um organismo atuante. Publica regularmente relatórios ambientais que são referência global. Mas é um programa. Transformá-lo em uma agência daria visibilidade ao desenvolvimento sustentável, acreditam os europeus. Para outros, seria criar mais uma instituição burocrática que iria consumir verbas hoje já tão escassas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto de divergência entre os países, que aparece no documento de 19 páginas chamado “O Futuro que Queremos” (e que é o texto preliminar das negociações da Rio+20), é manter a Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU. “É uma comissão que nunca decolou e é ocupada pelo quinto escalão da ONU”, avalia um delegado que acompanha o assunto. O Brasil prefere que se fortaleça o conselho Ecosoc (Economic and Social Council), que já está no centro da hierarquia das Nações Unidas, como o pilar mais forte para promover o desenvolvimento sustentável no mundo. “Mas qualquer que seja a opção está claro que se deseja dar um upgrade no desenvolvimento sustentável dentro da ONU”, diz Fernando Lyrio, assessor extraordinário do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a Rio+20.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sua avaliação do documento divulgado na terça-feira, houve uma tentativa de equilibrar as preocupações dos países desenvolvidos e as do mundo em desenvolvimento. “Está balanceado”, diz. O próximo passo será debater o texto em uma série de rodadas de negociações informais (sem poder de decisão). A primeira acontece nos dias 27 e 28 em Nova York.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas 19 páginas do documento há pontos interessantes. Garante que cada país fará suas próprias escolhas rumo ao que vem sendo chamado de “economia verde” e que não existirão “regras rígidas” sobre isso. “A transformação para uma economia verde deve ser uma oportunidade para os países e não uma ameça”, diz o texto. Países em desenvolvimento temem que a ideia embuta padrões de como deve ser o desenvolvimento. O texto diz que não se criarão novas barreiras comerciais e não serão impostas condições para ajuda ou transferência de recursos usando a economia verde como desculpa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O documento reforça a ideia de que a participação da sociedade tem que ser fortalecida no processo e que o acesso à informação ambiental deve ser garantido e transparente. O Brasil sugeria um novo tratado internacional (uma convenção) sobre o tema, mas o texto que estará em discussão em NY faz uma sugestão mais branda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O texto sugere que organizações que fazem parte do sistema multilateral (como o Banco Mundial ou o FMI) criem estratégias para apoiar o desenvolvimento sustentável em países mais carentes. Outro ponto reconhece as limitações do Produto Interno Bruto (PIB) como medida do desenvolvimento dos países e pede ao secretário-geral da ONU que estabeleça na Rio+20 um processo para a criação de uma métrica que integre as dimensões econômica, social e ambiental das nações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ecodebate - publicado pela IHU On-line&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-4943107819467354413?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/4943107819467354413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/governanca-ambiental-e-divergencia-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4943107819467354413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4943107819467354413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/governanca-ambiental-e-divergencia-na.html' title='Governança ambiental é divergência na Rio+20'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--gkg7Mzfa28/TxN05HzEbCI/AAAAAAAADfA/rxdXr-dFU5c/s72-c/imagesCA7JCCC6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-1231093034948382362</id><published>2012-01-15T22:44:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T22:44:06.739-02:00</updated><title type='text'>Cartilha apresenta os impactos socioambientais da expansão do monocultivo de eucalipto e pinus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CP1Vpuj7evk/TxNyyC7P2eI/AAAAAAAADe4/DVP62leyMXo/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="305px" kba="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-CP1Vpuj7evk/TxNyyC7P2eI/AAAAAAAADe4/DVP62leyMXo/s320/untitled.bmp" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O “Escravo, nem pensar!” começa o ano lançando a cartilha “Deserto Verde” – os impactos do cultivo de eucalipto e pinus no Brasil. A publicação, elaborada pelo programa com base em pesquisa do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis, outro projeto da ONG Repórter Brasil, traz uma análise dos impactos socioambientais gerados pela monocultura do eucalipto e do pinus (culturas conhecidas como silvicultura) nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A publicação foi impressa com o apoio do Instituto Rosa Luxemburgo Stiftung.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O material é destinado para professores e professoras, comunidades e entidades socioambientais. A cartilha apresenta dados sobre a extensão das plantações, o volume de produção e investimentos do setor no país. Informações sobre desdobramentos legais de alguns casos e os impactos dos empreendimentos de eucaliptos e pinus sobre comunidades tradicionais completam a publicação. Com o intuito de fomentar a discussão sobre essa questão, a seção “Para debater o tema” apresenta propostas didáticas para refletir sobre o avanço das plantações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As plantações de eucalipto e pinus ocupam, atualmente, 6,5 milhões de hectares em todo o país. Nas últimas décadas, o cultivo dessas espécies se expandiu significativamente pelo campo, em parte justificado e propagandeado como benfeitoria ambiental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E qual a finalidade de toda essa plantação? Os eucaliptos servem de matéria-prima para a produção de celulose, carvão vegetal e ferro-gusa, componente do aço. No Brasil, onde há dois grandes pólos siderúrgicos – Carajás (PA) e Betim (MG) – a demanda por esses insumos é constante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ocupando, em geral, exclusividade no uso do solo das grandes propriedades em que são plantadas, eucaliptos e pinus acabam formando uma extensa paisagem uniforme. Por conta desse cenário com pouca diversidade de fauna e flora, além dos possíveis efeitos nos recursos hídricos, o termo “deserto verde” vem justamente contrapor a ideia positiva do “reflorestamento” que, cada vez mais, acompanha essas culturas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trabalho escravo e conflito agrário&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os casos de trabalho escravo no Brasil têm sido flagrados em distintas atividades agrícolas e o cultivo de eucalipto e pinus também faz parte desse lamentável contexto. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, casos de trabalho escravo nas atividades de pinus e eucaliptos representam 7% do total da “lista suja”, cadastro que registra dados dos empregadores flagrados utilizando mão de obra escrava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo a cartilha, os impactos da silvicultura não se restringem ao meio ambiente e às violações trabalhistas. Essa atividade econômica atende demandas empresariais de expansão e apropriação de territórios, gerando muitas vezes choque com comunidades tradicionais, como camponeses, quilombolas e indígenas, que possuem uma relação diferente com a terra. Por isso, o conflito agrário, decorrente da disputa por terra, água e outros recursos naturais, acaba sendo uma das piores consequências. Na cartilha, você encontrará informações sobre casos de conflitos e resistência que aconteceram em Minas Gerais, Espírito Santo e no Mapito, região que engloba os estados do Maranhão, Piauí e Tocantins.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Clique aqui para baixar o arquivo da cartilha “Deserto Verde” – os impactos do cultivo de eucalipto e pinus no Brasil. Colaboração de Thiago Casteli, do Programa “Escravo, nem pensar!”, para o EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-1231093034948382362?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/1231093034948382362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/cartilha-apresenta-os-impactos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1231093034948382362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1231093034948382362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/cartilha-apresenta-os-impactos.html' title='Cartilha apresenta os impactos socioambientais da expansão do monocultivo de eucalipto e pinus'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-CP1Vpuj7evk/TxNyyC7P2eI/AAAAAAAADe4/DVP62leyMXo/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-213130386964707102</id><published>2012-01-15T22:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T22:40:20.805-02:00</updated><title type='text'>SP: Monocultura dá lugar à diversidade produtiva em assentamento de Araraquara</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Rr7mSki6k8k/TxNx4VcG6MI/AAAAAAAADew/CiXzdTu9SVI/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212px" kba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Rr7mSki6k8k/TxNx4VcG6MI/AAAAAAAADew/CiXzdTu9SVI/s320/images.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No lote de Leonel Fernandes Moço, no assentamento Bela Vista do Chibarro, em Araraquara (SP), a produção vai de vento em popa: mamão, maracujá, milho, feijão de corda, quiabo, abobrinha, jiló, manga, abacate e limão. Os produtos vão parar na alimentação escolar das cidades de Araraquara e São Carlos. Mas nem sempre a produção foi tão diversificada. Até dezembro de 2007, a cana-de-açúcar cobria toda a extensão do lote, arrendado ilegalmente para uma usina da região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O arrendamento para usinas levou o Incra a pedir à Justiça Federal a reintegração de posse de nove lotes. Os mandados judiciais de reintegração de posse foram cumpridos no dia 10 de dezembro de 2007. Retirados os ocupantes irregulares, novas famílias já cadastradas e selecionadas pelo Incra foram imediatamente assentadas. Entre elas estava o casal Leonel e Lúcia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leonel que é presidente do Centro de Desenvolvimento Comunitário. Entidade que congrega 30 agricultores e viabiliza o fornecimento de produtos para a alimentação escolar e a comercialização via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), operacionalizado pela Conab.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Buscando o máximo aproveitamento da produção, o assentado vende até a palha do milho para uma indústria de palhas para cigarros. Na última colheita de milho, ele teve um lucro líquido de R$ 1,8 mil só com a venda da palha. “Meu próximo projeto é plantar quatro mil pés de café. Cana, nem pensar”, comenta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por enquanto, Leonel mora em uma casa da agrovila do assentamento, mas está terminando sua casa no lote. A laje está pronta. Falta só instalar as portas e janelas, que já estão compradas. Hoje, ele e a esposa Lúcia se sentem tranquilos e confiantes no futuro. Mas o começo no assentamento foi muito difícil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assentados contra o arrendamento&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo que foi assentado, Leonel chegou a enfrentar ameaças e tentativas de intimidação por parte dos antigos ocupantes dos lotes retomados pelo Incra. Enquanto plantava, Leonel ainda recebia ameaças. “Diziam que iam queimar meu milho. Mas eu plantei mesmo assim e colhi, ninguém queimou.” Ele sempre contou com o apoio do assentado Joaquim Sanches Fernandes, o Joaquinzão, morador de um lote vizinho, que também não se deixou intimidar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Joaquinzão conta que foi um dos primeiros assentados do Bela Vista a receber proposta de arrendamento para a cana. “O sujeito parou uma caminhonete aqui no lote e perguntou: quer plantar cana aí? Eu falei: não senhor. ‘Por que?’ Eu respondi: Porque aqui não é permitido. Aqui é terra da reforma agrária, não pode arrendar. E não arrendo mesmo. Eu, que já vivi em acampamento, em beira de estrada, vou me arriscar agora a perder minha terra?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro que condena o arrendamento é Antônio Minelvino dos Santos, morador do Bela Vista há mais de 20 anos. “A cana entrou aqui de uma forma muito feia. Não foi o assentado quem plantou e gerenciou. A usina fazia tudo e a pessoa não tinha controle de nada. Não tinha controle do que entrava e saía. Teve caso de gente que arrendava o lote e ia trabalhar por dia no lote dele mesmo. E, ainda por cima, jogou pela janela o dinheiro que recebeu e não teve condições de reformar o lote e produzir”, conta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O impacto da cana havia sido tão perverso que estava produzindo uma reconcentração fundiária no assentamento: uma única pessoa já havia comprado quatro lotes, cujas divisas foram removidas, convertendo-se em uma monocultura de cana-de-açúcar. Foi essa situação que motivou o pedido de reintegração de posse e a retomada dos lotes pelo Incra. Agora, por meio do trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), o órgão vem incentivando o desenvolvimento sustentável e a produção de alimentos no assentamento. E a experiência de Leonel é um exemplo concreto da viabilidade desse modelo produtivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Informe do MDA - Colaboração de Mayron Régis, articulista do EcoDebate, Jornalista e Assessor do Fórum Carajás e atua no Programa Territórios Livres do Baixo Parnaíba (Fórum Carajás, SMDH, CCN e FDBPM), para o EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-213130386964707102?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/213130386964707102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/sp-monocultura-da-lugar-diversidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/213130386964707102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/213130386964707102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/sp-monocultura-da-lugar-diversidade.html' title='SP: Monocultura dá lugar à diversidade produtiva em assentamento de Araraquara'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Rr7mSki6k8k/TxNx4VcG6MI/AAAAAAAADew/CiXzdTu9SVI/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-5041132170077201399</id><published>2012-01-15T22:33:00.001-02:00</published><updated>2012-01-15T22:34:31.054-02:00</updated><title type='text'>Áreas de Risco, Geologia e Arquitetura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tI50gAer4dY/TxNwUtmRELI/AAAAAAAADeo/uv_2Cw0IhNw/s1600/imagesCAFPT4NV.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-tI50gAer4dY/TxNwUtmRELI/AAAAAAAADeo/uv_2Cw0IhNw/s1600/imagesCAFPT4NV.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Os graves e recorrentes problemas de ordem geológico-geotécnica que têm vitimado milhares de brasileiros, como processos de erosão/assoreamento/enchentes e deslizamentos de taludes e encostas, têm tido sua principal origem na incompatibilidade entre as técnicas de ocupação urbana e as características geológicas e geotécnicas dos terrenos onde são implantadas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;No caso específico dos deslizamentos, ou são ocupados terrenos que por sua alta instabilidade geológica natural não deveriam nunca ser ocupados – é o caso das expansões urbanas sobre a Serra do Mar, ou são ocupadas áreas de até baixo risco natural, perfeitamente passíveis de receber a ocupação urbana, mas com tal inadequação técnica que, mesmo nessas condições naturais mais favoráveis, são geradas situações de alto risco geotécnico – é o caso de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife e tantas outras cidades brasileiras.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que, ao lado das deficiências crônicas de nossas políticas habitacionais, o que acaba obrigando a população mais pobre a buscar solução própria de moradia em áreas geologicamente problemáticas, não possuímos no país uma cultura técnica arquitetônica e urbanística especialmente dirigida à ocupação de terrenos de acentuada declividade. Isso se verifica tanto nas formas espontâneas utilizadas pela própria população de baixa renda na auto-construção de suas moradias, como também em projetos privados ou públicos de maior porte e perfeitamente regulares que contam com o suporte técnico de arquitetos e urbanistas. Em ambos os casos, ou seja, no empirismo popular e nos projetos mais elaborados, prevalece infelizmente a cultura técnica da área plana. Isto é, através de cortes e aterros obtidos por operações de terraplenagem obsessivamente busca-se produzir os platôs planos sobre os quais irá ser edificado o empreendimento. Esse tem sido o cacoete técnico que está invariavelmente presente na maciça produção de áreas de risco a deslizamentos nas cidades brasileiras que, de alguma forma, crescem sobre relevos mais acidentados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É imperiosa a necessidade da arquitetura e do urbanismo brasileiro incorporarem em sua teoria e sua prática os cuidados com as características geológicas dos terrenos afetados. Essa nova cultura automaticamente levaria a uma mais estreita colaboração entre Arquitetura, Geologia e Geotecnia. Como concisa diretriz, podemos entender que está colocado o seguinte desafio à arquitetura e ao urbanismo brasileiros: usar a ousadia e a criatividade para adequar seus projetos à Natureza, ao contrario de burocraticamente pretender adequar a Natureza a seus projetos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos - &lt;span style="color: #72179d;"&gt;EcoDebate&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-5041132170077201399?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/5041132170077201399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/areas-de-risco-geologia-e-arquitetura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5041132170077201399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5041132170077201399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/areas-de-risco-geologia-e-arquitetura.html' title='Áreas de Risco, Geologia e Arquitetura'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tI50gAer4dY/TxNwUtmRELI/AAAAAAAADeo/uv_2Cw0IhNw/s72-c/imagesCAFPT4NV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-6282751872301138960</id><published>2012-01-15T22:27:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T22:27:59.583-02:00</updated><title type='text'>EUA, China e Índia: disputa de hegemonia e destruição do meio ambiente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6ZvEQ7jcX9c/TxNu-CmnDQI/AAAAAAAADeg/16dczvvbmKQ/s1600/imagesCAIU1NLH.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-6ZvEQ7jcX9c/TxNu-CmnDQI/AAAAAAAADeg/16dczvvbmKQ/s1600/imagesCAIU1NLH.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história humana tem sido marcada pela sucessão de impérios e civilizações. No passado, houve sucessivos Faraós no Egíto, Nabucodonosor na Babilônia, os reinados de Bimbisara e Asoka na Índia, a Dinastia Qing na China, Péricles em Atenas, Alexandre na Macedônia, os Césares em Roma, Carlos Magno na idade média, Império Otomano, Império Austro-Húngaro, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No século XVIII a França chegou a ser a principal potência do mundo (ao lado de China e Índia), mas foi superada pelo Reino Unido no século XIX. Alemanha e Japão bem que tentaram ficar no topo, mas não tiveram força sufiente. A URSS se desintegrou. A Europa Ocidental foi superada pelos Estados Unidos da América (EUA) no século XX e a Rússia não foi páreo. Embora muitos norteamericanos achem que os EUA são excepcionais e estão destinados a ficar no topo da economia do planeta, a história não acabou e a luta pela liderança mundial continua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No século XXI, a disputa pela hegemonia global ocorre entre os 3 países mais populosos do mundo. Os EUA continuam sendo a principal potência econômica internacional, mas devem ser superados brevemente pela China e um pouco mais na frente pela Índia. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) o PIB mundial (em poder de paridade de compra – ppp) estava em torno de 70 trilhões de dólares, em 2010, sendo 14,6 trilhões para os EUA, 10,1 trilhões para a China e 4,1 trilhões para a Índia. A União Européia poderia ser um forte competidor, mas a crise da zona do Euro parece que vai deixar a Europa fora desta disputa mundial, assim com o Japão que já vive 20 anos de estagnação econômica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diversas consultorias internacionais como McKinsey, Goldman Sachs e PricewaterhouseCoopers (PwC) projetam uma ultrapassagem da China sobre os EUA e depois da Índia sobre os EUA. Projeções da PwC, apontam para um crescimento do PIB mundial em torno de 3,5% ao ano, o que daria um montante de 280 trilhões de dólares em 2050, quatro vezes maior do que toda a economia mundial em 2010. Em meados do século, a China chegaria a 59,5 trilhões de dólares, a Índa a 43,2 trilhões de dólares e os EUA a 37,9 trilhões de dólares. Portanto, China seria a maior economia, seguida da Índia, com os EUA em terceiro lugar. Somente estes 3 países seriam maiores, na metade do atual século, que o dobro da economia mundial em 2010 e representariam metade do PIB mundial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os números acima podem até estar um pouco inflacionados, mas o anseio de grandeza destes paises já se traduz, por exemplo, em aumento dos gastos militares. O presidente Barack Obama, diferentemente das suas propostas de campanha, se mostrou confiável ao complexo industrial-militar americano e aumentou os gastos militares (cerca de 700 bilhões de dólares ao ano), mesmo com o endividamento do país e o aumento do desemprego e das desigualdades sociais. Agora em 2012, Obama apresentou um plano para o orçamento militar de “somente” US$ 650 bilhões ao ano, dizendo que é para ficar mais clean e ágil. A nova doutrina americana, não é de paz, mas de consolidar a hegemonia, ou seja, reconhece que o país só pode tocar uma guerra de cada vez e vai centrar presença na Ásia e no Pacífico (ver documento de referência abaixo).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A China já protestou contra a nova doutrina americana de guerra e tem aumentado seus investimentos militares para modernizar suas forças armadas, inclusive construindo porta-aviões que vão permitir aumentar a sino presença em diversas partes do mundo. A China também tem investido muito na conquista espacial e pretendem desembarcar na lua no início da próxima década. Até a possibilidade de uma colônia lunar não está descartada, pois os chineses sabem que o país que dominar o espaço dominará a Terra. Segundo a revista The Economist, a China vai ultrapassar os gastos militares dos EUA até 2025.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A índia aposta no crescimento da sua população que deve chegar a 1,7 bilhão, transformando gente em poder de dissuasão. A Índia também investe nas forças armadas para fazer frente ao seus poderosos vizinhos: China e Paquistão. O oceano índico é um dos alvos destas grandes potencias e atrai aliados, como os acordos da Índia com Japão e Austrália para construir bases militares e garantir o fluxo de comércio nesta importante rota de navegação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não custa lembrar que EUA, Chína e Índia possuem armas nucleares, com capacidade de destruir várias vezes a Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As guerras entre potências, no passado, foram por disputas por terra e territórios. Atualmente as disputas são por energia e petróleo. No futuro as guerras vão ser pelo controle da água doce. Há ainda as intermináveis guerras religiosas como as que envolvem Israel e os países muçulmanos. As guerras militares são as evidencias mais claras de como a racionalidade instrumental do ser humano pode provocar a destruição em massa. Mas também existe a guerra silenciosa e não declarada à natureza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A disputa pela hegemonia mundial, além de provocar um novo realinhamento do jogo de nações, tem servido de força para impulsionar a economia destes países e para manter o modelo de desenvolvimento marron, que tem causado tantos danos ao meio ambiente. Dificilmente as grandes potencias vão concordar com cortes profundos na emissão de gases de efeito estufa (GEE) e provavelmente o aquecimento global vai alcançar níveis perigosos. A depleção dos rios e a degradação dos solos nos 3 países deve continuar em ritmo acelerado em função da super exploração do meio ambiiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes 3 países vão também influenciar no crescimento da economia internacional e na expansão do mercado de bens de consumo industrial de um lado e de aumento da exportação de commodities de outro. Já se prevê que a classe média mundial poderá chegar a mais de 6 bilhões de pessoas até 2050 (segundo a Goldman Sachs) e cerca da metade vai estar nestes 3 países.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No processo de crescimento da economia mundial, o Brasil pode se tornar a 4ª economia global, com um PIB de mais de 8 trilhões de dólares até 2050 (segundo a PwC) e deve continuar sendo o grande fornecedor de minério de ferro, metais, biocombustíveis, soja e outros grãos, além de grande exportador de carnes bovina, suina, ovina e de avicultura. Os principais biomas brasileiros vão estar a serviço da geração de superávits comerciais para que possamos importar os produtos industriais, as inovações de tecnologias computacionais e de comunicações e produtos de luxo para as crescentes camadas afluentes da população brasileira. Se nada mudar, o Brasil vai manter uma relação primário-exportadora, especialmente com China e Índia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num cenário de aprofundamento da crise ambiental e de escassez de água, o Brasil pode, inclusive, importar da china industrias de energia solar e fábricas de dessalinização para utilizar a água do mar na produção agro-pecuária, pois, até a metade do século XXI o cerrado e a floresta amazônica (como já aconteceu com a Mata Atlântica) já poderão estar em estágio avançado de degradação. Muitos rios brasileiros deverão estar com pouca água, sendo necessário se recorrer a soluções tecnológicas de transposição das águas dessalinizadas do mar. Provavelmente vai haver reflorestamento com as monoculturas de eucaliptos e pinus e a biodiversidade vai ser apenas ensinada nas escolas, como se ensina sobre as velhas civilizações e impérios do passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, na disputa pela hegemonia mundial entre EUA, China e Índia, o modelo atual de desenvolvimento pode até ser sustentável no longo prazo do ponto de vista estritamente econômico, mas as possibilidades de conflitos militares aumenta, a destruição do meio ambiente deve aumentar, a biodiversidade tenderá a se reduzir drasticamente e, além da instabilidade política, o mundo não vai ser ecologicamente mais agradável do que é hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Referência sobre estratégia militar dos EUA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;U.S. Department of Defense. Priorities for 21st Century Defense (pdf), jan 2012&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://www.defense.gov/news/Defense_Strategic_Guidance.pdf&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Eustáquio Diniz Alves, colunista do EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-6282751872301138960?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/6282751872301138960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/eua-china-e-india-disputa-de-hegemonia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6282751872301138960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6282751872301138960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/eua-china-e-india-disputa-de-hegemonia.html' title='EUA, China e Índia: disputa de hegemonia e destruição do meio ambiente'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6ZvEQ7jcX9c/TxNu-CmnDQI/AAAAAAAADeg/16dczvvbmKQ/s72-c/imagesCAIU1NLH.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-2351545844227377114</id><published>2012-01-15T22:17:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T22:17:36.229-02:00</updated><title type='text'>Primeiro tubarão híbrido é descoberto na Austrália</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BFUzDFlZfE8/TxNske2xnzI/AAAAAAAADeY/uLqno1lJ6wI/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240px" kba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-BFUzDFlZfE8/TxNske2xnzI/AAAAAAAADeY/uLqno1lJ6wI/s320/images.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Foram descobertos os primeiros tubarões híbridos já observados no mundo, na costa leste da Austrália. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hibridação se deu com a reprodução entre o tubarão-de-ponta-negra australiano (Carcharhinus tilstoni), que é encontrado no litoral do país, com a do tubarão-de-ponta-negra (Carcharhinus limbatus) de outros lugares do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a distribuição de espécies geneticamente distintas seja grande ao longo da costa leste e norte australiana, a constatação de que essas duas espécies de tubarões acasalaram e produziram descendentes é sem precedentes, de acordo com a equipe de pesquisadores da Universidade de Queensland, que fizeram a descoberta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram identificados 57 híbridos em cinco lugares, abrangendo mais de dois mil quilômetros ao longo da costa australiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas afirmam que isso pode ter sido impulsionado pela mudança climática, e animais desse tipo podem ser mais comuns no futuro. [MSN]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-2351545844227377114?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/2351545844227377114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/primeiro-tubarao-hibrido-e-descoberto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/2351545844227377114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/2351545844227377114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/primeiro-tubarao-hibrido-e-descoberto.html' title='Primeiro tubarão híbrido é descoberto na Austrália'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BFUzDFlZfE8/TxNske2xnzI/AAAAAAAADeY/uLqno1lJ6wI/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-5008769946403118965</id><published>2012-01-15T21:49:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T21:49:00.029-02:00</updated><title type='text'>Perda global por conta do desarranjo climático soma US$ 750 bi em 5 anos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vmctEMX0SgQ/TxNll8dsRcI/AAAAAAAADeQ/eyzMQ2HJzFM/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-vmctEMX0SgQ/TxNll8dsRcI/AAAAAAAADeQ/eyzMQ2HJzFM/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style="text-align: justify;"&gt;O desarranjo do clima tem elevado o número de acidentes naturais e, consequentemente, causado prejuízos incalculáveis ao planeta.&lt;/h4&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desarranjo do clima tem elevado o número de acidentes naturais e, consequentemente, causado prejuízos incalculáveis ao planeta. Nos últimos cinco anos, eles somaram US$ 750 bilhões. O cálculo é do Grupo Independente de Investigação (IEG, na sigla em inglês), uma entidade ligada ao Banco Mundial (Bird). “As catástrofes naturais estão mais comuns e as perdas são cada vez maiores. Só em 2010, os prejuízos com cheias e desastres no mundo somaram US$ 110 bilhões, mais que o dobro do registrado no ano anterior”, diz o vice-presidente do IEG, Vinod Thomas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contabilizados os reflexos das perdas provocadas pelo tsunami que matou mais de 300 mil pessoas na Indonésia no fim de 2004, o ano de 2005 foi o primeiro a registrar um saldo surpreendente: US$ 250 bilhões de prejuízos. “Por isso, é fundamental que os governos estejam comprometidos em poluir menos e mais preparados contra os efeitos das &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;mudanças climáticas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;”, avalia Thomas. Em 2011, somente os gastos decorrentes dos terremotos e do tsunami no Japão, em 11 de março, superaram os US$ 300 bilhões — um novo recorde. E nem sequer entraram na conta os danos com furacões nos Estados Unidos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A constatação é de que, nos dias de hoje, as atenções precisam ser redobradas diante do avanço dos desastres naturais. Nos anos 1980, lembra Thomas, as perdas eram bem menores e giravam em torno dos US$ 40 bilhões anuais. “Além das &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;mudanças climáticas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, o aumento da população em áreas de risco tem colaborado bastante para o maior volume de vítimas e de prejuízos materiais”, pondera o especialista. O aumento das enchentes, por exemplo, está diretamente ligado ao das emissões de gás carbônico (CO2). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alimentos &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O dilema de investir para estimular a economia e aumentar o deficit do governo é a preocupação dos economistas. Mas se os países aplicassem US$ 40 bilhões anuais, esse valor seria suficiente para cumprir metas de cortes na emissão de carbono e ajudaria a minimizar o impacto das mudanças climáticas”, calcula Thomas, que foi diretor do Bird no Brasil de 2001 a 2005. Para o executivo, o importante é antecipar as intervenções para minimizar prejuízos. “Os governos precisam investir em ações mais efetivas. Existem desastres que vão voltar todos os anos e é preciso estar preparado”, alerta. Não há outra saída. “Tem que se reconstruir áreas devastadas para evitar futuras enchentes”, afirma. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A alta dos preços dos alimentos é outro efeito dos desastres climáticos. Levantamento recente do Bird sobre a forte alta dos preços das commodities (produtos básicos comercializados internacionalmente) e o impacto disso na vida das pessoas mostrou que os preços dos alimentos subiram 15% no último ano, jogando mais 44 milhões de indivíduos na pobreza. “De 2008 a 2009, existiam 100 milhões de pessoas vivendo de forma precária no planeta e o número atual é crescente”, assegura Thomas, autor do livro O Brasil visto por dentro – o desenvolvimento em uma terra de contrastes, de 2005.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Correio Braziliense Online &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rosana Hessel &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-5008769946403118965?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/5008769946403118965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/perda-global-por-conta-do-desarranjo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5008769946403118965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5008769946403118965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/perda-global-por-conta-do-desarranjo.html' title='Perda global por conta do desarranjo climático soma US$ 750 bi em 5 anos'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vmctEMX0SgQ/TxNll8dsRcI/AAAAAAAADeQ/eyzMQ2HJzFM/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-132252061674840582</id><published>2012-01-07T21:48:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T21:48:45.935-02:00</updated><title type='text'>A natureza no forno: mudança climática, energia supostamente renovável e biomassa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Yr7tVzpvNOw/TwjZygRttUI/AAAAAAAADeE/FGXPSlFRolI/s1600/imagesCAJF3XA7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-Yr7tVzpvNOw/TwjZygRttUI/AAAAAAAADeE/FGXPSlFRolI/s1600/imagesCAJF3XA7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os seres humanos têm utilizado a biomassa para produzir energia desde tempos imemoriais de forma sustentável. De outro lado, a industrialização está acabando com as reservas de combustíveis fósseis e essa é a causa da busca frenética de outras fontes de energia. As bioenergias se baseiam na produção de energia a partir de matéria viva, a biomassa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A biomassa é matéria viva como árvores, arbustos, ervas, grãos, algas, micróbios e também resíduos vegetais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os acordos do protocolo de Kyoto deram lugar na Europa a políticas como a Diretiva de Energias Renováveis, aprovada em dezembro de 2008 pelo Parlamento Europeu. Ela tinha como objetivo diversificar as fontes de energia, mas também abrir novos mercados globalizados para a agricultura industrializada européia. Automaticamente se promoveu um boom de bioenergia em escala industrial em muitos países do continente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atualmente, dois terços da energia chamada renovável provêm na UE da biomassa. As outras energias renováveis –solar, eólica, hídrica, etc.- contribuem apenas com um terço. A Comissão Européia objetiva que até 2020, 14% de toda a energia da União Européia provenha da biomassa. A matéria prima não será precisamente –como se diz geralmente- resíduos, mas madeira, e também óleos vegetais e biogás. 75% dos subsídios para as energias renováveis está destinado à biomassa e aos biocombustíveis. Os outros se distribuem entre a energia solar e eólica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso acontece às esconsas da opinião pública. As informações são parcializadas ao venderem os benefícios da economia verde, com a que se tenta continuar crescendo sem limite, em vez de concretizar medidas sólidas de poupança e eficiência energética.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Renovável é o que sempre cresce de novo e sustentável é o que mantendo-se diverso e produtivo, não impacta negativamente sobre o meio. Mas contrariamente ao que costuma afirmar-se, nenhum desses conceitos é aplicável a uma economia globalizada e a um uso energético massivo e sempre crescente, nem aos impactos ambientais e sociais desse modelo econômico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os supostos benefícios da geração de eletricidade a partir de biomassa florestal são a disponibilidade ilimitada da madeira, o aproveitamento dos resíduos da poda e a manutenção das florestas, a forma limpa de produção ou a neutralidade em termos do ciclo de carbono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não nos enganemos: não há resíduos florestais capazes de satisfazer a demanda energética requerida para produzir energia para todas as centrais elétricas de biomassa que estão sendo instaladas. A produção global de pellets era de aproximadamente 10 milhões de toneladas em 2008 e estima-se que se duplicará nos próximos 4-5 anos. Prevê-se um crescimento anual global de 25 a 30% nos próximos 10 anos, de acordo com a organização britânica Biofuelwatch. Esse grande crescimento na demanda de madeira para a produção de eletricidade impacta nas florestas da Europa, da América do Norte e da Rússia e obriga muitos países a importarem a matéria prima de países produtores do Sul global.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A demanda européia prevista de madeira para a produção de energia elétrica e calor é de 700 milhões de metros cúbicos anuais de madeira. Já a indústria madeireira, por exemplo, dos móveis, ou a produção de pasta de celulose e papel, requerem anualmente por sua vez 500 milhões de metros cúbicos de madeira. A FAO afirma que, para 2020, Europa sofrerá uma escassez dramática de aproximadamente 400 milhões de metros cúbicos anuais de madeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A demanda de madeira importada significa uma correria pelo uso das terras produtivas e o deslocamento de povos indígenas e camponeses das florestas em benefício das empresas produtoras da madeira como matéria prima industrial. A neutralidade em termos de carbono é igualmente questionável, e não se sustenta sobre qualquer base científica, mas sobre cálculos feitos a conveniência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Países como a Suécia, a Grã Bretanha ou a Alemanha estão experimentando um desenvolvimento sem precedentes da geração de biomassa em grande escala. Os planos da Grã Bretanha significam, por exemplo, um consumo de 50 a 60 milhões de toneladas de biomassa ao ano, distribuídas entre várias centrais de biomassa planejadas, em construção ou já instaladas. Mas a Grã Bretanha produz apenas entre 8 e 9 milhões de toneladas de biomassa seca ao ano. Conclusão: terão que importar o resto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é apresentado à opinião pública como uma mudança benigna e benéfica, da energia fóssil à renovável, é de fato um despojo global dos recursos naturais do Sul para o Norte, que aprofundará a injustiça e piorará a pobreza e a fome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Guadalupe Rodríguez, Salva a Selva, guadalupe@regenwald.org&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boletim número 172 do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais-EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-132252061674840582?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/132252061674840582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/natureza-no-forno-mudanca-climatica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/132252061674840582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/132252061674840582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/natureza-no-forno-mudanca-climatica.html' title='A natureza no forno: mudança climática, energia supostamente renovável e biomassa'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Yr7tVzpvNOw/TwjZygRttUI/AAAAAAAADeE/FGXPSlFRolI/s72-c/imagesCAJF3XA7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-3155105500637295092</id><published>2012-01-07T21:28:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T21:28:38.219-02:00</updated><title type='text'>Meteorologistas preveem 2012 entre os 10 mais quentes desde 1850</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sczdV65g-9Q/TwjUekT1yfI/AAAAAAAADd0/onTEr3tlkXE/s1600/imagesCAOH6U2B.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-sczdV65g-9Q/TwjUekT1yfI/AAAAAAAADd0/onTEr3tlkXE/s1600/imagesCAOH6U2B.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Este ano pode se tornar um dos dez mais quentes desde 1850, com temperaturas globais quase 0,5 grau Celsius mais elevadas que a média registrada no período 1961-1990, afirmou o Departamento de Meteorologia da Grã-Bretanha (Met Office) nesta quarta-feira. Matéria de Henning Gloystein, da Reuters.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-h99hF3l_4Cg/TwjU4l9sozI/AAAAAAAADd8/o-2Vc9-7Hds/s1600/imagesCAG2EL74.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="176px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-h99hF3l_4Cg/TwjU4l9sozI/AAAAAAAADd8/o-2Vc9-7Hds/s200/imagesCAG2EL74.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;O Met Office e a Universidade de East Anglia divulgaram no mês passado dados preliminares mostrando que 2011 foi o 11º ano mais quente já registrado, 0,36 grau Celsius acima da média de longo prazo aferida entre as décadas de 1960 e 1990, que foi de 14 graus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os meteorologistas previram que em 2012 o desvio acima da média será de 0,48 grau, com uma margem de erro de 0,14 grau para mais ou menos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Em 2011, vimos um fortíssimo La Niña (fenômeno climático caracterizado pelo resfriamento das águas no Pacífico equatorial), que pode resfriar temporariamente as temperaturas globais.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O La Niña voltou, e embora não seja tão forte quanto no começo do ano passado, ainda assim deve influenciar as temperaturas, (e) esperamos que 2012 seja ligeiramente mais quente do que no ano passado, mas não tão quente quanto 2010″, disse Adam Scaife, chefe do departamento do Met Office que realiza previsões de longo prazo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Met Office disse que suas cifras relativas a 2011 foram parecidas com as publicadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que estimou a temperatura do ano passado em 0,41º grau acima do normal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A OMM considera que 2010 foi o ano mais quente já registrado, e todos os 12 anos mais quentes da história foram entre 1998 e 2011. O Met Office também inclui 1997 entre os 12 mais quentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As estimativas da OMM se baseiam em dados do Met Office, do Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos e do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matéria da Reuters, no UOL Notícias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-3155105500637295092?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/3155105500637295092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/meteorologistas-preveem-2012-entre-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/3155105500637295092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/3155105500637295092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/meteorologistas-preveem-2012-entre-os.html' title='Meteorologistas preveem 2012 entre os 10 mais quentes desde 1850'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sczdV65g-9Q/TwjUekT1yfI/AAAAAAAADd0/onTEr3tlkXE/s72-c/imagesCAOH6U2B.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-6982587468139597470</id><published>2012-01-07T21:20:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T21:20:38.074-02:00</updated><title type='text'>Estudos sugerem que modelos climáticos podem estar subestimando extinção de espécies</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-r-oUqR_LFc4/TwjTMXbtfmI/AAAAAAAADds/Qac_DoEhCyE/s1600/akgudxk944hb69qwkmsa44qsx.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-r-oUqR_LFc4/TwjTMXbtfmI/AAAAAAAADds/Qac_DoEhCyE/s320/akgudxk944hb69qwkmsa44qsx.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Derretimento de geleiras: Mark Urban, da Universidade de Connecticut, afirma que extinção de espécies por causa das mudanças climáticas pode estar subestimado. Foto: Mark Urban, Photo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perda de animais e plantas pode ser muito maior que previsto se levados em conta fatores como competição e dispersão das espécies&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A perda da diversidade de animais e plantas devido a mudanças climáticas pode estar sendo subestimada. A conclusão é de um estudo de três pesquisadores americanos que foi publicado nesta terça-feira (3) no periódico científico Proceedings of the Royal Society B. Reportagem de Alessandro Greco, no iG/Último Segundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Utilizando um modelo matemático, Mark Urban, da Universidade de Connecticut, Josh Tewksbury e Kimberly Sheldon da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, avaliaram que as previsões atuais não estão levando em conta fatores importantes ao calcular a extinção das espécies. Entre os fatores desprezados estão o fato de animais competirem entre si, se alimentarem uns dos outros e terem níveis de adaptação diferentes às mudanças de clima. “Já esperávamos que a interação entre as espécies afetasse de alguma forma a resposta ao modelo de clima, mas ficamos surpresos com o nível em que isto é verdade”, afirmou Urban ao iG.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O modelo criado pelos pesquisadores mostrou que a capacidade de sobrevivência das espécies está diretamente ligada a capacidade de dispersão que elas têm. “As extinções são mais comuns em espécies pouco aptas à dispersão, e também quando isto acontece mais lentamente do que com seus competidores. A razão é que espécies que se movimentam mais rápido passam por cima das espécies que estão à sua frente e rapidamente tomam seu habitat”, explicou Urban.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um exemplo disto é o aumento da temperatura que já está fazendo com que plantas e animais se mudem para locais mais altos e frios. No entanto, nem todas as espécies que necessitam migrar conseguem dispersar de modo rápido o suficiente. Muitas morrem antes mesmo de encontrar o novo habitat, ou encontram outras espécies que competem pelo mesmo espaço – para não falar daquelas que já viviam no local.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O próximo passo da pesquisa será fazer previsões mais específicas para diferentes ecossistemas. “Infelizmente ainda não conseguimos fazer uma previsão de valores de extinção. Nosso modelo é muito geral o que faz com que seja bom para testar a sensibilidade das previsões a diferentes premissas. O lado ruim é que o modelo não se aplica a nenhum sistema específico. Nossos resultados, porém, sugerem que os modelos climáticos que não levam em conta as diferenças de competição e dispersão entre as espécies podem estar subestimandoos riscos de extinção”, completou Urban.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-6982587468139597470?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/6982587468139597470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/estudos-sugerem-que-modelos-climaticos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6982587468139597470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6982587468139597470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/estudos-sugerem-que-modelos-climaticos.html' title='Estudos sugerem que modelos climáticos podem estar subestimando extinção de espécies'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-r-oUqR_LFc4/TwjTMXbtfmI/AAAAAAAADds/Qac_DoEhCyE/s72-c/akgudxk944hb69qwkmsa44qsx.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-6496397492347286800</id><published>2012-01-07T21:06:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T21:06:03.615-02:00</updated><title type='text'>SP: Marília proíbe sacolinhas e quem desrespeitar lei pode ter alvará cassado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--R3zLEjKTjs/TwjPzpM5BNI/AAAAAAAADdk/-TuG3cq1ODY/s1600/imagesCABBDZWS.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/--R3zLEjKTjs/TwjPzpM5BNI/AAAAAAAADdk/-TuG3cq1ODY/s1600/imagesCABBDZWS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estabelecimentos comerciais da cidade estão sujeitos a multas de R$ 1 mil se desrespeitarem a lei&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Prefeitura de Marília, no interior de São Paulo, começou a distribuir nesta quarta-feira, 4, notificações aos estabelecimentos comerciais informando que eles estão sujeitos a multas de R$ 1 mil e até a cassação do alvará de funcionamento, se desrespeitarem a lei das sacolinhas. Reportagem de Chico Siqueira, em O Estado de S.Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lei, municipal, que proíbe a distribuição de sacolas de plástico no comércio, passou a vigorar no município a partir da última segunda-feira, 02.Embora o início da vigência tenha sido anunciado com antecedência, consumidores e comerciantes se disseram pegos de surpresos. Muitos supermercados estão distribuindo caixas de papelões para socorrer os consumidores que não levaram sacolas retornáveis às compras. Os estabelecimentos podem fornecer sacolas biodegradáveis e cobrar por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As notificações, segundo o secretário de Serviços Urbanos de Marília, José Expedito Capacete, têm objetivo de orientar os comerciantes para adaptar seus estabelecimentos às exigências da nova lei. A Prefeitura colocou o Procon e a a Divisão de Fiscalização do município, além de um telefone, para esclarecer as dúvidas dos comerciantes. Se um comérciante desrespeitar a lei, será multado inicialmente em R$ 1 mil, em caso de reincidência a multa dobra e em três vezes, ele terá o alvará de funcionamento cassado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-6496397492347286800?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/6496397492347286800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/sp-marilia-proibe-sacolinhas-e-quem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6496397492347286800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6496397492347286800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/sp-marilia-proibe-sacolinhas-e-quem.html' title='SP: Marília proíbe sacolinhas e quem desrespeitar lei pode ter alvará cassado'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--R3zLEjKTjs/TwjPzpM5BNI/AAAAAAAADdk/-TuG3cq1ODY/s72-c/imagesCABBDZWS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-4473496426180232213</id><published>2012-01-07T20:58:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T20:58:41.799-02:00</updated><title type='text'>Tecnologia Terminator em cultivos agrícolas e árvores transgênicos: uma ameaça a soberania alimentar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-O-DrzsDeroA/TwjNyJSiaGI/AAAAAAAADdU/MKK0p3itCf0/s1600/imagesCAKF7MQP.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-O-DrzsDeroA/TwjNyJSiaGI/AAAAAAAADdU/MKK0p3itCf0/s1600/imagesCAKF7MQP.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Eu venho de uma família que tem a semente como uma coisa sagrada. No tempo do meu pai, os vizinhos dormiam tranqüilo pois sabiam que meu pai tinha semente garantida para o plantio”. (Agricultor familiar – Paraíba)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KcGtKC5l6lk/TwjN9g_juOI/AAAAAAAADdc/GyO8r7z4t4E/s1600/imagesCAS11ZTA.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-KcGtKC5l6lk/TwjN9g_juOI/AAAAAAAADdc/GyO8r7z4t4E/s1600/imagesCAS11ZTA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As sementes são o maior patrimônio dos agricultores. São a base para a produção agrícola, portanto para a alimentação de qualquer nação. Durante dez mil anos, comunidades de agricultores, indígenas e povos tradicionais melhoraram e multiplicaram suas sementes livremente, fazendo da troca de sementes um momento de união e partilha entre povos e nações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é por outro motivo que tratados internacionais como Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura -TIRFAA (art. 5, 6 e 9), e a Convenção da Diversidade Biológica – CDB (art. 10, c e 8, j) protegem e incentivam o empoderamento das práticas comuns como armazenamento, troca, venda e melhoramento de sementes on farm (nas unidades produtivas) pelos agricultores, fundamentais à conservação da biodiversidade e da agrobiodiversidade dos países.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somente nos últimos 40-50 anos é que as sementes se tornaram um grande negócio, pequenas mudanças feitas pelas multinacionais podem ser patenteadas e as sementes, que sempre foram de livre intercâmbio, passaram a ser privatizadas e passaram das mãos dos agricultores, portanto dos cidadãos de cada país, para as mãos das grandes empresas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, com o desenvolvimento dos transgênicos, as empresas desenvolveram um tipo de transgenia que permite o controle total e absoluto das sementes por parte das empresas, fazendo com que os agricultores e mesmo os grandes produtores fiquem reféns das multinacionais para poder obter suas sementes. Nosso alimento passará a ser controlado por 4 ou 5 empresas que dominam mais de 60% do mercado mundial de sementes. A este novo tipo de transgênico chama-se Terminator.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o meu pai, que sempre tinha costume daquela sementeira, ele plantava em um ano, depois ele selecionava, debulhava tudo à mão, eu lembro que eu ajudava ele, era gostoso debulhar assim. Então imagine, uma semente dessa vindo, iria acabar com uma tradição já de anos, não é? E depois não poderia ser utilizado novamente. (Agricultor familiar, Paraná)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tecnologia Terminator (que quer dizer “exterminador” em inglês) se refere a modificações genéticas feitas nas plantas para produzirem sementes estéreis, ou seja, que não se reproduzem. No meio científico esta tecnologia é chamada de GURTs, que é a sigla em inglês para “Tecnologias Genéticas de Restrição de Uso”. Deste modo, há um controle biológico do uso próprio, já que a semente que é guardada da colheita de uma variedade com tecnologia Terminator não poderá ser usada para plantio na safra seguinte, pois esta não germinará, ela está morta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É como se nós estivéssemos programados também pra morrer. Como se a gente soubesse que em determinada hora iríamos morrer. Como se tivéssemos um curto prazo aqui, terminando a safra morreríamos. É isso o que eles estão programando para as sementes. (Agricultor familiar – São Paulo)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quais as possíveis conseqüências desta tecnologia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um Grupo Técnico de Especialistas contratado pelas Nações Unidas avaliou os impactos potenciais das GURTs sobre agricultores familiares, camponeses e comunidades tradicionais e concluiu que elas se caracterizam como uma forte ameaça à garantia da soberania e da segurança alimentar destas comunidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os impactos da tecnologia Terminator abordados no Relatório, destacam-se:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;● Pode reduzir e limitar as práticas tradicionais de intercâmbio de sementes;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;● Pode reduzir a capacidade de inovação e o conhecimento local das comunidades sobre melhoramento de plantas;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;● Pode reduzir ou afetar negativamente a agrobiodiversidade local, resultando na deterioração dos sistemas tradicionais de conhecimento;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;● Pode levar à dependência de sementes ou a perdas de cultivos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;● Pode causar, de maneira irreversível, alterações ambientais negativas result antes do cruzamento entre variedades Terminator e plantas normais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mais nova justificativa para a utilização das tecnologias genéticas de restrição de uso é sua utilização como uma “medida de biossegurança” para evitar a contaminação de plantas convencionais ou agroecológicas por variedades transgênicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta proposta é particularmente perversa, pois pode desenhar o seguinte cenário para as comunidades de agricultores familiares e camponeses. Caso admitamos que não haveria continuidade na contaminação, o fato é que na primeira geração há contaminação, e o agricultor convencional ou orgânico contaminado perderia suas sementes dali pra frente, pois já estariam contaminadas pelo Terminator. Ou seja, se por um lado a contaminação não seguiria é porque as sementes do agricultor contaminado se tornariam também estéreis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por estas e outras motivações, os 193 Países-Parte da Convenção da Diversidade Biológica estabeleceram uma moratória internacional à tecnologia Terminator ou de restrição de uso, através da Decisão V/5, em 2000. Esta moratória vem sendo renovada nas COPs e sua manutenção foi apoiada pelo governo brasileiro nesta última COP 10 ocorrida em Nagoya, conforme manifestação da Divisão de Meio Ambiente do Itamaraty, Aviso nº 10/DEMA/CGFOME/AFEPA/SEAN BRAS, de 23/04/2010.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É&amp;nbsp;uma tecnologia que tira a autonomia dos pequenos agricultores, porque ela vai fortalecer só as grandes empresas que vão produzir as sementes. Vão tirar essa possibilidade que o agricultor tem de fazer a seleção da semente, guardar da forma que ele está acostumado tradicionalmente, que ele aprendeu com o pai, com a mãe, com o avô. (Agricultor Familiar – Maranhão)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como está a situação do Terminator no Brasil?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atualmente, a Lei de Biossegurança proíbe “a utilização, a comercialização, o registro, o patenteamento e o licenciamento de tecnologias genéticas de restrição do uso” (art. 6º, lei 11.105), que envolvam a geração de estruturas reprodutivas estéreis ou a ativação ou desativação de genes relacionados à fertilidade das plantas por indutores químicos externos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo sob o peso de uma moratória internacional e diante da atual proibição nacional, dois Projetos de Lei no Congresso tentam liberar as sementes Terminator no Brasil. O PL 268/07, originalmente apresentado pela hoje senadora Katia Abreu (DEM-GO), e hoje de autoria do Dep Eduardo Sciarra do DEM-PR. Em 2009, o Deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), que nunca atuou no campo da agricultura, apresentou o PL 5575/09 que prevê a liberação das sementes Terminator no Brasil. Ano passado a Campanha Por um Brasil Ecológico e Livre de Transgênicos fez uma denúncia informando que o arquivo que está disponível no site da Câmara dos Deputados com a proposta do PL tem como origem o computador de uma das advogadas da empresa Monsanto! Evidenciado os claros interesses que estão por trás da aprovação deste Projeto de Lei. Este Projeto de Lei foi muito questionado na sua tramitação na Câmara e agora se propôs a criação de uma comissão especial para agilizar sua tramitação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em primeiro lugar é a miséria. Porque pense bem, se formos pensar em nós, que somos pequenos agricultores, nós vivemos do que? Da nossa própria semente! Então nós não podemos comprar a semente! Nós mesmos produzimos nossa própria semente. E daí imagine a miséria que não vem… Porque o agricultor não vai conseguir plantar a própria semente que ele tem. Então vem mais miséria, ao invés de ajudar o agricultor, só virá mais miséria. (Agricultora familiar – Paraná)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que em nível de Brasil haveria um impacto muito grande na perda dessas sementes, pois iria causar principalmente uma dependência do agricultor ter que todo ano comprar as sementes das multinacionais. Pra nós isso é uma regressão no processo cultural das comunidades. Também porque o que sustenta o Brasil hoje é a agricultura camponesa e pra nós, assim que retiramos a semente temos que guardá-la não tem como todo ano comprar novas sementes. (Agricultor familiar – Paraná)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, tem se ampliado a cada dia a pressão pela aprovação das árvores transgênicas. Vista com ressalvas pela maioria dos países na CDB-ONU, a pressão de algumas nações abriu a possibilidade para que cada país pudesse decidir por conta e risco pela aprovação das árvores transgênicas. Os riscos se ampliam e potencializam, o pólen das árvores se dispersa a distâncias muito maiores, ampliando os riscos de contaminação. A utilização cada vez maior de celulose e o avanço da biologia sintética na pesquisa para o uso de celulose como agrocombustível potencializa a pressão das transnacionais pela aprovação do eucalipto transgênico, que já tramita na CTNBio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aprovação do Terminator pode estar “casada” com este processo, pois um dos “argumentos”, conforme já dissemos, é que se todas as árvores transgênicas também fossem Terminator poderia se evitar o alastramento da contaminação. No entanto, segundo estudiosos, a tecnologia é muito instável e possui muitas falhas, fazendo com que indivíduos que estão programados para não germinar, mesmo assim germinem, mantendo os riscos de contaminação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto no Brasil, como nos demais países, é necessário que haja um grande processo de mobilização social afim de evitar a qualquer custo a liberação desta tecnologia. Para além dos riscos evidentes em termos ambientais, sociais e para a saúde humana dos transgênicos, a liberação da tecnologia terminator pode significar a sentença final em termos da total dependência dos agricultores das transnacionais e do controle destas sobre a produção agrícola e florestal em nossos países, deixando à mercê de suas vontades e interesses econômicos o destino da nossa agricultura, dos nossos agricultores e da nossa alimentação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O impacto vai ser pra nação inteira, porque é uma questão de segurança alimentar. Na medida em que se está nas mãos de meia dúzia de empresas no mundo que vão dominar essa tecnologia, colocam-se milhões de pessoas na dependência dessa tecnologia, sendo que eles vão fazer o que bem entenderem. Nós nunca precisamos disso, se nós chegamos hoje até onde nós chegamos, é porque a maneira como as coisas vinham sido feitas, naturalmente, era a maneira correta. (Agricultor Familiar – Santa Catarina)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Julian Perez-Cassarino – Campanha Terminar Terminator-Brasil y Larissa Packer – ONG Terra de Direitos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Os depoimentos foram extraídos do vídeo “Terminator: sementes transgênicas da morte”, para acessar, contatar através de julianperez7@gmail.com&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-4473496426180232213?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/4473496426180232213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/tecnologia-terminator-em-cultivos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4473496426180232213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4473496426180232213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/tecnologia-terminator-em-cultivos.html' title='Tecnologia Terminator em cultivos agrícolas e árvores transgênicos: uma ameaça a soberania alimentar'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-O-DrzsDeroA/TwjNyJSiaGI/AAAAAAAADdU/MKK0p3itCf0/s72-c/imagesCAKF7MQP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-632840284970240707</id><published>2012-01-07T20:45:00.002-02:00</published><updated>2012-01-07T20:49:11.940-02:00</updated><title type='text'>Não há soberania alimentar sem biodiversidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mRZSCEiAzt8/TwjLow63WxI/AAAAAAAADdM/Ci3uYNMVkEo/s1600/parabolica2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-mRZSCEiAzt8/TwjLow63WxI/AAAAAAAADdM/Ci3uYNMVkEo/s1600/parabolica2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;As monoculturas em larga escala para a produção de alimentos foram sendo introduzidas, acompanhadas pelos ´pacotes tecnológicos´ da ´revolução verde´ que, ao longo dos anos, têm envenenado e empobrecido a biodiversidade. Isso tem afetado em especial as mulheres, por elas, em muitas comunidades ao redor do mundo, serem as principais responsáveis para cuidar da saúde, do abastecimento de água e da produção de alimentos, atividades muito atreladas à conservação da biodiversidade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8szjTQ5G8Z0/TwjKlhkUIfI/AAAAAAAADc8/0xrKYXXF_aw/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-8szjTQ5G8Z0/TwjKlhkUIfI/AAAAAAAADc8/0xrKYXXF_aw/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Enquanto muito da diversidade foi perdida, foram introduzidas e avançaram monoculturas geneticamente modificadas, como a soja, milho, eucalipto, etc., aprofundando os impactos sobre a biodiversidade. Nas suas definições, organismos oficiais, como a FAO, apoiam e fortalecem o modelo monocultural, chamando, por exemplo, uma monocultura de eucalipto transgênica de ´floresta´ e, com isso, desconsiderando por completo, a biodiversidade imensa de uma verdadeira floresta.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O modelo monocultural em larga escala tem sempre alegado a sua suposta ´produtividade´ que, no entanto, não conseguiu evitar que cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo continuem passando fome. Vale esclarecer que essa ´produtividade´ está sendo contestada seriamente, inclusive pela ciência. O mais longo estudo nos Estados Unidos sobre o assunto comprovou que a agricultura sem insumos químicos é muito superior ao modelo convencional em termos de colheita e viabilidade (1). E mais: é fato que os camponeses, mesmo com todas as pressões vividas, continuam responsáveis pela produção da maior parte da comida consumida pela população mundial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foram justamente camponeses e camponesas, organizados na Via Campesina, que no início da década de 1990, desenvolveram o conceito de Soberania Alimentar. Esse é um conceito amplo, que engloba enfoques especiais para enfrentar e estimular alternativas às políticas neoliberais que sustentam o paradigma de desenvolvimento dominante fundamentado no comércio agrícola internacional liberalizado, na segurança alimentar baseada no comércio e produção industrial agrícola e de alimentos. Essas políticas, canalizadas em grande medida pelo “marco” internacional dado pela Organização Mundial do Comércio, pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Banco Mundial e demais organismos da política econômico-financeira internacional, têm sido responsáveis, dentre outras coisas, pela contínua expulsão de camponesas e camponeses de suas terras. Também têm sido responsáveis pelo crescente controle de algumas empresas transnacionais sobre a cadeia produtiva da produção das sementes até a venda dos grãos, o que tem provocado uma redução da soberania alimentar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro dessa mesma lógica, há algumas décadas, está em curso um processo de apropriação e privatização de sementes no mundo por poucas empresas transnacionais ocidentais, o que se chama ´patenteamento´. Hoje em dia, muitos camponeses se veem obrigados a comprar sementes, pagando ´royalties´ às empresas ´donas´ das mesmas, que enriquecem enquanto os camponeses perdem sua autonomia para reproduzir a vida na terra. E para as empresas é estratégico ter o controle sobre todas as sementes para continuar garantir o fornecimento para os agricultores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais recentemente, surgiu o conceito dos chamados ´serviços ambientais´, para os quais elementos da biodiversidade como a água, a regulação do clima e a conservação do solo passam a ser comercializados, até mesmo nas bolsas de valores, abrindo margem para a ´especulação com a natureza´. O fato é que seu valor necessariamente vai depender da oferta, o que resulta na lógica perversa de quanto mais destruição, mais poderá render um ´serviço ambiental´. E tudo isso é chamado de ´economia verde´.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que significa isso para as populações locais e, sobretudo, para a biodiversidade e a soberania alimentar? Significa mais pressão sobre os recursos naturais, sobre a biodiversidade, das quais essas populações dependem, o que resultará em mais expulsão de milhares de pessoas. E se, por acaso, sua permanência for aceita, a população não poderá mais interferir nos recursos, na biodiversidade. Isso é um desrespeito à sua cultura e reduz a soberania alimentar quando, por exemplo, elas são proibidas de fazer suas roças de subsistência, o que já está ocorrendo em diversas partes do mundo. Com isso, perdem controle sobre o território, perdem sua autonomia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, é muito importante que as comunidades hoje em dia busquem entender plenamente as propostas chamadas ´verdes´ que são feitas a elas, desde o mecanismo de carbono florestal – REDD+ – até a venda de serviços ambientais. Geralmente, são apresentadas como coisas boas que beneficiariam a comunidade e melhorariam o meio ambiente. Na realidade, são mecanismos que, por sua própria lógica, tendem a piorar o meio ambiente global, e pelo controle que querem exercer sobre o território das populações indígenas, tradicionais e rurais, afetarão profundamente a soberania alimentar de milhões de pessoas no mundo que querem conservar seus modos de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1) Veja http://www.rodaleinstitute.org/fst30years&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-632840284970240707?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/632840284970240707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/nao-ha-soberania-alimentar-sem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/632840284970240707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/632840284970240707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/nao-ha-soberania-alimentar-sem.html' title='Não há soberania alimentar sem biodiversidade'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-mRZSCEiAzt8/TwjLow63WxI/AAAAAAAADdM/Ci3uYNMVkEo/s72-c/parabolica2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-8522273163986417688</id><published>2012-01-07T20:37:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T20:37:31.321-02:00</updated><title type='text'>Descarte inadequado de pneus ainda representa grave problema ambiental no Brasil, diz pesquisador</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_UB3oQcMJNg/TwjJDTxTKOI/AAAAAAAADc0/jIpBqF11fyY/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-_UB3oQcMJNg/TwjJDTxTKOI/AAAAAAAADc0/jIpBqF11fyY/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O descarte inadequado de pneus ainda persiste como um grave problema ambiental no Brasil. Apesar de duas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) obrigarem os fabricantes e importadores a dar uma destinação adequada para pneus que não servem mais, as regras não estão surtindo o efeito desejado. Essa é a conclusão do engenheiro mecânico Carlos Lagarinhos que defendeu uma tese de doutorado, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), sobre o assunto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“No Brasil, as atividades de reutilização [de pneus] não são regulamentadas e não existem incentivos para a reciclagem ou utilização de matéria-prima de pneus inservíveis [que não servem mais para rodar em automóveis, ônibus e caminhões]”, disse Lagarinhos à Agência Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Lagarinhos, de 2002 a abril de 2011, o descarte inadequado correspondeu a 2,1 milhões de toneladas do produto. Nesse período, os importadores de pneus novos cumpriram 97,03% das metas de descarte estabelecidas, os fabricantes, 47,3% e, os importadores de usados, 12,92%.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No país, é possível encontrar pneus jogados em lixões, rios, ruas e, até mesmo, no quintal das casas o que pode ocasionar problemas ambientais e, até mesmo, de saúde – o mosquito transmissor da dengue, por exemplo, se reproduz em água parada alojada, muitas vezes, em pneus velhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lagarinhos observou que o alto custo da coleta e do transporte de pneus descartados é a principal dificuldade para a destinação correta desse material. Outro problema levantado pelo pesquisador é que há falta de conhecimento dos consumidores sobre o destino que deve ser dado aos pneus usados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Os fabricantes, importadores, revendas e distribuidores não divulgam programas de coleta e destinação dos pneus inservíveis para incentivar o descarte, após a troca, pela população”, disse Lagarinhos. Em São Paulo, por exemplo, ele cita que, apesar dos mais de 6,6 milhões de veículos licenciados, existem apenas quatro pontos de coleta de pneus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das saídas apontadas por Lagarinhos como solução para o problema seria o aproveitamento de pneus usados como componente para asfalto. “De 2001 a 2010, somente 4,9 mil quilômetros foram pavimentados com asfalto-borracha. Existe uma série de vantagens para a sua utilização como aumentar a vida útil do pavimento em 30%, retardar o aparecimento de trincas e selar as já existentes e aumentar o atrito entre o pneu e o asfalto, entre outros”, explicou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Falta incentivo por parte dos governos federal, estaduais e municipais para a utilização do asfalto-borracha na pavimentação de ruas, estradas e rodovias”, ressaltou o pesquisador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reportagem de Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-8522273163986417688?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/8522273163986417688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/descarte-inadequado-de-pneus-ainda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8522273163986417688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/8522273163986417688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/descarte-inadequado-de-pneus-ainda.html' title='Descarte inadequado de pneus ainda representa grave problema ambiental no Brasil, diz pesquisador'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_UB3oQcMJNg/TwjJDTxTKOI/AAAAAAAADc0/jIpBqF11fyY/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-1097054492876852915</id><published>2012-01-07T20:31:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T20:31:19.578-02:00</updated><title type='text'>Concentrador Solar Parabólico: Projeto viabiliza maior utilização de energia renovável</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TWMZDhkUCrc/TwjHknhnVcI/AAAAAAAADcs/7ulDTGH9-Vs/s1600/parabolica2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-TWMZDhkUCrc/TwjHknhnVcI/AAAAAAAADcs/7ulDTGH9-Vs/s1600/parabolica2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De olho na expansão pela demanda de energia, a empresa petropolitana Global Master Internacional, com sede na região serrana do estado do Rio de Janeiro, tem desenvolvido equipamentos que produzem energia a partir de fontes naturais, como a luz solar. Não poluente e inesgotável, a energia produzida tem capacidade para suprir não apenas demandas residenciais como também atividades industriais de empresas de pequeno, médio e grande portes. Para tanto, com o apoio do edital Rio Inovação, da FAPERJ, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep),a empresa desenvolveu dois tipos distintos de concentrador solar, o parabólico e o cilíndrico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com coordenador do projeto e diretor executivo da empresa, Rogério Müller, o concentrador solar parabólico tem finalidades industriais e funciona da seguinte forma: os raios solares, captados pela parabolóide revestida de películas refletoras, se concentram no foco, onde está posicionada uma caldeira térmica contendo fluido especial que suporta temperaturas elevadas com baixo coeficiente de dilatação. O objetivo é transferir a energia térmica produzida para um trocador de calor, com diversas aplicações, conforme as necessidades de cada cliente. “O equipamento já está sendo utilizado em duas torres instaladas na Arcoflex, empresa do segmento de embalagens e etiquetas, localizada no município de Itaipava, vizinho a Petrópolis. Lá, ele atua na estufa de secagem de uma impressora de flexografia, processo de impressão gráfica em que a forma permite imprimir os mais variados suportes”, exemplifica Rogério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já o concentrador solar cilíndrico tem três modelos em fase de desenvolvimento. O mais sofisticado está sendo desenvolvido para aplicação em centrais de geração de energia elétrica de grande porte, e já existem contatos preliminares com empresas interessadas em utilizar esse equipamento. O segundo modelo servirá para aplicação na indústria, combinado com outras fontes primárias de geração de energia, com menor potência, podendo ser empregado para aquecer água e para necessidades industriais. O terceiro destina-se ao aquecimento de água para fins residenciais. Segundo Rogério, o preço final será bastante competitivo em relação ao praticado no mercado pelas placas planas de captação de energia solar, popularmente conhecidos como “painéis solares”, e por isso poderá ser empregado em residências populares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Global Master pretende atrair as empresas que integram o polo têxtil da “cidade imperial”, como Petrópolis é conhecida. “O concentrador pode ajudar no processo de secagem de estamparias, permitindo acelerar o processo de produção e fixar melhor a pigmentação da tinta no tecido”, explica Rogério. “Essas novas tecnologias podem reduzir a pressão sobre a demanda por energia elétrica de fontes convencionais, que tem sido um dos gargalos do processo de desenvolvimento econômico nos últimos 100 anos. E tudo isso é ainda mais verdadeiro num país tropical, como o Brasil, que tem sol praticamente o ano todo”, finaliza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reportagem de Danielle Kiffer, da Faperj, publicada pelo EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-1097054492876852915?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/1097054492876852915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/concentrador-solar-parabolico-projeto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1097054492876852915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1097054492876852915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/concentrador-solar-parabolico-projeto.html' title='Concentrador Solar Parabólico: Projeto viabiliza maior utilização de energia renovável'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TWMZDhkUCrc/TwjHknhnVcI/AAAAAAAADcs/7ulDTGH9-Vs/s72-c/parabolica2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-427968566869545896</id><published>2012-01-07T20:24:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T20:24:35.737-02:00</updated><title type='text'>Diagnóstico dos Resíduos Sólidos Industriais no Brasil</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HZNKF_Wkorg/TwjGDJevJNI/AAAAAAAADck/ey7Ezr71uFk/s1600/imagesCAVJQEOJ.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-HZNKF_Wkorg/TwjGDJevJNI/AAAAAAAADck/ey7Ezr71uFk/s1600/imagesCAVJQEOJ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Plano Nacional de Resíduos Sólidos disponível no site do Ministério do Meio Ambiente (www.mma.gov.br) faz um diagnóstico da situação dos resíduos sólidos industriais no Brasil, mas fica transparente a defasagem das informações e a necessidade de realizarem-se estudos mais detalhados e completos, com informações organizadas e disponíveis para consultas. Os Resíduos sólidos industriais são os originados em sistemas de transformação das matérias primas em produtos de consumo e muitos destes resíduos são perigosos com características corrosivas, reativas, inflamáveis, tóxicas, patogênicas, carcinogênicas e mutagênicas (Lei 12.305/2010, capítulo 13). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No aspecto legal, em 1998 foi publicada a Resolução nº 06 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) que responsabilizou as empresas a apresentarem informações sobre os resíduos gerados e os órgãos estaduais de meio ambiente a consolidarem estas informações. Em 1999 o Ministério do Meio Ambiente em parceria com o IBAMA e o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) lançou um edital para que os estados interessados apresentassem projetos de elaboração de inventários estaduais de resíduos industriais, mas apenas 15 órgãos estaduais demonstraram interesse, sendo que 14 tiveram os projetos aprovados (MT, CE, MG, GO, RS, PR, PE, ES, PB, AC, AP, MS, RN e RJ). A Bahia não atendeu às exigências dos órgãos federais e o Rio de Janeiro não assinou o convênio. Em 2002, a Resolução 313 do CONAMA dispôs sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais (RSI) para subsidiar a elaboração de diretrizes, programas e planos institucionais de gerenciamento dos RSI.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta resolução do CONAMA determinou que diversos setores industriais apresentassem informações sobre a geração, características, armazenamento, transporte e destinação dos resíduos: Indústrias de preparação e fabricação de artefatos de couro, fabricação de coque, refinarias de petróleo, elaboração de combustíveis nucleares, produção de álcool, indústrias de produtos químicos, metalurgia básica, fabricação de produtos de metal, máquinas e equipamentos, montagem de veículos automotores, reboques, carrocerias e equipamentos de transporte, máquinas para escritórios e equipamentos de informática. Com estas informações, os órgãos estaduais de meio ambiente teriam que elaborar até novembro/2005 os planos estaduais de gerenciamento de resíduos industriais e em novembro/2006 o plano nacional de gerenciamento de resíduos industriais deveria estar concluído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, parte significativa das exigências da Resolução 313/2002 não foi cumprida: além dos poucos órgãos estaduais que assinaram os convênios necessários com o IBAMA e FNMA, erros nos cadastros das empresas, incompatibilização dos sistemas de informações, dificuldades na atualização permanente dos resíduos inventariados e as necessidades de visitas às empresas impediram que as informações fossem abrangentes e representativas de todo o país. Os Estados que realizaram os inventários priorizaram as indústrias grandes geradoras de resíduos, com informações das federações das indústrias estaduais e dos próprios órgãos ambientais. Alguns Estados como PR e RN adotaram a geração de resíduos perigosos como critério. Mas os resultados são discrepantes, não existindo uniformização dos tipos de indústrias em nível nacional: cada unidade federativa escolheu entre as atividades industriais em seu território quais as que seriam inventariadas, inclusive acrescentando como em MG, que além dos propostos incluiu mais doze setores. Ou omitindo como no MT que praticamente não realizou o levantamento dos setores industriais propostos pela Resolução 313/2002.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas informações não estavam classificadas de acordo com os códigos específicos para os resíduos perigosos – Classe I (MT, PE, RN e RS). O AC classificou somente de acordo com a inflamabilidade, reatividade, corrosividade e patogenicidade, sem relacionar com a natureza dos resíduos. Devido às diferenças entre as características industriais e de industrialização em cada estado, os valores apresentaram grandes variações. Os que mais produziram resíduos perigosos foram GO, MG e PR respectivamente. Os resíduos não perigosos também não foram classificados adequadamente, sendo SP o principal gerador, seguido do PR com o bagaço de cana em primeiro lugar (17,58%) e MG com a escória de ferro e aço (30,19%). Entre os Estados analisados, a PB apresentou a menor geração de resíduos industriais. Outra contradição é que estados com industrialização equivalentes apresentaram diferenças significativas como no caso do RS em relação com MG e PR, por exemplo. Para minimizar estes problemas, o Ministério do Meio Ambiente adequou o Cadastro Técnico Federal das Atividades Potencialmente Poluidoras, um banco de dados do IBAMA com informações declaradas pelas empresas, para elaborar o inventário nacional dos resíduos industriais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BXkMa43V_kc/TwjEzwQ2lXI/AAAAAAAADcc/akxRBTDXjtI/s1600/qqqq.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-BXkMa43V_kc/TwjEzwQ2lXI/AAAAAAAADcc/akxRBTDXjtI/s400/qqqq.png" width="240px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;FONTE: Plano Nacional de Resíduos Sólidos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em relação ao destino final, os inventários estaduais demonstraram uma variedade de formas de gerenciamento dificultando a compilação padronizada das informações. CE, MG e PR separam os resíduos perigosos e não perigosos e inertes dos não inertes com três formas de destinação: reaproveitamento pelas indústrias, externamente às empresas e sem destino específico. O RS informou a utilização de aterros industriais das próprias empresas ou terceirizados para os resíduos da classe 1. Em MG os principais destinos dos resíduos perigosos ou não é a própria indústria através da reutilização, reciclagem, recuperação e destinação em aterros industriais, mas não foram especificadas as classes. No CE, os resíduos perigosos são destinados externamente às indústrias e em PE são utilizadas caldeiras para os resíduos de cana (99,9% do total). PB e RN também utilizam caldeiras na destinação de seus resíduos industriais. No AC, 77% dos resíduos têm destino externo às indústrias e deste total 77,19% não foi especificado a forma de disposição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A análise dos inventários estaduais demonstra que é indispensável reformular a metodologia utilizada para a obtenção do diagnóstico nacional dos resíduos sólidos industriais, ampliando e padronizando as informações. Neste sentido, diversas ações são necessárias:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Revisar a Resolução 313/2002, principalmente as determinações não atendidas pelos Estados;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– participação dos estados que não elaboraram os inventários; apoio técnico e exigência dos resultados pelo IBAMA e MMA;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– atualizar os cadastros industriais pelos estados e ampliar o universo de indústrias inventariadas;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– sistematizar, informatizar e integrar dos dados nacionais sobre os resíduos industriais através do SINIR – Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Publicar os dados disponíveis no Cadastro Técnico Federal das Atividades Potencialmente Poluidoras;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– estabelecer metas e estratégias para o atendimento pelas indústrias da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– analisar as discrepâncias e contradições nas declarações das indústrias, cruzar as informações entre o Cadastro Técnico Federal do IBAMA e os licenciamentos ambientais e realizar vistorias técnicas de averiguação;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– prioridade em inventariar as indústrias de grande porte e geradoras de resíduos perigosos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– acesso dos órgãos ambientais dos estados aos dados disponíveis;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– ampliar progressivamente o número de indústrias e parques industriais inventariados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antonio Silvio Hendges, articulista do EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-427968566869545896?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/427968566869545896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/diagnostico-dos-residuos-solidos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/427968566869545896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/427968566869545896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/diagnostico-dos-residuos-solidos.html' title='Diagnóstico dos Resíduos Sólidos Industriais no Brasil'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HZNKF_Wkorg/TwjGDJevJNI/AAAAAAAADck/ey7Ezr71uFk/s72-c/imagesCAVJQEOJ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-1167110162221023958</id><published>2012-01-07T20:07:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T20:07:14.185-02:00</updated><title type='text'>Cristais “impossíveis” na natureza podem ter vindo do espaço</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SwACg7SJxSY/TwjCBNCiizI/AAAAAAAADcU/irx66o7UeRk/s1600/FlorenceQCBest.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-SwACg7SJxSY/TwjCBNCiizI/AAAAAAAADcU/irx66o7UeRk/s320/FlorenceQCBest.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Segundo um novo estudo, um cristal que se pensava ser impossível na natureza pode ter vindo do espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quasicristais têm uma estrutura incomum, diferente de cristais e vidros. Até dois anos atrás, quasicristais só haviam sido criados em laboratório, até que geólogos os encontraram em rochas das montanhas Koryak, na Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe diz que a química dos cristais russos sugere que eles chegaram até lá em meteoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quasicristais foram descritos pela primeira vez na década de 1980, pelo pesquisador israelense Daniel Schechtman, que recebeu ano passado o Prêmio Nobel de Química pela descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Schechtman inicialmente foi tratado com dúvida ou desprezo por alguns de seus colegas, que achavam que as estruturas eram “impossíveis”. Os quasicristais quebram algumas das regras de simetria que se aplicam a estruturas cristalinas convencionais. Eles também apresentam diferentes propriedades físicas e elétricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, Luca Bindi, da Universidade de Florença, na Itália, e seus colegas relataram a descoberta de quasicristais em amostras de minerais das montanhas Koryak, no Extremo Oriente da Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mineral – uma liga de alumínio, cobre e ferro – mostrou que quasicristais poderiam se formar e permanecer estáveis em condições naturais. Mas o processo natural que criou as estruturas permanece uma questão em aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o Dr. Bindi, o cientista da Universidade de Princeton Paul Steinhardt, e outros afirmam que testes apontam para uma origem extraterrestre dos minerais russos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores utilizaram a técnica de espectrometria de massa para medir as diferentes formas – ou isótopos – de oxigênio contidas em algumas partes da amostra de rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padrão de isótopos de oxigênio era diferente de qualquer mineral conhecido que se originou na Terra, e estava mais perto do que às vezes é encontrado em um tipo de meteorito conhecido como condrito carbonáceo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As amostras também continham um tipo de sílica que só é criada a pressões muito altas. Isso sugere que o objeto foi formado no manto da Terra, ou em um impacto de alta velocidade, como o que ocorre quando um meteorito atinge a superfície da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, os dados da pesquisa indicam que os quasicristais podem formar-se naturalmente em condições astrofísicas e permanecerem estáveis em escalas de tempo cósmicas.[BBC]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-1167110162221023958?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/1167110162221023958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/cristais-impossiveis-na-natureza-podem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1167110162221023958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1167110162221023958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/cristais-impossiveis-na-natureza-podem.html' title='Cristais “impossíveis” na natureza podem ter vindo do espaço'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SwACg7SJxSY/TwjCBNCiizI/AAAAAAAADcU/irx66o7UeRk/s72-c/FlorenceQCBest.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-9168750304492005553</id><published>2012-01-07T19:50:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T19:50:01.929-02:00</updated><title type='text'>Humanidade pode ser responsável por 74% do aquecimento global</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-A8XW87PPcaE/Twi916GR0ZI/AAAAAAAADcM/bNk6TJn5pTs/s1600/Atmospheric_Energy_Balance-e1325689908775.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="182px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-A8XW87PPcaE/Twi916GR0ZI/AAAAAAAADcM/bNk6TJn5pTs/s320/Atmospheric_Energy_Balance-e1325689908775.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pesquisadores de um instituto de climatologia da Europa elaboraram um relatório que pretendia responder, entre outras perguntas, o seguinte questionamento: qual a parcela de “culpa” pode ser atribuída às atividades do homem pelas mudanças climáticas pelas quais o planeta está passando? O resultado, no final das contas, pode ser mensurado em uma porcentagem: 74%.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este número, resultado de um estudo da entidade EHT, de Zurique (Suíça), foi alcançado por etapas. A primeira, já conhecida pelos cientistas há décadas, foi assumir a influência do efeito estufa: gases como o metano e o dióxido de carbono, liberados para a atmosfera em grande escala, prendem calor abaixo dela e elevam sensivelmente a temperatura global.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso abre, segundo os pesquisadores, duas questões: quanto do recente aumento de temperatura da Terra pode ser atribuído a isso? E até quando essa situação vai perdurar até atingir um ponto de equilíbrio? Os cientistas divergem nesses quesitos, mas a impressão geral é que os modelos de mudança climática desenvolvidos recentemente são muito rasos: analisaram apenas a temperatura do planeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mudança de análise está exatamente nesse ponto. O que está em questão não é apenas a temperatura, mas a energia de radiação solar que circula entre a superfície e a atmosfera. Ou seja: o sol, lá de onde está, influencia também na temperatura da Terra a partir de aumento de energia descarregada no planeta em forma de raios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os cálculos dos pesquisadores acabaram no seguinte veredicto: 26% do aquecimento global, nas últimas décadas, foram causados devido à radiação e outros fatores naturais que fogem do controle do homem. Os outros 74%, no entanto, estão diretamente relacionados às nossas atividades após a revolução industrial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta pesquisa, no entanto, não está passando sem críticas. Cientistas com teorias dissonantes afirmam que estes resultados são muito simplistas, e que não se pode mensurar dessa maneira a relação entre radiação solar que incide sobre o planeta e temperatura global. Pode haver, segundo os contestadores, outros pesos na balança do clima, além da radiação e temperatura aparente, e a pesquisa não levou isso em conta de forma clara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A influência dos oceanos, por exemplo, é um ponto de discussão. Os pesquisadores suíços adotaram um método de análise que não se encaixa, de acordo com os críticos, nos demais processos da pesquisa. Dessa maneira, a pesquisa continua sendo posta em dúvida: será que a atividade humana é de fato responsável pelos tais 74% das mudanças climáticas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este resultado pode influenciar medidas de escala global, segundo os cientistas. Se no futuro chegarmos à conclusão de que o número é real ou ainda maior, medidas extremas como o corte nos créditos de carbono industrial e até racionamento de carne devem aumentar. Se, por outro lado, for provado que 74% é um exagero, até medidas básicas como desenvolver a energia solar em detrimento da nuclear, por exemplo, podem ser desnecessárias do ponto de vista climático. [&lt;a href="http://www.dailytech.com/New+Paper+Estimates+74+Percent+of+Warming+is+Manmade/article23590.htm"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;DailyTech&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-9168750304492005553?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/9168750304492005553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/humanidade-pode-ser-responsavel-por-74.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/9168750304492005553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/9168750304492005553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/humanidade-pode-ser-responsavel-por-74.html' title='Humanidade pode ser responsável por 74% do aquecimento global'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-A8XW87PPcaE/Twi916GR0ZI/AAAAAAAADcM/bNk6TJn5pTs/s72-c/Atmospheric_Energy_Balance-e1325689908775.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-665888257716012138</id><published>2012-01-07T16:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T16:40:12.118-02:00</updated><title type='text'>‘O discurso para a Rio+20 vende a ideia de que a solução de todos os problemas está na tecnologia, e não está’</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cILwexwo3vE/TwiRfuRFuPI/AAAAAAAADb8/dmHNs7yHY9c/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="79px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-cILwexwo3vE/TwiRfuRFuPI/AAAAAAAADb8/dmHNs7yHY9c/s320/untitled.bmp" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em junho, o Rio de Janeiro vai sediar a Rio+20, conferência que, segundo a ONU, pretende “renovar o compromisso político rumo ao desenvolvimento sustentável”. No entanto, o canadense Pat Mooney, diretor do ETC Group, ONG que monitora novas tecnologias, alerta que a Rio+20 corre o risco de legitimar o desenvolvimento de tecnologias que podem causar enormes impactos sociais, econômicos e ambientais se empregadas indiscriminadamente, incluindo a apropriação dos recursos naturais por grandes corporações e alterações de larga escala nos sistemas naturais da Terra. Mooney, que há 40 anos integra entidades da sociedade civil ligadas ao monitoramento do comércio mundial de alimentos, produtos agrícolas e minérios, fala sobre aquelas que, segundo ele, são as principais tecnologias discutidas nos preparativos da Rio+20: a biologia sintética, a nanotecnologia e a geoengenharia. Segundo ele, empresas como Shell e Syngenta investem pesado nelas, bem como governos de países como os EUA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A entrevista é de André Antunes para a Revista Poli de jan/fev de 2012 e reproduzida pelo sítio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio – Fiocruz, 04-01-2012.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis a entrevista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que se acredita que essas tecnologias podem acabar com nossa dependência de recursos naturais e solucionar o problema climático?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nanotecnologia permite a manipulação da matéria em escala nanométrica, ou seja, um bilionésimo de metro. Nessa escala, as características dos elementos químicos se alteram: sua condutividade elétrica, sua cor, a forma com que ele reage à pressão atmosférica, etc. Ela oferece a possibilidade de que seja usada muito menos matéria prima para produzir determinados produtos e acredita-se que com ela seja possível tornar determinadas commodities desnecessárias, sendo possível substituir uma por outra. Por exemplo, o giz que é usado nas escolas: manipulado na escala nanométrica, ele fica 100 vezes mais duro que o aço e mais leve. Então, acredita-se que algo barato como o giz poderá ter características que permitam que ele seja usado para construir prédios ou pontes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A biologia sintética pode ser descrita como o lado biológico da nanotecnologia, pois possibilita a manipulação dos elementos que compõem o DNA dos organismos vivos. O que os investidores estão dizendo é que com o desenvolvimento da biologia sintética será possível criar qualquer tipo de organismo; ela possibilita a criação de uma nova forma de vida, o que, aliás, já foi feito no ano passado por um pesquisador chamado Craig Venter. Com isso acredita-se que seja possível sintetizar micróbios capazes de utilizar biomassa transformá-la em eletricidade, em combustíveis, em comida, no que for. Na teoria, seria possível sintetizar um micróbio capaz de produzir plástico, por exemplo, a partir da celulose presente nos vegetais. A diferença entre essa tecnologia e a engenharia genética, usada na criação dos organismos geneticamente modificados, é que a biologia sintética teoricamente possibilita a síntese do DNA a partir do zero, enquanto a engenharia genética ‘apenas’ transfere um ou mais genes de um organismo para outro. Pesquisas nessa área estão sendo feitas por todo o mundo, inclusive no Brasil. Em São Paulo, por exemplo, há uma empresa norteamericana chamada Amyris, que tem parcerias com usinas de cana-de-açúcar brasileiras para utilizar a biologia sintética para a produção de melhores biocombustíveis utilizando-se de organismos artificiais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A geoengenharia é basicamente uma estratégia que engloba várias tecnologias – inclusive biologia sintética e a nanotecnologia – para intervir em larga escala nos oceanos e na atmosfera, e está sendo proposta para lidar com a mudança climática. Os cientistas que estão trabalhando em projetos desse tipo alegam que é impossível reverter as mudanças climáticas a menos que consideremos utilizar a geoengenharia. Isso está sendo proposto de duas maneiras diferentes: uma é diminuir a quantidade de luz solar que chega à Terra, por meio de uma estratégia chamada de gestão da radiação solar. A ideia é bloquear a luz do sol bombardeando a estratosfera com sulfatos, para simular o que acontece quando um vulcão entra em erupção. Alguns pesquisadores alegam que é possível construir enormes ‘tubos’ com cerca de 25 quilômetros de altura, que ficariam espalhados por todo o mundo bombardeando a atmosfera com sulfatos e fazendo com que a temperatura se estabilizasse. A segunda estratégia de geoengenharia é a fertilização oceânica: a proposta é escolher uma parte do oceano que seja pobre em nutrientes, como ferro e uréia, e despejar nanopartículas desses nutrientes para criar uma proliferação de fitoplâncton [conjunto de organismos vegetais aquáticos microscópicos, principalmente algas]. Esse fitoplâncton absorveria o dióxido de carbono na atmosfera e quando morresse afundaria ficaria depositado no solo marítimo. Desde 1993 já foram conduzidos 13 experimentos desse tipo em todo o mundo, financiados principalmente por governos de países como os EUA, Inglaterra e Alemanha. E todos foram um fracasso, mas eles continuam tentando, cada vez gastando mais do que antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem está investindo nessas tecnologias?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nanotecnologia já conta com investimentos pesados, principalmente de governos como o dos EUA, Japão, Reino Unido e China. Somados, esses países gastaram em torno de US$ 50 bilhões em pesquisa em nanotecnologia desde 2001, apenas em pesquisa básica. Comparativamente, é mais dinheiro do que foi investido no Projeto Manhattan, que criou a primeira bomba atômica. Inicialmente, a maior parte desses gastos vinha dos governos, mas por volta de 2007 o setor privado começou a superá-los. E os investimentos vêm de empresas da área de energia, mineração, química, informática. Como exemplos de corporações que estão investindo nisso posso citar a Nestlé, a Monsanto, a Syngenta, entre outras. Os investimentos do setor privado em nanotecnologia já andam na casa dos US$ 7 bilhões anuais em pesquisa básica. Também impressiona o nível de investimentos destinados à biologia sintética. As maiores companhias petrolíferas, como Exxon e Shell, investiram maciçamente nessa área. Só a Exxon investiu US$ 600 milhões em uma empresa de biologia sintética no ano passado. O governo dos EUA investiu US$ 1 bilhão em pequenas empresas desse setor em 2010.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já os gastos com geoengenharia ainda podem ser considerados modestos. Isso pode ser explicado pelo fato de que, no ano passado, a Convenção de Diversidade Biológica das Organizações das Nações Unidas estabeleceu uma moratória sobre os experimentos em geoengenharia que poderiam acarretar consequências que ultrapassassem as fronteiras dos países ou que tivessem efeitos de larga escala. Apenas pequenos experimentos foram permitidos. Essa determinação foi assinada por 193 países. Na verdade, existem duas moratórias contra a geoengenharia: a primeira foi colocada pela ONU em 2008 contra experimentos com fertilização oceânica. No ano seguinte, a Alemanha conduziu experimentos que violaram essa moratória e causou uma onda enorme de protestos, inclusive no próprio país, e desde então eles resolveram parar. Em 2010, essa moratória foi estendida para abranger também a gestão da radiação solar. Mas elas não impedem que os governos tentem fazer experimentos, desde que sejam em pequena escala. Já a biologia sintética e a nanotecnologia não estão submetidas a nenhum tipo de regulação praticamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O uso dessas técnicas como solução para os problemas ambientais possui credibilidade no meio acadêmico?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muita. Se você olhar quem ganhou os últimos prêmios Nobel em física e em química, a maioria desses pesquisadores trabalha com nanotecnologia e biologia sintética. Todas as maiores universidades do mundo estão envolvidas nisso: Oxford, Cambridge, Harvard, MIT, Stanford. E não há debates acerca dos riscos envolvidos nessas tecnologias, há um consenso no meio acadêmico de que elas têm um enorme potencial. Ninguém está discutindo os riscos ambientais e para a saúde envolvidos no uso indiscriminado dessas tecnologias, não há nenhuma regulação. Também acho que há um risco relacionado ao potencial de transformar a economia global, porque não se sabe quem teria o controle sobre essas transformações, quem seria o dono dessas tecnologias. A Academia Nacional de Ciências dos EUA, a Sociedade Real no Reino Unido e outras instituições alemãs já produziram relatórios a respeito da geoengenharia. Todas dizem a mesma coisa: é extremamente perigoso e é um último recurso, mas devem ser feitos experimentos porque há a possibilidade de que não se consiga encontrar outra solução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sr. afirma que a proposta de utilizar essas tecnologias obedece a critérios políticos, e não científicos. O que quer dizer com isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma suposição de que é possível usar a geoengenharia de maneira segura. Só que no momento que você a propõe como solução, os políticos podem alegar que não é preciso reduzir nossa emissão de gases causadores de efeito estufa e transformar nossas economias. Basta jogar sulfatos na estratosfera ou fertilizar a superfície dos oceanos que tudo ficará bem. No momento em que se diz que a geoengenharia é aceitável, ela deixa de ser uma questão científica e se torna uma questão política. E não dá para acreditar que os mesmos políticos que não tiveram coragem para tratar da questão climática até agora terão a integridade e a inteligência para utilizar a geoengenharia de maneira segura. E isso é verdade também para a biologia sintética e a nanotecnologia. Não há capacidade em nível global – como, por exemplo, dentro da ONU – para monitorar e avaliar novas tecnologias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso da nanotecnologia, devido ao tamanho reduzido das partículas e ao fato de que as características dos materiais mudam muito, é necessário uma regulação especial, e os governos não têm implementado isso. Fui conversar com agências reguladoras nos EUA e na Europa e todas dizem que não têm como exercer maior regulação sobre a nanotecnologia e a biologia sintética até que haja um grande acidente envolvendo uma das duas. Os governos já investiram demais nessas tecnologias para desistir agora. Os reguladores sabem que estão de mãos atadas porque essa é uma questão política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso viola o princípio da precaução, uma das principais conquistas da Rio 92, que diz que se não se sabe ao certo se uma tecnologia é segura, a precaução sugere que ela não seja usada até que se saiba mais. Só que, em 1993, os dois órgãos da ONU que tinham alguma competência para avaliar novas tecnologias foram praticamente ou completamente dissolvidos: a Comissão de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento, que ocupava um prédio inteiro em Nova York, perdeu tantos recursos que hoje não passa de duas pessoas em uma sala no prédio das Nações Unidas em Genebra. Também em 1993 houve a dissolução da Comissão sobre as Empresas Transnacionais, que era o único órgão da ONU que monitorava o setor privado em nível global e as transferências de tecnologias entre empresas privadas. Essa teve seu orçamento cortado pelo governo dos EUA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quais os impactos envolvidos no emprego dessas tecnologias?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com relação à nanotecnologia, uma grande preocupação é com as patentes que estão sendo concedidas, que de certa forma estão privatizando os elementos da tabela periódica. Por exemplo, você pode obter uma patente que se aplique a um fio produzido por meio de nanotecnologia a partir de qualquer um entre 33 elementos. Isso é como ser dono de um terço da tabela periódica. Ou então você obtém uma patente que diz que determinado produto usado na indústria eletrônica também se aplica à indústria farmacêutica, automobilística e assim por diante. Estamos falando de manipulação no nível mais básico da natureza e há grande possibilidade de que uma empresa monopolize um enorme pedaço da produção industrial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje é possível encontrar no mercado milhares de produtos que de alguma forma se utilizam da nanotecnologia. Filtros solares, cosméticos, roupas e outros produtos já usam nanopartículas. Mas há uma dificuldade na regulação porque as nanopartículas que estão sendo usadas são de materiais que historicamente eram usados na elaboração desses produtos. Um exemplo: hoje já é possível comprar filtros solares com nanopartículas de óxido de zinco em sua formulação, que são compostos que sempre foram usados, só que sem a utilização da nanotecnologia. Então os governos não exigem que as empresas refaçam os testes e nem regulam de maneira diferente. Mas quando você usa nanopartículas de um material ele se comporta de maneira completamente diferente. Particularmente, o óxido de zinco pode passar através da pele e ir parar nos nossos órgãos, e ninguém sabe ao certo os riscos que isso acarreta. Apenas nos últimos oito anos começaram a aparecer pesquisas que tentavam analisar o que acontece quando as nanopartículas penetram no organismo ou no meio ambiente. Todas elas dizem que há risco envolvido nisso e que é preciso fazer mais pesquisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a biologia sintética, se é verdade que um dia será possível fazer o que eles alegam, ou seja, manipular o DNA para ‘construir’ qualquer coisa em laboratório a partir de biomassa, provavelmente o que aconteceria é que as pessoas famintas de todo o mundo teriam que competir com a indústria pela terra para produzir biomassa. Eu sempre ouço de investidores de risco que apenas 23,8% de toda a produção terrestre anual de biomassa do planeta está inserida no mercado global de commodities, o que significa que 76,2% não foi convertido em valores monetários. Para esses investidores, essa produção não está ‘sendo usada’, mas na verdade elas desempenham funções importantes no equilíbrio dos ecossistemas, ou então servem como áreas de pastoreio e cultivo para populações tradicionais, por exemplo. Mas não estão no mercado, e o objetivo é encontrar uma forma de lucrar com isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro risco é a liberação no meio ambiente de organismos que não existem na natureza. É provável que quase todos sejam incapazes de sobreviver fora do laboratório, mas pode ser que consigam. É impossível prever a velocidade com que eles seriam capazes de sofrer mutações ou desenvolver a capacidade de se reproduzir e dar origem a algo novo. O que nós sabemos é que os laboratórios, por mais seguros que sejam, não garantem que esses organismos fiquem confinados. Tome-se o exemplo do vírus da febre aftosa. Nos últimos dez anos, houve 15 casos em que ele escapou de laboratórios pertencentes ao governo em todo o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já a geoengenharia ainda é muito teórica. Em princípio, ela funciona, haja vista que a humanidade, depois da Revolução Industrial, foi capaz de causar modificações climáticas que nos levaram à crise atual. O que está sendo defendido agora é que não há escolha a não ser transformar o planeta uma segunda vez e tentar reverter esse quadro. O que preocupa é que essas técnicas podem ser bem desleixadas. Simplesmente lançar sulfatos na estratosfera pode ser extraordinariamente perigoso. Por exemplo, se isso fosse feito na zona temperada, poderia causar efeitos indesejados sobre as chuvas de monção, que deixariam de passar por sobre a Ásia e passariam sobre o oceano. O impacto disso seria uma enorme seca em alguns países. Nós não sabemos o suficiente sobre os fenômenos climáticos do planeta para conseguir utilizar a geoengenharia de maneira segura. Mesmo aqueles que endossam a geoengenharia dizem que ela é extremamente arriscada. A certeza é que haverá um grande impacto. Mas não se sabe ainda como a geoengenharia afetaria o regime de ventos, as correntes oceânicas, a quantidade de chuva, e isso pode ter um impacto enorme ao determinar o que pode ou não ser cultivado em determinados lugares e quem pode ou não habitar determinadas regiões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual é a relação entre essas tecnologias e a Rio+20?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os países do Norte estão pressionando pela adoção, na Rio+20, da ideia de que a melhor maneira para sair da crise é a economia verde, em que a biologia sintética e a nanotecnologia desempenhariam um papel central. O que eles querem é o reconhecimento de que uma nova economia baseada nessas tecnologias é ‘limpa’, é ‘verde’. A Rio+20 será praticamente uma campanha por parte da Europa e América do Norte para tentar convencer o mundo de que essa é a solução para os nossos problemas. Eu estive no Brasil na época em que se falava da Teologia da Libertação, que defendia a participação da sociedade, dos movimentos sociais na busca por soluções para os problemas. O discurso agora para a Rio+20 é o da Tecnologia da Libertação, que advoga que a ciência e a tecnologia controladas pela indústria podem ‘tomar conta’ do planeta. Vende-se a ideia de que a solução de todos os problemas está na tecnologia, e não está.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que análise o sr. faz do discurso da economia verde?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O discurso ambiental está sendo usado como uma oportunidade de criar novos mercados, com a financeirização da natureza. O sentimento por parte de alguns governos europeus é de que, com a crise, eles não têm dinheiro para preservar a natureza. Eles defendem que se há uma maneira de ganhar dinheiro preservando os ecossistemas, isso tornará a preservação ambiental atrativa, para que a natureza seja utilizada no mercado de compensação por emissões de carbono, por exemplo. Essa financeirização é vista como solução, mas ela está na origem da própria crise que estamos enfrentando. Tome-se o sistema de hipotecas do mercado imobiliário, que é um instrumento financeiro usado há séculos: pensava-se que os governos sabiam regular esse mercado e que a indústria sabia operá-lo, isso até 2007. Esse sistema deu origem a uma crise pela qual estamos pagando até hoje. E agora estão tentando nos convencer de que as mesmas pessoas que ‘desarrumaram’ nossa casa devem ter permissão para cuidar do jardim. E isso é ridículo. Enquanto estão ocupando Wall Street – e eu acho ótimo que estejam – Wall Street está tentando ocupar nossas florestas, nossos campos, nossa água e nossa atmosfera. E não podemos permitir que isso seja feito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas você se diz otimista com relação a Rio+20. Por quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque os governos se prepararam mal para a Rio+20 e há muita controvérsia entre países do Norte e do Sul a respeito da economia verde. Acho que a sociedade civil pode desempenhar um papel significativo na Conferência, pela própria desorganização dos governos. Podemos chamar a atenção do mundo para a falsidade da economia verde, que é apenas retórica, não significa nada. Precisamos alertar para o perigo da geoengenharia. Nenhum país ou grupo de países do mundo tem o direito de se apoderar do termostato do planeta. Nós queremos um acordo entre os países de que a geoengenharia é muito perigosa para ser levada a cabo, e há uma boa chance de conseguirmos. Eu acho que também podemos obter na Rio+20 um entendimento mais amplo da biologia sintética e da nanotecnologia, de modo que a ONU, no mínimo, chegue à conclusão de que é preciso restabelecer um sistema de avaliação de tecnologias que seja transparente, que possibilite que todos nós possamos acompanhar o desenvolvimento de novas tecnologias desde o laboratório até o mercado, e que possamos interferir. E o mais importante é chamar a atenção da sociedade civil, porque nenhum acordo ou tratado entre países vale alguma coisa se a sociedade não estiver atenta. Mas também pode ser que a Rio+20 se torne um grande evento em que se chegue a um consenso entre os países, como se todos dissessem: ‘agora sim nós aprendemos com os erros do passado, agora entendemos o que precisamos fazer para implantar o desenvolvimento sustentável que foi proposto na Rio 92, ou seja, implantar uma ‘economia verde’ por meio do incentivo à novas tecnologias ‘limpas’”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Publicado pela IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-665888257716012138?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/665888257716012138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/o-discurso-para-rio20-vende-ideia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/665888257716012138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/665888257716012138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/o-discurso-para-rio20-vende-ideia-de.html' title='‘O discurso para a Rio+20 vende a ideia de que a solução de todos os problemas está na tecnologia, e não está’'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cILwexwo3vE/TwiRfuRFuPI/AAAAAAAADb8/dmHNs7yHY9c/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-3177683256495999617</id><published>2012-01-07T16:33:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T16:33:05.689-02:00</updated><title type='text'>Entenda o fenômeno oceânico-atmosférico La Niña</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;La Niña representa um fenômeno oceânico-atmosférico com características opostas ao EL Niño, e que caracteriza-se por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Alguns dos impactos de La Niña tendem a ser opostos aos de El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;La Niña&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte de Informação:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Livro – O El Niño e Você – o fenômeno climático&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Autor – Gilvan Sampaio de Oliveira&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você agora deve estar pensando. Ora, La Niña, como é o oposto, ou seja, é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, então os efeitos são exatamente opostos !&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NÃO É BEM ASSIM !!!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O termo La Niña (“a menina”, em espanhol) surgiu pois o fenômeno se caracteriza por ser oposto ao El Niño. Pode ser chamado também de episódio frio, ou ainda El Viejo (“o velho”, em espanhol). Algumas pessoas chamam o La Niña de anti-El Niño, porém como El Niño se refere ao menino Jesus, anti-El Niño seria então o Diabo e portanto, esse termo é pouco utilizado. O termo mais utilizado hoje é: La Niña&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BlZ2bnPGJgc/TwiOwXKFKLI/AAAAAAAADbk/tHGTbnY1vfk/s1600/globo-azul.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="273px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-BlZ2bnPGJgc/TwiOwXKFKLI/AAAAAAAADbk/tHGTbnY1vfk/s320/globo-azul.gif" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anomalia de temperatura da superfície do mar em dezembro de 1988. Plotados somente as anomalias negativas menores que -1ºC. Dados cedidos gentilmente pelo Dr. John Janowiak – CPC/NCEP/NWS/NOAA-EUA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para entender sobre La Niña, vamos retornar ao nosso “modelinho” descrito no item sobre El Niño. Imagine a situação normal que ocorre no Pacífico Equatorial, que seria o exemplo da piscina com o ventilador ligado, o que faria com que as águas da piscina fossem empurradas para o lado oposto ao ventilador, onde há então acúmulo de águas. Voltando para o Oceano Pacífico, sabemos que o ventilador faz o papel dos ventos alísios e que o acúmulo de águas se dá no Pacífico Equatorial Ocidental, onde as águas estão mais quentes. Há também aquele mecanismo que citei anteriormente, o qual é chamado de ressurgência, que faz com que as águas das camadas inferiores do Oceano, junto à costa oeste da América do Sul aflorem, trazendo nutrientes e que por isso, é uma das regiões mais piscosas do mundo. Até aqui tudo bem, esse é o mecanismo de circulação que observamos no Pacífico Equatorial em anos normais, ou seja, sem a presença do El Niño ou La Niña.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem. Agora, ao invés de desligar o ventilador, vamos ligá-lo com potência maior, ou seja, fazer com que ele produza ventos mais intensos. O que vai acontecer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos tentar imaginar ? Com os ventos mais intensos, maior quantidade de água vai se acumular no lado oposto ao ventilador na piscina. Com isso, o desnível entre um lado e outro da piscina também vai aumentar. Vamos retornar ao Oceano Pacífico. Com os ventos alísios (que seriam os ventos do ventilador) mais intensos, mais águas irão ficar “represadas” no Pacífico Equatorial Oeste e o desnível entre o Pacífico Ocidental e Oriental irá aumentar. Com os ventos mais intensos a ressurgência também irá aumentar no Pacífico Equatorial Oriental, e portanto virão mais nutrientes das profundezas para a superfície do Oceano, ou seja, aumenta a chamada ressurgência no lado Leste do Pacífico Equatorial. Por outro lado, devido a maior intensidade dos ventos alísios as águas mais quentes irão ficar represadas mais a oeste do que o normal e portanto novamente teríamos aquela velha história: águas mais quentes geram evaporação e consequentemente movimentos ascendentes, que por sua vez geram nuvens de chuva e que geram a célula de Walker, que em anos de La Niña fica mais alongada que o normal. A região com grande quantidade de chuvas é do nordeste do Oceano Índico à oeste do Oceano Pacífico passando pela Indonésia, e a região com movimentos descendentes da célula de Walker é no Pacífico Equatorial Central e Oriental. É importante ressaltar que tais movimentos descendentes da célula de Walker no Pacífico Equatorial Oriental ficam mais intensos que o normal o que inibe, e muito, a formação de nuvens de chuva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em geral, episódios La Niñas também têm freqüência de 2 a 7 anos, todavia tem ocorrido em menor quantidade que o El Niño durante as últimas décadas. Além do mais, os episódios La Niña têm períodos de aproximadamente 9 a 12 meses, e somente alguns episódios persistem por mais que 2 anos. Outro ponto interessante é que os valores das anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) em anos de La Niña têm desvios menores que em anos de El Niño, ou seja, enquanto observam-se anomalias de até 4, 5ºC acima da média em alguns anos de El Niño, em anos de La Niña as maiores anomalias observadas não chegam a 4ºC abaixo da média.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Episódios recentes do La Niña ocorreram nos anos de 1988/89 (que foi um dos mais intensos), em 1995/96 e em 1998/99. ”&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-khOywHUZWE0/TwiPUSSNcSI/AAAAAAAADb0/q4T6Dr07reY/s1600/fig_normal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-khOywHUZWE0/TwiPUSSNcSI/AAAAAAAADb0/q4T6Dr07reY/s1600/fig_normal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-x-L9iDKBTv8/TwiPDlVyqpI/AAAAAAAADbs/yzzV9g26UFA/s1600/fig_lanina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-x-L9iDKBTv8/TwiPDlVyqpI/AAAAAAAADbs/yzzV9g26UFA/s1600/fig_lanina.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: O El Niño e Você – o fenômeno climático – Gilvan Sampaio de Oliveira&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Editora Transtec – São José dos Campos (SP), março de 2001.Fonte: CPTEC/INPE&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-3177683256495999617?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/3177683256495999617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/entenda-o-fenomeno-oceanico-atmosferico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/3177683256495999617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/3177683256495999617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/entenda-o-fenomeno-oceanico-atmosferico.html' title='Entenda o fenômeno oceânico-atmosférico La Niña'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BlZ2bnPGJgc/TwiOwXKFKLI/AAAAAAAADbk/tHGTbnY1vfk/s72-c/globo-azul.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-2258864680174860781</id><published>2012-01-07T16:24:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T16:24:50.785-02:00</updated><title type='text'>La Niña pode durar até maio, dizem meteorologistas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iM_zOUlYhNA/TwiNdS0aUDI/AAAAAAAADbc/YwAQ4BULWt4/s1600/DJF_la.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="187px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-iM_zOUlYhNA/TwiNdS0aUDI/AAAAAAAADbc/YwAQ4BULWt4/s320/DJF_la.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Efeitos globais do fenômeno climático La Niña. Fonte: CPTEC/INPE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O fenômeno climático La Niña, responsável por uma forte seca neste ano na América do Sul e no sudoeste dos Estados Unidos, pode durar mais do que o previsto, talvez até maio, alertou na quinta-feira o Centro de Previsão Climática dos EUA.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As últimas observações… sugerem que o La Niña será de fraco a moderado neste inverno (boreal), e vai continuar depois disso como um evento fraco, até que deve se dissipar em algum momento entre março e maio”, disse o CPC em seu relatório mensal. Reportagem de Rene Pastor, da Reuters.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira vez que o CPC cogitou a hipótese de que o La Niña persista até a primavera boreal. Os meteorologistas antes esperavam que o fenômeno, que já causa preocupação nos mercados de grãos, oleaginosas, açúcar e café, persistisse durante o inverno boreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No relatório anterior, o CPC (ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) disse que o La Niña perderia força no começo da primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno, que pode durar vários anos, se deve ao aquecimento anormal das águas na região equatorial do oceano Pacífico – é o contrário do famoso El Niño. Ambos causam transtornos climáticos da América Latina à Índia, e talvez também na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma seca prolongada pode causar problemas para agricultores em vários Estados dos EUA, numa faixa das Carolinas ao Kansas. Oklahoma e Texas já estão com seus solos esgotados devido à seca, e a persistência do La Niña pode significar mais uma safra ruim para o algodão texano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo antes da divulgação do alerta do CPC, a previsão da safra argentina de milho para 2011/12 já havia sido revista para baixo por causa do La Niña. Mesmo assim, a Argentina, segunda maior produtora mundial de milho, deve colher uma safra recorde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Malásia, importante exportador de óleo de palma, fortes chuvas de monções causadas pelo La Niña ameaçam prejudicar a colheita dos frutos, elevando a cotação do produto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chuvas no período de dezembro a março também constituem uma ameaça para os cafeicultores da Colômbia, maior produtor mundial de cafés de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A persistência do La Niña até depois do inverno boreal também fará com que o fenômeno quase coincida com o início da temporada de furacões no Atlântico. Nos últimos dois anos em que houve La Niña, mais tempestades se formaram.&lt;br /&gt;Reportagem da Reuters, no UOL Notícias.EcoDebate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-2258864680174860781?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/2258864680174860781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/la-nina-pode-durar-ate-maio-dizem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/2258864680174860781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/2258864680174860781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/la-nina-pode-durar-ate-maio-dizem.html' title='La Niña pode durar até maio, dizem meteorologistas'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iM_zOUlYhNA/TwiNdS0aUDI/AAAAAAAADbc/YwAQ4BULWt4/s72-c/DJF_la.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-5651256687172020028</id><published>2012-01-07T16:20:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T16:20:34.077-02:00</updated><title type='text'>Mercúrio torna a lâmpada compacta fluorescente um produto controverso</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LL5C8Ga1vww/TwiM5s_8mVI/AAAAAAAADbU/rtm5xDaw5-Q/s1600/0%252C%252C4604897_4%252C00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="236px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-LL5C8Ga1vww/TwiM5s_8mVI/AAAAAAAADbU/rtm5xDaw5-Q/s320/0%252C%252C4604897_4%252C00.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indústria, políticos e ambientalistas apostaram na lâmpada compacta fluorescente como substituta da tradicional incandescente. Mas o produto é controvertido, sobretudo por conter mercúrio, substância prejudicial à saúde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 17 de fevereiro 2009, a Comissão Europeia determinou, por decreto, o fim da lâmpada clássica. Desde então, as tradicionais lâmpadas incandescentes estão sendo gradualmente retiradas do mercado na União Europeia e substituídas por lâmpadas econômicas – geralmente por lâmpadas compactas fluorescentes, que são energeticamente mais eficientes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses tipos de lâmpadas deveriam contribuir para a proteção do clima, por consumirem menos energia, com maior eficiência luminosa, reduzindo as emissões de gases do efeito estufa. Isso foi motivo suficiente para a Comissão Europeia dar fim à carreira das lâmpadas incandescentes, que convertem apenas 5% da energia fornecida em luz visível: o restante vira calor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente parece começar a era das novas e mais caras lâmpadas econômicas. A indústria fica satisfeita por lucrar com ela. Os políticos ficam felizes por poderem exibir um sucesso na luta contra a mudança climática. E grupos ambientalistas, como Greenpeace e WWF, dão boas vindas às lâmpadas econômicas. Niklas Schinerl, porta-voz do Greenpeace austríaco para energia, deseja há tempos que a lâmpada tradicional seja retirada do mercado e substituída por sistemas de iluminação mais eficientes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa imagem arranhada&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a boa imagem da lâmpada – vendida pela indústria como mercadoria eficiente e de longa vida útil – é logo arranhada quando se fica sabendo que ela contém mercúrio altamente tóxico, sendo, portanto, um produto que deve ser eliminado separadamente, e não jogado no lixo doméstico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos grupos ambientalistas ignoraram durante muito tempo as desvantagens da lâmpada econômica. Tecnicamente, ela é uma variante complexa de um tubo fluorescente e emite um espectro de luz que se assemelha muito menos ao da luz solar do que o das lâmpadas tradicionais. Foi deixada de lado, por muito tempo, até mesmo a cintilação típica das luzes fluorescentes, cujo efeito sobre o organismo humano ainda não está totalmente esclarecido. Assim como a longa durabilidade do produto alegada pela indústria: um argumento publicitário que se revelou uma meia verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cineasta austríaco Christoph Mayr tentou provar em seu documentário Bulb fiction que a lei europeia contra a lâmpada tradicional foi criada por pressão da indústria. “A proibição de lâmpadas incandescentes é uma intervenção única nos direitos dos cidadãos da UE”, diz Mayr, “porque pela primeira vez se proíbe um produto que não é perigoso”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a lâmpada econômica, chega ao mercado um produto que pode conter até cinco miligramas de mercúrio, substância altamente tóxica, mesmo em doses baixas. Por isso, as lâmpadas econômicas pertencem ao lixo especial. Mas apenas cerca de 20% delas são realmente recicladas: o resto acaba mesmo entre os dejetos comuns.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Erros deturpariam análises da UE&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O físico Georg Steinhauser, do Instituto Atômico da Universidade Técnica de Viena, considera um “escândalo” o processo de análise que a União Europeia utiliza para determinar o teor de mercúrio de lâmpadas econômicas. “A deficiência está no fato de a concentração de mercúrio só poder ser especificada depois da destruição da lâmpada, e a destruição libera os componentes gasosos da lâmpada. Esse detalhe não é comentado pelo regulamento europeu. Em outras palavras, há aqui um erro sistemático que possivelmente distorce drasticamente os resultados da análise.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Qualquer cientista deveria ter notado esse detalhe”, diz Steinhauser. O físico quer tornar públicas suas próprias investigações, depois que forem comprovadas cientificamente. Pois em 2014 deve ocorrer uma avaliação do regulamento de Bruxelas: “Em minha opinião, o limite o máximo de cinco miligramas ou mesmo um miligrama que seja – esse é o limite técnico com o qual se pode produzir lâmpadas econômicas – é uma quantidade que não gostaria de ter no ar que respiro.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que a economia de energia prometida torna aceitável a taxa de mercúrio contida na lâmpada econômica? O porta-voz do Greenpeace Nicholas Schinerl calcula uma economia anual de cerca de 30 milhões de toneladas de dióxido de carbono. “De acordo com nosso cálculo, cerca de meia dúzia de usinas nucleares poderiam ser desligadas, se pudéssemos poupar luz dessa forma extensivamente”, disse Schinerl. “Isso não é nada mal! Mas é claro que o Greenpeace não fica feliz com o fato de existirem eletrodomésticos contendo mercúrio.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de 1° de setembro de 2012, somente as lâmpadas de eficiência energética de classe C poderão ser lançadas no mercado, o que significará o fim da lâmpada tradicional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Autor: Alexander Musik (md)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Revisão: Augusto Valente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matéria da Agência Deutsche Welle, DW, publicada pelo EcoDebate&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-5651256687172020028?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/5651256687172020028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/mercurio-torna-lampada-compacta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5651256687172020028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5651256687172020028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/mercurio-torna-lampada-compacta.html' title='Mercúrio torna a lâmpada compacta fluorescente um produto controverso'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-LL5C8Ga1vww/TwiM5s_8mVI/AAAAAAAADbU/rtm5xDaw5-Q/s72-c/0%252C%252C4604897_4%252C00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-5924200253073195849</id><published>2012-01-07T16:11:00.001-02:00</published><updated>2012-01-07T16:12:59.450-02:00</updated><title type='text'>Produtos orgânicos da agricultura familiar: Hora da merenda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vcYzqsWCl5g/TwiKxVRsTrI/AAAAAAAADbM/vzMaT_ZizjU/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-vcYzqsWCl5g/TwiKxVRsTrI/AAAAAAAADbM/vzMaT_ZizjU/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil distribui mais de 40 milhões merendas diárias (uma Espanha por dia!) e são as prefeituras que decidem onde e de quem comprar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de prosseguir , devo registrar que embora o politicamente correto seja a expressão “alimentação escolar”, peço licença para continuar chamando “merenda” nesta linhas, pois “hora de merenda” me remete a confratenização, prazeres simples e sabores honestos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poucos brasileiros conhecem a Lei Nº 11.947(16 /06/ 2009) e sua regulamentação (em 22/07/2009) que dispõe sobre mudanças no atendimento da alimentação escolar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo esta Lei, 30% no mínimo de todo recurso para merenda escolar deve ser comprado de produtos da Agricultura Familiar. O mínimo é 30%, mas pode ser comprado da agricultura familiar até 100% do recurso repassado para alimentação escolar pelo FNDE ( Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que pouquíssimos brasileiros sabem é que ”os produtos da agricultura familiar e dos empreendedores familiares rurais a serem fornecidos para Alimentação Escolar serão gêneros alimentícios, priorizando, sempre que possível, os alimentos orgânicos e/ou agroecológicos .( de acordo com a Resolução no 38/2/2009)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O papel das merendeiras neste cenário é estratégico, sendo reconhecido e valorizado pelo Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar. Criado pela Ação Fome Zero, este prêmio em 2011 contemplou 22 municípios que tiveram iniciativas bem-sucedidas. Neste ano, o Ministério do Desenvolvimento Social propôs a instituição de mais duas categorias: a de compra de merenda usando produtos orgânicos da agricultura familiar e a de compra de merenda com produtos da sociobiodiversidade, que contemplam a produção e os serviços dos agricultores familiares, extrativistas, povos e comunidades tradicionais, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tema é apaixonante é os desafios ainda são muitos: desde assistência técnica permanente até quebrar preconceitos sobre a capacidade de abastecimento e a qualidade dos produtos da agricultura familiar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um ditado que diz “a palavra convence, o exemplo arrasta”. Quanto mais municípios reconhecerem os benefícios de se promover uma merenda de qualidade em parceria com produtores locais, mais alunos se beneficiarão e mais renda será gerada para a região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a hora da merenda no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria Beatriz Martins Costa, diretora do Planeta Orgânico&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-5924200253073195849?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/5924200253073195849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/cientistas-britanicos-que-estao-fazendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5924200253073195849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5924200253073195849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/cientistas-britanicos-que-estao-fazendo.html' title='Produtos orgânicos da agricultura familiar: Hora da merenda'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vcYzqsWCl5g/TwiKxVRsTrI/AAAAAAAADbM/vzMaT_ZizjU/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-4316727114127257407</id><published>2012-01-07T15:59:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T15:59:48.589-02:00</updated><title type='text'>Novas espécies são encontradas nas profundezas da Antártida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1bB1nhwU3Ro/TwiIBJxowsI/AAAAAAAADbE/wdCjfWBCocM/s1600/crab-pile-120103-e1325760990583.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-1bB1nhwU3Ro/TwiIBJxowsI/AAAAAAAADbE/wdCjfWBCocM/s320/crab-pile-120103-e1325760990583.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cientistas britânicos que estão fazendo a primeira exploração nas águas profundas da Antártida descobriram um mundo diferente de qualquer coisa já encontrada em outras fontes hidrotermais: uma área povoada por novas espécies de anêmonas, estrelas do mar predadoras e caranguejos yeti que se unem em pilhas, uns em cima dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Era quase como uma visão de outro planeta”, disse o líder da expedição Alex Rogers, professor de zoologia na Universidade de Oxford.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo no mundo de arregalar os olhos das profundidades da Antártida, as novas espécies descobertas se destacam, como as espécies até então desconhecidas de caranguejos yeti encontradas em torno das águas quentes provenientes do fundo do mar. Muitos desses animais nunca haviam sido observados em nenhuma outra fonte hidrotermal de nenhum oceano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os novos caranguejos yeti descobertos parecem cultivar “jardins” de bactérias em seus peitos, que são cobertos com tentáculos peludos. Essas bactérias devem fornecer sustento aos caranguejos. Eles certamente vivem unidos uns ao lado dos outros para sobreviver ao frio. Já a nova estrela-do-mar predadora encontrada se alimenta dos infelizes caranguejos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas comunidades de animais são diferentes de qualquer outra já vista em locais parecidos. Em 1999, pesquisas de mapeamento da Antártida sugeririam onde poderia haver fontes hidrotermais, mas só dez anos depois os pesquisadores voltaram para uma expedição, levando câmeras para duas áreas, de 2,6 mil metros e 2,4 mil metros de profundidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mundo profundo da Antártida, a energia não vem do sol, mas vem da energia hidrotermal gerada na crosta oceânica. Embora a temperatura do fundo do oceano na área seja de zero grau Celsius, jatos de água tão quentes quanto 382 graus são existentes nas fontes hidrotermais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário das aberturas em outros oceanos, as da Antártida têm poucos mexilhões e camarões. Em vez disso, a área abriga novas espécies de cracas e anêmonas, assim como um grande caracol marrom sem casca. Os pesquisadores ainda descobriram pálidos polvos no fundo do mar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como os seres humanos estão explorando as águas profundas cada vez mais para a pesca, petróleo e mineração, a compreensão de como as espécies são dispersas pelos oceanos é crucial, afirmam os pesquisadores. [LiveScience]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-4316727114127257407?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/4316727114127257407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/novas-especies-sao-encontradas-nas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4316727114127257407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/4316727114127257407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/novas-especies-sao-encontradas-nas.html' title='Novas espécies são encontradas nas profundezas da Antártida'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1bB1nhwU3Ro/TwiIBJxowsI/AAAAAAAADbE/wdCjfWBCocM/s72-c/crab-pile-120103-e1325760990583.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-2325203435156349106</id><published>2012-01-07T15:55:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T15:55:16.651-02:00</updated><title type='text'>Carregador portátil de baterias funciona à base de água</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;autor: risastoider&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autonomia dos aparelhinhos eletrônicos é um problema para muita gente. Os smartphones, por exemplo, precisam ser recarregados pelo menos uma vez por dia. Para facilitar essa tarefa, especialmente para quem fica muito tempo fora de casa, a myFC, empresa especializada em tecnologias de energia para dispositivos móveis, criou o PowerTrekk, um carregador portátil que usa como “combustível” algo bem fácil de se encontrar por aí: água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aVXnt8RBI1s/Twh8BNBY6uI/AAAAAAAADa8/dFiarmLhJEk/s1600/powertrekk1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-aVXnt8RBI1s/Twh8BNBY6uI/AAAAAAAADa8/dFiarmLhJEk/s320/powertrekk1.png" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Trata-se de uma forma limpa e mais eficiente de fornecer energia a gadgets do que os carregadores solares por exemplo. Isso porque, conforme a empresa, a velocidade da carga não depende de condições climáticas e nem da posição do sol. Além disso, o equipamento não sofre degradação como as baterias comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PowerTrekk é compatível com a maioria dos smartphones, celulares, GPS e câmeras. Na Europa, ele custa €199, o equivalente a pouco mais de R$470. O acessório estará exposto na CES 2012 e a equipe Adrenaline vai trazer mais detalhes sobre ele para vocês. Fiquem de olho!&lt;br /&gt;Fonte: adrenaline&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-2325203435156349106?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/2325203435156349106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/carregador-portatil-de-baterias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/2325203435156349106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/2325203435156349106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/carregador-portatil-de-baterias.html' title='Carregador portátil de baterias funciona à base de água'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aVXnt8RBI1s/Twh8BNBY6uI/AAAAAAAADa8/dFiarmLhJEk/s72-c/powertrekk1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-6147931279349166603</id><published>2012-01-05T23:26:00.000-02:00</published><updated>2012-01-05T23:26:45.320-02:00</updated><title type='text'>20 Exuberantes maravilhas naturais do mundo</title><content type='html'>Todos nós crescemos aprendendo sobre as 7 Maravilhas do Mundo (Jardins suspensos da Babilônia; Pirâmides de Gizé; Estátua de Zeus; Templo de Ártemis; Mausoléu de Halicarnasso; Colosso de Rodes e Farol de Alexandria), até que, recentemente, elas mudaram para as seguintes 7 Maravilhas do Mundo Moderno: Muralha da China, Petra, Cristo Redentor, Machu Picchu, Chichén Itzá, Coliseu e Taj Mahal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nova lista foi anunciada depois de mais de 100 milhões de votos do público, que escolheram seus 7 locais maravilhosos preferidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde em 2011, uma outra campanha pelas 7 Maravilhas Naturais do Mundo foi lançada e os novos 7 vencedores (também substitutos de uma lista antiga) dos 28 candidatos foram o rio Amazonas, baía de Halong, Cataratas do Iguaçu, Ilha Jeju, Ilha de Komodo, Rio Subterrâneo de Puerto Princesa e Montanha da Mesa. Conheça outros 20 lugares que não entraram para a lista, mas que também são incríveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;1 – Cataratas Angel, Venezuela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-B-ApnbioUDA/TwZNckGvRpI/AAAAAAAADa0/g3cZfry6ygM/s1600/17.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-B-ApnbioUDA/TwZNckGvRpI/AAAAAAAADa0/g3cZfry6ygM/s320/17.jpg" width="223px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A uma altura de 979 metros, as Cataratas Angel são as maiores cachoeiras do mundo. Situadas no Parque Nacional Canaima, na Venezuela, as Cataratas são Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1994. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cachoeira cai sobre a borda do Monte Auyantepui no rio Korep quase um quilômetro abaixo. Esta cachoeira espetacular foi nomeada em homenagem a Jimmie Angel, primeiro piloto americano a voar sobre as quedas. O acesso ao local é difícil, mas é um forte ponto turístico. Viagens para as quedas só podem ser feitas durante a estação chuvosa, quando há água suficiente para levar os barcos rio acima e obter um vislumbre da cachoeira mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;2 – Floresta Negra, Alemanha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fFHy_B34twk/TwZNDIbPZTI/AAAAAAAADac/GWGqBhkSFvU/s1600/27.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-fFHy_B34twk/TwZNDIbPZTI/AAAAAAAADac/GWGqBhkSFvU/s320/27.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A Floresta Negra fica no sudoeste da Alemanha. Foi nomeada pelos romanos, por causa do crescimento das árvores densas que bloqueiam a luz do sol quase completamente no local. A floresta é composta principalmente de abetos e pinheiros, que eram necessários para a madeira e resultaram em devastação em 1999, destruindo hectares de floresta e reduzindo muito seu tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá também é a única casa de Lumbricus badensis, que é uma espécie de verme gigante. A Floresta Negra é o lar de muitas pequenas cidades e aldeias a partir das quais produtos como “presunto da floresta negra” e “bolo floresta negra” se originaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;3 – Ilhas de Bu-Tinah, Emirados Árabes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3lrqMgIIQes/TwZNUqXEwqI/AAAAAAAADao/d3sJXiad5Sg/s1600/36.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-3lrqMgIIQes/TwZNUqXEwqI/AAAAAAAADao/d3sJXiad5Sg/s320/36.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Bu-Tinah fica nas águas de Abu Dhabi e é protegida como reserva privada. É um pequeno grupo ilhas entre extensos recifes de coral e leitos de algas marinhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É reconhecida como reserva da biosfera marinha pela UNESCO e está fora dos limites para visitantes. Abriga 16 espécies de coral e possui alta significância para a pesquisa sobre a mudança climática, já que os corais, que geralmente vivem em águas com temperatura entre 23° C e 28° C, lá prosperam em águas que podem chegar a até 35° C. As ilhas também são o lar de uma grande variedade de vida selvagem, incluindo tartarugas-de-pente e dugongos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;4 – Encostas de Moher, Irlanda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sz4gIddLmuk/TwZLp3caLEI/AAAAAAAADZ4/UlfW2TCam90/s1600/46.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-sz4gIddLmuk/TwZLp3caLEI/AAAAAAAADZ4/UlfW2TCam90/s320/46.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As Encostas de Moher estão localizadas no condado de Clare, na Irlanda. Elas variam de uma altura de 120 metros para 214 metros. Mais de um milhão de turistas visitam as falésias por causa da vista excepcional que elas fornecem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As falésias são o lar de uma variedade de animais, incluindo 30 mil aves. Além da vida selvagem e dos turistas, as falésias são destaque em vários filmes, incluindo “Casa Comigo?”, “A Princesa Prometida”, “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;5 – Mar Morto, Israel, Jordânia e Palestina&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-g6mG2vDYlxA/TwZLQOlxkWI/AAAAAAAADZs/SSC200YDEvA/s1600/56.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-g6mG2vDYlxA/TwZLQOlxkWI/AAAAAAAADZs/SSC200YDEvA/s320/56.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Mar Morto é um trecho de água com cerca de 67 quilômetros de comprimento e 18 quilômetros de largura. É um lago hiper salino 8,6 vezes mais salgado que os oceanos, com uma saturação de sal de 33,7%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mar Morto e sua costa envolvente são também as menores elevações da superfície da Terra, a 423 metros abaixo do nível do mar. Também é o mais profundo lago hiper salino na terra, com uma profundidade de 377 metros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mar Morto recebeu seu nome já que nenhuma vida marinha ou animal pode florescer ou sobreviver em tais condições extremas. A lama do fundo do Mar Morto é cheia de minerais e nutrientes, usados comumente em spas e resorts. A maior razão pela qual os turistas se banham no Mar Morto, porém, é que a alta densidade da água (2,24 kg/L) permite que uma pessoa flutue na superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;6 – El Yunque, Porto Rico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--wJCZnDL_hM/TwZK5iu6daI/AAAAAAAADZg/hLDOepd7D1o/s1600/64.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/--wJCZnDL_hM/TwZK5iu6daI/AAAAAAAADZg/hLDOepd7D1o/s320/64.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Parque Florestal Nacional El Yunque fica no lado nordeste de Porto Rico e é a única floresta tropical no Sistema Florestal Nacional dos Estados Unidos. A floresta está situada nas encostas da Serra de Luquillo e cobre uma área 113,3 quilômetros quadrados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A floresta tem flora e fauna diversificadas, incluindo até 23 espécies de plantas que são endêmicas da região. Devido à localização da floresta, logo abaixo do trópico de câncer, lá não há estações do ano especificadas e geralmente chove muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;7 – Galápagos, Equador&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cOhYxUvV0ok/TwZKnOT73cI/AAAAAAAADZU/NSETqXIABl0/s1600/75.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="207px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-cOhYxUvV0ok/TwZKnOT73cI/AAAAAAAADZU/NSETqXIABl0/s320/75.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As Ilhas Galápagos são uma série de pequenas ilhas vulcânicas no Oceano Pacífico, cerca de 972 quilômetros a oeste do Equador, e formam um parque nacional e reserva biológica marinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 18 ilhas principais nesta formação geológica relativamente nova e famosa por sua fauna diversificada e conexões com a teoria da evolução de Charles Darwin. Em 1957, 97,5% de Galápagos foram declarados parque nacional e em 1986, 70.000 quilômetros quadrados de oceano em torno das ilhas foram declarados reserva marinha. O local também é patrimônio mundial pela UNESCO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;8 – Grand Canyon, EUA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-EHB24jppMn0/TwZKU8Jr7lI/AAAAAAAADZI/3CzvYr4T6A4/s1600/82.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-EHB24jppMn0/TwZKU8Jr7lI/AAAAAAAADZI/3CzvYr4T6A4/s320/82.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Grand Canyon fica no Arizona, EUA. Acredita-se que o rio Colorado cortou seu caminho através do candidato a cânion 17 milhões de anos atrás, e desde então foi corroendo-o ao seu estado atual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local tem 446 quilômetros de comprimento, até 29 quilômetros de largura e aproximadamente 1,8 quilômetros de profundidade. Através dos anos de erosão, quase 2 bilhões de anos de história da Terra foram expostas nas camadas de rocha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira evidência da atividade humana no cânion é de até 3.000 anos. Os americanos nativos habitaram o Grand Canyon durante séculos, e alguns ainda residem lá. O local é uma&lt;br /&gt;atração turística que recebe cerca de 5 milhões de pessoas a cada ano. O Grand Canyon fazia parte da lista antiga de Maravilhas Naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;9 – Grande Barreira de Corais, Austrália&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ihTm0QYTWpA/TwZJ8YuKB_I/AAAAAAAADY8/KLo4D7-SsRM/s1600/91.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-ihTm0QYTWpA/TwZJ8YuKB_I/AAAAAAAADY8/KLo4D7-SsRM/s320/91.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Esse lugar também já foi uma das Maravilhas Naturais do Mundo: é o maior sistema de recifes da Terra e abrange 344.400 quilômetros quadrados com quase 3.000 recifes e 900 ilhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recife é um patrimônio protegido do mundo e um dos locais mais prósperos e diversificados ecologicamente. A Grande Barreira de Corais é também a maior estrutura construída por organismos vivos no mundo e pode ser vista do espaço. Este recife magnífico é lar de mais de 30 espécies de baleias, golfinhos e botos, 6 espécies de tartarugas marinhas e 1.500 espécies de peixes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;10 – Gruta Jeita, Líbano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-A5euJOdduOk/TwZJlaidQOI/AAAAAAAADYw/3Y4XJScqHO0/s1600/101.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-A5euJOdduOk/TwZJlaidQOI/AAAAAAAADYw/3Y4XJScqHO0/s320/101.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A Gruta Jeita é na verdade dois grandes sistemas de cavernas interconectadas que se estendem por mais de nove quilômetros. As cavernas surpreendentes estão localizadas apenas a 18 quilômetros da capital libanesa, Beirute. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois sistemas formam uma caverna inferior que só é acessível por barco através de um sistema de rio subterrâneo. Ela fornece água potável a mais de um milhão de pessoas. A outra caverna, a superior, forma grandes câmaras e contêm a maior estalactite do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma multidão de evidências sugere que as cavernas foram usadas como abrigo por seres humanos há milhares de anos, muito antes de sua redescoberta em 1836. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;11 – Monte Kilimanjaro, Tanzânia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-48qxAt2AhCM/TwZJSegXbHI/AAAAAAAADYk/igUVDcbq-8c/s1600/111.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-48qxAt2AhCM/TwZJSegXbHI/AAAAAAAADYk/igUVDcbq-8c/s320/111.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Monte Kilimanjaro é a montanha mais alta da África e está localizada no Parque Nacional de Kilimanjaro, na Tanzânia. É na verdade um vulcão com três cones distintos chamados Kibo, Mawenzi e Shira – Kibo sendo o maior dos três. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que o grande vulcão esteja localizado perto do equador, tem exuberantes florestas tropicais e subtropicais, savanas e campos ao seu redor, e recebe até 2.000 milímetros de chuva por ano, além de neve, devido à sua altura enorme de 5.895 metros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a execução de testes em amostras de neve do cume, foi determinado que a neve da base tem mais de 11.000 anos de idade. Os dois menores cones vulcânicos estão extintos, mas Kibo, o maior, é apenas adormecido e pode entrar em erupção novamente no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;12 – lhas das Maldivas, Maldivas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-iFZs6Og6biA/TwZIszIoq4I/AAAAAAAADYY/xWV1Ds54Vcg/s1600/121.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-iFZs6Og6biA/TwZIszIoq4I/AAAAAAAADYY/xWV1Ds54Vcg/s320/121.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Maldivas é uma série de 26 atóis naturais (ilhas de coral que circundam uma lagoa), situada no Oceano Índico, cerca de 400 quilômetros a sudoeste da Índia. Cada atol consiste de ilhas menores e recifes de coral (no caso das Maldivas, 1.130 ilhas menores, dos quais apenas cerca de 200 são habitadas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Maldivas são conhecidas por sua grande variedade de corais coloridos e é o lar de mais de 300 espécies de peixes tropicais. Sete novas espécies de peixes foram descobertas há pouco tempo lá. Infelizmente, em 1998, o aumento da temperatura da água provocada pelo fenômeno El Niño matou dois terços da população de corais, mas em 2004 o homem conseguiu acelerar o crescimento dos corais e sua reabilitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;13 – Distrito dos Lagos Masuriano, Polônia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4xQ1vSj1N_U/TwZIZStA-bI/AAAAAAAADYM/NiXYgLJSLpI/s1600/131.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-4xQ1vSj1N_U/TwZIZStA-bI/AAAAAAAADYM/NiXYgLJSLpI/s320/131.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Distrito dos Lagos Masuriano fica ao nordeste da Polônia. Tem mais de 2.000 lagos espalhados por 52.000 quilômetros quadrados. A maioria dos lagos é interligada por rios que formam um sistema grande e extenso de cursos d’água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o distrito foi moldado pela Idade do Gelo do Pleistoceno e é agora um destino turístico muito popular, que oferece oportunidades fantásticas de passeios de barco, pesca, caminhadas, ciclismo e canoagem. Toda a área possui 11 reservas naturais, com uma grande variedade de vida selvagem. A área tem um clima temperado, com verões quentes e invernos frios, durante o qual os lagos congelam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;14 – Matterhorn, Itália e Suíça&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DIOK4sBP8pE/TwZH69y5qVI/AAAAAAAADYA/NYukeokALjg/s1600/141.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="206px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-DIOK4sBP8pE/TwZH69y5qVI/AAAAAAAADYA/NYukeokALjg/s320/141.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Matterhorn é uma montanha na fronteira entre a Itália e a Suíça. A montanha constitui um dos mais altos picos nos Alpes e tem quatro lados muito íngremes, apontando na direção de uma bússola, formando uma pirâmide no topo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Matterhorn inspirou medo em alpinistas durante anos e foi uma das últimas montanhas alpinas a ser conquistada. Foi escalado pela primeira vez em julho de 1865 por sete alpinistas do lado suíço, no entanto, dois dos alpinistas morreram na descida. Apenas três dias depois, a montanha foi escalada mais uma vez, por Jean-Antoine Carrel e Jean Baptiste Bich, que se tornaram os primeiros a chegar ao cume a partir do lado italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;15 – Milford Sound, Nova Zelândia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ebka1eD41e4/TwZHlx-VmmI/AAAAAAAADX0/AQwiiN394d4/s1600/151.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-ebka1eD41e4/TwZHlx-VmmI/AAAAAAAADX0/AQwiiN394d4/s320/151.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mlford Sound é um fiorde (uma grande entrada do mar em volta de altas montanhas rochosas) que fica no lado sudoeste da Nova Zelândia. É também uma reserva marinha, patrimônio mundial e um dos destinos turísticos mais populares na Nova Zelândia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milford Sound está completamente cercado por altas paredes rochosas íngremes e falésias. Muitos dos penhascos e picos ao redor do fiorde foram nomeados de acordo com sua aparência, por exemplo, O Elefante, que atinge 1.517 metros de altura e se assemelha a uma cabeça de elefante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milford Sound é também a área mais chuvosa habitada na Nova Zelândia. As águas abaixo estão repletas de golfinhos, pinguins e focas. Há duas magníficas cachoeiras permanentes jorrando pelos penhascos, mas quando chove, centenas de cachoeiras temporárias se formam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;16 – Vulcões de Lama, Azerbaijão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BImXXmTAlRQ/TwZHMb6qk3I/AAAAAAAADXo/XH2SSXeOIkU/s1600/161.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-BImXXmTAlRQ/TwZHMb6qk3I/AAAAAAAADXo/XH2SSXeOIkU/s320/161.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Os vulcões de lama são basicamente formados quando depósitos de lama subterrâneos são forçados à superfície, expelindo gases e misturas lamacentas. Dos 700 vulcões de lama conhecidos em todo o mundo, mais de 400 podem ser encontrados no Azerbaijão, ao longo da costa dos países do Mar Cáspio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os vulcões de lama são alimentados por um lago de lama gigante subterrâneo. 86% de todo o gás liberado é metano, o que causou uma grande celeuma em 2001, quando um vulcão “vomitou” fogo até 15 metros no ar. Estima-se que cada vulcão de lama deve ter pelo menos uma grande erupção a cada 20 anos. Enquanto isso, eles proporcionam banhos de lama nutricionais para turistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;17 – Sundarbans, Índia e Bangladesh&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aR6OUSI2dlI/TwZG-BsP5HI/AAAAAAAADXc/5bili0uYID8/s1600/171.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212px" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-aR6OUSI2dlI/TwZG-BsP5HI/AAAAAAAADXc/5bili0uYID8/s320/171.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Os Sundarbans formam os maiores manguezais salinos do mundo e seu nome significa “bela selva” ou “bela floresta.” O mangue é formado por três rios chamados Padma, Brahmaputra e Meghna. Os Sundarbans cobrem cerca de 10.000 quilômetros quadrados em conjunto com florestas de água doce e manguezais mais perto da costa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças aos cursos de água interligados, quase todas as partes do manguezal são acessíveis por barco. O mangue é o lar de crocodilos, veados, cobras, centenas de variedades de pássaros e diversas espécies ameaçadas de extinção, como tigres de Bengala, tartarugas oliva, tartarugas-de-pente e até mesmo o criticamente ameaçado rinoceronte de Java.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;18 – Uluru, Austrália&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-r89FDWGFqd0/TwZGlcEoRTI/AAAAAAAADXQ/4ZktwgBcV0k/s1600/18.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239px" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-r89FDWGFqd0/TwZGlcEoRTI/AAAAAAAADXQ/4ZktwgBcV0k/s320/18.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uluru é o nome dado a uma enorme formação de areia ligeiramente a sul do centro da Austrália. Uluru é um local sagrado para os aborígenes australianos, cuja antiga arte rupestre pode ser encontrada em uma variedade de cavernas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uluru fica 348 metros acima do solo e tem uma circunferência de 9,4 quilômetros, mas a maior parte é enterrada sob o solo. Acredita-se que Uluru é um pequeno remanescente de grandes cadeias de montanhas. O monte dispõe também de vários córregos, nascentes e furos de água, é uma atração turística popular e leva-se cerca de uma hora para subi-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;19 – Vesúvio, Itália&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oo9ooOCsGSI/TwZGHMuhcyI/AAAAAAAADXE/WCMdIKwPjG4/s1600/19.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-oo9ooOCsGSI/TwZGHMuhcyI/AAAAAAAADXE/WCMdIKwPjG4/s320/19.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Yushan é o ponto mais alto da cordilheira Yushan e também a montanha mais alta no sudeste da Ásia. O cume da montanha fica 3.952 metros acima do nível do mar e continua cerca de 4.000 metros abaixo do nível do mar, ao fundo do oceano. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Monte Vesúvio é um vulcão bem conhecido da Itália, cerca de 9 quilômetros de distância de Nápoles. É uma grande montanha que tem apenas um cone, que está cercado pela borda de uma cratera que desabou na montanha original que era muito maior, chamada Monte Somma. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vesúvio entrou em erupção cerca de 30 vezes nos últimos 2.000 anos. Sua erupção mais notável ocorreu em 79 d.C., a famosa erupção que engoliu Pompéia, uma cidade perto de Nápoles, enterrando-a sob cinzas. Depois de sua redescoberta em 1794, Pompéia tornou-se uma atração turística muito popular e é considerada um patrimônio mundial. A última erupção do Vesúvio foi em 1944, mas nenhuma das erupções seguintes foi tão destrutiva. Hoje, a área ao redor da montanha é considerada um parque nacional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20 – Yushan, Taiwan&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Fernando de Noronha – PE – Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VoiJ86kGK4o/TwZFlB54x3I/AAAAAAAADW4/VStkj12YvrU/s1600/20.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239px" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-VoiJ86kGK4o/TwZFlB54x3I/AAAAAAAADW4/VStkj12YvrU/s320/20.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Durante o inverno, a montanha está coberta de geada. Durante o verão, coníferas exuberantes cobrem a base da montanha. Lá prosperam cerca de 140 espécies de aves, 28 espécies de mamíferos, 17 espécies de répteis e mais de 186 espécies de borboletas.[Listverse]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-btYipc6kJCo/TwZE1ziB1NI/AAAAAAAADWs/Q9--wAx8F9U/s1600/6161631825_60b475386d_b-e1322054814735.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213px" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-btYipc6kJCo/TwZE1ziB1NI/AAAAAAAADWs/Q9--wAx8F9U/s320/6161631825_60b475386d_b-e1322054814735.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O arquipélago de Fernando de Noronha é um conjunto de ilhas que formam o topo de um vulcão inativo que tem sua base a 4km de profundidade. É o destino favorito dos mergulhadores brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arquipélago fica a cerca de 345km do cabo de São Roque no estado do Rio Grande do Norte, e 545km de Recife, em Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem visita Noronha chega a pensar que foi onde o termo “praia paradisíaca” foi cunhado. São as mais belas praias de todo o Brasil. Lá você nunca encontra a praia abarrotada de gente por causa dos esforços de preservação, muitas vezes é possível contar nos dedos as pessoas na areia e na água. Caso esteja interessado em visitar não deixe de ler estas dicas sobre a ilha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-6147931279349166603?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/6147931279349166603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/20-exuberantes-maravilhas-naturais-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6147931279349166603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6147931279349166603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2012/01/20-exuberantes-maravilhas-naturais-do.html' title='20 Exuberantes maravilhas naturais do mundo'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-B-ApnbioUDA/TwZNckGvRpI/AAAAAAAADa0/g3cZfry6ygM/s72-c/17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-6083402351502796594</id><published>2011-12-15T22:06:00.000-02:00</published><updated>2011-12-15T22:06:45.929-02:00</updated><title type='text'>Paulo Piau o Deputado que propôs autonomia estadual será o relator do Código Florestal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IovsnAJ23-U/TuqLiZBsOCI/AAAAAAAADWg/5a3NaOnKxZw/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-IovsnAJ23-U/TuqLiZBsOCI/AAAAAAAADWg/5a3NaOnKxZw/s1600/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O engenheiro agrônomo e deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG) será o relator do texto de reforma do Código Florestal e mantêm uma posição definida quanto às áreas de preservação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O engenheiro agrônomo e deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG) será o relator do texto de reforma do Código Florestal. O projeto, já aprovado pelo Senado, receberá emendas e irá a nova votação na Câmara. Piau é o autor da polêmica emenda 164, que delega aos Estados o poder de decidir sobre atividades agropecuárias em áreas de preservação permanente (APPs). Sabe-se que esta autonomia resultará em entendimentos múltiplos, lembrando ainda que a força políticas de estados da Amazônia tem predominância de parlamentares do bloco dos ruralistas. Isso quer dizer que, o meio ambiente será colocado em segundo plano, prevalecerá o interesse financeiro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ao ser escolhido para a função, Piau afirmou que "as mudanças propostas devem ser mínimas". Mas já adianta que é contra a proposta de restringir as atividades agropecuárias em áreas com declividade entre 25° e 45°. "Essa emenda prejudica a pecuária leiteira de Minas Gerais", diz. Se esquecendo que as referidas áreas ja se encontram em sua maioria com degradação importante e que as técnicas de manejo e silagem mostraram uma maior eficiência e com sustentabilidade ambienta. A votação está prevista para março. Parte da bancada ruralista quer retomar o texto do relatório de Aldo Rabelo (PC do B-SP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-6083402351502796594?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/6083402351502796594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/paulo-piau-o-deputado-que-propos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6083402351502796594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6083402351502796594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/paulo-piau-o-deputado-que-propos.html' title='Paulo Piau o Deputado que propôs autonomia estadual será o relator do Código Florestal'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IovsnAJ23-U/TuqLiZBsOCI/AAAAAAAADWg/5a3NaOnKxZw/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-1629665321112338701</id><published>2011-12-15T21:42:00.000-02:00</published><updated>2011-12-15T21:42:25.499-02:00</updated><title type='text'>ARQUITETOS DA NATUREZA</title><content type='html'>A natureza não se cansa de nos mostrar a sua beleza e a presença de DEUS, mesmo nas pequenas coisas.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9WtCe9NPwrg/TuqD1xvwe2I/AAAAAAAADTE/aGd0DIK_fZQ/s1600/image0011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-9WtCe9NPwrg/TuqD1xvwe2I/AAAAAAAADTE/aGd0DIK_fZQ/s400/image0011.jpg" width="371" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MGx7brpulns/TuqD33bm2FI/AAAAAAAADTM/OdDIU0awmaw/s1600/image0022.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-MGx7brpulns/TuqD33bm2FI/AAAAAAAADTM/OdDIU0awmaw/s400/image0022.jpg" width="351" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BuzXG133bSk/TuqD47pQWeI/AAAAAAAADTU/MEaZXhBeRIQ/s1600/image0033.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="270" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-BuzXG133bSk/TuqD47pQWeI/AAAAAAAADTU/MEaZXhBeRIQ/s400/image0033.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iSiBhqt1Vxc/TuqD6B3LysI/AAAAAAAADTc/_cMuALsXYNY/s1600/image0044.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-iSiBhqt1Vxc/TuqD6B3LysI/AAAAAAAADTc/_cMuALsXYNY/s400/image0044.jpg" width="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nuGp4fv_DbI/TuqD8qKOxpI/AAAAAAAADTk/_CVt4jturTA/s1600/image0055.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-nuGp4fv_DbI/TuqD8qKOxpI/AAAAAAAADTk/_CVt4jturTA/s400/image0055.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bEuCnXZ3eXI/TuqD_N9tPWI/AAAAAAAADTs/mFYblpoRImU/s1600/image0066.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-bEuCnXZ3eXI/TuqD_N9tPWI/AAAAAAAADTs/mFYblpoRImU/s400/image0066.jpg" width="316" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ljsfeWflMRI/TuqEDNLjChI/AAAAAAAADT0/AlMUW-wshG4/s1600/image0077.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-ljsfeWflMRI/TuqEDNLjChI/AAAAAAAADT0/AlMUW-wshG4/s400/image0077.jpg" width="255" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Jrcxf0AmUcQ/TuqEFNPIAeI/AAAAAAAADT8/L_UQIA657_E/s1600/image0088.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="295" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Jrcxf0AmUcQ/TuqEFNPIAeI/AAAAAAAADT8/L_UQIA657_E/s400/image0088.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_i993gBvg2A/TuqEHtW4mdI/AAAAAAAADUE/36WfT_iXJmk/s1600/image0099.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="368" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-_i993gBvg2A/TuqEHtW4mdI/AAAAAAAADUE/36WfT_iXJmk/s400/image0099.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Q3Tm-z62shI/TuqEJFzTPXI/AAAAAAAADUM/a-FxyNnsJCg/s1600/image01010.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-Q3Tm-z62shI/TuqEJFzTPXI/AAAAAAAADUM/a-FxyNnsJCg/s400/image01010.jpg" width="298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-su5k-K4uLkI/TuqEKpFw7dI/AAAAAAAADUU/rVeo15oYeGA/s1600/image01111.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="295" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-su5k-K4uLkI/TuqEKpFw7dI/AAAAAAAADUU/rVeo15oYeGA/s400/image01111.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zfG7qgJ5eqw/TuqEMEr8SCI/AAAAAAAADUc/l3zoaQ6UmhM/s1600/image01212.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-zfG7qgJ5eqw/TuqEMEr8SCI/AAAAAAAADUc/l3zoaQ6UmhM/s400/image01212.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LFuFEXZTQHA/TuqEObXz8GI/AAAAAAAADUk/aq0Mx9PN23k/s1600/image01313.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-LFuFEXZTQHA/TuqEObXz8GI/AAAAAAAADUk/aq0Mx9PN23k/s400/image01313.jpg" width="331" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vYunnPNiBBY/TuqEUOW7dCI/AAAAAAAADU0/FZjq_8G9RXA/s1600/image01414.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="292" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-vYunnPNiBBY/TuqEUOW7dCI/AAAAAAAADU0/FZjq_8G9RXA/s400/image01414.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ccfP4gQK6HA/TuqEWt4BZuI/AAAAAAAADU8/8GGipgZ1fAI/s1600/image01515.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-ccfP4gQK6HA/TuqEWt4BZuI/AAAAAAAADU8/8GGipgZ1fAI/s400/image01515.jpg" width="395" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Km7VtBxl3YQ/TuqEZ7UfsHI/AAAAAAAADVE/L49tFJ6G-NA/s1600/image01616.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="281" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-Km7VtBxl3YQ/TuqEZ7UfsHI/AAAAAAAADVE/L49tFJ6G-NA/s400/image01616.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6ogIDncW8E8/TuqEfe5V7oI/AAAAAAAADVM/4KHROx97mO8/s1600/image01717.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-6ogIDncW8E8/TuqEfe5V7oI/AAAAAAAADVM/4KHROx97mO8/s400/image01717.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-89Fyxi9evxk/TuqEiAATc1I/AAAAAAAADVU/A7j1HjE7TO8/s1600/image01818.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-89Fyxi9evxk/TuqEiAATc1I/AAAAAAAADVU/A7j1HjE7TO8/s400/image01818.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZQA9IlsbHB8/TuqEltXla4I/AAAAAAAADVc/rK3Prx0bY2I/s1600/image01919.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZQA9IlsbHB8/TuqEltXla4I/AAAAAAAADVc/rK3Prx0bY2I/s400/image01919.jpg" width="267" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Vz9e9Kg71NE/TuqEoleNFVI/AAAAAAAADVk/JV1eBVrQSWI/s1600/imagesA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="369" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Vz9e9Kg71NE/TuqEoleNFVI/AAAAAAAADVk/JV1eBVrQSWI/s400/imagesA.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-X_SaHcwPJYE/TuqErMqL6CI/AAAAAAAADVs/S0zl0zhbi64/s1600/imagesCA5M5JF4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="301" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-X_SaHcwPJYE/TuqErMqL6CI/AAAAAAAADVs/S0zl0zhbi64/s400/imagesCA5M5JF4.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xHqn5aCVjZs/TuqEtiSHp-I/AAAAAAAADV0/ItWUmUQbVts/s1600/imagesCACK0X6H.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-xHqn5aCVjZs/TuqEtiSHp-I/AAAAAAAADV0/ItWUmUQbVts/s400/imagesCACK0X6H.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pmYzgGQcVM4/TuqEwDWjjVI/AAAAAAAADV8/G-LNJ5n0oVA/s1600/imagesCAFCQLBC.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-pmYzgGQcVM4/TuqEwDWjjVI/AAAAAAAADV8/G-LNJ5n0oVA/s320/imagesCAFCQLBC.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7-E6ESIrdKM/TuqEzWS1dFI/AAAAAAAADWE/j3H_QJQuWYw/s1600/imagesCAG6K1LT.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-7-E6ESIrdKM/TuqEzWS1dFI/AAAAAAAADWE/j3H_QJQuWYw/s320/imagesCAG6K1LT.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ygeCN4VyXds/TuqE3RceY1I/AAAAAAAADWM/J74O8oQKdQM/s1600/imagesCAS3QUQA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-ygeCN4VyXds/TuqE3RceY1I/AAAAAAAADWM/J74O8oQKdQM/s320/imagesCAS3QUQA.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dwx74-BkWhw/TuqE6TJay3I/AAAAAAAADWU/gFY5asQUn6M/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-dwx74-BkWhw/TuqE6TJay3I/AAAAAAAADWU/gFY5asQUn6M/s1600/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-1629665321112338701?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/1629665321112338701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/arquitetos-da-natureza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1629665321112338701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1629665321112338701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/arquitetos-da-natureza.html' title='ARQUITETOS DA NATUREZA'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9WtCe9NPwrg/TuqD1xvwe2I/AAAAAAAADTE/aGd0DIK_fZQ/s72-c/image0011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-6153806721420713063</id><published>2011-12-10T10:51:00.000-02:00</published><updated>2011-12-10T10:51:42.495-02:00</updated><title type='text'>O projeto de reforma do Código Florestal em detalhes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-t-audGkqtVE/TuNVzdcRJWI/AAAAAAAADS4/qpWEIdC9AnI/s1600/imagesCAMZN06E.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-t-audGkqtVE/TuNVzdcRJWI/AAAAAAAADS4/qpWEIdC9AnI/s1600/imagesCAMZN06E.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja a seguir os principais pontos do projeto de reforma do Código Florestal (PLC 30/11) que foi aprovado pelo Senado e que agora volta à Câmara para que os deputados analisem as modificações feitas pelos senadores. O texto está dividido em duas partes: as disposições permanentes, que trata das normas gerais, e as disposições transitórias, que trata da adaptação das regras vigentes à nova lei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IJ7cY8HznUQ/TuNQ7U4tJ5I/AAAAAAAADSo/KfEC6IvZbUA/s1600/codigo2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="36" mda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-IJ7cY8HznUQ/TuNQ7U4tJ5I/AAAAAAAADSo/KfEC6IvZbUA/s320/codigo2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=96856&amp;amp;codAplicativo=2" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #dc1000;"&gt;1. PRINCÍPIOS E NOVOS CONCEITOS&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Fundamento: proteção e uso sustentáveis das florestas e demais formas de vegetação nativa em harmonia com a promoção do desenvolvimento econômico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Hipóteses para supressão de vegetação em área protegida: Utilidade pública: atividades de segurança nacional e proteção sanitária; obras de infraestrutura para serviços públicos de transporte, sistema viário, saneamento, gestão de resíduos, salineiras, energia, telecomunicações, radiodifusão e mineração (exceto extração de areia, argila, saibro e cascalho); atividades e obras de defesa civil; atividades que proporcionem melhorias em Área de Preservação Permanente; outras atividades definidas pelo Executivo Federal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interesse social: atividades para proteção da vegetação nativa (controle do fogo, da erosão, proteção de espécies nativas); exploração agroflorestal na pequena propriedade ou povos e comunidades tradicionais; implantação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educacionais e culturais; regularização de assentamentos ocupados por população de baixa renda; instalações necessárias à captação e condução de água e de efluentes tratados; extração de areia, argila, saibro e cascalho, outorgadas pela autoridade competente; outras atividades definidas pelo Executivo Federal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental: abertura de pequenas vias de acesso interno para travessia de curso de água, acesso de pessoas e animais para a obtenção de água; instalações para captação de água; implantação de trilhas para ecoturismo; pequeno ancoradouro; construção de moradia de agricultores familiares e populações tradicionais onde o abastecimento de água se dê pelo esforço próprio dos moradores; cercas de divisa de propriedade; pesquisa relativa a recursos ambientais; coleta de produtos não madeireiros para fins de subsistência e produção de mudas; plantio de espécies nativas; exploração agroflorestal e manejo florestal sustentável, comunitário e familiar; outras ações definidas pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente ou dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Pousio: prática de interrupção temporária de atividades ou usos agrícolas, pecuários ou silviculturais, por até, no máximo, 5 anos, em até 25% da área produtiva da propriedade ou posse, para possibilitar a recuperação da capacidade do uso do solo;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Manguezal: ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos, sujeitos à ação das marés, formado por vasas lodosas recentes ou arenosas, às quais se associa, predominantemente, a vegetação natural conhecida como mangue, com influência flúvio-marinha, típica de solos limosos de regiões estuarinas e com dispersão descontínua ao longo da costa brasileira, entre os estados do Amapá e Santa Catarina;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Área abandonada: área não efetivamente utilizada ou que não atenda aos índices de produtividade previstos na Lei 8.629/1993, ressalvadas as áreas em pousio;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Área verde urbana: espaços, públicos ou privados, com predomínio de vegetação, preferencialmente nativa, natural ou recuperada, previstos no Plano Diretor, nas Leis de Zoneamento Urbano e Uso do Solo do Município, indisponíveis para construção de moradias, destinados aos propósitos de recreação, lazer, melhoria da qualidade ambiental urbana, proteção dos recursos hídricos, manutenção ou melhoria paisagística, proteção de bens e manifestações culturais;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Faixa de passagem de inundação: área de várzea ou planície de inundação adjacente aos cursos d’água e que permitem o escoamento da enchente;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Áreas úmidas: superfícies terrestres cobertas de forma periódica por águas, cobertas originalmente por florestas ou outras formas de vegetação adaptadas à inundação;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Crédito de carbono vegetal: título de direito sobre bem intangível e incorpóreo, transacionável, após o devido registro junto ao órgão competente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. &lt;strong&gt;CADASTRO AMBIENTAL RURAL (CAR):&lt;/strong&gt; o novo Código Florestal determina a criação do CAR e torna obrigatório o registro para todos os imóveis rurais, em até dois anos. Prevê a disponibilização do cadastro na internet, para acesso público. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;3. ÁREA DE PROTEÇÃO PERMANENTE (APP)&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é considerado APP: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Faixa de proteção de recursos hídricos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 30m para rios com até 10m de largura; 50m para rios entre 10 e 50m de largura; 100m para rios entre 50 e 200m de largura; 200m para rios entre 200 a 600m de largura; e 500m para rios com largura superior a 600m; ‐ Entorno lagoas naturais: 100m na zona rural e 30m em zonas urbanas. ‐ Entorno de reservatórios artificiais: faixa definida na licença ambiental; – Entorno das nascentes: no raio mínimo de 50m; Encostas com declividade superior a 45°; Restingas, fixadoras de dunas/estabilizadoras de mangues; Manguezais, em toda a sua extensão; Bordas dos tabuleiros ou chapadas; Topo de morro com altura mínima de 100m e inclinação média maior que 25°; Altitude superior a 1.800 metros. Vereda, faixa com largura mínima de 50 m. Obs: Não é APP a várzea fora dos limites de mata ciliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regime de proteção de APPs e exceções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supressão de vegetação: somente nas hipóteses de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomposição: proprietário é obrigado a recompor a vegetação, ressalvados os usos autorizados na lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propriedade familiar: é admitida cultura temporária e sazonal em terra de vazante, sem novos desmatamentos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imóveis com até 15 módulos fiscais: admitida, na faixa de mata ciliar, a aquicultura e infraestrutura associada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Área urbana: mata ciliar em rio que delimite faixa de passagem de inundação terá largura fixada pelo plano diretor, ouvido o conselho estadual de meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defesa civil: fica dispensada autorização do órgão ambiental para a execução, em caráter de urgência, de atividades de segurança nacional e obra de interesse da defesa civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encosta: proibida a conversão de floresta nativa situada em áreas de inclinação entre 25º e 45º, sendo permitido o manejo florestal sustentável. Os senadores vedaram permissão, contida no texto da Câmara, para culturas de espécies lenhosas, perenes ou de ciclo longo e atividades silviculturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apicuns e salgados: A produção de camarão e sal poderá ser expandida, desde que a área total ocupada seja de até 10% dos apicuns e salgados existentes em estados do bioma amazônico e de até 35% nos demais estados. Essa regra vale para produções a partir de 2008, uma vez que toda a produção existente até esta data está automaticamente regularizada, nas disposições transitórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. ÁREAS DE USO RESTRITO&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;• Planície pantaneira: permitida exploração ecologicamente sustentável, com recomendações dos órgãos oficiais de pesquisa. Supressões de vegetação nativa condicionadas à autorização do órgão estadual do meio ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Encostas com inclinação entre 25º e 45º: permitido o manejo florestal sustentável e o exercício de atividades agrossilvopastoris, bem como a manutenção da infraestrutura física associada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. RESERVA LEGAL &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;• Delimitação de reserva legal: – Imóvel rural localizado na Amazônia Legal: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) 80% no imóvel situado em área de florestas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) 35% no imóvel situado em área de cerrado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) 20% no imóvel situado em área de campos gerais; – Nas demais regiões do país: 20%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Excepcionalidades para propriedades em área de floresta na Amazônia Legal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Para fins de recomposição, possível redução de reserva legal para até 50% quando o município tiver mais de 50% da área ocupada por unidades de conservação e terras indígenas homologadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Possibilidade de redução da reserva legal para até 50% da área da propriedade quando o estado tiver mais de 65% do seu território ocupado por unidades de conservação e terras indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Para regularização, redução de recomposição para até 50% da propriedade quando indicado por zoneamento ecológico‐econômico (ZEE), nos imóveis com área rural consolidada. Estados terão prazo de cinco anos, a partir da data da nova lei, para a aprovação do ZEE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Cálculo da reserva legal: admitido o cômputo das Áreas de Preservação Permanente (APP) no cálculo do percentual da Reserva Legal do imóvel desde que não implique a conversão de novas áreas; a área a ser computada esteja conservada ou em processo de recuperação; o proprietário ou possuidor tenha requerido inclusão do imóvel no CAR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Proteção e uso: admitida a exploração econômica mediante manejo sustentável, com procedimentos simplificados para pequena propriedade ou posse rural familiar. Será obrigatória a recomposição da reserva legal, em até dois anos, em caso de desmatamento ilegal a partir de 22 de julho de 2008, sem prejuízo das sanções administrativas e penais cabíveis. É obrigatório o registro da reserva legal no CAR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. ÁREAS VERDES URBANAS:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;• Percentual mínimo: 20 metros quadrados de área verde por habitante em novas expansões urbanas. Prefeituras terão até 10 anos para rever plano diretor e leis de uso do solo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Instrumentos para implantar áreas verdes: prioridade na compra de remanescentes florestais; transformação de reserva legal em área verde; exigência de áreas verdes nos loteamentos, empreendimentos comerciais e na implantação de infraestrutura; aplicação de recursos oriundos da compensação ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. INCENTIVO À PRESERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO DO MEIO AMBIENTE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Programa federal: autoriza Executivo federal a criar, em até 180 dias da publicação de lei, programa de incentivo à conservação do meio ambiente e à adoção de tecnologias agropecuárias que combinem aumento de produtividade e proteção florestal. O programa deve seguir critério de progressividade, dando prioridades àqueles que mantiveram áreas protegidas conforme a legislação e depois aos que buscam recuperar APP e reserva legal desmatadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Ação e instrumentos sugeridos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Pagamento por serviços ambientais: remuneração pela manutenção de florestas que resultam em benefícios para a sociedade, como sequestro de carbono, conservação da beleza cênica natural, da biodiversidade, dos recursos hídricos e do solo, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Benefícios creditícios, fiscais e tributários: crédito agrícola com taxa de juros menores e prazos maiores; seguro agrícola em condições melhores; dedução de APP e de reserva legal da base de cálculo do Imposto Territorial Rural (ITR); isenção de impostos para insumos e equipamentos; prioridade em políticas de comercialização; dedução do imposto de renda de parte dos gastos efetuados com a recomposição de matas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Recursos para investimentos: Destinação de pelo menos 30% da arrecadação pelo uso da água para manutenção e recuperação de APP. Investimentos a serem feitos pelas concessionárias de serviços de abastecimento de água e de energia. Utilização de fundos públicos para concessão de crédito para recomposição de APPs e reservas legais desmatadas até 22 de julho de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Conversão de multa: autoriza o governo federal a implantar programa para conversão das multas por desmatamento ilegal para imóveis rurais autuados até 22 de julho de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. AGRICULTURA FAMILIAR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Simplificação das regras: retirada de vegetação em APP e reserva legal para atividades de baixo impacto ambiental será autorizada com simples declaração a órgão ambiental. Para registro da reserva legal de pequenas propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o órgão ambiental ficará responsável pela captação de coordenadas geográficas. Também o licenciamento ambiental será simplificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Cálculo da reserva legal: poderão ser computados plantios de árvores frutíferas, ornamentais ou industriais, cultivadas em consórcio com espécies nativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Manejo florestal: exploração da reserva legal sem propósito comercial independe de autorização dos órgãos ambientais, estando limitada a retirada anual de dois metros cúbicos de madeira por hectare. Com propósito comercial, depende de autorização simplificada do órgão ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Apoio técnico: determina a criação de programa de apoio técnico e de incentivos financeiros, com linhas de financiamento para preservação de vegetação nativa acima dos limites estabelecidos na lei, proteção de espécies ameaçadas de extinção; implantação de sistemas agroflorestal e agrosilvipastoril; recuperação ambiental de APPs e de reserva legal; entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. VALORIZAÇÃO DO PRODUTOR QUE PRESERVA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Barreira ambiental: autoriza a Câmara do Comércio Exterior (Camex) a adotar medidas de restrição às importações de bens de origem agropecuária ou florestal produzidos em países que não observem normas e padrões de proteção do meio ambiente compatíveis com as estabelecidas pela legislação brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Acesso ao crédito: após cinco anos da data da publicação do novo código, os bancos oficiais só concederão crédito agrícola para proprietários rurais que estejam inscritos no CAR e que comprovem sua regularidade legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9B-UQHqc6J4/TuNULNWi4UI/AAAAAAAADSw/_zLtO_IYF3Q/s1600/codigo3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="36" mda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-9B-UQHqc6J4/TuNULNWi4UI/AAAAAAAADSw/_zLtO_IYF3Q/s320/codigo3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;1. REGRAS GERAIS:&lt;/strong&gt; &amp;nbsp; &lt;br /&gt;• Programa de regularização: os estados terão dois anos para criar Programas de Regularização Ambiental (PRAs), cujas normas gerais serão definidas pela União em até 180 dias após a publicação do novo código. O produtor rural deve aderir ao PRA em, no máximo, dois anos e a inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) é condição para participar do programa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Termo de Compromisso: após aderir ao PRA, o produtor assinará um Termo de Compromisso e, a partir de então, não poderá ser autuado por infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008, por desmatamento em APP ou reserva legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Sanções: a partir da assinatura do Termo de Compromisso, ficam suspensas sanções por desmatamento ilegal. Durante a vigência do termo fica suspensa a punibilidade dos crimes previstos na Lei 9.605 de 12 de fevereiro de 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Regularização: Cumpridas as obrigações, as multas serão consideradas como convertidas em serviços ambientais, estando regularizadas as áreas rurais consolidadas. Com a regularização, extingue-se a punibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Área Rural Consolidada: conceito incluído na Câmara, não previsto no código em vigor. Poderão ser regularizadas atividades agrossilvopastoris mantidas em área protegida, existentes em 22 de julho de 2008. A data coincide com a publicação do Decreto 6.514/2008, que define penas para crimes ambientais, previstos na Lei de Crimes Ambientais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. REGRAS PARA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Regra geral - serão autorizadas em APPs atividades agrossilvipastoris, de ecoturismo e turismo rural consolidadas até 22 de julho de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Margens de rios - será obrigatória a recomposição de 15m de mata em rios com largura de até 10m, a partir do leito regular. Para rios maiores, a pequena propriedade deverá recompor entre 30 e 100m. Médias e grandes propriedades seguirão regra dos conselhos estaduais de Meio Ambiente, observado o mínimo de 30m e máximo de 100 m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Nascentes – serão admitidas atividades consolidadas no entorno de nascentes e olhos d’água, sendo obrigatória a recomposição do raio mínimo de 30m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Bacia hidrográfica degradada - a consolidação de atividades rurais dependerá do crivo do comitê de bacia ou conselho estadual de meio ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Encostas e morros – serão admitidas, em encostas com declividade superior a 45°, bordas dos tabuleiros ou chapadas e topo de morros, a manutenção de atividades florestais, culturas de espécies lenhosas, perenes ou de ciclo longo. Pastoreio extensivo apenas em áreas de vegetação campestre natural. Para pequena propriedade é admitida atividades agrossilvipastoris nas bordas de tabuleiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Manguezais – em apicum e salgado, serão mantidas ocupações em 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. REGRAS PARA RESERVA LEGAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Regra geral – regularização de propriedade com área de reserva legal desmatada até 22 de julho de 2008 a partir da recuperação da vegetação, sendo permitido plantio de espécies nativas e exóticas ou da compensação no mesmo bioma. Proprietários que desmataram seguindo lei em vigor à época, ficam dispensados de recomposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Pequena propriedade (até quatro módulos fiscais) – regularização com percentual de reserva legal existente em 22 de julho de 2008.&lt;span style="color: black;"&gt; EcoDebate. - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=96866&amp;amp;codAplicativo=2" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #dc1000;"&gt;Iara Altafin / Agência Senado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-6153806721420713063?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/6153806721420713063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/o-projeto-de-reforma-do-codigo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6153806721420713063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/6153806721420713063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/o-projeto-de-reforma-do-codigo.html' title='O projeto de reforma do Código Florestal em detalhes'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-t-audGkqtVE/TuNVzdcRJWI/AAAAAAAADS4/qpWEIdC9AnI/s72-c/imagesCAMZN06E.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-1539581164379813572</id><published>2011-12-10T10:27:00.000-02:00</published><updated>2011-12-10T10:27:24.167-02:00</updated><title type='text'>Amazônia com menor desmatamento em 23 anos. Com o novo Código, pode aumentar.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6LID5wnQyLw/TuNQHGZIL1I/AAAAAAAADSg/9uOGTD5WVNc/s1600/imagesCA1N7P58.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-6LID5wnQyLw/TuNQHGZIL1I/AAAAAAAADSg/9uOGTD5WVNc/s1600/imagesCA1N7P58.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O desmatamento da nossa parte da floresta amazônica baixou para o menor nível nos últimos 23 anos, em julho desse ano. A declaração é do governo, que atribui a queda a uma maior luta contra a devastação ilegal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que a destruição da porção brasileira da maior floresta tropical do mundo caiu 11%, atingindo 6.236 quilômetros quadrados no período analisado, de 12 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é menos do um quarto da área destruída em 2004, quando o desmatamento para a pecuária extensiva e plantações de soja atingiu seu pico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil reforçou o monitoramento e a polícia na Amazônia, mas a queda nos níveis também se deve à crise econômica mundial, que reduziu a demanda e os preços das importações de produtos primários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhora em 2010 e 2011 mascarou casos complicados em alguns estados, como em Rondônia, onde o desmatamento dobrou. Já no estado fazendeiro do Mato Grosso, o desflorestamento aumentou 20%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Alguns estados ainda são muito sensitivos”, afirma a Ministra do Meio Ambiente, Isabel Teixeira. “Rondônia precisa ser esclarecida, precisamos entender o que causou essa mudança em seu perfil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas grandes hidrelétricas estão sendo construídas em Rondônia, aumentando a economia local e atraindo trabalhadores migrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda no desmatamento talvez regrida devido a aprovação, pelo Senado, da reforma no Código Florestal, que para alguns ambientalistas significa uma diminuição nos esforços de preservação.[Reuters]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-1539581164379813572?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/1539581164379813572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/amazonia-com-menor-desmatamento-em-23.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1539581164379813572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1539581164379813572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/amazonia-com-menor-desmatamento-em-23.html' title='Amazônia com menor desmatamento em 23 anos. Com o novo Código, pode aumentar.'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6LID5wnQyLw/TuNQHGZIL1I/AAAAAAAADSg/9uOGTD5WVNc/s72-c/imagesCA1N7P58.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-829981061281328112</id><published>2011-12-10T10:21:00.000-02:00</published><updated>2011-12-10T10:21:49.821-02:00</updated><title type='text'>Cientistas tiram nova medida do ponto mais profundo do oceano</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aTsXDrREo58/TuNO1NQq22I/AAAAAAAADSQ/uJMheTvVJOc/s1600/57087494_challenger_deep_trench_624-e1323352332325.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" mda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-aTsXDrREo58/TuNO1NQq22I/AAAAAAAADSQ/uJMheTvVJOc/s320/57087494_challenger_deep_trench_624-e1323352332325.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um novo sistema de sondas submarinas, que emitem raios rentes à superfície do fundo do oceano, permitiu à Marinha dos EUA medir os pontos mais profundos da Terra com precisão jamais alcançada antes. A Fossa das Marianas (depressão no Oceano Pacífico e ponto mais baixo conhecido pelo homem), de acordo com a pesquisa, alcança a profundidade de 10.994 metros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A medição foi feita por parte do governo americano, com interesses políticos e econômicos além dos meramente científicos. As técnicas usadas no levantamento, contudo, abrem novas perspectivas para mapeamentos do fundo do mar. A nova tecnologia é baseada em emissão e recepção de feixes de raios por parte dos equipamentos, o que proporciona uma margem de erro inferior a 40 metros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Fossa das Marianas é uma área rebaixada do Oceano Pacífico, como se fosse a parte mais funda de uma piscina. Ela se estende por 2.500 quilômetros, ocupando uma área que está inteiramente a mais de dez mil metros abaixo do nível do mar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A diferença de profundidade, entre certas regiões do oceano, implica em algumas consequências ainda não compreendidas totalmente pelos pesquisadores. Cientistas afirmam, por exemplo, que o surgimento de grandes terremotos e tsunamis pode estar ligado ao choque entre determinadas profundidades além da zona abissal (mais de seis mil metros abaixo do nível do mar).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhum ser humano na história, até hoje, alcançou exatamente o ponto de maior profundidade. Em 1960, dois desbravadores americanos ingressaram na região “macro” da Fossa das Marianas, onde a profundidade já ultrapassava dez mil metros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a pesquisa não fez muitas descobertas fundamentais por falta de mapeamento adequado e equipamentos modernos que os auxiliassem em medições. Os cientistas garantem, no entanto, que uma nova expedição pode trazer resultados muito mais expressivos. Segundo os pesquisadores, é necessário conhecer melhor o fundo do mar. [BBC]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-829981061281328112?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/829981061281328112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/cientistas-tiram-nova-medida-do-ponto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/829981061281328112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/829981061281328112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/cientistas-tiram-nova-medida-do-ponto.html' title='Cientistas tiram nova medida do ponto mais profundo do oceano'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aTsXDrREo58/TuNO1NQq22I/AAAAAAAADSQ/uJMheTvVJOc/s72-c/57087494_challenger_deep_trench_624-e1323352332325.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-1911238623074493014</id><published>2011-12-10T10:13:00.000-02:00</published><updated>2011-12-10T10:13:13.574-02:00</updated><title type='text'>Civilização maia pode ter criado as secas que dizimaram sua população</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6bsIQYfkd-Y/TuNMusaxYjI/AAAAAAAADSI/j2IG12NGbBQ/s1600/mayan-calendar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" mda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-6bsIQYfkd-Y/TuNMusaxYjI/AAAAAAAADSI/j2IG12NGbBQ/s320/mayan-calendar.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os maias prosperaram como uma civilização avançada por diversas gerações, mas a sociedade entrou em colapso entre os séculos VIII e IX. Um novo estudo descobriu que os maias podem ter dado uma mãozinha em seu próprio apocalipse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desmatamento na América Central antes da chegada dos europeus contribuiu para a seca na região, de acordo com uma pesquisa. Os pesquisadores já suspeitavam que a seca contribuiu com o desaparecimento da civilização, embora outros fatores – como conflitos e superpopulação – também podem ter acelerado esse processo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Usando reconstruções vegetais que representam o ambiente de 2 mil anos atrás, pesquisadores da NASA descobriram que o desmatamento de florestas por agricultores maias piorou as condições de seca no ambiente em que a civilização vivia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando as florestas foram desmatadas por agricultores, a maior parte da superfície terrestre ficou exposta. Essa superfície refletia a energia de volta para a atmosfera ao invés de absorvê-la. Com isso, havia menos energia disponível na terra para que o vapor de água pudesse formar nuvens e, portanto, chuva. O resultado disso foi uma queda de 20% no volume de chuvas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com menos chuva, o solo secou e qualquer energia extra ia aquecendo a superfície, em vez de evaporar água. O resultado foi um aumento de 0,5 graus Celsius no solo. A falta chuvas e o aumento de calor foi uma péssima notícia para uma sociedade que dependia de suas terras para sobreviver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pesquisadores compararam a cobertura vegetal durante os anos pré-colombianos e em seguida, após a chegada dos europeus. A invasão europeia destruiu a população em até 90% das áreas. Como as pressões humanas foram reduzidas, as florestas começaram a crescer novamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desmatamento pode ter contribuído com cerca de metade das secas vividas pelos maias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente o desmatamento e as consequentes secas não são inteiramente responsáveis pelo declínio dos maias, mas podem ter influenciado muito com efeitos climáticos negativos no período pré-colonial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os destinos previstos pelos maias ganharam novamente popularidade com os rumores de apocalipse em 2012, previsto no calendário da antiga civilização. Mas especialistas dizem que essas informações são equivocadas, pois o povo maia pensaria que o calendário começaria novamente naquela data, em vez do fim do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, com o desmatamento acontecendo novamente na América Central, não é impossível crer que esse pequeno apocalipse aconteça novamente. [LiveScience]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-1911238623074493014?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/1911238623074493014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/civilizacao-maia-pode-ter-criado-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1911238623074493014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/1911238623074493014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/civilizacao-maia-pode-ter-criado-as.html' title='Civilização maia pode ter criado as secas que dizimaram sua população'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6bsIQYfkd-Y/TuNMusaxYjI/AAAAAAAADSI/j2IG12NGbBQ/s72-c/mayan-calendar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-5257041280302171725</id><published>2011-12-10T10:08:00.000-02:00</published><updated>2011-12-10T10:08:30.171-02:00</updated><title type='text'>Como adaptar as plantas ao aquecimento global</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3PGEaJn70u8/TuNLtsHVNlI/AAAAAAAADSA/MOZw8Q1xl24/s1600/111007-futuretech-plant-localfitness-1230p_photoblog500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="201" mda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-3PGEaJn70u8/TuNLtsHVNlI/AAAAAAAADSA/MOZw8Q1xl24/s320/111007-futuretech-plant-localfitness-1230p_photoblog500.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poucas pessoas pensam nisso, mas toda a agricultura humana que existe hoje é baseada no clima que temos atualmente. Assumindo que a teoria de mudanças climáticas no futuro esteja correta, como as plantações poderão sobreviver ao aumento da temperatura na Terra? A resposta, de acordo com cientistas finlandeses, está na genética. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os estudos foram conduzidos por pesquisadores da Universidade de Oulu (Finlândia), que se perguntaram se poderemos manter uma dieta equilibrada com os gêneros alimentícios disponíveis daqui a várias décadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você certamente já ouviu falar na drosófila, ou mosca-de-fruta, um inseto que quase sempre é usado em estudos de genética. Trata-se de um “organismo modelo” para estudos do DNA. No reino vegetal, um organismo modelo recorrente nesses estudos é a Arabidopsis thaliana, espécie na qual os cientistas finlandeses focaram. O que eles pretendem, de maneira geral, é codificar o gene desse vegetal, para identificar que pontos do DNA podem ajudar a planta a se adaptar a um novo clima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em uma pesquisa semelhante, da Universidade Brown (em Providence, Rhode Island, nos EUA), os cientistas descobriram que em cada clima, no continente europeu, existe uma parte diferente do gene que controla a adaptabilidade. A famosa “seleção natural”, portanto, nada mais é do que uma predisposição genética.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os cientistas esperam que isso possa ser usado como base, no futuro, para montar uma planta perfeitamente adaptável. Coletando uma parte específica de cada gene, o resultado final poderia ser um vegetal que cresce bem em qualquer temperatura. Mas isso ainda é algo no campo da suposição. [MSN]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1458177601300928372-5257041280302171725?l=cesaratorres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesaratorres.blogspot.com/feeds/5257041280302171725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/como-adaptar-as-plantas-ao-aquecimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5257041280302171725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1458177601300928372/posts/default/5257041280302171725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesaratorres.blogspot.com/2011/12/como-adaptar-as-plantas-ao-aquecimento.html' title='Como adaptar as plantas ao aquecimento global'/><author><name>César Augusto Torres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08458983225306677814</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-yL4z3qUmADo/TgawN1CiYpI/AAAAAAAAC0I/6WK0GbOsa2c/s220/SDC11757.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3PGEaJn70u8/TuNLtsHVNlI/AAAAAAAADSA/MOZw8Q1xl24/s72-c/111007-futuretech-plant-localfitness-1230p_photoblog500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1458177601300928372.post-3618130023937260880</id><published>2011-12-10T09:59:00.000-02:00</published><updated>2011-12-10T09:59:25.725-02:00</updated><title type='text'>Entenda as principais polêmicas do Código Florestal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_mi1uSFfETM/TuNJkxZ-o6I/AAAAAAAADR4/enECNy7bijE/s1600/imagesCAFRI4YC.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-_mi1uSFfETM/TuNJkxZ-o6I/AAAAAAAADR4/enECNy7bijE/s1600/imagesCAFRI4YC.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após dezenas de emendas e debates em comissões, o Senado deve aprovar nesta quarta-feira o novo Código Florestal, que determina como será a exploração das terras e a preservação das áreas verdes do país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O novo texto foi apresentado pelo senador Jorge Viana (PT-AC), relator do projeto na Comissão do Meio Ambiente (CMA), que deve analisar a proposta antes da votação no plenário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Código já havia sido aprovado na Câmara em maio, com um projeto do então deputado e hoje ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). No entanto, como essa proposta sofreu diversas modificações até ser votada no Senado, ela voltará para a avaliação dos deputados e, só depois disso, passará pela sanção presidencial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dos debates iniciais entre ambientalistas, ruralistas e acadêmicos às recentes discórdias nas comissões do Senado, entenda as principais polêmicas que vêm rondando o novo Código Florestal:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é o Código Florestal? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criado em 1965, o Código Florestal regulamenta a exploração da terra no Brasil, baseado no fato de que se trata de um bem de interesse comum a toda a população.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A legislação estabelece parâmetros e limites para preservar a vegetação nativa e determina o tipo de compensação, como reflorestamento, que deve ser feito por setores que usem matérias-primas, assim como as penas para os responsáveis por desmate e outros crimes ambientais relacionados. A elaboração do Código durou mais de dois anos e foi feita por uma equipe de técnicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é a proposta do novo Código Florestal? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que foi apresentado pela primeira vez, o projeto de lei sofreu diversas modificações. As principais diferenças entre a nova legislação e o código em vigor dizem respeito à área de terra em que será permitido ou proibido o desmate, ao tipo de produtor que poderá fazê-lo, à restauração das florestas derrubadas e à punição para quem já desmatou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que o atual precisa ser alterado? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ambientalistas, ruralistas e cientistas concordam que esta é uma necessidade para adaptar as leis nacionais à realidade brasileira e mundial. O atual foi modificado várias vezes por decreto e medidas provisórias e seria necessário algo mais sólido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das urgências citadas pelos três grupos é a necessidade de incluir incentivos, benefícios e subsídios para quem preserva e recupera a mata, como acontece na maioria dos países que vêm conseguindo avançar nessa questão ambiental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quais as principais diferenças entre o projeto do senador Jorge Viana, apresentado no Senado, e o de Aldo Rebelo, votado na Câmara?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em linhas gerais, o substitutivo de Viana detalha definições importantes no debate, como o que constitui uma agricultura familiar e quais atividades podem ser exploradas em determinadas áreas protegidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, há novas normas propostas, como a criação de incentivos em troca de serviços ambientais, e mudança de alguns pontos, como a recomposição das Áreas de Preservação Permanente, as chamadas APPs.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual a avaliação que ruralistas fazem dessas mudanças? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Líderes da bancada rural apresentaram restrições, como defender que todas as pequenas propriedades possam receber os benefícios previstos no Código e não apenas aquelas que se encaixam no conceitos de agricultura familiar, ou seja, no qual apenas membros da família trabalham.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de restrições como essas, os representantes desse setor comemoraram, já que acreditam que o Código em vigor atrapalha o desenvolvimento do país por ter sido criado quando agricultura e pecuária tinham baixa produtividade. Por isso, defendem as alterações para que haja mais terra para ampliar a produção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A expectativa é a de que vamos conseguir aprovar (o texto) e superar mais uma etapa desse calvário, para que muitos agricultores pressionem parar mudar essa lei, que tão mal faz o país", disse Assuero Veronez, vice-presidente do CNA, à BBC Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que dizem ambientalistas e acadêmicos? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa parte das ONGs de defesa do meio ambiente e especialistas na área rebatem a tese dos ruralistas, afirmando que as terras já exploradas são suficientes para dobrar a produção, e que basta aprimorar a eficiência nas lavouras e nos pastos por meio de tecnologia e uso sustentável na agricultura e pecuária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para eles, as mudanças no Código abrem brechas para aumentar o desmatamento e podem por em risco serviços ambientais básicos, como o ciclo das chuvas e dos ventos, a proteção do solo, a polinização, o controle natural de pragas, a biodiversidade, entre outros. Esse desequilíbrio prejudicaria 
