VOCE É NOSSO VISITANTE N°

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Fundação SOS Mata Atlântica lança o estudo ‘Unidades de Conservação Municipais da Mata Atlântica’


A Fundação SOS Mata Atlântica acaba de lançar o estudo “Unidades de Conservação Municipais da Mata Atlântica”, o primeiro trabalho feito no país sobre essas áreas protegidas nas cidades do bioma. O levantamento, divulgado hoje no Fórum Brasil de Gestão Ambiental, em Campinas (SP), revela a existência de mais de mil Unidades de Conservação (UCs) municipais na Mata Atlântica e nos ambientes costeiros e marinhos.
As análises se concentraram em 934 UCs municipais, já que 153 têm lacunas de informação. As UCs analisadas estão distribuídas em 428 municípios, que equivalem a pouco mais de 3 milhões de hectares. Da amostra total, 914 UCs estão em áreas da Mata Atlântica e ecossistemas associados (2,8 milhões de hectares) e 20 estão em áreas marinhas (132,3 mil hectares).
Até esta etapa da análise, realizada entre fevereiro de 2015 e março de 2017, o estudo investigou 559 municípios da Mata Atlântica, que respondem por 20% das municipalidades totalmente inseridas no bioma e 16% dos municípios existentes em seu domínio. O ponto de partida foi o mapa da área de aplicação da Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428, de 2006).
Foram consideradas as UCs em conformidade com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), além daquelas com proteção oficial e características similares a alguma categoria de manejo, embora, por algum motivo, ainda não tenham sido adequadas ao SNUC.
“A Mata Atlântica possui 3.429 municípios e mais de 72% da população vive nesse bioma. As Unidades de Conservação municipais têm um papel muito importante para conservar a biodiversidade e prover serviços ambientais essenciais para a sociedade, como água em quantidade e qualidade e a manutenção do nosso microclima. Há um potencial enorme para fortalecimento da atuação local e, por este motivo, essa agenda é uma nova prioridade institucional”, afirma Marcia Hirota, diretora-executiva da SOS Mata Atlântica.
O levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica indica seis fatores principais que motivam a criação de UCs municipais pelas prefeituras: proteção de remanescentes da vegetação nativa e da paisagem natural; uso público para lazer, recreação e ecoturismo; educação ambiental; pesquisa sobre a biodiversidade; proteção de espécies raras, endêmicas e ameaçadas de fauna e de flora e proteção de recursos hídricos.
O Parque Natural Municipal (PNM) Montanhas de Teresópolis é um bom exemplo da importância das UCs municipais para a preservação de remanescentes da Mata Atlântica. Criada em 2009 como contraponto à exploração irregular de granito na região, integra o Mosaico de Unidades de Conservação do Corredor Central Fluminense, uma das áreas mais ricas em biodiversidade da Mata Atlântica. Ao fazer conexão com outras duas importantes UCs, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e Parque Estadual dos Três Picos, esse PNM contribui para proporcionar um cinturão de proteção não só para Teresópolis, mas também para os municípios vizinhos de Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto.
“Observamos muitas inovações e esperamos que outros municípios possam se inspirar nelas para avançar com esse mecanismo de proteção ambiental em seus territórios. Um aspecto importante é que mais da metade das unidades de conservação municipais registradas estão inseridas ou próximas da malha urbana dos municípios. Isso abre uma nova perspectiva para a reconexão entre as pessoas e os ambientes naturais e o fortalecimento do elo entre o meio ambiente conservado e o bem-estar da população”, diz Luiz Paulo Pinto, pesquisador responsável pelo estudo, mestre em ecologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mais de 25 anos de experiência em trabalhos com ONGs ambientais.
O estudo foi realizado com o apoio do Bradesco Cartões, do Bradesco Seguros, do Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo e da Repsol Sinopec Brasil.
Unidades invisíveis
O estudo também faz um alerta para a precariedade do acesso e disponibilidade de informações oficiais sobre as UCs por parte do poder público. Isso porque somente 28% das UCs municipais contam com algum tipo de informação nos sites das prefeituras. Mesmo as unidades que fornecem dados o fazem de forma incompleta.
“Essas unidades estão praticamente invisíveis no sistema. É necessário ampliar o conhecimento sobre essa rede de proteção para que as UCs municipais possam efetivamente fazer parte da estratégia de proteção da biodiversidade da Mata Atlântica”, afirma a gerente de Áreas Protegidas da Fundação SOS Mata Atlântica, Erika Guimarães.
Esse gargalo no fornecimento de informações mostra a necessidade de um grande esforço para as prefeituras registrarem as UCs no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação do Ministério do Meio ambiente (CNUC/MMA), pois apenas 211 das UCs, ou 23% do total levantado, estão cadastradas nesse sistema.
Foram registradas UCs municipais em 15 dos 17 estados da Mata Atlântica. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, juntos, concentram 82,6% da área e 70,3% da quantidade total de UCs no bioma. Minas Gerais tem mais da metade da área total protegida (56%) e maior quantidade de municipalidades com UCs (156).
O Rio de Janeiro, por sua vez, tem a maior proporção e capilaridade da cobertura dessa rede de proteção. Segundo o estudo, pelo menos 83,7% dos municípios fluminenses abrigam 305 UCs municipais, ou o correspondente a 33,4% das unidades do bioma. Das 20 UCS marinhas, nove estão no Rio de Janeiro.
Os resultados desse trabalho contribuem para evidenciar a dimensão dessa rede de proteção local. Os números são surpreendentes e mostram a importância das unidades de conservação municipais para proporcionar mais capilaridade nas ações de conservação de uma região de grande complexidade socioeconômica e enorme riqueza natural. A expectativa é que possamos lançar as bases para o desenvolvimento de uma estratégia de conservação da Mata Atlântica amplificado e integrado, mais duradouro, valorizando e disseminando a experiência dos municípios na sustentabilidade do ambiente urbano e rural.
Para ler a íntegra do estudo, clique aqui.
Informe da Fundação SOS Mata Atlântica, in EcoDebate

Escolas de todo o país vão divulgar vídeos sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Brasília-O escritório PNUD no Brasil realiza cerimônia de hasteamento da bandeira dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, adotados pelos 193 países-membros da ONU (Antonio Cruz/Agência Brasil)


Com linguagem acessível e uma proposta de atividades lúdicas, oito vídeos sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável assumidos por diversos países, entre eles os Brasil, serão apresentados em salas de aula de todo o país. A iniciativa, lançada ontem (13) em Manaus, é uma parceria do Ministério da Educação (MEC) com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Ministério de Meio Ambiente.
Os vídeos tem curta duração, de 4 a 10 minutos, e são voltados para estudantes de 7 a 11 anos, do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental.
“É muito importante para o desenvolvimento de uma sociedade que tenha consciência, que preserve, que se desenvolva de forma sustentável, olhar para a base da nossa sociedade, que são as nossas crianças”, disse o secretário de Educação Básica do MEC, Rossiele Soares, no lançamento dos vídeos. Segundo o secretário, o objetivo da iniciativa é levar essa discussão para a sala de aula, apoiando o professor, para que o aluno tenha consciência da importância da água, do desenvolvimento de uma sociedade que consuma menos, porque isso impacta diretamente o meio ambiente.
O debate do assunto nas escolas é uma forma de ajudar o país a alcançar os 17 objetivos e 169 metas de desenvolvimento sustentável definidos em setembro de 2015 durante um evento da ONU. Esses objetivos, que devem ser cumpridos até 2030, abrangem várias áreas, inclusive a da educação. “A educação é uma área que permeia todos os objetivos: meio ambiente, desenvolvimento sustentável, melhores condições de saúde”, ressaltou a coordenadora de Educação e Cultura da Unesco Brasil, Rebeca Otero.
Rebeca disse que os vídeos alcançarão novos públicos, como as crianças, fazendo com que conheçam  e compreendam o alcance dessas metas, que poderão ser atingidas no decorrer dos anos.
A diretora do Departamento de Produção e Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Raquel Breda, destacou que o material disponibilizado explica de forma didática os objetivos com foco na conscientização da comunidade escolar sobre a temática.
“Os vídeos vão ajudar a traduzir para as crianças o que significam os objetivos e metas de desenvolvimento sustentável na vida prática, mostrando como elas podem contribuir, assim como os professores, os gestores públicos”, ressaltou Raquel. As crianças vão saber que cada ator tem um papel e precisam entender qual é esse papel dentro de um conjunto de ações para ajudar o país e o mundo inteiro a alcançarem esses objetivos”, acrescentou.
Os vídeos têm versão em português, espanhol e inglês. Há também material de apoio para os professores. Por Bianca Paiva, da Agência Brasil, in EcoDebate

As 9 plantas mais perigosas do mundo

Normalmente, não pensamos em plantas como organismos particularmente assustadores. Mas esse artigo definitivamente vai mudar a sua cabeça.
Esqueça uma ou outra hera venenosa ou planta carnívora que você acha que estará nesta lista. Vamos falar aqui de organismos que podem realmente te matar. Confira:

Aconitum napellus ou acônito

Ela é bonita e parece inofensiva, mas todas as partes desta planta são venenosas.
Antigamente, ela era usada por povos tribais nas pontas de flechas para matar lobos, e por isso também é chamada de mata-lobos.
Um jardineiro de 33 anos alegadamente morreu depois de tocar (ou possivelmente comer) a planta em 2014, segundo o portal BBC. Se ingerido, o acônito pode causar vômitos, diarreia e entorpecimento.

Ricinus communis ou mamona

As mamonas são ricas em ricina, cujos efeitos no ser humano podem ser péssimos. Os sintomas da sua ingestão incluem irritação do estômago, vômitos, diarreia sangrenta, dor abdominal, aumento da frequência cardíaca, baixa pressão arterial, transpiração profusa, colapso, convulsões e morte dentro de alguns dias, de acordo com o professor de biologia Tom Ombrello.
A exposição não intencional a planta é difícil, o que é uma boa notícia. No entanto, um indivíduo já foi parar no hospital por uma semana depois de inalar fumaça que continha compostos de mamona, por conta de um incêndio em seu jardim.

Cicuta ou abioto

Cicuta é um gênero de plantas que compreende quatro espécies muito venenosas. Elas são nativas das regiões temperadas do Hemisfério Norte, especialmente da América do Norte.
Se você ingeri-las, essas plantas podem causar convulsões que podem levar à morte.

Datura stramonium ou figueira-do-demo

Essa planta tem muitos nomes, entre eles trombeteira, figueira-do-demo, figueira-do-diabo, figueira-do-inferno e figueira brava.
Ou seja, coisa boa ela não é. Reza a lenda que o envenenamento que vem da ingestão da figueira-do-demo deixa as pessoas loucas. Os pesquisadores confirmaram que esse ditado é verdade.
Um estudo de 2006 identificou quatro adolescentes canadenses que ingeriram a planta de propósito para experimentar seus efeitos alucinógenos. Todos acabaram no hospital agressivos e combativos, e tiveram de ser sedados. Três tiveram que ser contidos porque representavam um perigo para si e para a equipe médica.
Existem também relatos de pessoas que entraram em coma ou morreram depois de beber um chá feito com as folhas desta planta.

Dendrocnide moroides ou ferrão do mato

Essa planta, conhecida por nomes como picada de mato, ferrão gympie, ferrão do mato e outros é nativa da Austrália e coberta por pequenos ferrões venenosos que parecem pelos.
Se esses “pelos” ficarem presos em sua pele, eles podem continuar a causar dor severa por vários meses (dor do tipo que faz uma pessoa até vomitar).
O tratamento recomendado é tão ruim quanto os sintomas. O cientista Hugh Spencer disse à Australian Geographic que é preciso lavar a área atingida com ácido clorídrico e, em seguida, usar cera para remover todos os pelos venenosos.

Heracleum mantegazzianum ou urtiga gigante

A seiva desta planta pode causar erupções cutâneas, bolhas, cicatrizes permanentes e até cegueira. Ou seja, o contato com ela é uma péssima ideia.
Listada como uma “erva daninha nociva” nos EUA por causa de sua toxicidade, a planta, que pode crescer até seis metros de altura, é bastante semelhante a outras comuns, de forma que é preciso ficar esperto para não tocá-la sem querer.

Actaea pachypoda ou erva-de-São-Cristóvão

As bagas brancas desta planta parecem globos oculares assustadores, por isso, um de seus nomes comuns também é “olhos de boneca”.
Essas bagas são extremamente venenosas, no entanto. Se você as ingerir, suas toxinas cardiogênicas podem ter um efeito sedativo imediato no seu coração, levando à parada cardíaca e à morte.
Muitos animais evitam a planta, e os seres humanos também deveriam.

Aristolochia clematitis ou papo-de-peru

Essa planta é comumente usada na medicina tradicional, embora possa causar insuficiência renal. É por isso que a Administração de Drogas e Alimentos dos EUA lançou um aviso advertindo os consumidores que os “medicamentos” com ácido aristolóquico podem causar esse efeito colateral.
As raízes e o caule da planta estão cheios deste ácido e, portanto, são venenosos. O melhor a se fazer é evitar ingeri-los.

Hippomane mancinella ou mancenilheira

A mancenilheira é encontrada em toda a América Central e no sul dos Estados Unidos. Em espanhol, também é conhecida como “árvore da morte”. Isso porque você pode morrer se comer sua fruta, que se parece com uma maçã pequena.
Sua seiva também pode causar bolhas dolorosas. E queimar a planta pode causar cegueira temporária. Basicamente, todas as partes dessa árvore são perigosas – fique longe. [BusinessInsider]

A mesma razão pela qual não encontramos aliens implica que os humanos podem ser extintos muito antes do que pensamos: “muito mais morte está a caminho”



As mudanças climáticas não controladas eventualmente levarão a uma devastação generalizada na Terra. Os mares em ascensão inundarão cidades costeiras como Miami e o Rio de Janeiro, o calor abrasador aumentará a mortalidade humana e os oceanos ácidos se tornarão inóspitos para peixes e corais, deixando pequenas e emborrachadas massas de medusas. Essas consequências da atividade humana podem ser o que impede a nossa civilização de avançar para além da Terra. 

Em um cenário particularmente extremo, elas poderiam até acabar nos dizimando a nossa vida. Isso pode parecer improvável, mas é a resposta que alguns cientistas estão dando a uma pergunta de anos: por que ainda não encontramos vida alienígena inteligente?

O paradoxo de Fermi

Vivemos em uma galáxia com entre 100 bilhões e 400 bilhões de estrelas, cada uma potencialmente cercada por planetas. Até recentemente, pensávamos que havia cerca de 200 bilhões de galáxias em nosso universo observável, cada uma contendo centenas de bilhões de estrelas e trilhões de planetas, mas novas pesquisas da NASA indicam que provavelmente há pelo menos 10 vezes mais.
Mesmo considerando que os planetas habitáveis ​​são raros e que a vida é extremamente improvável de surgir, esses números incompreensíveis sugerem que deve haver vida inteligente fora da Terra, em algum lugar do universo. Se apenas 0,1% dos planetas potencialmente habitáveis ​​em nossa galáxia abrigassem vida, haveria um milhão de planetas com vida.
Então, como o físico vencedor do Prêmio Nobel Enrico Fermi perguntou a respeito dos nossos vizinhos alienígenas: “Onde estão?”
Por que não ouvimos falar de alienígenas ou descobrimos alguma evidência de sua existência? Essa questão é conhecida como o paradoxo de Fermi, e há várias respostas potenciais (a maioria é bastante desconcertante). Uma hipótese é que antes que a vida inteligente possa se espalhar além do seu planeta original para outros planetas próximos, ela se depara com uma espécie de “Grande Filtro”.
Como o filósofo Nick Bostrom explica, essa ideia sugere que existem várias “transições ou etapas evolutivas” que a vida em um planeta terrestre tem que alcançar antes que ela possa se comunicar com civilizações em outros sistemas estelares. Mas um obstáculo ou barreira pode tornar impossível que uma espécie inteligente, como a nossa, passe por todos esses passos. Isso explicaria por que não ouvimos ou vimos qualquer outra forma de vida.
“Você começa com bilhões e bilhões de pontos de germinação potenciais para a vida, e você acaba com uma soma total de zero civilizações extraterrestres que podemos observar. O Grande Filtro deve, portanto, ser suficientemente poderoso – ou seja, as etapas críticas devem ser improváveis o suficiente – que mesmo com muitos bilhões de dados jogados, não temos nada: sem alienígenas, sem espaçonaves, sem sinais, pelo menos, nenhum que possamos detectar”, diz Bostrom.

Grande Filtro dos Humanos

As mudanças climáticas causadas pelo desenvolvimento da civilização avançada poderiam muito bem ser esse filtro no nosso caso. David Wallace-Wells sugeriu esta possibilidade na New York Magazine:
“Em um universo de muitos bilhões de anos, com sistemas estelares separados tanto pelo tempo quanto pelo espaço, as civilizações podem surgir e se desenvolver e se destruírem simplesmente muito rápido para se encontrar umas às outras”.
“Peter Ward, um paleontologista carismático entre os responsáveis ​​por descobrir que as extinções em massa do planeta foram causadas por gases de efeito estufa, chama isso de “Grande Filtro”: ‘as civilizações se elevam, mas há um filtro ambiental que faz com que elas morram e desaparecem de maneira muito rápida’, ele me disse. Se você olha para o planeta Terra, a filtragem que tivemos no passado foi nessas extinções em massa”, sugere. “A extinção em massa em que estamos vivendo apenas começou, muito mais mortes estão chegando”.
Os cientistas atualmente estão debatendo se estamos agora no meio do sexto evento de extinção em massa da Terra ou chegando nele. De qualquer forma, a situação é terrível – os riscos para a existência colocados pelo pior cenário de mudança climática são reais. Se esses riscos se tornarem suficientemente sérios para atuarem como o Grande Filtro dos humanos, pode ser muito tarde para nos comunicarmos com alguém em nosso universo. [Business Insider]

Primeiro ônibus elétrico, alimentado por baterias, produzido no Brasil circulará pelas ruas de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo apresentou na sexta-feira (14) um ônibus elétrico, alimentado por baterias, com capacidade para transportar 84 passageiros e com até 300 quilômetros de autonomia. O veículo foi totalmente construído no Brasil. As baterias são de fosfato de ferro e levam de quatro a cinco horas para serem carregadas. A linha em que o ônibus circulará ainda não foi definida e a previsão é a de que o veículo entre em operação até o dia 31 de julho, após passar por fiscalizações feitas pela SPTrans (São Paulo Transporte – empresa que faz a gestão do transporte público na capital paulista).

Primeiro ônibus elétrico, alimentado por baterias, produzido no Brasil circulará pelas ruas de São Paulo
Foto: Prefeitura Municipal de São Paulo
O ônibus têm ainda motores elétricos embutidos nas rodas e sistemas auxiliares hidráulicos e pneumáticos, integrados por meio de uma rede de controle. Esse mecanismo faz com que, em aceleração, o sistema consuma energia das baterias tradicionais e nos momentos de frenagem o sistema de tração transforme a energia dessas baterias em energia elétrica, que fica armazenada nas mesmas baterias.
O chassi é feito pela empresa chinesa BYD, que instalou uma fábrica em Campinas (SP) há dois anos em meio. A carroceria é da Caio, que também funciona no interior de São Paulo. A capacidade de produção anual da BYD é de 400 carros por ano.
Segundo o prefeito de São Paulo, João Doria, a implantação dos ônibus elétricos está dentro do plano de governo da prefeitura de promover a redução de emissões poluentes. “Esse modelo emissão zero e baixo nível de ruido, também é equipado com ar-condicionado. O modelo atende ainda a todas as exigências de acessibilidade como piso baixo, rampas de acesso e espaço para cadeiras de rodas, wi-fi e tomadas USB”, disse Doria.
Segundo o secretário Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT), Sérgio Avelleda, o veículo é o que há de mais moderno em termos de ônibus elétricos em operação em outros países, como os Estados Unidos e a China. “Isso faz parte do plano de governo apresentado para a transformação do nosso sistema de ônibus. Na licitação, já anunciamos, vamos contribuir para que ao longo do próximo contrato, as empresas reduzam paulatinamente as emissões que provocam doenças respiratórias, envelhecimento precoce e um clima global indesejável”, disse.
A prefeitura pretende discutir com a Câmara Municipal a alteração da legislação vigente para a adequação do sistema de ônibus para veículos classificados pelo secretário como mais saudáveis. “Quero ressaltar que estamos estudando trocar os 60 ônibus a diesel para elétricos e instalar placas foto voltaicas na garagem para que durante o dia o sol gere energia elétrica que vai alimentar os ônibus que vão circular pela cidade de São Paulo”.
Por Flávia Albuquerque, da Agência Brasil, in EcoDebate

sábado, 10 de junho de 2017

10 intrigantes fatos sobre a água da Terra



Se alguém pergunta: “qual é a substância mais importante que existe?”, a resposta mais óbvia é “a água”. Não só ela é diretamente responsável pela nossa existência, como perfaz a maior parte do corpo humano – precisamos dela para sobreviver.

Com base em quão abundante parece ser, é fácil esquecer que na maioria das vezes é um dos recursos mais escassos (pelo menos quando se trata de água potável), ainda mais quando deixamos a atmosfera da Terra rumo a imensidão do espaço.
Confira uma lista com alguns dos fatos mais interessantes sobre esse líquido e o papel que desempenha em nosso planeta:

10. A Terra não tem tanta água quanto provavelmente você acha que tem


É fato que mais de 70% da superfície da Terra é coberta por água; o Oceano Pacífico, sozinho, cobre metade do globo. No entanto, na maior parte da superfície, ela não passa de uma película relativamente fina.

Um estudo recente publicado pela U.S. Geological Survey (Serviço Geológico dos EUA) mostra que se reuníssemos toda a água da Terra (oceanos, rios, lagos, lenções freáticos e calotas de gelo) em uma única esfera, ela teria um diâmetro de 1.384 km, um pouco mais que a distância do Rio de Janeiro – RJ a Salvador – BA, ou o tamanho de um planeta anão como o Sedna (um dos muitos objetos trans-netunianos), e teria um volume de 1,386 bilhão de quilômetros cúbicos.

Além disso, a quantidade de água doce é muito menor: sua esfera teria um diâmetro de 272,8 km – 4 vezes menor em diâmetro e 50 vezes menor em volume. Essa segunda esfera inclui as geleiras. A terceira esfera, com apenas lagos de água doce e rios, teria uns 90 km de diâmetro.

9. A lua Europa tem mais água que a Terra


Antigamente, os astrobiólogos achavam que a Terra era a maior fonte de água do sistema solar, algo hoje reconhecido como falso.
Quando na década de 90 a sonda Galileu investigou o sistema de luas de Júpiter, descobriu que uma delas tinha uma massa de água maior que o esperado. A notícia repercutiu pelo mundo e, de uma gélida lua, Europa se tornou uma sensação no mundo dos astrobiólogos como potencial morada para a vida extraterrestre.
Sua água está na forma de uma espessa crosta de gelo rachada, onde podem se formar lagos subglaciais perto da superfície, parecidos com o famoso lago Vostok, explorado na Antártida. E os estudos indicam também um oceano colossal de água líquida abaixo da crosta de gelo.
Mesmo sendo menor que a lua e umas 50 vezes menor que a Terra, toda a água de Europa daria uma esfera de 1.754 km, duas a três vezes maior que toda a massa líquida da Terra.
Outros mundos parecem ter ainda mais. Titã, lua de Saturno, teria uma massa maior de água que a Terra e Europa, enquanto o planeta Netuno poderia ter em seu manto uma massa colossal de vários planetas Terras em forma de água, segundo modelos teóricos para a estrutura dos gigantes gasosos distantes.
No sistema solar exterior, a presença de água em mundos como luas e planetas anões não é uma pequena fração como na Terra, mas tão ou mais substancial que a própria rocha.

8. Nosso abastecimento de água veio provavelmente de cometas e asteroides

Não temos uma resposta exata sobre a origem da água na Terra, mas o modelo científico mais aceito indica que ela veio por um bombardeio de cometas.
Neste cenário, a primeira parte da história é que muito de nosso abastecimento de água existiu no período de formação dos planetas, quando o material que os compõe começou a se fundir no disco protoplanetário do sistema solar em formação ao redor do jovem sol.
Enquanto planetas rochosos se formavam no sistema solar interior, o calor das rochas fundidas teria feito todas as massas de água evaporarem e escaparem da gravidade para o espaço, se aglutinando na forma de cometas e asteroides – no fim, a gravidade dos planetas se encarregou de arremessá-los para longe do espaço planetário, onde permaneceram inertes por bilhões de anos.
A segunda parte vem no Intenso Bombardeamento Tardio, quando um fenômeno gravitacional iniciou um processo de envio de muitos desses objetos gelados na direção do sistema solar interior, tendo muitos deles caído na Terra. Com isso, uma massa imensa de água se formou em nosso planeta, com a ajuda da pressão atmosférica da Terra.
Boa parte dos materiais orgânicos daqui provavelmente vieram para a Terra da mesma maneira, dando origem à vida.

7. Micrometeoritos caem na Terra sobre a forma de chuva

Estima-se que em torno de 10 mil toneladas de micrometeoritos caem na Terra todos os dias, sendo muitos deles pequenos pedaços de rocha por vezes com pequenas frações de ferro, que cruzam nosso caminho.
Acredita-se que a maioria desses pequenos viajantes, que consiga sobreviver ao atrito com a atmosfera que incinera objetos entrantes, acaba ficando presos na atmosfera superior e passe realmente a fazer parte dela. Em um dado momento, eles se misturam com o vapor de água, aglomerando-se e depois caindo sobre a superfície na forma de chuva.
Então, na próxima vez que molhar-se numa chuva de verão, saiba que pode estar em contato com bilhões de pequenas partículas de poeira estelar, restos da formação planetária, talvez pedacinhos de Marte ou da lua.

6. Há mais de 10^30 vírus nos oceanos do mundo

Através de sua pesquisa, Curtis Suttle (da Universidade de British Columbia) passou um tempo significativo a contar fisicamente o número de vírus localizados em várias partes do oceano. Em última análise, ele concluiu que cada litro de água do mar contém cerca de 3 bilhões de vírus. Considerando o fato de que os geólogos estimam que o oceano contém cerca de 1,3×1021 litros de água, devemos ter cerca de 4 E 30 (4 seguido de 30 zeros) vírus ao todo.
Uma curiosidade é que se pudéssemos empilhar esse número colossal de seres microscópicos, cobriríamos algo como 10 milhões de anos-luz – uma medida mais que astronômica, galáctica. Uma ano-luz equivale a 9,46 trilhões de km. A nossa galáxia, a Via Láctea, tem 100.000 anos-luz de diâmetro. 10 milhões de anos-luz daria o diâmetro do Grupo Local de Galáxias, que abrange 35 galáxias, entre elas a nossa.

5. A vida pode sobreviver em regiões “inabitáveis” do fundo do mar

A maioria de nós mantém uma boa ideia das variáveis necessárias para nossa sobrevivência – água, alimentos, oxigênio, luz solar… – tudo isso geralmente considerado imperativo para a nossa forma de vida.
Imagine a surpresa dos biólogos quando vida foi descoberta ao explorarem alguns dos mais profundos lugares de nosso planeta, onde as condições são mais adversas que quaisquer outras localidades já vistas.
As formas de vida encontradas são comparáveis a potenciais formas alienígenas. Algumas delas, como os vermes-tubo, são criaturas de três metros de comprimento, sem olhos, bocas ou intestinos. Outros, como bactérias que forma encontradas dentro de fontes hidrotermais, vivem a mais de 2.000 metros abaixo do nível do mar – onde não só há ausência de luz solar, como a pressão é substancialmente maior do que se poderia experimentar na superfície, e as temperaturas podem exceder os 400 graus Celsius. Para sobreviver, algumas formas de vida extraem energia a partir do sulfeto de hidrogênio proveniente das fontes hidrotermais, num processo chamado “síntese química”.
Na parte mais profunda do oceano, na Fossa das Marianas, além de outros seres foi encontrada uma peculiar ameba gigante, com 10 centímetros. Esses seres vivem a quase 11 quilômetros de profundidade com uma pressão 1.100 vezes maior que a da atmosfera ao nível do mar.
A vida nesses estremos obscuros tem sido uma grande esperança para a procura por formas de vida extraterrestre em mundos com oceanos obscuros como Europa, a lua de Júpiter citada no item 9.

4. Há mais moléculas em um litro de água que litros de água no oceano

Se você despejasse uma garrafa de água no oceano, e viajasse para o outro lado do mundo para pegar água do oceano com essa mesma garrafa, qual a chance de pegar ao menos uma molécula da mesma água que despejou anteriormente? Provavelmente nula, dada a imensa quantidade de água em um oceano.
Na verdade, as chances são muito boas (na casa dos dígitos quádruplos) de que você não só encontre uma molécula idêntica de água: cerca de 8.000 exatamente. Mas como?
Um litro de água tem um monte de moléculas nele. Na verdade, há mais moléculas em um litro de água do que litros de água em todos os oceanos da Terra. Por conta disso, as chances são boas de encontrar não apenas uma, mas dígitos quádruplos de moléculas idênticas (cerca de 8.000). Esses números são discriminados aqui.
Importante lembrar que isso é apenas um teste de lógica numérica, que não deve ser levado ao pé da letra.

3. Algumas das moléculas de água que consumimos já foram bebidas por dinossauros

Como vimos desde as séries fundamentais, a água tem um ciclo bastante complexo: é consumida por seres vivos, devolvida a terra, evaporada, forma nuvens, precipita nas chuvas – obviamente, isso não é tudo, mas é um bom resumo do que acontece.
Isso essencialmente significa que a água é constantemente reciclada. No entanto, as moléculas por si próprias mudam de estado (sólido, líquido e gasoso) o tempo todo. Embora, como na fotossíntese ou na radiação, elas possam ser separadas em suas partes constituintes – hidrogênio e oxigênio, na maior parte das fases dos ciclos, elas permanecem as mesmas, e já encontramos vários leitos de rios antigos que contém moléculas de água com milhões de anos de idade, quando dinossauros ainda andavam por aí.
Uma vez sabido que moléculas são pequenas e numerosas, passam por vários ciclos e processos na natureza, podemos calcular a quantidade de água que herdamos da época dos dinossauros. Segundo os cientistas, as plantas consomem 12 trilhões de quilos de água por ano, de uma quantidade de 1.400 bilhões de bilhões de quilos; assim, a maioria das moléculas de água é separada a cada 100 milhões de anos. Considerando que a distância entre nós e os dinossauros é 65 milhões de anos, as estimativas dizem que mais da metade das moléculas de nossa água (uns 57%) eram ingeridas por eles. Ou, para quem preferir, algumas das moléculas mais recentes em seu copo d’água passaram através da bexiga de Einstein, Shakespeare, Cleópatra, Issac Newton e talvez até Confúcio.

2. Se a Terra parasse de girar, toda a nossa água iria para os pólos

Entre outras coisas terríveis que aconteceriam se a Terra parasse de girar, toda a água se acumularia nos pólos. Isso aconteceria porque a migração oceânica cessaria, e toda a água se deslocaria da parte equatorial para as polares. A rotação é um elemento fundamental da formação planetária, pois equilibra o campo magnético e dá movimento as massas oceânicas e atmosféricas. Dois super oceanos nos pólos gélidos e sem chão pra pisar, e equador seco de um lado pelo calor solar, e congelado do outro por uma noite de meio ano é o que uma Terra sem giro causaria.

1. Super Barragens podem frear a rotação da Terra


Talvez alguns não achem o assunto mais interessante dessa lista, mas certamente é de grande importância. É necessário uma discussão em torno dos impactos ambientais de algumas tecnologias modernas.
Durante os últimos 40 ou 50 anos, temos visto uma concentração significativa em formas de geração de energia. Um avanço que tem sido massivo está na forma de barragens hidrelétricas, que apesar de geralmente caras, são uma fonte de energia limpa. A princípio, parece um bom investimento, mas logo surgem preocupações surpreendentes, como o fato de que elas podem alterar a rotação orbital do planeta.
O maior exemplo é a Three Gorges Dam, Barreira das Três Gargantas, na China. É uma barreira peso-pesado que, quando cheia, contém 42 bilhões de toneladas de água – um volume de 39 km³, na capacidade total.
Esta grande mudança na distribuição de massa em relação à rotação da Terra tem aumentado o tempo de um dia em 0,06 microsegundos. Isso com apenas essa barreira, sem contar as outras superbarragens que existem no globo. Certamente, 60% de um microsegundo não parece muito, mas a soma futura de várias barragens operantes simultaneamente pode trazer consequências maiores. Associadas a outros fenômenos naturais responsáveis pela gradual freagem da rotação, como o afastamento da lua, esses números podem passar a ser significativos. [FromQuarksToQuasar]

sexta-feira, 9 de junho de 2017

A água tem outro estado físico!


Quanto mais aprendemos sobre o mundo à nossa volta, mais nos surpreendemos com o pouco que realmente sabemos. A água, por exemplo. O líquido vital que sustenta a vida está em toda parte. Ele cobre a maior parte de nosso planeta natal, compõe cerca de 60% do corpo humano e está até mesmo no ar que respiramos. No entanto, ninguém compreende completamente este composto fundamental.
A água é intrigante por uma série de razões. É uma das poucas substâncias cujo estado sólido flutua em seu estado líquido, e ao contrário da maioria das outras substâncias, se expande quando congela. Enquanto as temperaturas de ponto de ebulição normalmente aumentam com o aumento do tamanho molecular, a água tem um ponto de ebulição surpreendentemente elevado dado o seu baixo peso molecular.
Agora, a água acaba de ficar mais estranha. Em um novo estudo detalhado no International Journal of Nanotechnology, os físicos observam que a água líquida tem um novo conjunto de propriedades quando atinge temperaturas entre 40°C e 60°C. Nesse intervalo, ela entra numa fase de “cruzamento”, em outras palavras, um segundo estado líquido.
Um grupo de pesquisa liderado pela física Laura Maestro, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, investigou as propriedades únicas deste segundo estado líquido. Eles examinaram como características como condutividade térmica, índice de refração, condutividade, tensão superficial e a constante dielétrica responderam às mudanças de temperatura no líquido vital. Os cientistas notaram que cada uma das características começou a mudar neste segundo estado em temperaturas diferentes na faixa entre 40 e 60°C. Por exemplo, a tensão superficial era diferente em temperaturas abaixo de 57°C e acima disso.

O que muda na nossa vida?

Mas o que isso significa para o universo ao nosso redor? Como mencionado, a água está em toda parte, mas é também diferente de outras substâncias. Será este segundo estado líquido a causa de suas propriedades estranhas? Se a água tem dois estados líquidos e nossos corpos são compostos por dois terços de água, esses estados têm afetado nossa biologia o tempo todo sem que nós saibamos?
Os pesquisadores ressaltam em sua publicação que descobrir se e como essas mudanças estruturais na água afetam as proteínas, os blocos de construção das células vivas, é uma das muitas perguntas para os sistemas biológicos e nano pesquisados por eles. Enquanto isso, mais estudos independentes precisam ser feitos antes que qualquer conclusão possa ser alcançada, e sem dúvida, à medida que aprofundarmos esse mistério do universo, encontraremos tantas perguntas novas quanto respostas. [Futurism]


Siga-me

Seguidores

Literatura Brasileira

PALESTRAS.

Meio Ambiente:


*Educação Ambiental
*Desenvolvimento Sustentável
*Reciclagem e Energia Renovável
*Esgotamento Sanitário e Reuso da Água
*Novo Código Florestal

Poderão ser sugeridos temas considerando o público alvo.
CONTATO: cesaratorres@gmail.com
Telefones: (33) 8862.7915 / 3315.1683