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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mudanças Legislação Ambiental


O texto foi aprovado pelo Plenário na forma de substitutivo elaborado pela comissão especial. Foto de Rodolfo Stuckert, da Agência Câmara.

Os deputados aprovaram o texto apresentado pelo deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), relator da proposta na comissão especial que analisou o projeto de autoria do deputado Sarney Filho (PV-MA).
O relator apresentou várias mudanças. Entre elas, a que estabelece que o governo terá que definir metas quantificáveis e verificáveis quanto à redução na emissão de gases do efeito estufa. O projeto segue agora à apreciação do Senado.
Outra mudança apresentada por Mendes Thame e aprovada pelos deputados coloca como uma das linhas de atuação o uso de incentivos fiscais e tributários para estimular o consumo de produtos ambientalmente corretos. O relator estabeleceu também que os chamados créditos de carbono são títulos mobiliários negociáveis em bolsas de valores e de mercadorias e futuros.
O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) disse que o projeto melhora a longo prazo as políticas climáticas do país. “O projeto visa a passar progressivamente o Brasil por uma sociedade de baixo carbono. Ele contém algumas orientações sobre mudança de frota do governo federal, sobre medidas que o governo deve tomar. Prevê também que temos de produzir até 25 % da energia de fontes renováveis. Enfim, tem uma série de boas sugestões que o Brasil pode aceitar e levar adiante.”
Segundo ele, o Legislativo queria ter uma posição sobre as políticas climáticas. “Essa será uma posição que o governo vai considerar quando estiver em Copenhague.” Gabeira disse que o Congresso melhorou o texto original. “Estamos agora com uma boa proposta para o momento. Precisamos avançar muito.”
Reportagem de Iolando Lourenço, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 28/10/2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Copenhague: O futuro do planeta em debate


A Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas – COP 15, ou simplesmente a Conferência do Clima de Copenhague é o evento mais aguardado do ano. Na capital da Dinamarca – no período de 07 a 18 de dezembro – se encontrarão 190 países e uma única pauta: a busca por um consenso que permita um acordo global para substituir o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997 e que expira em 2012.
Copenhague assumiu destacada importância após o impactante relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – sigla em inglês) de 2007. À época, o informe dos pesquisadores e cientistas foi categórico e não deixou espaço para dúvidas ao afirmar de forma contundente – o relatório utilizou a expressão “inequívoca” – que o aquecimento global se deve à intervenção humana sobre o planeta.
Destaque-se que para muitos, as previsões do IPCC de dois anos atrás já estão defasadas. O quadro hoje seria pior do que o alardeado pelos cientistas no relatório de 2007. Um recente estudo apresentado por pesquisadores na revista Nature afirma que alguns ‘limites planetários’ já foram ultrapassados. Segundo o estudo três dos limites já foram transgredidos: os do aquecimento global, a extinção de espécies e o ciclo do nitrogênio. Outros quatro estão próximos: uso da água doce, conversão de florestas em plantações, acidificação dos oceanos e ciclo do fósforo. Os outros dois são a contaminação química e a carga de aerossóis na atmosfera.
O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE Carlos Nobre que participou do IPCC em 2007, afirma que “nos últimos três anos, notamos que a exacerbação das mudanças climáticas continuou, e algumas previsões aconteceram de forma mais acelerada do que o próprio estudo previa, como o mais rápido desaparecimento do gelo no oceano Ártico e o aumento do nível do mar”.
Desde o relatório do IPCC de 2007 o sentido de urgência, de que algo precisa ser feito, foi ganhando corpo e um consenso foi se consolidando: a temperatura do planeta não pode subir mais do que 2 graus Celsius até o final desse século. Esse limite é considerado o ponto crítico após o qual as consequências das mudanças climáticas seriam irreversíveis.
Para que isso aconteça o mundo tem 40 anos – até 2050 – para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 80% e apenas uma década para atingir metas que correspondam a 20%. O problema, porém é como atingir estas metas. Aqui começam os dissensos, não há concordância entre os países e os embates se darão em Copenhague. Destaque-se que como se trata de uma Conferência das Nações Unidas, as decisões para serem aceitas e válidas precisam ser tomadas por consenso, por unanimidade.
Três são os temas principais na pauta de Copenhague: 1) emissão de gases: estabelecer novas metas e prazos; 2) mecanismos de financiamento das ações de combate ao aquecimento global, 3) mecanismos de Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação (REDD) das florestas.
É sobre esses temas que persiste a discordância entre os países e, notadamente, entre os chamados países ricos ou desenvolvidos, e os países emergentes ou em desenvolvimento. Já foram realizados dois encontros preparatórios à Copenhague. O primeiro em agosto em Bonn (Alemanha) e o segundo nesse mês em Bancoc (Tailândia). Um terceiro ainda será realizado em novembro em Barcelona (Espanha). Até o momento, os encontros serviram apenas para mostrar que há mais desacordos do que acordos.

(Eco debate, 26/10/2009)

Rumo a Copenhague pisando em ovos

Washington Novaes.

O Estado de S.Paulo] Que significará exatamente a afirmação do presidente da República (Estado, 24/9) de que o Brasil está disposto a discutir metas e compromissos de reduzir suas emissões de poluentes que contribuem para mudanças climáticas? Significará assumir compromissos obrigatórios no âmbito da Convenção do Clima, em Copenhague, em dezembro – compromissos que até agora tem recusado? E, se aceitar, como ficará sua posição perante os demais países emergentes, que até aqui se recusam a assumir esses compromissos, por entenderem que eles devem caber aos países industrializados, que emitem há muito mais tempo e, até há pouco, em maior volume?
Terão o mesmo sentido afirmações do ministro do Meio Ambiente de que o Brasil quer assumir compromissos “externos e obrigatórios” de reduzir o desmatamento na Amazônia em 80% até 2020? Segundo o ministro Carlos Minc (Estado, 25/8), o Brasil assumirá metas de redução, mas cobrará recursos, parcerias e tecnologias dos países industrializados, uma vez que nosso país já aceitou a meta de lutar para que o aumento da temperatura do planeta não passe de dois graus. Hoje, diz ele, embora o desmatamento tenha caído, a participação da indústria e da geração de energia no total das emissões nacionais subiu de 18% para 30% do total.
Na questão do desmatamento, a intenção brasileira há tempos anunciada é de reduzi-lo em 40% no período 2006-2009, tomando por base a média do período 1996-2005. Na verdade, meta já atingida, uma vez que o desmatamento médio no período-base foi de 19,5 mil km2 por ano, enquanto em 2006 foram 14,1 mil, em 2007 chegaram a 11,5 mil e em 2008, a 12,7 mil km2 – e a meta seria de 13,6 mil km2. Para chegar à redução de 70% em 2017 – outra intenção anunciada – o desmatamento terá de baixar para 5.700 km2 anuais. E para reduzir em 80% até 2020 precisará cair para 3.800 km2/ano.
Tudo isso, neste momento, parece estar no limbo, diante das dificuldades encontradas em Bangcoc nas discussões entre países industrializados, emergentes e demais nações, encerradas há duas semanas. Um impasse, na verdade, pois não se avançou em compromissos de redução de emissões, nem na transferência de recursos e tecnologias dos países desenvolvidos para os demais e que os ajudem a enfrentar os “desastres naturais” decorrentes do clima. Os países emergentes chegaram a acusar os industrializados de “sepultar” o Protocolo de Kyoto, que estabelece obrigação de esses países industrializados reduzirem, em conjunto, suas emissões em 5,2% sobre os níveis de 1990, no período 2008-2012. Só a Noruega se dispôs a reduzir suas emissões em 40% (sobre 1990) até 2020. E o diagnóstico dos cientistas é de que todos os industrializados precisariam fazer esse corte e chegar a 2050 com redução de 80%.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chegou a dizer que “só temos um par de sapatos (Kyoto), a lógica é ficar com ele”, enquanto o Massachusetts Institute of Technology (MIT) divulgava estudo afirmando que o aumento da temperatura poderá até o fim do século subir até sete graus, bem mais do que o previsto pelo próprio Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). “A criação está ameaçada”, afirmou o papa Bento XVI. O economista sir Nicholas Stern, consultor do governo britânico, autor de estudo sobre o clima e a economia, diz que é preciso, no mínimo, reduzir as emissões globais dos atuais 50 bilhões de toneladas anuais para 35 bilhões em 2030 e 20 bilhões em 2050. Para isso Estados Unidos, Japão e Europa precisariam baixar suas emissões em 80%, tomando por base as de 1990. E os demais países também precisariam reduzir, já que eles estão superando os industrializados em emissões. A Índia, que hoje emite 4 bilhões de toneladas anuais, passará a 7 bilhões em 2031, na tendência atual (emite hoje 1,27 tonelada/ano por pessoa, ante a média global de 4,82). A China poderá duplicar suas emissões até 2050.
Ainda haverá mais uma reunião preliminar da Convenção do Clima, em Barcelona, no começo de novembro. É possível que até lá se avance. Mas está difícil. Enquanto isso, o Brasil deveria prestar atenção a uma discussão que ocorre no âmbito do IPCC e que pode ter consequências importantes para o País.
Até aqui os estudos sobre emissões afirmam que o metano tem uma equivalência em relação ao dióxido de carbono de 23 vezes – isto é, uma tonelada de metano emitida para a atmosfera equivale a 23 toneladas de carbono, quando se mede a contribuição para o aumento do calor e as mudanças no clima. Para o Brasil é um complicador, já que, com o maior rebanho bovino do mundo, tem aí contribuição forte para as mudanças climáticas – cada boi emite 58 quilos de metano por ano em seus arrotos, no processo de ruminação de alimentos (medição da Embrapa Meio Ambiente). Com cerca de 170 milhões de bovinos, essas emissões podem chegar a quase 10 milhões de toneladas anuais, que equivaleriam a mais de 200 milhões de toneladas de carbono. No inventário brasileiro de emissões referentes a 1994 (o único até agora), elas foram quantificadas em 9,37 milhões. Somadas às emissões de metano por mudanças no uso da terra e de florestas e às decorrentes do tratamento de resíduos, chegaram a 12,29 milhões de toneladas. Que devem ser multiplicadas por 23.
A nova discussão num painel no IPCC – da qual participa o físico brasileiro Luiz Gylvan Meira Filho, que coordenou a área do clima no governo federal até 2002 – parte do princípio de que o método até aqui utilizado para aferir a equivalência do metano, o GWP (ou Global Warming Potential), deve ser substituído pelo GTP (Global Temperature Increase Potential), porque o aquecimento causado pelo metano é dissipado por radiação. E muda a equivalência, de 23 para 4 ou 5. No âmbito da química, os números não se alteraram – pelo menos até aqui.
Os pecuaristas, principalmente, têm muito interesse no tema. Precisam discuti-lo.
Artigo originalmente publicado no O Estado de S.Paulo.

Eco Debate, 26/10/2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Importância das Matas Ciliares - Parte 02




A Importância das Matas Ciliares - (segunda parte)
César Torres

As principais funções das matas ciliares são:
• controlar a erosão nas margens dos cursos d´água, evitando o assoreamento dos mananciais;
• minimizar os efeitos de enchentes;
• manter a quantidade e a qualidade das águas;
• filtrar os possíveis resíduos de produtos químicos como agrotóxicos e fertilizantes;
• auxiliar na proteção do ecossistema.
• São importantes também como corredores ecológicos, ligando fragmentos florestais e, portanto, facilitando o deslocamento da fauna e o fluxo gênico entre as populações de espécies animais e vegetais. Em regiões com topografia acidentada, exercem a proteção do solo contra os processos erosivos.

A importância do reflorestamento nas micro bacias hidrográficas como a do são silvestre são:
• contribuir para conscientização dos produtores sobre a necessidade de conservação dos recursos naturais;
• incentivar o reflorestamento, através da doação de mudas de espécies florestais nativas aos produtores;
• contribuir para aumentar a proteção e vazão das nascentes e dos mananciais hídricos como o córrego são silvestre que abastece a cidade de Inhapim.
• contribuir para melhorara a qualidade da água;contribuir para reverter processos de degradação ambiental;
• contribuir para a preservação da biodiversidade e do patrimônio genético da flora e da fauna;buscar um equilíbrio biológico duradouro, essencial a uma melhor qualidade de vida.
APP - Área de Preservação Permanentes:
São áreas protegidas por lei desde 1965(lei 4.771), quando foi instituído o Código Florestal, cobertas ou não por vegetação nativa com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.
Consideram-se Áreas de Preservação Permanente as florestas e demais formas de vegetação natural situadas:
• ao longo de rios e outros cursos d´água;
• ao redor de lagoas. lagos ou reservatórios naturais ou artificiais;
• ao redor de nascentes ou olho d´água;
• no topo de morros, montes, montanhas e serras;
• nas encostas ou partes destas com declividade superior a 45°;
• nas restingas,como fixadora de dunas ou estabilizadoras de mangues;
• nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 metros em projeções horizontais;
• em altitudes superiores a 1.800 metros.
Situação Largura mínima da faixa
Cursos de água com até 10m 30m em cada margem
Cursos d´água de 10 a 50m de largura 50m em cada margem
Cursos d´água de 50 a 200m de largura 100m em cada margem
Cursos d´água de 200 a 600m de largura 200m em cada margem
Cursos d´água com mais de 600m de largura 500m em cada margem
Lagos ou reservatório em zona urbana 30m ao redor do espelho d´água
Lagos ou reservatórios em zona rural (com menos de 20ha) 50m ao redor do espelho d´água
Lagos ou reservatórios em zona rural (a partir de 20ha) 100m ao redor do espelho d´água
Represas de hidroelétricas 100m ao redor do espelho d´água
Nascentes (mesmo intermitentes) e olhos d´água Raio de 50 m

A Importância das Matas Ciliares - Parte 01


A Importância das Matas Ciliares.(Primeira parte)
César Torres

O processo de ocupação do Brasil caracterizou-se pela falta de planejamento e conseqüente destruição dos recursos naturais, particularmente das florestas. Ao longo da história do País, a cobertura florestal nativa, representada pelos diferentes biomas, foi sendo fragmentada, cedendo espaço para as culturas agrícolas, as pastagens e as cidades.
A noção de recursos naturais inesgotáveis, dadas as dimensões continentais do País, estimulou e ainda estimula a expansão da fronteira agrícola sem a preocupação com o aumento ou, pelo menos, com uma manutenção da produtividade das áreas já cultivadas. Assim, o processo de fragmentação florestal é intenso nas regiões economicamente mais desenvolvidas, ou seja, o Sudeste e o Sul, e avança rapidamente para o Centro-Oeste e Norte, ficando a vegetação arbórea nativa representada, principalmente, por florestas secundárias, em variado estado de degradação, salvo algumas reservas de florestas bem conservadas. Este processo de eliminação das florestas resultou num conjunto de problemas ambientais, como a extinção de várias espécies da fauna e da flora, as mudanças climáticas locais, a erosão dos solos e o assoreamento dos cursos d'água.
Neste panorama, as matas ciliares não escaparam da destruição; pelo contrário, foram alvo de todo o tipo de degradação. Basta considerar que a maioria das cidades, a exemplo de Inhapim, Caratinga e Dom Cavate, foram formadas às margens de rios, eliminando se todo tipo de vegetação ciliar; e muitas acabam pagando um preço alto por isto,servindo de descarte do lixo e esgotamento sanitário o que além de comprometer a qualidade da água comprometeu gravemente o ecossistema, sendo também responsável por inundações constantes.
Além do processo de urbanização, as matas ciliares sofrem pressão antrópica por uma série de fatores: são as áreas diretamente mais afetadas na construção de hidrelétricas; nas regiões com topografia acidentada, são as áreas preferenciais para a abertura de estradas, para a implantação de culturas agrícolas e de pastagens; para os pecuaristas, representam obstáculos de acesso do gado ao curso d'água etc.
Este processo de degradação das formações ciliares, além de desrespeitar a legislação, que torna obrigatória a preservação das mesmas, resulta em vários problemas ambientais. As matas ciliares funcionam como filtros, retendo defensivos agrícolas, poluentes e sedimentos que seriam transportados para os cursos d'água, afetando diretamente a quantidade e a qualidade da água e conseqüentemente a fauna aquática e a população humana. São importantes também como corredores ecológicos, ligando fragmentos florestais e, portanto, facilitando o deslocamento da fauna e o fluxo gênico entre as populações de espécies animais e vegetais. Em regiões com topografia acidentada, exercem a proteção do solo contra os processos erosivos.
Apesar da reconhecida importância ecológica, ainda mais evidente nesta virada de século e de milênio, em que a água vem sendo considerada o recurso natural mais importante para a humanidade, as florestas ciliares continuam sendo eliminadas cedendo lugar para a especulação imobiliária, para a agricultura e a pecuária e, na maioria dos casos, sendo transformadas apenas em áreas degradadas, sem qualquer tipo de produção.
As matas ciliares exercem importante papel na proteção dos cursos d'água contra o assoreamento e a contaminação com defensivos agrícolas, além de, em muitos casos, se constituírem nos únicos remanescentes florestais das propriedades rurais sendo, portanto, essenciais para a conservação da fauna. Estas peculiaridades conferem às matas ciliares um grande aparato de leis, decretos e resoluções visando sua preservação.
DEFINIÇÃO
As matas ciliares são sistemas vegetais essenciais ao equilíbrio ambiental e, portanto, devem representar uma preocupação central para o desenvolvimento rural sustentável.
A preservação e a recuperação das matas ciliares, aliadas às práticas de conservação e ao manejo adequado do solo, garantem a proteção de um dos principais recursos naturais: a água.
Continua.... próximo texto.

Dia da Árvore


DIA DA ÁRVORE
César Augusto Torres
Educador Ambiental

O dia da árvore é comemorado em todo o mundo e em datas diferentes. Aqui no Brasil o dia 21 de setembro foi escolhido pelos índios que cultuavam as árvores no começo da primavera, época em que eles preparavam o solo para cultivo.
O desenvolvimento social no Brasil caracterizou-se pela ausência de planejamento e a exploração dos finitos recursos naturais. As nossa reservas florestais foram os recursos mais explorados. A necessidade de crescimento da produção alimento foi responsável pela fragmentação de nossa florestas, cedendo espaço para as culturas agrícolas, as pastagens e os centros urbanos
Diante do estado atual de degradação e ainda da insensatez de muitos que continuam a desmatar nossas florestas, pergunto. Será que temos mesmo o que comemorar no dia da árvore?
Temos sim! Ainda temos tempo de reverter esse processo de destruição do pouco que existe, e conscientemente, patrioticamente, reconhecer a nossa fraqueza e a nossa dependência dos recursos naturais.
Quando falamos em conscientização é importante lembrar que não basta saber é importante agir. Temos certeza que é de conhecimento por toda nossa população, todos os benefícios que uma árvore nos oferece. Mas vejam como é preocupante a falta de comprometimento das pessoas com nossas árvores.
Como responsável pela Secretaria da Fazenda e pelo atendimento ao público. Diariamente chegam em minhas mãos inúmeros requerimentos dos mais variados assuntos, entre eles, a poda e corte de arvores. Acreditem! Em nove meses que estamos na administração, não existiu um requerimento sequer, solicitando a substituição ou plantio de uma árvore em nossa cidade.
É fato que a arborização em Inhapim precisa ser recomposta com espécie adequada para não prejudicar os passeios, e até mesmo as residências. Já se encontra em fase inicial um estudo para arborização da cidade com a substituição das árvores antigas e prejudiciais. O que não justifica é o desinteresse de nossa população. Para que possamos obter os resultados desejados é necessária a participação efetiva de todos. Vamos acordar! A cidade é nossa! Já está comprovado que as árvores além de todos os benefícios, ela pode reduzir a temperatura urbana em até 20%.
Vamos inverter esse processo, comecem a requerer na Prefeitura o plantio de uma árvore em frente a sua casa. É importante cada um assumir e cuidar das árvores que estão perto da sua casa, na praça mais próxima, na escola, no sítio, na praia, na casa da vovó... Se você não souber muito bem como cuidar delas é só procurar alguém que saiba.
As crianças quando puderem peçam para a mamãe ou pro papai ensinarem você a plantar uma árvore bem bonita e saia falando pra todo mundo que você plantou a árvore mais linda do mundo e que ela vai ajudar a salvar o planeta.
Vamos comemorar o DIA DA ÁRVORE com o coração.

domingo, 18 de outubro de 2009

A Agonizante vida do Rio Caratinga.


Matéria Publicada no Jornal O Noticiário


A Agonizante vida do Rio Caratinga.
César Torres

            A água é o elemento fundamental da vida. Seus múltiplos usos são indispensáveis a um largo aspecto das atividades humanas, onde se destacam, entre outros, o abastecimento público e industrial, a irrigação agrícola, a produção de energia elétrica e as atividades de lazer e recreação, bem como a preservação da vida aquática.
             A existência de tudo o que é vivo, em nosso planeta, depende de um fluxo de água contínuo e do equilíbrio entre a água que o organismo perde e a que ele repõe. As semelhanças entre o corpo humano e a Terra são: 70% do nosso corpo também é constituído de água. Assim como a água irriga e alimenta a Terra, o nosso sangue, que é constituído de 83% de água, irriga e alimenta nosso corpo.
            Quando o homem aprendeu a usar a água em seu favor, ele dominou a natureza: aprendeu a plantar, a criar animais para seu sustento, a gerar energia etc. Desde as civilizações mais antigas até as mais modernas, o homem sempre procurou morar perto dos rios, para facilitar a irrigação, moer grãos com moinho d’água, lavar roupas, obter água potável e descartar os seus dejetos o lixo etc.
        Nos últimos anos, a humanidade se desenvolveu muito, e Inhapim não foi diferente, a invasão das habitações para o leito do rio é hoje um problema que afeta grandemente não só a
qualidade da água, mas também a vida de todo ecossistema que depende de suas águas.
          A imensidão do Brasil fez, e ainda faz, muita gente pensar que todos os recursos naturais do nosso País são inesgotáveis. Engano. Um grande engano. Se não abrirmos os olhos e ficarmos bem atentos as nossas atitudes, poderemos sofrer graves prejuízos e ainda
comprometer a sobrevivência das gerações futuras.
        A maioria das pessoas está passando pela vida sem perceber a velocidade da degradação e a gravidade que se encontra o meio ambiente. A água é hoje a maior problemática ambiental, pois sua escassez já afeta milhões de pessoas no planeta e a previsão é sombria. O desmatamento, a poluição e o uso irracional são os maiores responsáveis pela diminuição substancial das reservas hídricas potável no planeta, e o nosso Rio Caratinga exemplifica bem esse estado de degradação, com a diminuição gradativa de suas águas da vida em suas águas.
           Hoje, mais do que nunca, a vida do homem depende da água e a preservação depende de cada um de nós. O nosso Rio Caratinga sofre atualmente duas sérias agressões. A primeira trata-se do esgoto urbano que é despejado sem tratamento por todos os municípios ao longo de seu curso. A segunda agressão trata-se do lixo que é atirado diariamente em seu leito por muitos, e em nossa cidade alguns Inhapinhenses também são praticantes desse crime ambiental e jogam sacos de lixo e muitos outros resíduos sólidos contaminantes e ou terra e restos de construção no rio sem nenhum remorso, como se fossem donos da natureza.

Ainda existe uma saída?

            A resposta é sim! Ainda existe uma saída!... Educação... Atitude... Ação... A Problemática Ambiental nos leva a buscar um novo caminho na educação, pois, não basta que as pessoas saibam o que fazer. É necessário que façam. Não é, portanto, um problema de saber, é um problema de ação. E, para fazer é importante saber, contudo a tomada de decisão é o primeiro passo. Esse é um desafio que devemos enfrentar, é comum os jovens compreenderem as necessidades de novas atitudes e não conseguirem convencer os pais ou irmãos a acompanhá-los. Cabe a todos nós a busca de caminhos que provoquem a mudança.
           Devemos sim, compartilhar esse importante sentimento. Não somos os donos da natureza, mas, parte dela. O nosso respeito aos recursos naturais é que irá promover o equilíbrio e garantir a vida das gerações futuras. Vamos participar e mostrar aos nossos Inhapinhenses que o fato de possuirmos nossas residências a margem do rio, não nos torna responsáveis por sua poluição. Não atiramos lixo em suas águas. Nos tornamos sim, guardiões de suas águas.
           Vamos ajudar a salvar o Rio Caratinga. Compre também essa idéia. Mostre ao seu vizinho a importância das águas e vamos acabar com essa pratica irracional e ajudar a salvar o planeta começando por nossa cidade.

Conheça abaixo a Declaração Universal dos direitos da água.

Em 22 de março de 1992 a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o "Dia Mundial da Água",
publicando um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água". Eis o texto que vale
uma reflexão:

1.- A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.
2.- A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.
3.- Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
4.- O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
5.- A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
6.- A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
7.- A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
8.- A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
9.- A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
10.- O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

O Lixo Nosso de Cada Dia


Lixão Antes da Ação Municipal
Matéria Publicada nos Jornais -

O Noticiário de Inhapim e
Diário de Caratinga


O LIXO NOSSO DE CADA DIA
César Augusto Torres

Definição de lixo.
A palavra LIXO tem origem do latim lix, que significa cinza. Antigamente na Europa a maioria dos resíduos domésticos vinham do fogão de lenha e da lareira,eram restos de lenha, carvão e cinzas. Já os restos dos alimentos eram usados como ração anima, como esterco para horta e pomar. As cinzas que deram a todos os resíduos domésticos eram aproveitadas para fazer sabão.
Associação Brasileira de Normas Técnicas ­ ABNT ­ define o lixo como os "restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis, podendo-se apresentar no estado sólido, semi-sólido ou líquido , desde que não seja passível de tratamento convencional."
De acordo com o Dicionário de Aurélio Buarque de Holanda, "lixo é tudo aquilo que não se quer mais e se joga fora; coisas inúteis, velhas e sem valor."
Conscientização, a magia para construção de uma nova geração Ambientalmente Correta.
A fragilização dos sistemas ecológicos mundiais, sua destruição sistemática, o uso indevido e abusivo dos Recursos Naturais, nosso consumismo sem limite na busca constante de suprirmos nossos desejos econômico, obriga um posicionamento mais responsável dos cidadãos face a uma gestão correta dos bens ambientais, levando em consideração que são recursos esgotáveis do planeta.
Diante desse panorama, nota-se que o poder se encontra concentrado no mercado, e que o protagonista do mercado é o consumidor e essa postura consumista tem como conseqüência o aumento do lixo, e um elevado índice de poluição ambiental. É lembrar que a média nacional é a produção de 0.6 Kg de lixo por habitante e mais 0,3 kg de lixo na limpeza urbana, o que quer dizer que Inhapim hoje já produz mais de dez toneladas de lixo dia. O lixo é hoje a maior problemática ambiental da humanidade.
Diante de nossa realidade, Inhapim possui um grande desafio, que é a implantação de um sistema eficiente de coleta seletiva. Sabemos que para a implantação da coleta seletiva dentro de um modelo ecoeficiente é necessário uma estrutura de destinação correta, que seria uma Usina de reciclagem e Compostagem do lixo, e um aterro controlado para o descarte dos não recicláveis.
A atual administração viveu momentos dramáticos em relação a questão do lixo em Inhapim no início da gestão. O lixão onde recebe o lixo de Inhapim, também recebe o lixo da cidade de Ubaporanga. A situação era tão grave que existia uma montanha de lixo cheia de insetos, moscas, urubus e toda sorte de infestação e danos ambientais com: chorume que escorria morro abaixo sem nenhum cuidado. E o município penalizado pelo Ministério Público e Meio Ambiente, condenado a multas elevadas.
O Ministério Público entendendo que a atual administração não poderia ser responsabilizada pela situação, suspendeu as multas mediante a um TAC que foi cumprido integralmente pela atual administração.
Hoje estamos aguardando novas ações da municipalidade que já conseguiu recursos para implantação de uma Usina de reciclagem e compostagem do lixo alem de um aterro controlado.
Com a implantação da nova estrutura, também está nos planos do atual prefeito Grimaldo Bicalho, a implantação da coleta seletiva em todo município, a exemplo do que já é feito hoje com resíduos hospitalares.
Enquanto a Usina não vem e a coleta seletiva não acontece. Que tal lembrarmos que o lixo, também é uma responsabilidade nossa!
Dentro das limitações atuais do município em coletar e destinar o lixo dentro do conceito da sustentabilidade, esperamos a CONSCIENTIZAÇÃO dos Inhapinhenses em colaborar com a limpeza urbana e a coleta. É simples, basta que seja respeitado o horário de coleta e se evite colocar o lixo à noite para que animais não rasque os sacos e espalhe o lixo pelas ruas, dificultando assim a coleta.
É bom lembrar que o lixo é responsável por uma série de doenças, e que a cidade em que vivemos é a extensão de nossa casa. Ruas sujas também contaminarão nossa casa, ou melhor, nossa vida.
Vamos lembrar que essas ações fazem parte de um novo conceito ambiental, “O desenvolvimento sustentável”. Em poucas palavras, significa melhorar a qualidade de vida dos que vivem hoje, sem prejudicar as próximas gerações que nos sucederão. Se transforme também em um ambientalista, e ajude nossa cidade.

EA Nosso Futuro Comum

Foi em 1987 que a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, estabelecida pela Organização das Nações Unidas, lançou o relatório Nosso Futuro Comum, que definiu o conceito de desenvolvimento sustentável. Razão de minha inspiração da denominação de meu blog. Como ambientalista, venho buscando em cada momento de minha vida todos os meios para contribuir para uma nova ordem mundial nos rumos da formação ambiental de nosso povo. Tornei-me um obstinado pelas questões ambientais. Quero aproveitar o blog para divulgar minhas experiências, e receber informações, que contribuam para essa luta, que só poderá ter um resultado, a sustentabilidade. E que todos os habitantes desse planeta doente, possa participar desse grande momento de nossa existência, e contribua para perpetuação da espécie, dando as futuras gerações uma oportunidade de qualidade de vida.

César Torres

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Meio Ambiente:


*Educação Ambiental
*Desenvolvimento Sustentável
*Reciclagem e Energia Renovável
*Esgotamento Sanitário e Reuso da Água
*Novo Código Florestal

Poderão ser sugeridos temas considerando o público alvo.
CONTATO: cesaratorres@gmail.com
Telefones: (33) 8862.7915 / 3315.1683