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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Projeto prevê instalação de placas fotovoltaicas em comunidades amazônicas

Projetos de soluções energéticas, discutidos na Feira Internacional da Amazônia, prevêem a implantação de energia solar fotovoltaica em 12 comunidades do Amazonas. | Imagem: Divulgação

A 6ª Feira Internacional da Amazônia (Fiam), em Manaus, apresentou na última quarta-feira (26) projetos de soluções energéticas que prevêem a implantação de energia solar fotovoltaica em 12 comunidades do Amazonas.

O projeto será inicialmente implantado em Parintins, no interior do estado. Nesta fase de teste, cada casa deve ganhar um teto solar. Posteriormente, o modelo será instalado em outras regiões amazônicas.

"Buscamos projetos que tenham aplicações sustentáveis na Amazônia e para isso, estamos fazendo o projeto que utiliza o sistema fotovoltaico no interior. São localidades difíceis de atender até mesmo levando óleo diesel", explica o engenheiro da empresa Amazonas Energia, José Carlos Medeiros.
A iniciativa também pode ser útil a comunidades distantes, que não possuem energia elétrica em suas residências. Além da energia solar, pesquisadores afirmam que a região tem condições de desenvolver outros tipos de energia renovável.

A Fiam acontece no Studio 5 Centro de convenções, na Zona Sul de Manaus, até o próximo sábado (29). A feira é considerada o maior evento multissetorial do Amazonas. A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), estima que o evento consiga movimentar cerca de US$ 12,5 milhões de dólares. Com informações do G1.
Redação CicloVivo

Mais de 70% dos resíduos gerados no Brasil são destinados a lixões

Segundo o IBGE, mais de 70% dos resíduos gerados no Brasil são destinados a lixões ou similares, sem qualquer tipo de tratamento. | Imagem: DFID

Após duas décadas tramitando no Congresso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em agosto de 2010, representa um importante consenso envolvendo as partes dos ciclos da produção de resíduos sólidos no Brasil, além de governo e sociedade civil.

Para Julius Stepansky, diretor de Operações da Haztec, o estabelecimento de um marco regulatório para a gestão desses materiais proporcionará benefícios ambientais, sociais e econômicos sem precedentes. “Segundo o IBGE, mais de 70% dos resíduos gerados no Brasil são destinados a lixões ou similares, sem qualquer tipo de tratamento”, ressalta o executivo. “Com a nova lei, a partir de agosto de 2014 nenhum lixo poderá ser despejado a céu aberto em todo o país”.

A PNRS determina outras metas ambiciosas e necessárias, como a implantação de coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e a geração de trabalho, emprego e renda. No caso da coleta, dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB/2008) revelam que 994 cidades dispõem desse serviço, ou seja, apenas 18% dos municípios em todo o território brasileiro.

Além dos benefícios ambientais e sociais, existe o valor econômico dos resíduos. Em estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, descobriu-se que o país perde cerca de R$ 8 bilhões por ano com a falta de reciclagem.

Segundo Stepansky, o manejo racional e eficiente dos resíduos sólidos deixou de ser uma solução distante, futurista e ignorada. “A cada dia, estamos mais próximos de uma realidade onde o lixo passará de ameaça para oportunidade. No Brasil, está se popularizando o conceito de Central de Tratamento de Resíduos (CTR), considerada como a solução mais segura, moderna e eficiente para tratar diversos tipos de resíduos e para permitir a extinção definitiva dos lixões”.

Uma CTR é formada por um conjunto de tecnologias que evitam a poluição do solo, ar e água. Formada basicamente por um aterro sanitário que traz consigo um eficiente sistema de impermeabilização do solo, uma CTR tem a capacidade de transformar o chorume em água de reuso e o biogás gerado pelo metano em energia elétrica. Une-se a essas soluções a possibilidade de tratar resíduos da saúde, da indústria e entulho e ainda de abrigar ações de educação ambiental.

País de Gales constrói ponte de plástico reciclado em apenas 4 dias

Esta é a primeira ponte da Europa feita inteiramente de material reciclado, e pode servir como modelo para outros projetos de engenharia e construção civil l Foto: World Architecture News

A empresa Vertech Limited, do País de Gales, inovou a fabricação de pontes. O modelo instalado recentemente sobre o rio Tweed tem 27 metros de comprimento e foi feito a partir da reciclagem de 50 toneladas de resíduos plásticos.

Esta é a primeira ponte da Europa feita inteiramente de material reciclado, e pode servir como modelo para outros projetos de engenharia e construção civil. Além disso, a novidade deve auxiliar o continente a reduzir a quantidade de resíduos descartados em aterros ou exportados para outros países. Outro fator que chama a atenção foi a rapidez com que a estrutura foi erguida sobre o rio. Com as placas já pré-fabricadas, a ponte levou apenas quatro dias para ser montada e finalizada.

Para que o projeto saísse do papel a Vertech contou com o apoio de outras empresas, universidades de engenharia e também com a ajuda do governo galês. Segundo os criadores, a ponte traz muitos benefícios. Pois, além de cooperar para a redução do descarte de lixo, a estrutura não enferruja, nem necessita de pintura ou manutenção regular, o que a torna 100% reciclável e ecologicamente correta.


“Esta é uma oportunidade única de contribuir para o desenvolvimento e avaliação de materiais de construção verdadeiramente sustentáveis. Esta iniciativa tem potencial para oferecer durabilidade e baixa manutenção às estruturas tradicionais fabricadas a partir de resíduos reciclados, cujos benefícios devem ser de longo alcance tanto econômica, quanto social e ambientalmente”, declarou o professor Robert Lark, Vice-Diretor da Escola de Engenharia da Universidade de Cardiff.

Em nota em seu site oficial, a empresa fabricante declara que o processo pode ser utilizado em outras construções e que a técnica aplicada na produção das placas pode ser usada para substituir a madeira compensada, o MDF e os laminados. Até 2012 a Vertech pretende ter uma loja em North Wales para fabricar e comercializar seus compostos termoplásticos em todo o mercado europeu.
Redação CicloVivo

Somos 7 bilhões

E o bebê recordista tem tudo para ser um dos 51 nascidos por minuto em Uttar Pradesh, na Índia. A humanidade chegou ao primeiro bilhão em quase 120 milênios, no século 19; em mais dois séculos atingiu 6 bilhões, em 1999; e demorou somente 12 anos para completar o sétimo bilhão.

As projeções das Nações Unidas (ONU) impressionam. Mantido o atual índice de natalidade de 2,5 filhos por mulher, como mostra o gráfico, em 2050 o Planeta abrigará 10 bilhões de pessoas e em 2100, quase 16 bilhões.

Alguns analistas aplicam a essa evolução o termo bomba demográfica. O demógrafo José Eustáquio Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, no entanto, vê no adjetivo crítica indevida, à medida que a enorme multiplicação de gente resulta de objetivos positivos fortemente perseguidos: queda da mortalidade infantil e aumento da expectativa de vida (30 anos, em 1900; 69, hoje). Mas não dá para ignorar o acirramento de dificuldades atreladas ao surgimento de tantos novos consumidores.

Uma delas é exposta pela divisão para Agricultura e Alimentação (FAO) da ONU: há 925 milhões de famintos no globo, quase cinco Brasis. Os preços dos alimentos saltaram 250% em 11 anos (veja no Confira) e devem subir mais. Para a FAO, a nova demanda exigirá a expansão da oferta mundial em 75% até 2025. E isso só se fará com enormes investimentos.

Hoje já são 2,8 bilhões os que enfrentam séria falta de água doce. Além disso, pelos estudos da ONU, 1,4 bilhão se abastece de volume maior do que a capacidade de reposição natural dos reservatórios. Assim, em 2025, dois terços da humanidade teriam o abastecimento comprometido.

O que se passou com o petróleo talvez seja boa base de comparação. Em 1973 a cotação do barril ainda oscilava na casa dos US$ 3. Hoje, gira em torno dos US$ 100 e influencia a alta dos alimentos. Não renováveis, suas reservas mínguam e, há décadas, geram graves conflitos. A partir daí se pode imaginar o que virá se a água potável se tornar insumo ainda mais raro.

A ordem bíblica "crescei, multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a" prevaleceu até George Malthus (século 18), primeiro a questionar o equilíbrio entre expansão demográfica e produção de alimentos. Desde então, novas técnicas e a revolução verde proclamada nos anos 30 buscaram desmentir esse e outros determinismos da escassez. Mas contestações ao malthusianismo não removeram a tensão atualmente levada ao paroxismo pelas ameaças do superaquecimento global.

A explosão populacional e seus desdobramentos não são o único fenômeno demográfico a provocar sérios impactos na economia mundial. O crescimento da população idosa, também. Hoje, em cada nove pessoas, uma tem mais de 60 anos; em 2050, será uma em cada cinco, aponta a ONU. Até lá, por exemplo, o Banco Mundial estima que o Brasil eleve gastos com aposentadorias de 11% para 16% do PIB.

Para obter reequilíbrio entre índices de natalidade e mortalidade, a ONU calcula que a média mundial de filhos por mãe teria de baixar de 2,5 para 2,1. Ainda assim, haveria estabilização demográfica apenas no século 22, quando os habitantes da Terra já fossem 10 bilhões.

Eficiência energética: caminho sem volta

A eficiência energética, a princípio, está presente no nosso dia a dia

A eficiência energética, a princípio, está presente no nosso dia a dia. Em termos gerais, está ligada à otimização do uso de recursos, ou seja, tornar eficiente o consumo, em especial de energia elétrica, de derivados de petróleo, gás natural e água, com vistas à economia. Portanto, desde o controle de um banho quente à elaboração de um plano integrado de monitoramento em uma multinacional, tudo passa pela eficiência energética.
No decorrer do nosso dia, temos infinitas possibilidades de praticar a eficiência energética, com uma pequena mudança de comportamento. A simples opção por um chuveiro a gás no lugar de um elétrico pode gerar economia de energia, assim como o apagar das luzes quando se deixa um cômodo.
Em maiores proporções, as empresas também podem adotar medidas para redução do consumo, como dar preferência a plantas nativas nos jardins internos, para redução de água, e utilizar pressurizadores nas torneiras. Com foco em energia, a pintura de telhados na cor branca reflete a luz solar e impacta diretamente na redução da necessidade de ar-condicionado, assim como o uso de sistemas de controle de iluminação e ar-condicionado setorizados e a própria manutenção preventiva dos equipamentos.
Um estudo realizado pela Abesco (Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia), em 2010, aponta que o desperdício energético no Brasil chega a R$ 15 bilhões/ano. Já dados do Banco Mundial indicam que, se aprendêssemos a usar efetivamente nosso potencial de eficiência energética, economizaríamos mais de R$ 4 bilhões/ano, apenas racionalizando o uso de nossos recursos.
Porém, embora sejam inúmeras as vantagens da eficiência energética, como redução de custos, de emissão de poluentes e de recursos naturais, no Brasil ela ainda é pouco praticada. Os esforços, ainda tímidos, surgem, em grande parte, para atender a uma demanda de empresas multinacionais que já têm a preocupação com a sustentabilidade e só se instalam em prédios com tecnologias "verdes".
A solução para o estímulo à eficiência energética pode estar nas mãos do próprio governo que, por meio de mais fiscalização e planejamento, pode atrair o comportamento positivo das pessoas e das empresas. Um bom plano de incentivos à indústria e uma campanha de mídia podem promover os benefícios da eficiência energética.
Paralelamente, o empresariado pode se mobilizar para dar cada vez mais preferência à compra de itens produzidos por empresas que já empreguem medidas "verdes" no processo produtivo, gerando aumento de competitividade.
Neste ano, foi criada a norma ISO 50001 para orientar organizações na elaboração de processos de gestão do uso da energia, para que sejam capazes de avaliar os próprios desempenhos energéticos e reduzir custos.
A área industrial, inicialmente, é onde se concentra uma das maiores possibilidades de redução. Há possibilidades de reaproveitamento de subprodutos para geração de energia e mesmo a produção de energia de biomassa (queima de produtos de origem orgânica para geração de energia).
No entanto, apesar de a indústria responder por mais de 40% do consumo total de energia no Brasil, o setor não é prioridade nos programas governamentais de eficiência energética, que focam os setores público, residencial e comercial, responsáveis por apenas 16% do consumo brasileiro. Paralelamente, cerca de 80% das oportunidades de economia de energia na indústria provêm de processos térmicos, enquanto as ações de eficiência energética do governo focam mais no consumo da energia elétrica.
No Brasil, esse tipo de projeto começa a ganhar força. No Rio Grande do Sul, já operamos uma planta que produz energia elétrica com a queima da casca de arroz, até então rejeitada pelos agricultores locais. O projeto trouxe uma nova renda para as famílias, uma nova utilidade ao que antes era considerado lixo e um enorme benefício ao meio ambiente.
Mas ainda temos muito o que fazer no caminho da sustentabilidade. Buscar inspiração em projetos que dão bons resultados pode ser um início. Nas cidades de Campinas, Guarulhos, São Carlos e Araraquara, em São Paulo e em Vila Velha, no Espírito Santo, por exemplo, foram implantados projetos que oferecem benefícios fiscais para proprietários de imóveis que adotem princípios de sustentabilidade (desconto de até 20% do valor atual do IPTU, por um período de até 5 anos). Um incentivo ainda tímido, mas com grande potencial de crescimento e replicação para várias outras cidades. A boa intenção é fundamental, mas a realidade é que o comportamento só muda quando há uma relação de benefício.

Daniel Figueiredo - Diretor Comercial da Dalkia Brasil

ONU faz convocação mundial à Hora do Planeta

Por Fábio M. Michel*

São Paulo – O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou nesta sexta (25) que espera apoio maciço da população mundial à chamada Hora do Planeta, que acontece neste sábado (26). Para chamar a atenção para a necessidade de buscar fontes renováveis de energia, a WWF, mentora do evento, propõe que as pessoas se desliguem da eletricidade por uma hora, entre 20h30 e 21h30 (hora local de cada país).

“Em todo o mundo, indivíduos, comunidades, empresas e governos criam novos exemplos para nosso futuro comum – novas visões de uma vida sustentável e de novas tecnologias para viabilizá-las”, declarou. “Vamos nos unir amanhã (sábado) para juntos celebrarmos aquilo que buscamos para proteger o planeta e garantir o bem-estar da humanidade. Vamos usar 60 minutos de escuridão para ajudar o mundo a ver a luz.”

Segundo o WWF-Brasil, em 2010 mais de um bilhão de pessoas – em 4.616 cidades de 128 países – apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Para este ano, a adesão esperada é de que a população de 133 países e territórios desliguem suas luzes às 20h30min do horário local.

Uma série de vídeos colocados no YouTube mostra lideranças mundiais, como o arcebispo sul-africano Desmond Tutu; o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron; a primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard; e o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, reafirmando seus compromissos com o movimento.
Os vídeos podem ser vistos em www.youtube.com/earthhour

sábado, 29 de outubro de 2011

Conferência do Clima (COP17), em Durban, ocorre em mau momento, alerta ONU

A Conferência do Clima das Nações Unidas (COP17), que começa no próximo mês em Durban, na África do Sul, coincide com a crise financeira internacional, comprometendo os esforços para angariar fundos para o combate às mudanças climáticas, alertou uma alta funcionária da ONU. Reportagem da AFP.

“Este não é o melhor momento para falar em dinheiro porque todos os países ricos estão em crise financeira”, afirmou Christiana Figueres, secretária-executiva da Convenção-quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, em declarações à imprensa a respeito da cúpula de Durban, que será celebrada entre 28 de novembro e 9 de dezembro.

Ela instou os países desenvolvidos a pensarem nos recursos como necessidade de longo prazo que vai pedurar após o momento sombrio que afeta a zona do euro.

“As necessidades financeiras do clima, tanto para adaptação quanto para a mitigação, não são necessidades de curto prazo. São necessidades de longo prazo e precisam ser vistas desta forma. A crise financeira é uma crise financeira que vivemos agora, mas não é uma crise de longo prazo para os próximos 20, 30 anos”, afirmou.

Os negociadores climáticos tentam angariar fundos para um Fundo Verde Climático, que repassaria US$ 100 milhões ao ano até 2020 aos países em desenvolvimento para enfrentar as mudanças climáticas e seus efeitos.

A criação do fundo foi acertada durante a Conferência do Clima em Cancún-2010, mas os negociadores ainda precisam definir de onde o dinheiro virá e como será gerido.

A outra grande questão na agenda de Durban é o futuro do Protocolo de Kioto, cujas metas atuais de emissões expiram ao final de 2012.

Autoridades têm se referido a Durban como um encontro do tudo ou nada para o futuro do acordo, o único até hoje a estabelecer compromissos legalmente vinculantes para conter as emissões de gases de efeito estufa, que os cientistas dizem que pode levar a saúde do planeta à catástrofe se não forem controladas.

O embaixador do país-sede das negociações rejeitou a possibilidade de um novo sistema de metas legalmente vinculantes para substituir Kyoto, afirmando que uma agenda ambiciosa demais poderia arruinar as conversações.

“Falar em qualquer instrumento legalmente vinculante seria irresponsável, muito irresponsável”, afirmou NJ Mxakato-Diseko, representante sul-africano na conferência.

“Sequer sugerir que o resultado de (a conferência de) Durban precisa ser um instrumento legalmente vinculante seria irresponsável porque arruinaria o sistema”, acrescentou.

Segundo Figueres, os negociadores precisam chegar a um acordo sobre um “quadro de mitigação mais amplo”, que combinasse uma segunda rodada de metas de Kyoto, com compromissos de países extra-Kyoto para fazer cortes comparáveis.

Os maiores poluidores do mundo, China e Estados Unidos, não fazem parte dos cortes de emissões previstos no Protocolo de Kyoto. Canadá, Rússia e Japão já anunciaram que não assinariam uma renovação do tratado.
Reportagem da AFP, no UOL Notícias EcoDebate

Somos 7 bilhões – é possível oferecer bem-estar a todos?



Cada habitante da Terra tem direito a uma vida digna, água, comida, educação, moradia e saúde. Se todos seguirem o estilo de vida dos países ricos, seriam necessários três planetas, dizem os especialistas.

Ela nasce por estes dias: a pessoa que, até o final de outubro, elevará a 7 bilhões o cálculo estatístico do crescimento populacional do planeta. O termo empregado pelos especialistas é “explosão demográfica”: nos últimos 200 anos ocorreu o mais veloz crescimento da população na história da humanidade.
Até 2050 deverão ser até mesmo 9,1 bilhões de habitantes. Cada um deles com direito a uma vida digna, água e alimento, educação, moradia e saúde. E quase todos sonham com um pouquinho de prosperidade, geralmente segundo os padrões ocidentais de qualidade de vida.

Mas o globo será capaz de comportar tudo isso? “Se todos seguirem o estilo de vida norte-americano ou ocidental, isso não será possível”, descarta o cientista Ernst Ulrich von Weizsäcker, especialista em meio ambiente e membro do Conselho para o Futuro do Mundo (WFC, em inglês), fundado em 2007, em Hamburgo. “Para tal, seriam necessários três planetas Terra.”

Modelo falido

Há 40 anos, a ideia do crescimento ilimitado já era posta em dúvida pelo Clube de Roma em seu famoso estudo Limits to growth (Limites do crescimento). “Diante da população crescente, contudo, o fim do crescimento é mera ficção”, afirma o político verde alemão Ralf Fücks.
Jean Ziegler, perito das Nações Unidas para o assunto, não vê problemas mesmo para alimentar 12 bilhões de pessoas no globo. Contudo somente se os alimentos forem melhor distribuídos e as regiões rurais e os pequenos agricultores no hemisfério sul receberem apoio de forma sustentável. Devido à carência de recursos em diversos setores, “continuar do jeito que está” só é possível por mais algum tempo.

Segundo os prognósticos da ONU, em breve a Índia tomará o lugar da China como o país mais populoso do mundo, enquanto mingua o número de habitantes das nações industrializadas ocidentais. Ao mesmo tempo, essas sociedades minguantes e os populosos emergentes são os maiores consumidores de recursos naturais: alimentos, água, terras e combustíveis fósseis, assim como metais nobres envolvidos na produção de tecnologia digital.

É a era fóssil que de fato chega aos seus limites, diagnostica Fücks. Segundo o político verde, nem o atual sistema de energia nem o sistema de transportes erguido sobre o petróleo barato são “globalizáveis”.

Multiplicar recursos

Há projeções de que, devido às mudanças climáticas globais já em curso, as temperaturas médias em todo o mundo possam se elevar em cerca de 4ºC no decorrer do século. Caso esses temores se tornem realidade, dentro em breve 330 milhões de pessoas serão forçadas por devastadoras inundações a abandonar seus locais de residência.

Somente em Bangladesh, a cifra dos atingidos chegaria a 70 milhões. Porém outros extremos climáticos também podem tornar inabitáveis certas regiões do mundo, elevando ainda mais a pressão sobre as reservas de água potável, os alimentos e as terras.

Não se pode mais tentar superar o problema da escassez de recursos seguindo o modelo progressista do “cada vez maior, mais alto e mais forte”. Tal noção é absurda, afirma Von Weizsäcker. Também a promessa de progresso através dos mercados globais e liberalizados perdeu a validade. Pelo contrário, critica o cientista: “A crença religiosa no poder criador dos mercados revelou-se avassaladoramente equivocada, o mais tardar desde a crise financeira de 2008. Os mercados podem causar danos inacreditáveis”.

É preciso “re-regulamentar”, paralelamente a reformas radicais em direção à eficiência no uso de recursos, exige Von Weizsäcker. “Em termos bem banais, isso significa retirar de um metro quadrado de terra, de um kilowatt/hora ou de um metro cúbico de água três, quatro, dez vezes mais bem-estar. E isso é tecnicamente possível.” Não se trata de nenhuma utopia, enfatiza, mas sim de uma nova meta real, na qual a Alemanha deveria ser pioneira.

Nova onda verde
Essa noção de uma era moderna ambiental é discutida na Alemanha – e não apenas pelo Partido Verde e no recém-inaugurado Fórum do Progresso, da Fundação Friedrich Ebert (ligada ao Partido Social Democrata). O tema também concerne uma recém-formada comissão do Parlamento alemão. Sob o título “Crescimento, bem-estar, qualidade de vida”, o grupo de trabalho transpartidário examinará possibilidades de desvincular o crescimento do consumo de recursos.

Empregos “verdes” para as gerações futuras de uma população em crescimento também estão entre as prioridades da Organização Mundial do Trabalho. Recentemente, seu secretário-geral, Juan Somavia, manifestou-se a favor de organizar uma economia pobre em emissões de CO2, em conexão com uma nova política ambiental e social.

No entanto, a atenção de políticos e parlamentos ainda está voltada para o atual modelo econômico e para a superação da crise econômica. Até que ponto a comunidade internacional já está comprometida com o bem-estar de uma população mundial em crescimento só ficará claro em dezembro próximo, quando se realiza na África do Sul a cúpula do clima da ONU.
Autoria: Ulrike Mast-Kirschning (av)
Revisão: Alexandre Schossler
Análise da Agência Deutsche Welle, DW, publicada pelo EcoDebate

A Terra, seus sete bilhões de habitantes e os desafios de um mundo lotado

Na próxima segunda-feira, em algum lugar da Índia, deve nascer um cidadão bastante simbólico. Provavelmente ele não saberá, e sua identidade dificilmente será conhecida, mas ele carregará o título de habitante número 7 bilhões da Terra. A marca, embora considerada por especialistas um motivo para comemoração, por representar um triunfo da espécie humana na ocupação do planeta, também é um sinal de que algo deve ser feito.

Em um mundo cada vez mais populoso, será preciso criar um padrão de desenvolvimento mais sustentável, garante o Relatório sobre a Situação da População Mundial 2011: pessoas e possibilidades em um mundo com 7 bilhões, lançado ontem pelo Fundo de Populações das Nações Unidas (Unfpa).

Sete bilhões de pessoas representam enormes possibilidades de crescimento, desenvolvimento criativo e aperfeiçoamento da humanidade, garantem os estudiosos da questão. “É maravilhoso a família humana ter ido tão longe e tão rápido. Temos o potencial para nos desenvolver de tantas formas que não podemos sequer imaginar”, opina John Sulston, diretor do grupo de trabalho sobre populações da Real Sociedade do Reino Unido. “No entanto, nossa comunidade está colocando uma carga insustentável sobre a Terra, criando problemas que não podemos ignorar”, ressalva o britânico.

A marca populacional de hoje pode sim ser vista como uma ampliação das possibilidades criativas e de desenvolvimento, mas também carrega um problema gigantesco. Com uma população tão grande, a quantidade de água, de energia e de alimentos pode não ser suficiente, se mudanças no padrão de consumo não forem tomadas.

“A marca de 7 bilhões se apresenta como um desafio duplo, já que apresenta inúmeras possibilidades de desenvolvimento, mas pode aprofundar as desigualdades atualmente existentes entre os países”, contou ao Correio o representante do Fundo de Populações das Nações Unidas (Unfpa) no Brasil, Harold Robinson.

De acordo com o relatório do órgão vinculado à ONU, outro problema da expansão populacional atual é o seu desequilíbrio. Algumas regiões crescem rapidamente, gerando uma carga populacional acima do que o ambiente pode suportar, enquanto em outras ocorre uma diminuição. Um exemplo desse descompasso são as diferentes taxas de fecundidade — ou seja, o número médio de filhos para cada mulher —, que é de 1,7 nos países ricos e pula para 4,8 nas nações mais pobres.

A matemática é negativa para os dois grupos. Do ponto de vista econômico, países com a população estável ou em diminuição, como ocorre em diversas regiões da Europa, podem sofrer com estagnação econômica, falta de mão de obra e desequilíbrio nos sistemas de previdência social. Da mesma forma, a alta natalidade, em especial, em regiões da Ásia e da África, é um entrave para a melhoria das condições socioeconômicas na região. Com mais crianças para sustentar, nem sempre os pais têm a possibilidade de prover condições adequadas para o desenvolvimento de seus filhos, gerando um ciclo de pobreza. “É preciso dar às pessoas o poder de decidir quando engravidar. Isso tem que passar a ser uma escolha consciente”, defende Harold Robinson.

Riscos

O cenário para o futuro pode ser aterrador para áreas já problemáticas atualmente, como o acesso à educação de qualidade, sistemas de saúde universalizados, e harmonia entre o homem e o meio ambiente. Segundo a ONU, o mundo ganha, anualmente, 80 milhões de habitantes — o equivalente à população da Alemanha — , e deve chegar a 2100 com 10 bilhões de pessoas. Isso se a natalidade nos países mais pobres continuar caindo de maneira acelerada.

Caso contrário, na virada para o próximo século a Terra será o lar de nada menos que 15 bilhões de seres humanos, mais do que o dobro da população atual. “Teremos que criar padrões de desenvolvimento mais sustentáveis, nos quais as pessoas tenham um consumo consciente e a tecnologia trabalhe em favor do equilíbrio ambiental”, completa Robinson. “O tamanho da população e o consumo de recursos são coisas inseparáveis. É nosso dever com as gerações futuras — e com o próprio planeta — encontrar uma maneira de equilibrar os dois equitativamente, para garantir um futuro em que possamos florescer, em vez de apenas sobreviver. Um futuro em que possamos fazer as coisas extraordinárias de que somos capazes”, emenda John Sulston, da Real Sociedade do Reino Unido.

Explosão em 50 anos

O crescimento populacional nem sempre foi tão acelerado. O ser humano surgiu há cerca de 200 mil anos, mas apenas dois séculos atrás, em 1804, a população mundial atingiu o primeiro bilhão de pessoas. Crises de fome e epidemias barraram o avanço populacional até a década de 1920, quando o segundo bilhão foi alcançado. Foi, no entanto, a partir dos anos 1960 que o grande surto populacional ocorreu: em média, a população mundial ganhou mais 1 bilhão de pessoas em pouco mais de uma década, crescimento que deve continuar nos próximos anos. Em 2025, os cidadãos do planeta devem somar 8 bilhões. Já os 9 bi devem ser atingidos em 2043.
Artigo originalmente publicado no Correio Braziliense. EcoDebate

Amazônia está muito próxima de um ponto de não retorno para sua sobrevivência, diz Thomas Lovejoy

Limite próximo – A Amazônia está muito próxima de um ponto de não retorno para sua sobrevivência, devido a uma combinação de fatores que incluem aquecimento global, desflorestamento e queimadas que minam seu sistema hidrogeológico.

A advertência foi feita por Thomas Lovejoy, atualmente professor da George Mason University, no Estado de Virgínia, EUA, no primeiro dia do simpósio internacional FAPESP Week, em Washington, nesta segunda-feira.

O biólogo Lovejoy, um dos mais importantes especialistas em Amazônia do mundo, começou a trabalhar na floresta brasileira em 1965, “apenas três anos depois da fundação da FAPESP”, lembrou.
Apesar de muita coisa positiva ter acontecido nestes 47 anos (“quando pisei pela primeira vez em Belém, só havia uma floresta nacional e uma área indígena demarcada e quase nenhum cientista brasileiro se interessava em estudar a Amazônia; hoje esse situação está totalmente invertida”), também apareceram no período diversos fatores de preocupação.

Lovejoy acredita que restam cinco anos para inverter as tendências em tempo de evitar problemas de maior gravidade. O aquecimento da temperatura média do planeta já está na casa de 0,8 grau centígrado. Ele acredita que o limite aceitável é de 2 graus centígrados e que ele pode ser alcançado até 2016 se nada for feito para efetivamente reduzi-lo.

O objetivo fixado nas mais recentes reuniões sobre o clima em Cancun e Copenhague de limitar o aumento médio da temperatura média global em 2 graus centígrados pode ser insuficiente, na opinião de Lovejoy, devido a essa conjugação de elementos.

De forma similar, Lovejoy crê que 20% de desflorestamento em relação ao tamanho original da Amazônia é o máximo que ela consegue suportar e o atual índice já é de 17% (em 1965, a taxa era de 3%).

A boa notícia, diz o biólogo, é que há bastante terra abandonada, sem nenhuma perspectiva de utilização econômica na Amazônia e que pode ser de alguma forma reflorestada, o que poderia proporcionar certa margem de segurança.

Em sua palestra, Lovejoy saudou vários cientistas brasileiros como exemplares em excelência em suas pesquisas. Entre outros, Eneas Salati, Carlos Nobre e Carlos Joly.
Matéria da Agência FAPESP, publicada pelo EcoDebate

Cientistas e ambientalistas criticam parecer do senador Luiz Henrique da Silveira sobre o Código Florestal

Cientistas e ambientalistas criticam o parecer do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), relator do Projeto de Lei da Câmara 30/2011, apresentado na última terça-feira (25) nas comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Ciência e Tecnologia (CCT).

Ricardo Ribeiro Rodrigues, professor titular do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), disse que o parecer considerou apenas alguns pontos recomendados pelos cientistas para a reformulação do Código Florestal em vigor (Lei 4.771/1965). O professor refere-se ao estudo do grupo de trabalho criado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), do qual ele faz parte, divulgado e encaminhado ao Senado Federal, no dia 11 deste mês.

Um dos pontos citados por Ribeiro Rodrigues é a inclusão, no parecer, de manguezais (que abrangem apicuns e salgados) como Áreas de Preservação Permanentes (APPs). Entretanto, a proposta do relator desconsidera a recuperação dos mangues degradados, ao contrário das recomendações dos cientistas que, no estudo, destacam a “importância ecológica” dos manguezais e apicuns para a vida marinha. Assim, além da inclusão desse ecossistema como áreas de preservação permanente, os cientistas recomendam, também, a recuperação ambiental de áreas de manguezais degradadas historicamente.

Para o coordenador do grupo de trabalho da SBPC e ABC, professor José Antônio Aleixo da Silva, “mais uma vez” a Ciência e a Tecnologia “não foram consideradas como deveriam”, embora no Senado Federal “tudo indicasse que sim”. Ou seja, as indicações de senadores eram de que as recomendações científicas seriam contempladas nas mudanças do Código Florestal.

“Fomos ao Senado várias vezes a convite das Comissões que analisavam o assunto. Um grupo de senadores nos procurou depois para discutir modificações no PLC 30/2011, mas, a exemplo da Câmara dos Deputados, prevaleceram os interesses de setores e não os do País”, reclama Aleixo da Silva, para emendar: “Repetiu-se o que aconteceu com os royalties do pré-sal. A SBPC com a ABC fizeram um movimento nacional solicitando que parte dos recursos fosse oficialmente destinada à Educação e CT,I (Ciência, Tecnologia e Inovação), encaminharam aos senadores e nada foi considerado. Infelizmente, no Congresso as decisões são na base do “la loi ces’t moi” (a lei sou eu)”.

Em uma tentativa de justificar o substitutivo ao PLC 30/2011, o senador Henrique da Silveira disse que, ao redigir o texto, buscou “que (ele) seja sancionável pela senhora presidente da República, e que mereça aprovação pelo conjunto dos 410 Deputados Federais, que aprovaram o texto original”.

Posição do governo – Apesar de ter avaliado como positivas as alterações feitas ao projeto do Código Florestal, o secretário de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus Medeiros apontou aspectos que ainda deverão ser aperfeiçoados, segundo informações da Agência Senado. Como exemplo, Medeiros citou a necessidade de maior clareza e objetividade nas orientações para os Programas de Regularização Ambiental (PRA) para dar segurança jurídica aos cultivos consolidados em área protegida.

Outro aspecto analisado pelo secretário é a regularização de atividades consolidadas em APPs de rios com largura acima de dez metros. O texto já prevê condições para a manutenção das atividades agrossilvopastoris nas margens de rios até essa largura, mas não se refere aos rios maiores.

Segundo informações da Agência Senado, o governo teme que a falta de regras para rios com largura maior que 10 metros possa suscitar interpretações equivocadas. O secretário menciona o caso de propriedades familiares que exploram as margens de rios grandes, como o rio São Francisco, nas quais praticamente todo imóvel rural está em APP.

Críticas do Comitê Brasil em Defesa das Florestas – O texto apresentado pelo senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) desagradou também o Comitê Brasil em Defesa das Florestas. Em nota, divulgada ontem (26), a entidade revela que a expectativa era de que o relator incorporasse emendas fundamentais para modificar os pontos mais críticos do projeto. Assim, evitaria o estímulo a novos desmatamentos e impediria “uma ampla anistia” a desmatamentos ilegais ocorridos antes de julho de 2008. Segundo análise do Comitê, o substitutivo continua com, pelo menos, 19 graves problemas (documento disponível em http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/arquivo_315.pdf).

O Comitê Brasil em Defesa das Florestas recorda que durante a votação na Comissão de Constituição e Justiça, em 21 de setembro, Luiz Henrique assegurou que as propostas de emendas seriam apreciadas nas comissões de Agricultura e Reforma Agrária e de Ciência e Tecnologia. Porém, a maioria das proposições estruturais, que representariam mudanças significativas ao texto, foi ignorada no relatório.

“As mudanças foram poucas e superficiais. As questões centrais, infelizmente, ainda não foram resolvidas” diz Raul do Valle, representante do Instituto Socioambiental no Comitê Brasil em Defesa das Florestas.

Segundo o Comitê, o texto apresentado na terça-feira não modifica, por exemplo, a data para definição de área consolidada, ao contrário do que propunha a emenda 70, apresentada à CCJ pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). Com isso, desmatamentos ilegais feitos há pouco mais de três anos não precisarão ser recuperados e as multas deixarão de ser pagas. “É importante lembrar que, desde 1998, a ocupação de APPs é considerada crime pela legislação em vigor (Lei 9.605/98)”, destaca a nota.

Além disso, a nota do Comitê revela que texto lido pelo senador Henrique da Silveira permite, no artigo 53, a manutenção de qualquer atividade agrossilvopastoril existente em áreas de preservação permanente (APPs), fazendo com que a recuperação de áreas desmatadas torne-se exceção.

“Como cada órgão estadual poderá definir, a seu critério, quais atividades serão ou não regularizadas, cria-se a possibilidade da chamada guerra ambiental, quando os estados reduzem “o caráter protetivo” da legislação ambiental buscando atrair investimentos, mesmo aqueles de caráter predatório”, sublinha a nota do Comitê Brasil em Defesa das Florestas.

A posição do Governo Federal na tramitação do substitutivo também é considerada “ambígua” pelo Comitê. “É preocupante a manifestação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de que o relatório lido pelo senador Luiz Henrique contará com apoio incondicional do PMDB, maior bancada do Senado. Se isso for verdadeiro, continuamos com um descompasso forte entre o que a presidente Dilma prometeu nas eleições e o que o seu principal partido de apoio sustenta no congresso”, avaliou André Lima, representante do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam) no Comitê Brasil em Defesa das Florestas.

Tramitação da matéria – Os senadores terão até a próxima terça-feira (1º) para apresentar emendas ao parecer do senador Luiz Henrique, cujo texto deverá ser colocado em pauta de votação nas comissões da Agricultura e Ciência e Tecnologia na terça-feira seguinte, 8 de novembro. Após a tramitação nessas duas comissões, o texto será analisado também na comissão de Meio Ambiente e posteriormente passará pelo crivo do Plenário do Senado Federal.
Reportagem de Viviane Monteiro, do Jornal da Ciência / SBPC, JC e-mail 4373 - Publicado no - EcoDebate

Projetos de recuperação de áreas degradadas


Os motivos mais frequentes e mais relevantes para recuperar áreas são o desmatamento e as diversas formas de erosão. Mais recentemente ocorrem diversas ocorrências de depósitos irregulares de resíduos sólidos que são objeto de biorremediação ou mesmo remoção para valas de aterros sanitários adequados e reurbanização dos terrenos.

Em função da própria natureza da degradação é que são feitos os levantamentos para recuperação. A degradação física dos terrenos por erosão ou escavação indevida e a própria disposição inadequada de resíduos sólidos, na prática, acabam gerando antes de tudo o desmatamento das áreas. Por isso falar em recuperar áreas pode ter biorremediação, obras físicas, mas fundamentalmente é revegetação. E posterior reurbanização se for o caso.

Inicialmente se avalia os remanescentes florestais existentes na área, seja de natureza florestal ou resultante de ajardinamento humano. Após é feito um levantamento das condições ambientais e possíveis causas da degradação. Não adianta recuperar uma área e as condições de degradação permanecerem.

De acordo com as características do local e com os objetivos específicos do caso concreto a recuperar, é escolhido o modelo de recuperação que vai ser aplicado: plantio em linhas, sistemas alternados, sistemas agroflorestais, etc.

A escolha das espécies na formulação de projeto considera as espécies presentes na vegetação original, seja natural, seja antrópica, considera também o modelo de reflorestamento escolhido e as características locais do ambiente, se é constituído por mata ciliar ou área sujeita a ocorrência de alagamentos e informações desta natureza.

Num primeiro momento são utilizadas espécies vegetais ditas pioneiras, que tem por características a facilidade de propagação, a facilidade de produção de sementes, rapidez de crescimento e boa capacidade de fornecimento de matéria orgânica para reconstituição da capacidade de germinação dos solos.

As espécies pioneiras podem ser plantadas através de mudas ou por sementes diretamente no campo, com o uso de hidrossemeaduras ou técnicas análogas. Em terreno previamente preparado, é possível utilizar lançamento simples, hídrico ou em ponta de facão.

Posteriormente virão as espécies secundárias iniciais ou tardias e as espécies de clímax. É interessante a implantação de viveiro para produção de mudas destes tipos, pois o local degradado geralmente é hostil para a produção de sementes e portanto a consecução dos objetivos gerais da recuperação.

Os tipos de plantio alternam várias técnicas. No chamado modelo I existe a simples instalação alternando espécies pioneiras com não pioneiras. Neste modelo, enquanto as pioneiras não crescem ocorre a infiltração de excesso de luz, prejudicando momentaneamente espécies secundárias e cllimácicas. O problema é minorado com o atraso no plantio deste último tipo de espécie vegetal.

No modelo II, o plantio alternado de pioneiras e não pioneiras é regulado por alternância entre as linhas paralelas, dificultando a penetração de excesso de luminosidade.

No chamado modelo III são alternadas pioneiras de copa mais densa e pioneiras de copa mais rala, mas também é feita alternância entre pioneiras e os demais tipos. Neste modelo importa saber quais os tipos de espécies secundária mais afetadas ou não pela luminosidade. O plantio é planejado para a implantação de microclimas favorável para todo tipo de espécie vegetal. Quando bem implementado alcança melhores resultados do que os modelos anteriores, mas exige maior conhecimento das espécies e planejamento mais detalhado.

O melhor método no entanto é a utillização de sistemas agroflorestais (SAFs) que exige conhecimento de todos os elementos do sistema ecológico local para que se possam estabelecer todas as interações e planejar uma recuperação integrada de flora e fauna, reestabelecendo toda a biodiversidade dos seres vivos que habitavam a área. Somente com esta concepção a área seria realmente recuperada com o reestabelecimento pleno da vida.

Em termos físicos são construídos terraços em taludes, banquetas verdes ou canaletas para melhorar o escoamento de água e a drenagem geral da área.

Terraços são “escadarias” construídas sobre taludes naturais ou de escavação, nos quais são operadas as atividades de reflorestamento.

Banquetas verdes são bancos de pedras colocados em curva de nível no terreno para reduzir as quantidades de partículas arrastadas pela ação erosiva da água e que servem também para retenção de umidade nos terrenos subjacentes.

Por fim, canaletas são canais abertos no terreno com a finalidade de diminuir a velocidade das águas e restringir o dano da ação erosiva das enxurradas. São executadas em terrenos que tenham declividade.
No caso de resíduos sólidos, a recuperação pode se dar pela construção de um aterro sanitário adequado, e remoção para o interior deste aterro sanitário dos materiais irregularmente dispostos ou pelo uso de técnicas de biorremediação que são cada vez maiores e mais intensas tanto no exterior como no Brasil também.
Dr. Roberto Naime - EcoDebate

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Primeiro ser vivo da Terra era mais complexo do que se imaginava


Você já ouviu falar no conceito de “Último Ancestral Universal Comum”? Nada mais é do que um primeiro ser vivo na Terra, a partir do qual todos os demais se originaram. Ao longo dos anos, o imaginário das pessoas é que tal ser seria o organismo mais primitivo o possível, contendo o mínimo necessário para que se pudesse chamar de ser vivo. Uma pesquisa da Universidade de Illinois (EUA), contudo, indica que não se tratava de um ser tão simplório.

Mesmo entre os cientistas, sempre se imaginou que este primeiro ser seria algo como um amontoado de compostos químicos, uma espécie de “sopa de moléculas”, algo muito distante de uma estrutura celular desenvolvida. A universidade americana agora refuta essa ideia.

O surgimento deste ser primitivo está estimado, segundo as teorias mais recentes, em 3,8 bilhões de anos. Embora o primeiro organismo não fosse multicelular (porque isso exigiria uma estrutura eucariótica, algo que está milhões de anos à frente na escala evolutiva), sua composição era semelhante à de uma célula complexa.

A aparência desse corpo primitivo sempre foi um mistério, e os pesquisadores têm a teoria de que era parecido com as arqueias, um grupo de microorganismos semelhante às bactérias atuais.

A maior evidência de que se tratava de um organismo complexo, segundo os pesquisadores, está na produção de energia. Os cientistas determinaram uma “árvore genealógica” da vida na Terra, e concluíram que a origem da energia “celular” está no armazenamento de polifosfato.

E esse é justamente o ponto: o mecanismo que o primeiro organismo usava, para armazenar o polifosfato acumulado, caracteriza a primeira organela da vida na Terra. Seria o início da história da célula.

Os cientistas defendem que essa estrutura mínima já apareceu desde muito cedo nos organismos, condição sem a qual não haveria como seguir o ritmo da evolução celular. Outra pesquisa, da Universidade de Montreal (Canadá) vai ainda mais longe: aparentemente, os primórdios da estrutura celular foram feitos de RNA, e o DNA só surgiria posteriormente.

Enquanto os pesquisadores de Illinois basearam seus estudos no armazenamento de energia, a equipe de Montreal focou sua pesquisa em outro ponto primordial: a resistência à temperatura. Nas últimas décadas, cientistas vinham teorizando que o primeiro ser vivo esteve na Terra em um período de altíssima temperatura do globo, ou seja, era adaptado ao calor.

Essa ideia é negada pelos cientistas canadenses, que defendem a ideia de um ser primitivo preparado para temperaturas de até 10 graus Celsius. Uma estrutura complexa de moléculas, segundo eles, não seria possível em um ambiente tão quente. A partir de um clima mais ameno, portanto, estaria pronto o gatilho para a evolução da estrutura celular. [MSN]

5 maneiras como o mundo vai mudar radicalmente esse século

Em termos de evolução, a espécie Homo sapiens é extremamente bem sucedida. As populações de outras espécies posicionadas semelhantes a nós na cadeia alimentar tendem a chegar, no máximo, na casa dos 20 milhões.

Nós, pelo contrário, levamos apenas 120 mil anos para alcançar o nosso primeiro bilhão de membros, e, em seguida, precisamos de apenas outros 206 anos para adicionar mais 6 bilhões. De acordo com a Divisão de População das Nações Unidas, a nossa população vai chegar a 7 bilhões em 31 de outubro, e, embora as taxas de fecundidade começaram a declinar em grande parte do mundo, ainda estamos projetados para alcançar 9 bilhões em meados do século, e nos estabilizar em cerca de 10 bilhões até 2100.

E quais os impactos dessa explosão da população humana? Confira cinco mudanças marcantes que você, seus filhos ou seus netos podem esperar para ver ainda esse século.

1 – Trocas em população
Atualmente, é fato bem conhecido que a China é o país mais populoso do mundo, e que a África, embora repleta de problemas, não é necessariamente superpovoada considerando seu tamanho. Esses fatos vão mudar drasticamente.

A política chinesa do filho único restringiu significativamente seu crescimento, enquanto que, em alguns países africanos, a média das mulheres dá à luz a mais de 7 filhos.

De acordo com o biólogo Joel Cohen, a população da Índia vai superar a da China por volta de 2020, e a da África subsaariana alcançará a da Índia em 2040. Além disso, em 1950, havia três vezes mais europeus do que africanos subsaarianos. Em 2100, haverá cinco africanos subsaarianos para cada europeu. Essa é uma mudança de 15 vezes na relação da população, que pode ter um impacto geopolítico e sobre a migração internacional.

A migração de pessoas da África para a Europa pode apresentar um grande desafio nos próximos anos. Pode ser um potencial enorme do ponto de vista europeu, ou pode ser visto como uma ameaça. Como o mundo vai gerir a imigração para que o continente europeu ainda tenha benefícios enquanto a administra vai ser uma grande questão.

2 – Urbanização
Globalmente, o número de pessoas vivendo em áreas urbanas alcançou e ultrapassou o número de pessoas vivendo em áreas rurais em algum momento nos últimos dois anos.

A tendência vai continuar. O número de pessoas que vivem nas cidades vai subir de 3,5 bilhões hoje para 6,3 bilhões em 2050. Esta taxa de urbanização é equivalente a construção de uma cidade de um milhão de pessoas a cada cinco dias, a partir de agora, para os próximos 40 anos.

É claro, novas cidades não tendem a ser construídas; em vez disso, as cidades que já existem tendem a “lotar”. As megacidades se tornarão ainda mais caóticas – o que pode gerar novos conflitos. Quando você vive em pequenas cidades e áreas rurais, existem todos os tipos tradicionais de resolução de conflitos – uma espécie de equilíbrio estável. Com as megalópoles que se vê agora na África, como Monróvia (Libéria) e Kinshasa (República do Congo), vemos cidades onde a dinâmica não está mais sob controle. Ou seja, podemos estar indo em direção a novos tipos de conflitos – conflitos urbanos – e o mundo ainda não pensou nas consequências disso.

3 – Guerra pela água
Não só a população humana explodiu nos últimos dois séculos, mas o consumo de recursos por pessoa – especialmente em nações industrializadas – tem crescido exponencialmente.

Os cientistas acreditam que a escassez dos recursos irá causar uma escalada de conflitos durante este século, ampliando o abismo entre ricos e pobres – os que têm e os que não têm.

Nenhum recurso é mais precioso e vital que a água, e, segundo o economista Jeffrey Sachs, já existem partes do mundo que, por causa do clima em rápida mutação, estão em um ponto de crise grave. A população da Somália, por exemplo, aumentou cerca de cinco vezes desde meados do século 20, e a precipitação diminuiu cerca de 25% no último quarto de século. Há uma fome devastadora após dois anos de completo fracasso das chuvas.

Conflitos sobre a escassez de água provavelmente se desenvolverão em luta de classes. A desigualdade da riqueza tende a crescer à medida que a população do país cresce, e este é um ponto muito importante a se notar, pois o consumo per capita de recursos aumentou dramaticamente.

Quando você soma tudo isso, tem um quadro sombrio: conforme a população cresce, há menos água por pessoa. Enquanto isso, o buraco entre ricos e pobres se alarga, e os ricos demandam mais recursos para acomodar seu estilo de vida. Inevitavelmente, eles vão comandar a água e outros recursos dos pobres. Com toda a probabilidade, isso levará a desafios, e talvez conflito de classes.

4 – Energia futura
 
Atualmente, não há energia suficiente para ser extraída de fontes conhecidas de combustíveis fósseis para sustentar 10 bilhões de pessoas. Isto significa que os seres humanos serão obrigados a recorrer a uma nova fonte de energia antes do final do século. No entanto, é um mistério qual será essa nova fonte.

Nenhuma tecnologia está completamente pronta para resolver o problema da energia. Sabemos que há uma abundância de energia solar, nuclear, no carbono, e outras fontes, para provavelmente 100 ou 200 anos. Mas todas elas ainda têm algum problema: eficiência, custo, etc.

Muitos especialistas estão otimistas de que as tecnologias podem ser desenvolvidas para resolver nossos problemas, mas outros acham que não temos as estruturas sociais que nos permitem empregar estas tecnologias.

Em suma, o futuro irá corresponder a uma destas duas imagens: ou alguma forma nova e superior de extração de energia (tais como painéis solares altamente eficientes) será generalizada, ou a tecnologia e sua implementação irão falhar, e a humanidade terá de enfrentar uma grande crise de energia.

5 – Extinções em massa
Conforme os seres humanos se espalham, deixam pouco espaço ou recursos escassos para outras espécies. Há boas evidências de que estamos na sexta extinção de espécies em massa da história do planeta, por causa da incrível quantidade de produção primária que tomamos por sermos uma espécie de 7 bilhões de indivíduos.

Além da falta de terra e recursos para outras espécies, nós também causamos mudanças rápidas para o clima global, com a qual muitas espécies não conseguem lidar. Alguns biólogos acreditam que, com a atual taxa de extinção, 75% das espécies do planeta desaparecerão nos próximos 300 a 2.000 anos. Estes desaparecimentos já começaram, e os eventos de extinção se tornarão cada vez mais comuns ao longo do século.[Life'sLittleMysteries]hypescience.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

5 aves com habilidades que deixam super-heróis no chinelo

Rápido, pense em um super-herói legal com temática de ave! Não pensou em nada, né?
Bom, isso porque todos eles não são legais. Se você pensou em Robin, ou no Pinguim, ou qualquer outro personagem menos conhecido, as chances são de que seus poderes sejam apenas de voo ou de parecer estúpido.

No entanto, a culpa disso é a falta de imaginação dos escritores, afinal, quando você observa o vasto leque de habilidades aviárias na natureza, é fácil detectar muitos talentos de super-heróis, como…
1 – A coruja que é uma combinação de Demolidor com Wolverine

O que há de especial sobre as corujas? Elas podem virar a cabeça em 360°? Elas podem engolir ratos inteiros?

Aparentemente, as corujas não podem fazer coisa nenhuma – se os quadrinhos forem nossos guias, claro. Apesar de existirem vários heróis/vilões com temática de coruja, eles tendem a ser pobres imitações do Batman sem poderes. Ou possuem algum poder bastante triste e inútil, como a habilidade do Homem Coruja de “causar confusão”.

Dica para os escritores de histórias em quadrinhos: abram uma enciclopédia de vez em quando. Corujas, além de ter a melhor visão noturna de todos os pássaros, também tem uma antena parabólica na cara.

Isso mesmo. O padrão circular de penas no seu rosto atua como uma antena, concentrando o som e dando-lhes o que pode ser a melhor audição direcional do mundo. E ainda mais estranho, esses padrões de penas também podem, sem brincadeira, serem ajustados individualmente para aumentar a recepção.

Quão bem isso funciona? Bom, uma coruja pode ouvir um rato pisar em um galho a 22 metros de distância.

Corujas também tem um incrível senso de elevação de som, o que significa que podem detectar a altura de onde o som está emanando, porque um furo de sua orelha é mais alto que o outro. Tudo isso para identificar a localização exata de sua presa, tão bem que o pássaro pode fazer correções de curso durante o voo para atacar sua vítima.

E tenha em mente: estamos falando de um caçador noturno que usa este sentido afinado de audição para pegar uma presa que não pode sequer ver. Então, basicamente temos um demônio voador com uma série de lâminas de barbear a la Wolverine nas mãos.
E isso não é tudo: corujas também têm penas serrilhadas especiais, que lhes permitem voar silenciosamente. Além disso, elas têm a menor relação asa-carregamento de qualquer ave, o que significa que podem voar em velocidade extremamente lenta em caso de necessidade, ou carregar grandes cargas.
Se você está inspirado para se tornar um super-herói coruja, há um gênero de coruja que já vem com um nome legal para você: Strix.
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2 – Cuidado, essa harpia pode e irá esmagá-lo
A harpia é tão poderosa quanto um bicho capaz de voar pode ser. Ela tem uma pressão de esmagamento de 37 quilos por centímetro quadrado.

Se esse é um número sem sentido para você, vamos colocar assim: o homem médio tem uma pressão de cerca de 4 quilos. A mordida de um cão típico tem meros 22, e mesmo lobos só podem mastigar com pressão de 28 quilos por centímetro quadrado. Achou pouco?

Mas certamente, mesmo um pássaro com uma mordida que envergonha as mandíbulas de um cão feroz ainda é apenas um pássaro, certo? O que poderia fazer para um homem adulto? Arrancar um dedo com suas garras?

Um pouco mais do que isso, na verdade, considerando que suas garras são do mesmo tamanho que as de um maldito urso pardo. E não vamos esquecer que ela também tem um bico afiado que faria um espadachim japonês pendurar suas ferramentas de vergonha.

E olha que dócil: a harpia gosta de mostrar seu poder esmagando os crânios de macacos, e então os comendo. Coisa que ela nem precisa fazer para termos medo dela. Basta ver como essa ave simplesmente pega e leva sua presa para longe, como fez com esta preguiça.
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3 – Ave-lira, a maior imitadora de sons do mundo
Esse sim é um super-herói com habilidades que qualquer um deseja ter: a ave-lira é a maior imitadora de áudio do mundo.

Além de copiar a melodia de outros pássaros, ela pode copiar os sons de alarmes de carro, equipamentos de construção, tiros, cães latindo, instrumentos musicais e até mesmo pessoas.
E não estamos falando sobre a porcaria de “Polly quer biscoito” dos papagaios. Essa coisa que se chama ave-lira pode reproduzir o som exato de sua voz, como um gravador – ou melhor que um gravador. Com certeza ela pode imitá-lo melhor do que outro ser humano.
Isso porque essa ave tem o mais avançado conjunto de cordas vocais do mundo, feito ainda mais impressionante pelo fato de que ela não tem lábios para ajudar a moldar o som – por ser um pássaro e tudo mais. A ave-lira faz tudo com sua garganta.
Além disso, sua memória para gravar e armazenar estes sons é impecável. Por exemplo, em 1969, uma canção de uma ave-lira foi gravada e enviada para um estudioso chamado Norman Robinson. Após a filtragem, ele descobriu que o pássaro estava cantando duas músicas populares dos anos 1930 ao mesmo tempo.  
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Sim, o motor de motosserra em 2:30 era uma ave-lira. Como ainda não existe uma personagem de quadrinhos baseada nessa coisa? Suas aplicações práticas para super-heróis ou vilões são enormes. Pense na quantidade de negócios que fazemos por telefone. Como seria bom para um detetive imitar a voz de um criminoso e ligar para seu cúmplice para discutir recentes atividades nefastas? Ou então, problemas no caminho? Pegue um megafone e vire uma sirene de polícia, uma matilha de cães, um velociraptor, qualquer coisa.

4 – Ganso-patola, seu super crânio e sua super velocidade

O ganso-patola é uma graciosa ave marinha, que vive uma vida semelhante à outras aves marinhas, se não fosse pelo seu superpoder secreto.
Essa ave se diferencia de seus pares pelos seus hábitos de caça. Como muitas outras aves marinhas que dependem dos peixes para seu sustento, ele tem uma tendência a voar alto e fisgar sua presa.
Ao contrário de outras aves marinhas, no entanto, ele não se preocupa com coisas como “segurança pessoal” ou “velocidade terminal”. Essa ave pode – e constantemente atinge – a água a velocidades de até 144 quilômetros por hora. Isto é particularmente impressionante quando se leva em conta o fato de que a tensão superficial da água garante que bater no mar a essa velocidade não seja nada diferente do que bater de cara em um bloco de cimento.
A razão dita que tal impacto deve tornar a ave uma pasta para os próprios peixes que tentava pegar. No entanto, o ganso desafia as leis da física. Como? Tendo um crânio extra-grosso tipo capacete que é capaz de suportar o impacto.
E, como você nunca está protegido o bastante ao jogar kamikaze com a vida, a ave ainda compensa com airbags especiais em seu pescoço e ombros, que podem ser inflados à vontade para absorver impactos que matariam qualquer outro animal.
Na verdade, o ganso tende a atingir a água tão rápido que nem sequer precisa arrebatar minuciosamente o peixe com o bico – apenas o atordoa com o impacto (também, pudera).
Então, sim, o que temos aqui é o potencial para um herói que pode levar uma surra como nenhum outro. Imagine-o enfrentando um criminoso fugindo de um telhado próximo, e em seguida quebrando através de uma parede de tijolos, totalmente imperturbável.
Você pode socá-lo o quanto quiser. Ele tem um airbag facial e um crânio como uma rocha. Ele vai ridicularizar seus ataques insignificantes, e em seguida vir para cima de você – a 144 quilômetros por hora.
5 – Avestruz ou Tiranossauro Rex?
O avestruz é uma criatura feia, mas lutar contra o crime não é um negócio bonito.
Esta ave de 130 quilos faz com que volume pesado não seja sinônimo de baixa capacidade de correr, já que atinge velocidades de 96 quilômetros por hora. Grande coisa, certo? É meio rápido, com certeza, mas há outros animais, ou seja, chitas, que podem facilmente ultrapassar isso.

Mas a questão é: as chitas não são conhecidas por sua resistência, e de fato se esgotam quase que instantaneamente. O avestruz, por outro lado, pode continuar nesse ritmo por meia hora. Mas isso, por si só, não seria suficiente para esta lista.
Então vamos falar sobre as suas terríveis garras, e como elas podem emitir força suficiente para pulverizar seus órgãos.

Por conta própria, as garras do pé do avestruz deixam algo a desejar diante de malfeitores como a harpia. Mas as aves gigantes também possuem duas garras no fim de cada asa para dispor de mais opções para o ataque, fora que as garras do pé vão chegar a você com o incrível poder terrível do Chute de Avestruz.

Quando utiliza suas pernas para um poder fatal máximo, seus joelhos dobram para frente, transformando-as em potências capazes de matar um leão em pânico com um único chute.
Como super-herói avestruz, você poderia ter a capacidade de chutar diretamente para a frente com uma força de 140 quilos por centímetro quadrado. Para colocar isso em contexto, um pugilista profissional peso-pesado pode bater com cerca de 56 quilos por centímetro quadrado. Assim, o Chute de Avestruz é o equivalente a cerca de 2,5 melhores nocautes de Mike Tysons, no mesmo local, no momento exato. Exceto que, em vez de uma bela e macia luva de boxe, todo o impacto será entregue com aquelas garras sobre as quais já conversamos antes.

Realmente, o único problema com ter poderes de avestruz é o nome/fantasia estúpida que você seria obrigado a usar. Mas acho que podemos te ajudar: pesquisas sugerem que o avestruz é mais ou menos diretamente parente de ninguém mais, ninguém menos que o Tiranossauro Rex, sabe quem é?[Cracked]

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Universidade cearense expõe casa de plástico movida a gás de cozinha

Para fazer as paredes da casa sustentável foram usados placas de plástico, que são preenchidas com isopor e encaixadas por uma estrutura metálica l Foto: R7

Uma casa de plástico, que gera energia, está aberta para visitação na Universidade de Fortaleza (Unifor), Ceará. A construção é uma iniciativa da empresa Nacional Gás, que conseguiu converter gás de cozinha em energia elétrica.

O projeto foi desenvolvido através do Núcleo de Tecnologia da Combustão (NTC). O imóvel de 45 m² foi todo construído com plástico reciclável, de garrafas PET e plástico similar. A casa divide-se em um quarto-escritório, um banheiro e sala e cozinha integradas.
Para fazer as paredes da casa sustentável foram usados placas de plástico, que são preenchidas com isopor e encaixadas por uma estrutura metálica. Até o piso, que é mais rígido, também é feito de plástico.

A casa foi doada pela Impacto Engenharia e pelo empresário cearense Joaquim Caracas, idealizador do projeto. Dentro do local há lâmpadas, geladeira, chuveiro elétrico, entre outros equipamentos, todos dependentes do gás LP, popularmente conhecido como gás de cozinha, que através de um gerador é convertido em energia elétrica tradicional.

O projeto de conversão de energia pode ser a solução para cidades que têm difícil acesso à energia elétrica tradicional. O professor Roberto Menescal, coordenador do NTC, acredita que esta seja uma tecnologia inovadora. O gerador e o reservatório de gás são colocados fora da casa, o que garante a segurança do processo.

Menescal informa que o custo médio da casa de plástico é de R$ 25 mil, com o metro quadrado variando de R$ 500 a R$ 700. A casa ficará aberta para visitação gratuita entre os dias 17 de outubro a 22 de dezembro. Com informações do G1 e Diário do Nordeste.
Redação CicloVivo

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