sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ratinho SBT – Na contramão da preservação ambiental.

Publicação Diário das Gerais 22/05/12

Na semana passada assistindo um quadro do programa do Ratinho intitulado, “o Povo Fala e Ratinho responde”. Fiquei bastante decepcionado com a postura do apresentador.
Estamos às vésperas de acontecer no Brasil um dos mais importantes eventos ambientais, a Rio+20, fórum mundial que irá buscar um equacionamento da necessidade de atender a demanda da população e preservar o meio ambiente. Será debatido também qual a direção deverá a  sociedade tomar, para com uma mudança de postura preservar e recuperar na natureza o que foi destruído pelo homem.
Muitas são as iniciativas comprovadamente que deram bons resultados na diminuição do impacto ambiental. Uma iniciativa que vem ganhando forças é a diminuição do uso do plástico. As sacolas plásticas são utilizadas de maneira exagerado e na mesma proporção são os danos causados por ela na natureza. São feitas de polietileno, um produto do petróleo e levam cerca de 500 anos para se decompor. Enquanto isso acaba flutuando nos oceanos, lagos e rios, obstruindo postos de drenagem de chuva, causando enchentes, enchendo nossos aterros e dificultando a compactação dos detritos.
O programa do Ratinho, no quadro mencionado, uma cidadã paulistana desabafa revoltada pela retirada das sacolas plásticas do comércio e agora possivelmente até mesmo as caixas de papelão. O apresentador Ratinho em resposta, além de concordar, ainda critica os vereadores que votaram a Lei, dizendo ser falta do que fazer ao criar Leis dessa natureza, e complementa, se todos os produtos que são acondicionados nas embalagens são de plásticos, porque acabar com as sacolinhas?
O que gostaria com essa minha observação é mostrar para os nossos leitores de como se tornou difícil a educação ambiental no brasil. Se pessoas que poderiam somar, são responsáveis pela deseducação ambiental, deveriam elas entender, que a educação ambiental não é tão somente um ramo de atividade nos educandários, é responsabilidade de todos os humanos de forma abrangente, deve ser vista como parte de nós mesmos com atitudes em nosso cotidiano. São episódios assim que me motivou a escrever o livro recentemente publicado, “2200 No limite”.
O programa do Ratinho do SBT, inegavelmente possui grande audiência e o apresentador, apesar de sua postura irreverente, às vezes hilária, é um grande formador de opinião devido a sua postura desafiadora e demonstrar possuir um bom caráter. Quero acreditar que sua fala, ocorreu por um lapso temporal, por saber ser ele, um grande defensor das causas sociais. Vale lembrar e é de conhecimento de todos, que para uma maior abrangência com resultados satisfatórios, a preservação ambiental passa seguramente por uma reestruturação social, que está condicionada a uma educação ambiental global.
         A sua fala, apesar de ter ocorrido por um tempo diminuto, mas pela sua penetração, pode jogar por terra o esforça de muitos em reeducar a sociedade para mudança de hábitos e conceitos, criando com isso resistência do cidadão em se adequar à nossa realidade.
Se oportunidade tivesse, diria pessoalmente ao apresentador o que escrevi sugerindo-o a ler o livro, “2200 No limite”. Talvez assim, ele repensasse seus conceitos, assumindo uma nova postura e se tornando mais um aliado importante na educação ambiental e na luta para preservar nosso planeta. Infelizmente sabemos que nem conhecimento terá, mas espero atingir outros que ainda não entenderam a importância de se integrarem para enfrentar esse grande desafio que é de todos,  a educação ambiental.

Orgânicos crescem 8% em supermercados do Brasil


Com um crescimento de área plantada em média de 30% ao ano, segundo o Embrapa, a agricultura orgânica e ecológica dá  sinais de vigor no Brasil. l Foto: Tomas Castelazo (CC3.0)
 
Os supermercados são a grande fonte de produtos orgânicos ao consumidor brasileiro, seguidos a alguma distância por lojas especializadas e feiras típicas. Dados pesquisados pela ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados revelam um crescimento de 8% em sua comercialização nos supermercados, alcançando R$ 1,12 bilhão em 2011.

O departamento de economia da ABRAS também realizou recortes regionais de informações de seus associados, demonstrando São Paulo como o grande mercado para os orgânicos no País, responsável por 56,3% do faturamento total, seguido por Pará (11,7%) e Minas Gerais (7,94%).

“O mercado de orgânicos nos supermercados tem apresentado um crescimento constante, com grande incremento de produtos, deixando de se limitar aos tradicionais hortifrutis. Nas grandes redes, a sua participação no faturamento é da ordem de 0,3% e tende a crescer nos próximos anos”, afirma o presidente da Abras, Sussumu Honda.

Com um crescimento de área plantada em média de 30% ao ano, segundo o Embrapa, a agricultura orgânica e ecológica dá outros sinais de vigor no Brasil. 

O comprador típico de orgânicos é mulher, acima de 30 anos, possui alta escolaridade, e busca neles acima de tudo a saúde. Suas principais queixas são: o preço, a dificuldade em encontrá-los e a falta de variedade nas opções. O perfil estatístico foi traçado em 2011 pela Organic Services, baseado em quase 2 mil entrevistas em pontos de venda de sete capitais brasileiras.

Uma outra avaliação da pesquisa ABRAS reflete que a adaptação do varejo às demandas desse consumidor típico trazem resultados: quase 90% das vendas de orgânicos são feitos por empresas de grande porte, com faturamento maior que R$ 100 milhões – 60%  pelas de faturamento maior que R$1 bilhão. É possível inferir que tais redes ofereçam maior variedade de produtos e constituam uma fonte perene de orgânicos, em contraposição ao varejo itinerante.

Nesta quinta-feira (24) se iniciou a Bio Fair Brasil, 8ª Feira Internacional de Produtos Orgânicos e Agroecologia, que reune desde produtores de vinho, azeites e molhos do sul do País até fabricantes de cosméticos à base de açaí, guaraná e andiroba, extraídos de forma sustentável da Amazônia. A feira é gratuita, aberta ao público e, fica até 27 de maio em São Paulo. Clique aqui para mais informações.

Minas Gerais pode perder R$ 450 bilhões por causa das mudanças climáticas


Os cientistas fizeram análises com base em dois cenários em que as temperaturas variariam entre uma elevação de 2ºC a 5ºC. l Foto: CityShoes

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Estadual de Meio Ambiente analisaram os impactos das mudanças climáticas em Minas Gerais. Segundo o estudo, até 2050 o estado pode ter um prejuízo de até R$ 450 bilhões.

Os cientistas fizeram análises com base em dois cenários em que as temperaturas variariam entre uma elevação de 2ºC a 5ºC. Os principais impactos gerados por essa mudança seriam sentidos na agropecuária e indústria, em consequência, o estado sofreria outros problemas causados pelo êxodo rural.

Para chegar a essas conclusões os pesquisadores utilizaram um sistema criado em 2009 usado para o cálculo do impacto do aquecimento global na economia brasileira e também foram consideradas as projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC).

No norte do estado o impacto maior seria sentido no setor agrícola devido às mudanças nas precipitações. É possível que a região sofra com escassez de chuva, reduzindo a produtividade e aumentando o êxodo rural.

O centro de MG, que inclui a capital Belo Horizonte, seria a área mais impactada economicamente, com a perda estimada entre R$ 114,2 bilhões e R$ 335,39 bilhões. Neste caso, o principal setor afetado seria a indústria, obrigada a diminuir a produção por falta de energia. Com menos chuvas as hidrelétricas teriam que operar com capacidade reduzida.

Outro impacto que pode ser sentido no estado é em relação ao desmatamento. Para os especialistas, a falta de terras destinadas à agricultura se refletirá em mais desmatamento da floresta nativa. A estimativa é de que a perda ambiental aumente em 34,7%, o equivalente a 25.609 km2.

O estudo serve de alerta para que o governo local atente às mudanças necessárias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e também às tecnologias agrícolas que minimizem o impacto ambiental da produção. Com informações do Globo Natureza.

Chico Bento pede a Dilma que vete Código Florestal


O cartunista criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa, publicou na última segunda-feira (21) duas charges do Chico Bento em que o famoso personagem deixa um recado à presidente Dilma Rousseff: “Veta tudim, dona Dirma!”.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Um minuto de silêncio para o planeta terra

Publicado edição dia 16/05/2012 - Pag: 11
César Torres

Nas últimas décadas o homem começou a tomar consciência do estrago que causou ao meio ambiente. As iniciativas foram muitas, os resultados nem tanto. Estamos diante de uma catástrofe anunciada e as atitudes ainda não são levadas a sério na medida certa.

Quando os movimentos ambientalistas começaram a tomar forma e radicalmente promoverem ações para chamar atenção do mundo para uma nova realidade, a exemplo do Greenpeace,e a divulgação dos relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) sobre as mudanças climáticas e suas consequências, é que atitudes concretas passaram a existir.

Os sérios problemas ambientais que afetam o planeta passaram então ter a visibilidade necessária para uma tomada de decisão, foram a causa da convocação pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1968, da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, que veio a se realizar em junho de 1972 em Estocolmo.

A Conferência contou com representantes de 113 países, 250 organizações não governamentais e dos organismos da ONU. A Conferência produziu a Declaração sobre o Meio Ambiente Humano, uma declaração de princípios de comportamento e responsabilidade que deveriam governar as decisões concernentes a questões ambientais.

Em 1988 a ONU aprovou uma Resolução determinando à realização, até 1992 de uma Conferência sobre o meio ambiente e desenvolvimento que pudesse avaliar como os países haviam promovido a Proteção ambiental desde a Conferência de Estocolmo de 1972.

A conferência conhecida como Rio 92 ou "Cúpula da Terra", e realizou-se no Rio de Janeiro entre 3 e 14 de junho de 1992, contando com a presença de 172), representados por aproximadamente 10.000 participantes, incluindo 116 chefes de Estado. Além disso, receberam credenciais para acompanhar as reuniões cerca de 1.400 organizações-não-governamentais e 9.000 jornalistas.

Como produtos dessa Conferência foram assinados 05 documentos. São eles:

1. Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento

2. Agenda 21

3. Princípios para a Administração Sustentável das Florestas

4. Convenção da Biodiversidade

5. Convenção sobre Mudança do Clima

Os documentos assinados surtiram algum efeito positivo, a iniciativa privada, principalmente as grandes empresas, passaram a mudar todo o seu conceito de produção buscando a sustentabilidade como objetivo maior na oferta de produtos e serviços. A educação formal também iniciou um trabalho multidisciplinar abordando o tema.

Muitos outros eventos vêm sendo realizados em vários níveis pelo mundo, como forma de promover as mudanças de atitude em preservar o nosso planeta. Observando o movimento Governamental e de ONGs etc., em favor do meio ambiente, nos da a impressão que as coisas estão caminhando no rumo certo e que em breve o meio ambiente estará preservado, e o homem poderá voltar a respirar com tranquilidade, e as futuras geração estarão protegida da degradação preconizada.

A situação passa por vários momentos, a coragem política de se tomar atitude, o dilema em crescer sem consumir, consumir sem destruir, sabe-se que mudar a mentalidade de uma cultura capitalista não é uma tarefa fácil ou talvez nem aconteça.

A mídia se tornou uma aliada importantíssima em movimentos ambientalistas, e mesmo no trabalho de educação e conscientização social da importância da sustentabilidade, mas o antagonismo está presente em suas ações, a mídia não vive sem patrocinador e a função da mídia é estimular o consumo que é o objetivo do investidor, como administrar essa situação?

As mudanças necessárias são muito radicais. Importante é que o homem tome consciência e comece a mudar os seus conceitos, caso contrário estaremos sempre sendo embaídos como se as mudanças climáticas, o derretimento das geleiras, as secas, a desertificação, a destruição da camada de ozônio, a fome, nada disso estivesse acontecendo em velocidade alucinante. Agora as expectativas de mudanças e a esperança de uma conscientização global está na Rio+20.

Estamos vivendo como a história do Sapo, quando colocamos o sapo em uma panela de água quente, ele esperneia até saltar fora, mas quando o colocamos em uma panela de água fria e colocamos o fogo e ela esquenta aos poucos, ele fica quieto pensando ser possível suportar as mudanças até morrer cozido.

Um minuto de silencio para o planeta, é em memória das centenas de espécimes de animais e aves que foram extintas e continuam nos dias atuais, é em memória de milhares de arvores derrubada todos os dias, é em memória dos rios que a cada dia sofrem com a poluição, enfim é em memória de uma geração perdida, que busca um porto seguro e encontra no Congresso Nacional uma bancada ruralista tentando destruir o pouco de florestas existentes e protegidas pelo Código Florestal, inserindo mudança casuística, e aprovando um Código Florestal danoso ao meio ambiente, considerando nosso governo incompetente na gestão ambiental e que divulga como mérito, a diminuição do desmatamento e não o seu fim. Pedimos um minuto de silencia pela impunidade dos grandes poluidores e desmatadores. Espera-se, “VETA DILMA” o novo Código aprovado pelo Congresso Nacional.

Pergunto: Como você se encontra dentro desse contexto? O que tem feito de concreto para o meio ambiente? Ou pretende ficar como o sapo na panela de água fria sendo aquecida esperando a morte chegar? Pense nisso!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Importante destinação de lodos de ETAs e ETEs

O crescimento das estações de tratamento de águas e esgotos em todos os municípios está aumentando ou tende a crescer em curto espaço de tempo, pois existe um consenso social de que são necessários investimentos cada vez maiores em saneamento básico para manutenção e melhoria da qualidade de vida das populações.

As estações de tratamento águas e de esgotos produzem quantidades significativas e relevantes de lodo e não é possível tratar os esgotos e depois ter de enfrentar um problema ainda maior com a destinação dos lodos das ETEs (estações de tratamento de esgotos).

Análises bibliográficas (JANUÁRIO et al., 2007 e WANKE et al, 2002, dentre outros) indicam que a geração de lodo grosseiramente, equivale a 1 tonelada/dia para cada m3 de vazão da central de tratamento, e portanto podem ser esperados volumes de algumas toneladas por dia em cada um dos municípios que implanta centrais de tratamento de esgotos.

Não é conveniente fica aguardando para a adoção de soluções simplistas como a incorporação como adubo orgânico em solos, pois este tipo de solução necessita de tratamentos prévios como calagem para neutralização da acidez e geralmente infra-estruturas deste tipo, embora não sejam caras, não são planejadas para montagem e operação em grande escala.

Não é econômica a destinação para aterros sanitários de resíduos sólidos, embora esta seja uma solução tecnicamente adequada. Mas o custo final das operadoras das estações de tratamento torna proibitiva a adoção desta solução em escala de empreendimento e em caráter permanente.

Os lodos de estações de tratamento de esgotos são muito ricos em matéria orgânica e carbono, tendo já os efeitos microbiológicos de coliformes fecais e outros elementos sido neutralizado em geral por sistemas de tratamento que tenham sido eficientes.

Os lodos de ETEs constituem um resíduo extremamente rico para ser utilizado em processos de compostagem em associações com os resíduos de poda dos municípios, que constituem outra fonte rica em matéria orgânica, carbono e biomassa.

A incineração destes lodos após a desidratação completa também é indicada como recomendável (JANUÁRIO et al, 2007), não sendo apropriada quando realizada de forma isolada, mas sem qualquer contra-indicação quando associada a restos de matéria orgânica em geral, em processos que podem prever formas de compostagem em seu fluxograma ou mesmo se restringirem a incineração simples.

Quando realizada isoladamente, a incineração tem custos caros, mas quando realizada em consorciamento com outros resíduos sólidos urbanos não passíveis de reciclagem pode ser uma solução muito adequada. Separadamente os lodos podem não apresentar alto poder calorífico, mas em consorciamento com os demais resíduos orgânicos pode se tratar de uma boa alternativa.

Isoladamente o volume de cinzas corresponde a um máximo de 10 a 15% do volume de lodo inicial de estações de tratamento de efluentes que foi submetido ao processo de incineração.

Mas em qualquer que seja o caso, não se recomenda a utilização da destinação final através de incineração tanto para lodos de ETAs (estações de tratamento de água) e ETEs (estações de tratamento de esgotos) isolados ou consorciados com os demais resíduos sólidos, sem que os lodos tenham sido submetidos a rigorosos processos de desidratação para não prejudicar a operação dos sistemas de caldeiras associados a procedimentos com incineradores.

As estações de tratamento de água ou de esgotos produzem quantidades de lodos que variam conforme a qualidade da água e quantidade de produtos químicos utilizados nos tratamentos. A quantidade de lodo varia bastante durante o ano em função das características e da qualidade da água e dos esgotos a serem tratados, influenciando muito a pluviosidade de uma região.

Estes lodos de ETAs ou ETEs pode ser incorporado aos solos como fertilizante orgânico ou pode ser misturado às argilas vermelhas para utilização em processos produtivos de cerâmicas em pequenas quantidades, mas ambas as destinações embora tecnicamente muito adequadas, padecem da falta de gerenciamento sistêmico.

Por isto, na hora de realizar um planejamento integrado e sistematizado para todas as questões que envolvem os resíduos sólidos, não se pode deixar de planejar uma destinação final conjunta ou isolada para os lodos das ETAs ou ETEs.

JANUARIO, G. F. e FERREIRA FILHO, S. S. Planejamento e aspectos ambientais envolvidos na disposição final de lodos de estações de tratamento de água da região metropolitana de São Paulo. Eng. Sanit e Ambiental vol 12, n 2, abril/junho 117 -126, 2007

WANKE, R.; SILVA, G. M.; SANTANA, T. D. C. e GONÇALVES, R. F. Soluções integradas para gerenciamento de lodos de pequenas estações de tratamento de esgotos sanitários na região sudeste do Brasil. XXVIII Congresso Interamericano de Ingeniaria Sanitária e Ambiental. Anais…Cancun, México, 2002

Dr. Roberto Naime, Colunista do EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.



Municípios brasileiro ainda reciclam muito pouco.

César Torres

Os índices de reciclagem no Brasil é muito baixo, a exemplo de São Paulo. A maior metrópole da América do Sul, conforme informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, possui uma média de reciclagem de apenas 1,2%, considerada muito baixa.

Os pequenos municípios na sua maioria, ainda não possuem qualquer projeto visando a reciclagem. As dificuldades apresentadas são muitas, como: a falta de recursos para estruturação de uma usina de reciclagem, a destinação dos produtos recicláveis. A ausência de empresas próximas que viabilizem o custo para retirada dos materiais é um dos maiores desestímulos para muitos.

Sentimos que em todos os obstáculos apresentados, falta na verdade é uma maior vontade política de resolver o problema. Ainda sentimos que a sociedade não entendeu a problemática dos resíduos sólidos para natureza e suas consequência para preservação da vida na terra.

É importante a sociedade aproveitar o momento político dos municípios e cobrar dos candidatos um comprometimento maior em promover políticas públicas de preservação ambiental

Tráfico de animais silvestres colabora para aumento de espécies em extinção

O tráfico de animais silvestres ainda é um problema constante no Brasil. As estimativas são de que anualmente 38 milhões de animais sejam comercializados ilegalmente no país, conforme informações da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas).

Entre os animais estão espécies ameaçadas de extinção e até mesmo alguns exemplares já considerados extintos. Alguns exemplos são: arara azul e amarela da Amazônia, papagaios, macacos, tartarugas e até mesmo animais maiores e perigosos, como sucuris e onças-pardas.

O principal alvo dos traficantes são as aves, que segundo a organização representam 80% dos animais caçados e vendidos ilegalmente. Outro problema que torna a situação ainda pior é o fato de que 90% destes animais morrem no caminho, segundo Rauff Lima, porta-voz da instituição de proteção aos animais.

O controle sobre a atividade ilegal é muito difícil, tanto que o tráfico de animais é altamente rentável, movimentando aproximadamente dois bilhões de dólares, somente no Brasil. Apenas o tráfico de drogas e o tráfico de armas ficam à frente dos animais, como confirmado pela ONG em publicação da Agência AFP.

Os animais que, porventura, são resgatados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) ou são capturados durante as operações da Polícia Federal são encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama, o Cetas. No entanto, ainda existem problemas com a falta de espaço para abrigar adequadamente os animais e, nem mesmo, os zoológicos dão conta de receber as espécies, que em muitos casos precisam de cuidados especiais e não podem retornar à natureza.

Há mais de dez anos a Polícia Federal tem trabalhado para aumentar a fiscalização e impedir o crescimento dessas ações ilegais, no entanto o que se tem visto é um aumento contínuo no número de espécies ameaçadas de extinção. A estimativa do Ministério do Meio Ambiente é de que atualmente 627 tipos de animais estejam nesta lista, um número três vezes maior do que o registrado há 15 anos. Com informações da AFP. Redação CicloVivo





Designers norte-americanos criam bicicletas de madeira que imitam motos

Os modelos são personalizados e fogem totalmente aos padrões de bicicletas comuns.
Imagem: Divulgação


A Masterworks Wood & Design é uma empresa norte-americana especializada em construir bicicletas de madeira. Os modelos são personalizados e fogem totalmente aos padrões de bicicletas comuns. O formato das bikes segue um padrão que faz lembrar as motocicletas no estilo Harley Davidson.


Os responsáveis pelo projeto são os designers Mauro Hernandez e William Holloway, que também projetam outros utensílios em madeira, como mobílias internas e externas.

A dupla é responsável por tornar reais os modelos de bicicletas imaginados pelos clientes. O fato de usarem a madeira como matéria-prima principal lhes oferece maior flexibilidade e permite que toda a criatividade seja colocada em prática.

Toda a estrutura das bikes é feita em madeira, inclusive os bancos. Para que isso não significasse alto impacto ambiental, os designers se preocuparam em usar madeira recuperada, ou seja, que está em seu segundo uso, e árvores que estavam condenadas dentro do perímetro da comunidade.


A substância usada para dar o acabamento nas bicicletas também possui baixo teor de compostos orgânicos voláteis (COV), para reduzir o impacto causado na natureza.

O trabalho é totalmente artesanal e o cuidado com cada um dos detalhes faz com que as peças se tornem verdadeiras obras de arte que estão sempre em movimento. Com informações do Inhabitat.




5 dicas para ter um quarto sustentável

Com algumas substituições é possível viver em um ambiente muito mais sustentável. l Foto: Chic & Cheap Nursery


A sustentabilidade precisa ser incorporada em todos os aspectos da vida, não só na questão ambiental. Algumas mudanças de hábito podem começar na própria casa. Com algumas substituições é possível viver em um ambiente muito mais sustentável. Conheça então cinco ideias para tornar seu quarto mais sustentável e reduzir os níveis de poluentes do ambiente.
- Use tintas sem COV na parede:

A maior parte das tintas disponíveis no mercado possui compostos orgânicos voláteis (COV), que possuem substâncias cancerígenas e ainda poluem o ar. A dica é substituí-las por tintas sustentáveis.

Conheça algumas tintas alternativas:

Tinta de caseína, que é uma a mistura da caseína (uma proteína do leite) com pigmentos. Esta tinta pode inclusive ser feita em casa.

Tintas de cal: Feitas com cal e pigmentos naturais.

Tintas naturais ou orgânicas: Estas são desenvolvidas com extratos vegetais e minerais misturados com óleos e resinas naturais. Também podem ser feitas em casa com frutas ou verduras.

Tinta de terra: Estas proporcionam maior controle da umidade relativa no ar, pois uma vez que possuem terra na composição elas deixam a parede respirar. Além disso, não desbotam e podem ser utilizadas em paredes internas e externas.

Tintas minerais: Por serem feitas de materiais minerais, elas não contêm substâncias tóxicas e deve ser diluída em água antes do uso.

Os pontos desfavoráveis das tintas sustentáveis é que, por não terem conservantes ou produtos químicos para secagem, elas têm data de validade menor e precisam de mais tempo para secar.

- Prefira tapetes sustentáveis

Uma alternativa é usar tapetes de bambu, que são feitos com fibras extraídas de uma pasta celulósica da própria planta. Este modelo é considerado ecológico, pois não agride o meio-ambiente quando a planta é cortada, pois em pouco tempo já pode receber um novo broto. Além disso, pode produzir até 20% a mais de oxigênio do gás carbônico que recebe.

Além do bambu, há outros tipos de tapetes feitos com materiais eco eficientes e reciclados. Alguns com materiais vindos diretamente da natureza, como as fibras de aloe e cacto. No mercado já é possível encontrar também tapetes artesanais confeccionados com fio de garrafas plásticas do tipo PET.

- Reutilize móveis antigos

Ao invés de comprar novos objetos para decorar o quarto, busque aproveitar os móveis usados restaurando-os ou simplesmente passando uma tinta. Aproveite até as peças antigas, que podem ser herdadas de outros parentes. Sabendo fazer uma decoração harmônica com os objetos do quarto, o móvel retrô pode conferir um ambiente personalizado.

Se esta alternativa não foi possível, compre móveis feitos a partir de materiais reciclados, que podem ser comprados em lojas especializadas. Na hora da faxina, lembre-se que velhas gavetas e armários podem ser reutilizados em outras áreas da casa, como recipiente para guardar ferramentas de jardinagem, por exemplo.

- Economize energia

Aproveite o máximo de luz natural possível. Coloque janelas grandes e preocupe-se também com a moldura aplicada em cada uma delas. Escolha de acordo com a necessidade do ambiente. Por exemplo, embora o alumínio não seja o melhor material para o gerenciamento de calor, ele é prático para climas chuvosos e úmidos.

Desta forma, não será preciso acender a luz artificial durante o dia. Já à noite, opte por lâmpadas LED ou fluorescentes compactas, ambas consomem menos energia do que as convencionais.

- Opte por acessórios práticos

Use vasos de plantas no quarto ou em uma varada próxima para purificar o ar e ainda decorar o espaço. Se gostar de cortinas, prefira as mais leves que permitem que a luz solar se infiltre no local, impedindo mofo e bolor. Alternativas: cortinas costuradas a partir de algodão orgânico, seda, cânhamo ou bambu.

Pegue caixas que nao são mais usadas em casa, decore-as e use como recipiente para armazenar seus objetos e manter o quarto arrumado.

No quarto devem ficar apenas os eletrônicos necessários. Não desperdice energia deixando aparelhos eletrônicos plugados na tomada a noite inteira.
Com informações do Green Diary. Marcia Sousa - Redação CicloVivo





PALESTRAS.

Meio Ambiente:

*Desenvolvimento Sustentável
*Reciclagem e Energia Renovável
*Recuperação de Áreas Degradadas
*Esgotamento Sanitário e Reuso da Água
*Novo Código Florestal

Bullying:
*Bullying nas escolas - Como evitar.
Outros temas na área poderão ser sugeridos.
CONTATO: cesaratorres@gmail.com
Telefones: (33) 8862.7915 / 3315.1683



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